<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-11511104</id><updated>2011-11-27T21:27:37.069-02:00</updated><title type='text'>Totalmente Sem-Noção</title><subtitle type='html'>Merdas, bobagens, sacanagens e divagações sem pudor sobre tudo o que rola na vida de dois idiotas sociais.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://www.totalmentesemnocao.com.br/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11511104/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.totalmentesemnocao.com.br/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11511104/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Felipe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15278403868496417135</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp0.blogger.com/_rDBDZwvICJM/RrTMceyxSzI/AAAAAAAAAIs/qJJBFlRcN2s/s200/PC120076_resize.JPG'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>624</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11511104.post-2513194096948116576</id><published>2010-07-28T13:48:00.001-03:00</published><updated>2010-07-28T13:50:51.822-03:00</updated><title type='text'>It´s the end of the world of the world as we know it (and we feel fine)</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_rDBDZwvICJM/TFBfWY3mM7I/AAAAAAAAVVA/4B5XLZiLFHw/s1600/Beatles_HelloGoodbye.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" bx="true" height="225" src="http://2.bp.blogspot.com/_rDBDZwvICJM/TFBfWY3mM7I/AAAAAAAAVVA/4B5XLZiLFHw/s400/Beatles_HelloGoodbye.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Assim como acontece com grandes bandas, artistas e todo o tipo de gente que desenvolve, em maior ou menor grau, alguma atividade relacionada ao processo criativo,&lt;strong&gt; este blog chegou a um ponto de inflexão&lt;/strong&gt;. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após cinco anos escrevendo dois ou três textos por semana, muitos dos quais &lt;span style="color: red;"&gt;&lt;strong&gt;nos orgulhamos imensamente,&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; deparamos com a inevitável barreira do &lt;span style="color: blue;"&gt;&lt;strong&gt;ócio criativo&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;. A necessidade de nos reinventarmos a cada texto publicado aqui sempre foi encarada por nós como um desafio alegre e estimulante para descrevermos em letras, muitas vezes cheias de emoção, ironia, sarcasmo, agressão ou deboche, um ponto de vista, uma reclamação, uma maluquice ou uma história que vivemos ou simplesmente uma &lt;span style="color: #274e13;"&gt;&lt;strong&gt;grande invenção&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; que, de tão detalhada, acabava virando verdade para muitos de vocês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas chegamos a um momento em que &lt;strong&gt;uma pausa se faz necessária&lt;/strong&gt;. Não queremos fechar o blog, até pelo &lt;span style="color: red;"&gt;&lt;strong&gt;carinho e afeto &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;que temos com o site, com o nosso domínio recém-adquirido e, principalmente, com todos vocês, leitores cada vez mais anônimos (&lt;em&gt;notamos que, infelizmente o número de comentários é cada vez mais reduzido, ainda que o fluxo de acesso se mantenha alto&lt;/em&gt;), mas &lt;strong&gt;fiéis&lt;/strong&gt; e que, podem ter certeza, &lt;span style="color: blue;"&gt;&lt;strong&gt;são a alma do site.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; Muito mais do que os nossos próprios textos ou qualquer coisa que tenhamos dito por aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nestes cinco anos de legado (sim, para nós, &lt;strong&gt;é um legado&lt;/strong&gt;), fizemos muitos amigos leitores. Alguns bons &lt;span style="color: red;"&gt;&lt;strong&gt;inimigos&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; leitores. Agüentamos comentários &lt;strong&gt;&lt;span style="background-color: white; color: blue;"&gt;chatos&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, apagamos os &lt;span style="color: red;"&gt;&lt;strong&gt;mal criados,&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; nos deliciamos com os divertidos, nos &lt;span style="color: red;"&gt;&lt;strong&gt;emocionamos&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; com algumas declarações de que o blog – vejam só! – foi importante para esta ou aquela pessoa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estamos entrando numa espécie de &lt;strong&gt;hiato&lt;/strong&gt;, em que &lt;strong&gt;oficializamos uma desobrigação&lt;/strong&gt; (que sempre pautou este site ao longo de cinco anos) de publicarmos dois ou três textos por semana. &lt;span style="color: red;"&gt;&lt;strong&gt;Não quer dizer que iremos fechar o site.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; Pode ser que voltemos com tudo daqui a seis meses. Ou daqui a cinco anos. Ou nunca mais. &lt;strong&gt;Não dá para saber&lt;/strong&gt;. Mas não é justo deixarmos nossos milhares de leitores na mão por tanto tempo sem darmos nenhuma justificativa. &lt;strong&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;E, não, não brigamos, não discutimos, não deixamos de ser amigos.&lt;/span&gt; &lt;/strong&gt;Nada disso. Estamos mais amigos do que nunca. &lt;strong&gt;É apenas um hiato&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada um de nós está com a vida cheia de outros projetos. Sejam pessoais ou profissionais. Mas somos jornalistas. Somos &lt;strong&gt;&lt;span style="background-color: white; color: blue;"&gt;viciados&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; em ler, escrever, pensar, debater, conversar. &lt;span style="color: #990000;"&gt;&lt;strong&gt;Está em nossas veias&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;.&amp;nbsp;Por enquanto, porém, uma pausa por aqui &lt;span style="color: #990000;"&gt;&lt;strong&gt;se faz necessária&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez voltemos a qualquer hora. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde já, fica um imenso agradecimento, um carinho &lt;span style="color: #990000;"&gt;&lt;strong&gt;enorme e um abraço emocionado&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; em cada um de vocês que sempre passou por aqui ao longo desses anos. A companhia de cada um de nossos leitores deixará saudade. O blog não é apenas um hobby. &lt;strong&gt;Durante cinco anos, foi parte importante da vida de todos nós.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Felipe, Thiago e Guilherme&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;P S: &lt;em&gt;Felipe manda avisar que não é pegadinha de primeiro de abril. Podem acreditar no texto do começo ao fim.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11511104-2513194096948116576?l=www.totalmentesemnocao.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11511104/posts/default/2513194096948116576'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11511104/posts/default/2513194096948116576'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.totalmentesemnocao.com.br/2010/07/its-end-of-world-of-world-as-we-know-it.html' title='It´s the end of the world of the world as we know it (and we feel fine)'/><author><name>Felipe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15278403868496417135</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp0.blogger.com/_rDBDZwvICJM/RrTMceyxSzI/AAAAAAAAAIs/qJJBFlRcN2s/s200/PC120076_resize.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_rDBDZwvICJM/TFBfWY3mM7I/AAAAAAAAVVA/4B5XLZiLFHw/s72-c/Beatles_HelloGoodbye.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11511104.post-1914395005106374619</id><published>2010-06-18T07:43:00.001-03:00</published><updated>2010-06-18T07:44:04.046-03:00</updated><title type='text'>Estádio Ellis Park: O Brasil já está preparado para sediar a copa</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_rDBDZwvICJM/TBtNuex0l2I/AAAAAAAARRA/dhjymPQPl_M/s1600/felipe" imageanchor="1" style="clear: right; cssfloat: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" qu="true" src="http://3.bp.blogspot.com/_rDBDZwvICJM/TBtNuex0l2I/AAAAAAAARRA/dhjymPQPl_M/s320/felipe" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span id="goog_454081409"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span id="goog_454081410"&gt;&lt;/span&gt;O Brasil já está preparado para sediar a Copa de 2014. Sério. Não precisa fazer nada. O Ellis Park, onde eu fui assistir a Brasil x Coréia do Norte, na última terça-feira, está recauchutado, mas em muitos pontos é pior até mesmo do que o nosso simpático Estádio Mané Garrincha, aí em Brasília. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O acesso ao estádio é tosco que nem no Morumbi ou no Mineirão. Nada de metrô ou ônibus fácil. Porra nenhuma. Tem que chegar perto e ir andando mesmo. Beleza, faz parte. O pior mesmo é lá dentro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para começar, o espaço entre os assentos é ridículo. Se isso é uma norma da FIFA, então beleza. Até aqueles númerozinhos que o GDF colocou aí pro jogo da Eliminatória de 2006 contra o Chi chi chi le le le tinham maior largura do que a cadeira onde você fica sentado. O acesso às caderias é outro martírio: todo mundo espremido e uma rampa igualzinha à do Mané.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra merda é o banheiro. Nos dois que eu fui, tinha três privadas e nenhum mictório. Fui mijar e levei 25 minutos na fila. Como malandragem sul-africana concorre com a brasileira fácil, vi a galera arrancando o cartaz que indicava que o banheiro feminino era feminino e invadiu o espaço destinado às moças. Tudo bem, se for ver, acho que 5% das pessoas no estádio, nesse dia, eram mulheres. Nem devem ter dado falta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui comprar uma cerva em temperatura ambiente (na hora do jogo estava fazendo dois graus negativos aqui em Joburg) no intervalo e levei simplesmente trinta minutos. Perdi de 10 a 15 minutos do segundo tempo. Não devo ter perdido muita coisa, é verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, quando começou o jogo, ainda tinha vários assentos livres. “Há, a FIFA não conseguiu vender todos os ingressos”, diria rapidamente um incauto. Conversa. Vendeu sim. O que rolou é que faltou luz poucos minutos antes de começar a pelada. E aí as catracas eletrônicas não conseguiram registrar o ingresso. Isso foi resolvido rapidamente e logo as 54 mil pessoas que tinham que estar ali chegaram aos seus lugares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A falta de luz ainda provocou cenas engraçadas, como um dos telões sendo resetado com aquela famosa tela azul de pau da Microsoft, com o inicio do Windows. Em seguida o telão foi desligado e metade dos holofotes de um lado do estádio ficaram apagados até o fim do jogo. Nada que comprometesse a iluminação, mas, sem dúvidas, algo tosco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dito tudo isso, ver um jogo ali foi bem divertido, apesar do frio desgraçado. Os sulafricanos são interativos demais e a felicidade é visível em todos os cantos. A copa é uma grande festa e a vuvuzela (principalmente as que trouxemos, que você não precisa soprar) são um mecanismo de integração absurdo. Pena que para os locais o chop acabou mais cedo, como diria um amigo meu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas isso é tema para um outro post – tambem fui ver Africa do Sul x Uruguai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre o jogo, algumas consideracoes:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Importante agora e vencer. O time vai melhorando com o andar dos jogos, tenho certeza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Robinho muito bem. Maicon idem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Luis Fabiano jogou mal demais. Kaka foi ridiculo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Daniel Alves tem lugar nesse time.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11511104-1914395005106374619?l=www.totalmentesemnocao.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11511104/posts/default/1914395005106374619'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11511104/posts/default/1914395005106374619'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.totalmentesemnocao.com.br/2010/06/estadio-ellis-park-o-brasil-ja-esta.html' title='Estádio Ellis Park: O Brasil já está preparado para sediar a copa'/><author><name>Felipe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15278403868496417135</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp0.blogger.com/_rDBDZwvICJM/RrTMceyxSzI/AAAAAAAAAIs/qJJBFlRcN2s/s200/PC120076_resize.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_rDBDZwvICJM/TBtNuex0l2I/AAAAAAAARRA/dhjymPQPl_M/s72-c/felipe' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11511104.post-3072099761904566614</id><published>2010-06-16T08:28:00.001-03:00</published><updated>2010-06-16T08:28:55.498-03:00</updated><title type='text'>Vuvuzelas que quebram protocolos</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_rDBDZwvICJM/TBi0Up8Yo5I/AAAAAAAARQA/Z9spN9KPnQU/s1600/DSC04694.JPG" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/_rDBDZwvICJM/TBi0Up8Yo5I/AAAAAAAARQA/Z9spN9KPnQU/s320/DSC04694.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;meta content="" name="Title"&gt;&lt;/meta&gt; &lt;meta content="" name="Keywords"&gt;&lt;/meta&gt; &lt;meta content="text/html; charset=utf-8" http-equiv="Content-Type"&gt;&lt;/meta&gt; &lt;meta content="Word.Document" name="ProgId"&gt;&lt;/meta&gt; &lt;meta content="Microsoft Word 2008" name="Generator"&gt;&lt;/meta&gt; &lt;meta content="Microsoft Word 2008" name="Originator"&gt;&lt;/meta&gt; &lt;link href="file://localhost/Users/fjjardim/Library/Caches/TemporaryItems/msoclip/0/clip_filelist.xml" rel="File-List"&gt;&lt;/link&gt;  &lt;style&gt;&lt;!-- /* Font Definitions */@font-face	{font-family:Cambria;	panose-1:2 4 5 3 5 4 6 3 2 4;	mso-font-charset:0;	mso-generic-font-family:auto;	mso-font-pitch:variable;	mso-font-signature:3 0 0 0 1 0;} /* Style Definitions */p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal	{mso-style-parent:"";	margin-top:0cm;	margin-right:0cm;	margin-bottom:10.0pt;	margin-left:0cm;	mso-pagination:widow-orphan;	font-size:12.0pt;	font-family:"Times New Roman";	mso-ascii-font-family:Cambria;	mso-ascii-theme-font:minor-latin;	mso-fareast-font-family:Cambria;	mso-fareast-theme-font:minor-latin;	mso-hansi-font-family:Cambria;	mso-hansi-theme-font:minor-latin;	mso-bidi-font-family:"Times New Roman";	mso-bidi-theme-font:minor-bidi;}@page Section1	{size:595.0pt 842.0pt;	margin:72.0pt 90.0pt 72.0pt 90.0pt;	mso-header-margin:35.4pt;	mso-footer-margin:35.4pt;	mso-paper-source:0;}div.Section1	{page:Section1;}--&gt;&lt;/style&gt;     &lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Demorou, mas pegou com força. O povo sul-africano respira copa do mundo, só fala nisso o tempo todo. Adora qualquer oportunidade de falar no assunto e, sobretudo, de interagir com os torcedores de outros países, que não param de desembarcar na África. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Esse é o cenário que eu e meus comparsas vimos ontem no aeroporto, nas ruas, nos shoppings e em todos os lugares pelos quais passamos em Joanesburgo. Logo ao desembarcar, dei de cara com um grupo de torcedores do Chile, que se exibiam com monociclo no saguão do aeroporto. Não demorou muito para aparecerem vários camaroneses soprando suas vuvuzelas. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Aliás, as irritantes cornetas são um vício em todos os lugares. E, ao contrário do que se possa imaginar, os sul-africanos ficam impressionados e adoram rir e ver as pessoas tomando sustos quando aquele instrumentozinho chato é assoprado. No aeroporto, o clima é totalmente sem-noção: seguranás, aos nos virem com a corneta, se aproximavam e pediam para soprar também. O pessoal da imigração e da alfândega faziam piadas e comentários sobre a copa. &lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_rDBDZwvICJM/TBi1HvCajuI/AAAAAAAARQI/vb6Edo6G8qE/s1600/DSC04711.JPG" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/_rDBDZwvICJM/TBi1HvCajuI/AAAAAAAARQI/vb6Edo6G8qE/s320/DSC04711.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Mais tarde, ao andarmos pelas ruas do bairro de Kensington (sim, caminhamos dois quilometros aqui sem nenhum problema, ao contrario do que se alerdeia por ai), uma senhora gordinha da Suazilândia nos viu e quase implorou para soprar a vuvuzela (sem trocadilho) de um dos meus amigos. Dentro do shopping center onde fomos almoçar, o segurança, em vez de reclamar, também se aproximava e rachava de rir quando ouvia o barulho. ˜Brasil our second team. Brasil gonna win today two zero˜, diziam a maioria deles, sobre o jogo contra a Coréia do Norte.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Na pensão onde estamos hospedados, um povo do Cabo Verde, de Angola e do Zimbábue só falam em copa, ficam encantados com as ridículas perucas e ornamentos que estamos carregando para lá e para cá. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Ainda no aeroporto, dei de cara com um simpático famoso jogador de tênis, que esperava humildemente atrás de mim na fila para retirar os ingressos. Discreto, tive de olhar duas vezes e ainda perguntei, de maneira quase idiota: ˜Ei, você é o Guga?˜. Ele riu e disse: ˜Sim, amigão. Vamos vencer hoje˜. Troquei uma rápida ideia com ele, que nem sabia qual moeda era utilizada na África do Sul e ainda pediu dicas de como se deslocar até o hotel onde ele ficaria. Depois pedi pra namorada dele tirar uma foto minha com o eterno ídolo brasileiro. Mais tarde, depois do jogo, ainda encontramos eles comendo no McDonalds, completamente incólumes. Muito gente fina o camarada.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11511104-3072099761904566614?l=www.totalmentesemnocao.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11511104/posts/default/3072099761904566614'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11511104/posts/default/3072099761904566614'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.totalmentesemnocao.com.br/2010/06/vuvuzelas-que-quebram-protocolos.html' title='Vuvuzelas que quebram protocolos'/><author><name>Felipe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15278403868496417135</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp0.blogger.com/_rDBDZwvICJM/RrTMceyxSzI/AAAAAAAAAIs/qJJBFlRcN2s/s200/PC120076_resize.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_rDBDZwvICJM/TBi0Up8Yo5I/AAAAAAAARQA/Z9spN9KPnQU/s72-c/DSC04694.JPG' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11511104.post-2838288298623162137</id><published>2010-06-15T21:24:00.002-03:00</published><updated>2010-06-15T21:26:01.679-03:00</updated><title type='text'>Operação Batalha na Savana</title><content type='html'>&lt;span id="profile_status"&gt;&lt;span id="status_text"&gt;Batalha na Savana: resumo do  primeiro dia da missão. Vitória do Brasil; emoção indescritível no  hino, sentimento de orgulho por ser o país mais querido - disparado - em  Dubai e na África do Sul; curtição do clima de Copa do Mundo; diversão  com as vuvuzelas; impacto com  cultura muçulmana (em Dubai); impacto com  a recepção calorosa e alegre dos sul-africanos. Incrível tudo isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tô com muito pouco acesso a internet e computador. Poderei apenas mandar pequenos relatos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Beijos.&lt;/span&gt;&lt;small&gt;&lt;span id="status_time"&gt;&lt;span id="status_time_inner"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/small&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11511104-2838288298623162137?l=www.totalmentesemnocao.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11511104/posts/default/2838288298623162137'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11511104/posts/default/2838288298623162137'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.totalmentesemnocao.com.br/2010/06/operacao-batalha-na-savana.html' title='Operação Batalha na Savana'/><author><name>Zethi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13154083334064158173</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_By3bLYY_d6g/SvM0ywbLG_I/AAAAAAAAAAM/7gczPDqrkGE/S220/zethi1.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11511104.post-5333806191266881686</id><published>2010-06-13T20:28:00.001-03:00</published><updated>2010-06-13T20:28:53.125-03:00</updated><title type='text'>Dubai</title><content type='html'>Eu e o companheiro Theo Saad estamos um pouco (sic) bebados. Sao 3h28 em Dubai. Vimos os dois jogos de hoje no meio shopping do mundo: o Dubai Mall. Os animais fizeram uma pista de patinacao e um telao inacreditavel. Coisa de quem nada no dineheiro (apesar da crise). Inacreditavel. Nao sei o que acontece, mas minha camera nao baixa fotos no cpu. Parece que a proibicao de birita eh ampliada pra fotos no cpu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;em Joburg a gente atualiza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abracos&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11511104-5333806191266881686?l=www.totalmentesemnocao.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11511104/posts/default/5333806191266881686'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11511104/posts/default/5333806191266881686'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.totalmentesemnocao.com.br/2010/06/dubai.html' title='Dubai'/><author><name>Zethi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13154083334064158173</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_By3bLYY_d6g/SvM0ywbLG_I/AAAAAAAAAAM/7gczPDqrkGE/S220/zethi1.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11511104.post-7237810931427196182</id><published>2010-06-10T22:20:00.000-03:00</published><updated>2010-06-10T22:20:42.874-03:00</updated><title type='text'>BREAKING NEWS: Redação do TSN se muda para a África do Sul</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_rDBDZwvICJM/TBGPSsWNNcI/AAAAAAAARNU/jIZg8zw6IA0/s1600/copadomundo.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/_rDBDZwvICJM/TBGPSsWNNcI/AAAAAAAARNU/jIZg8zw6IA0/s320/copadomundo.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Sim, sei que muita gente não gosta e entra aqui esperando ler outras coisas. Mas, já dizia Galvão Bueno, &lt;b&gt;“é Copa do Mundo, amigo”. Não tem o que fazer.&lt;/b&gt; &lt;b&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;Não tem pra onde corr&lt;span style="background-color: white;"&gt;er&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="background-color: white;"&gt;. &lt;/span&gt;&lt;b style="background-color: white;"&gt;Não adianta espernear.&lt;/b&gt;&lt;span style="background-color: white;"&gt; &lt;/span&gt;Não adianta &lt;b&gt;xingar &lt;/b&gt;os veículos de comunicação. Não adianta vir com papo-cabeça de que não podemos deixar o futebol encobrir o mundo real –&lt;b&gt; foda-se o mundo real&lt;/b&gt;. Não, nada disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, meus amigos, paciência. Nos próximos dias e semanas, este espaço será &lt;b&gt;abastecido &lt;/b&gt;com textos (e fotos, se Romário, digo, Deus quiser) enviados diretamente da África do Sul. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afinal de contas, como disse um desses aí outro dia, “&lt;i&gt;o futebol disparado é a coisa mais importante dentre as coisas que não têm nenhuma importância no mundo”.&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem mais para o momento.&lt;i&gt; &lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11511104-7237810931427196182?l=www.totalmentesemnocao.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11511104/posts/default/7237810931427196182'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11511104/posts/default/7237810931427196182'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.totalmentesemnocao.com.br/2010/06/breaking-news-redacao-do-tsn-se-muda.html' title='BREAKING NEWS: Redação do TSN se muda para a África do Sul'/><author><name>Felipe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15278403868496417135</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp0.blogger.com/_rDBDZwvICJM/RrTMceyxSzI/AAAAAAAAAIs/qJJBFlRcN2s/s200/PC120076_resize.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_rDBDZwvICJM/TBGPSsWNNcI/AAAAAAAARNU/jIZg8zw6IA0/s72-c/copadomundo.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11511104.post-185923471143021756</id><published>2010-06-07T09:45:00.003-03:00</published><updated>2010-06-07T18:04:44.105-03:00</updated><title type='text'>O peido e o equilibrista</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_9j4WwgKYuII/TAl9jrvW2WI/AAAAAAAAFr4/HzPqokre4Sw/s1600/shame1.jpg"&gt;&lt;img style="text-align: center; margin: 0px auto 10px; width: 400px; display: block; height: 268px;" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5479048473663166818" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_9j4WwgKYuII/TAl9jrvW2WI/AAAAAAAAFr4/HzPqokre4Sw/s400/shame1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Criatura singela, o &lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 102, 51);"&gt;Artêmio&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. Trintão reservado, colega de muitos e amigo de poucos, prefere o aconchego do lar ao frenesi das ruas. Funcionário público de carreira, só ousa deixar a segurança de casa para ir ao trabalho. Não gosta de aventuras. Odeia calúnias. E rejeita qualquer situação que o deixe constrangido. Artêmio, sujeito conservador e &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(153, 153, 0);"&gt;representante fiel do Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC)&lt;/span&gt;, tem 37 anos. Mas parece 57.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo diante de tantas manias e cuidados, Artêmio não conseguiria escapar de um episódio que mudaria ainda mais a &lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 102, 51);"&gt;relação de pavor com o mundo&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. O pior de dia da vida dele começa em uma longínqua manhã fria, iniciada como tantas outras. Artêmio acordou as 6h02, espreguiçou-se demoradamente, calçou os chinelos de couro legítimo, arrastou-os até o banheiro, mijou bonito, lavou o rosto e escovou os dentes. Pegou o jornal, preparou o café da manhã com ovos, salsichas e bacon. Pela primeira vez em 15 anos, acrescentou ao ritual do desjejum uma dedicada vitamina feita &lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 0);"&gt;com abacates gentilmente cedidos &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;por um colega de repartição. "São lá da chácara", avisou Peixoto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Artêmio, econômico nas palavras, saiu de casa a assoviar Garota de Ipanema. Estava especialmente feliz e, assim, meio distraído, logo alcançou a parada de ônibus. A poucos minutos da chegada do transporte, no entanto, &lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 102, 51);"&gt;a sorte do servidor público&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; começaria a mudar. O apontar da condução coletiva coincidiu com o primeiro sinal do que se tornaria em cinco minutos o rebolation de uma magistral caganeira. Mas a leve pontada inicial trairia o discreto Artêmio. Foi por causa dela - e só dela - que tudo deu errado &lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 0);"&gt;depois que ele criou coragem&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; para seguir viagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até então, o devoto funcionário do poder público federal acreditava que o bostão em erupção poderia ser resolvido &lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 102, 51);"&gt;com um peidinho honesto e imperceptível&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. Isso se fosse necessário, pois o local de trabalho ficava a 25 minutos dali. Era esperar um pouco mais e largar a obra barrenta no discreto banheiro dos serviços gerais. Simples assim, pensou ele. Artêmio pagou a passagem, avançou a catraca, estufou o peito e rapidamente se dirigiu para os fundos do busão. Aconchegou-se ao lado de &lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 0);"&gt;uma mulher assaz simpática&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. A moça cedeu a ele o lugar ao lado do corredor, o que obrigou Artêmio a um abafado “obrigado, senhora”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que ele não esperava, porém, eram as três fisgadas repentinas que se seguiram ao primeiro sinal de relaxamento social. A barriga estufou, e Artêmio&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 0);"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 102, 51);"&gt;só não soltou um gemido&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; mais alto porque se encontrava entre estranhos. Sem alternativa, optou por colocar em prática o plano original. O reservado Artêmio se acomodou um pouco melhor no banco duro do veículo, apertou com as duas mãos a barra de ferro logo à frente, entrefechou os dois olhos e pediu a Deus que tornasse aquele momento imperceptível. O pobre homem talvez tenha orado baixo demais. &lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 0);"&gt;O peidinho virou peidão&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; ao ressoar no plástico azul, assustou a vizinha de viagem e ainda envolveu o coletivo em uma bolha fedorenta. Não havia ali nenhum ponto de equilíbrio capaz de contornar o problema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não bastasse a vergonha, Artêmio calculou mal a quantidade de enxofre expelido e &lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 102, 51);"&gt;um pedaço liquefeito de merda &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;lhe sujou as cuecas da marca Zorba. Para uma criatura comum, tal situação seria o caos. Para o singelo Artêmio, representava o fim. O sujeito quedou paralisado. Até então, mantinha-se na mesmíssima posição desde a incauta peidorreia. A visão ficara t&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_9j4WwgKYuII/TAl8-XkPGNI/AAAAAAAAFrg/Q-GvaHqVQik/s1600/shame.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px 10px 10px 0px; width: 320px; float: left; height: 222px;" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5479047832592652498" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_9j4WwgKYuII/TAl8-XkPGNI/AAAAAAAAFrg/Q-GvaHqVQik/s320/shame.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;urva, como se tudo ao redor tivesse &lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 0);"&gt;se tornado preto e branco&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. Não enxergava um palmo à frente. E uma gota de suor lhe escorreu a face.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O chorume lançado ao ar, obviamente, logo gerou protestos na condução pública. Alguns passageiros exigiram &lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 102, 51);"&gt;a parada completa da aeronave&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, o que de bom grado aceitou o motorista. Em segundos, Artêmio se viu abandonado no veículo. Amaldiçoou o ovo, a salsicha, o bacon, o abacate e, principalmente, o solidário colega de escritório. Artêmio, o nobre cidadão, precisava sair dali. Não havia outra saída. Tomou fôlego, levantou-se do banco, ajeitou a roupa como se nada houvera e, com o resto da dignidade que lhe sobrara, desceu do veículo. Não olhou para os lados nem para ninguém. Seguiu com o nariz empinado ao longo da calçada, com as mãos nos bolsos e a sentir os rastros da bosta sujarem &lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 0);"&gt;os sapatos espartanamente envernizados&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11511104-185923471143021756?l=www.totalmentesemnocao.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11511104/posts/default/185923471143021756'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11511104/posts/default/185923471143021756'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.totalmentesemnocao.com.br/2010/06/o-peido-e-o-equilibrista.html' title='O peido e o equilibrista'/><author><name>Guilherme Zé Gotinha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12774708709226944804</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_9j4WwgKYuII/SnmQbLA9gyI/AAAAAAAACWw/54ihX5gKAlo/S220/inter.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_9j4WwgKYuII/TAl9jrvW2WI/AAAAAAAAFr4/HzPqokre4Sw/s72-c/shame1.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11511104.post-2505881619470808624</id><published>2010-06-02T12:22:00.011-03:00</published><updated>2010-06-02T17:54:51.973-03:00</updated><title type='text'>Meio milhão de visitantes</title><content type='html'>&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);font-size:130%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Meio milhão de visitantes únicos&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;824.884 page loads&lt;/span&gt;, muita emoção. Brigas, elogios, cantadas, e-mails de fãs, tentativas de homicídio e suicídio, festas, glamour, debates, &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 0, 153);"&gt;convites presidenciais esnobados&lt;/span&gt;, apelos de estrelas para escrever neste espaço recusadas. Sim, tudo isso se passou muito rápido, ao mesmo tempo, durante&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 102, 0);"&gt; os últimos EXATOS 5 anos&lt;/span&gt; de existência do blog.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nosso primeiro post? &lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(102, 0, 204);"&gt;Dia 2 de junho de 2005&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, quando a formação original deste prestigioso espaço (&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;com André no lugar de Goutas, atual e indispensável titular&lt;/span&gt;) postou um&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 153, 0);"&gt; "olá" que mudaria a história do bloguismo mundial&lt;/span&gt;. A internet jamais foi a mesma. O Google saiu do ar com o lançamento do blog. O Facebook foi imaginado naquele dia - "Como conectar tantas pessoas que &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;tentam acessar o mesmo espaço&lt;/span&gt;? é preciso criar uma rede", pensou-se, à época.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Falamos de política&lt;/span&gt;. Falamos de mulheres. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Falamos de bibas&lt;/span&gt;. Falamos de leões. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Falamos de futebol&lt;/span&gt;. Falamos de caganeiras.&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; Falamos de pés irresistíveis&lt;/span&gt;. Falamos de assassinatos. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Falamos de sangue no cemitério&lt;/span&gt;. Falamos de viagens. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Falamos de cidades do mundo inteiro&lt;/span&gt;. Falamos de motéis. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Falamos de traições&lt;/span&gt;. Falamos de corrupção. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Falamos de pessoas idiotas&lt;/span&gt;. Falamos de amigos. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Falamos do Orkut&lt;/span&gt;. Falamos do Facebook. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Falamos até do BBB&lt;/span&gt;. Falamos de roquenrol. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Falamos de filmes&lt;/span&gt;. Falamos de mãe, pai, filhos, irmãos e até de sobrinhos. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Falamos de vômitos.&lt;/span&gt; Falamos de porres. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Falamos de sexo&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 0, 0);"&gt;Falamos, enfim, da vida&lt;/span&gt;.&lt;/span&gt; Felipe, Zé Gotinha e Zethi (e André, nos primeiros poucos meses) &lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 153, 153);"&gt;fizeram deste espaço uma ode à vida&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;. Uma homenagem ao jeito masculino escrachado de ver o mundo. &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(102, 0, 204);"&gt;Com exageros, é verdade.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 102, 0);"&gt;Com idiotices, é verdade&lt;/span&gt;. Mas, sobretudo, com bom humor e a vontade sempre contagiante de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;fazer nossos leitores entretidos&lt;/span&gt; - ainda que irritados, foda-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);font-size:130%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Cinco anos de muita emoção.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como forma de comemoração, seguem &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 51, 51);"&gt;5 textos de destaque &lt;/span&gt;de cada um dos 3 escritores do blog (escolhidos por eles mesmos):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(204, 0, 0);"&gt;Zé Gotinha:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.totalmentesemnocao.com.br/2008/11/um-bolo-de-merda.html"&gt;&lt;br /&gt;Um bolo de merda&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.totalmentesemnocao.com.br/2007/04/um-vmito-dois-vmitos-trs-vmitos-assim.html"&gt;Um vômito, dois vômitos, três vômitos, assim*&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.totalmentesemnocao.com.br/2006/09/as-mulheres-que-do-e-as-outras-que.html"&gt;As mulheres que dão; e as outras que voam&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.totalmentesemnocao.com.br/2006/05/cantada-infalvel-1-parte.html"&gt;A Cantada Infalível – 1ª parte&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.totalmentesemnocao.com.br/2006/05/cantada-infalvel-2-parte.html"&gt;A  Cantada Infalível – 2ª parte&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.totalmentesemnocao.com.br/2009/08/o-macho-alfa.html"&gt;O macho alfa&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 0, 153);"&gt;Felipe:&lt;/span&gt;&lt;span style="text-decoration: underline; font-weight: bold; color: rgb(0, 0, 153);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://joselitando.blogspot.com/2006/05/eu-no-levo-srio-quem-nasceu-nos-anos.html"&gt;Eu não levo a sério quem nasceu nos anos 80&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://joselitando.blogspot.com/2006/03/orkut-eu-no-quero-ter-um-milho-de.html"&gt;Orkut: Eu não quero ter um milhão de amigos&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.totalmentesemnocao.com.br/2008/07/modelos-de-gesto-de-relacionamentos.html"&gt;Modelos de gestão de relacionamentos&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.totalmentesemnocao.com.br/2005/06/os-repolhinhos.html"&gt;Os repolhinhos&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.totalmentesemnocao.com.br/2007/07/o-bairro-da-luz-vermelha.html"&gt;O bairro da Luz Vermelha&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 102, 0);"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Zethi:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.totalmentesemnocao.com.br/2005/12/as-17-frases-mais-masculinas-do-cinema.html"&gt;As 17 frases mais masculinas do cinema&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.totalmentesemnocao.com.br/2007/01/como-fazer-sua-mulher-feliz-com-10.html"&gt;Como Fazer sua Mulher Feliz com 10 Iniciativas - adote este guia&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.totalmentesemnocao.com.br/2006/10/bomba-na-cama-os-homens-tambm-sabem.html"&gt;“Aqui jaz uma mulher que quase não trepou na vida”, diz mulher gostosa, 28 anos, tarada e desesperada&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.totalmentesemnocao.com.br/2007/03/servio-surreal-de-atendimento-ao.html"&gt;Serviço Surreal de Atendimento ao Consumidor&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.totalmentesemnocao.com.br/2006/10/bomba-na-cama-os-homens-tambm-sabem.html"&gt;Começou Ivete, terminou Preta Gil&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11511104-2505881619470808624?l=www.totalmentesemnocao.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11511104/posts/default/2505881619470808624'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11511104/posts/default/2505881619470808624'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.totalmentesemnocao.com.br/2010/06/meio-milhao-de-visitantes.html' title='Meio milhão de visitantes'/><author><name>Zethi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13154083334064158173</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_By3bLYY_d6g/SvM0ywbLG_I/AAAAAAAAAAM/7gczPDqrkGE/S220/zethi1.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11511104.post-3171648744630992603</id><published>2010-05-27T09:52:00.003-03:00</published><updated>2010-05-27T20:33:54.402-03:00</updated><title type='text'>Shoot To Thrill - A história antecipada de um linchamento moral</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="border: medium none; clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_rDBDZwvICJM/S_5pk2OxP2I/AAAAAAAAQR0/t3isHNVPFxY/s1600/dunga4.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" gu="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_rDBDZwvICJM/S_5pk2OxP2I/AAAAAAAAQR0/t3isHNVPFxY/s320/dunga4.jpg" style="cursor: move;" unselectable="on" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Hoje, 27 de maio de 2010, estamos a exatos 44 dias do final da Copa do Mundo. Possivelmente até antes desse tempo, estaremos diante do &lt;b&gt;linchamento nacional&lt;/b&gt; de um sujeito hoje &lt;span style="color: blue;"&gt;&lt;b&gt;convicto&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;, &lt;span style="color: #274e13;"&gt;&lt;b&gt;coerente&lt;/b&gt;&lt;/span&gt; e &lt;span style="color: red;"&gt;&lt;b&gt;eficiente&lt;/b&gt;&lt;/span&gt; - e nada mais do que isso. &amp;nbsp;Mas que, conforme o resultado obtido – e julgando-se apenas por isso, para o bem ou para o mal – entrará para a história de forma desgraçada como &lt;b&gt;cabeça-dura&lt;/b&gt;, &lt;b&gt;turrão &lt;/b&gt;e &lt;span style="color: #274e13;"&gt;&lt;b&gt;incompetente&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, o nosso Dunga sustenta suas convicções baseado nos &lt;b&gt;resultados incontestáveis&lt;/b&gt; obtidos ao longo de &lt;span style="background-color: white;"&gt;quatro&lt;/span&gt; anos. Conquista da Copa América com um time B que goleou o time A da Argentina. Conquista da Copa das Confederações de forma aguerrida, tendo humilhado a Itália e sem ter precisado enfrentar a &lt;span style="color: red;"&gt;&lt;b&gt;patética&lt;/b&gt;&lt;/span&gt; Espanha – que foi banida pelos Estados Unidos, veja só. Liderança tranqüila e folgada nas Eliminatórias, com resultados bem expressivos, como goleada histórica no Uruguai no Centenário e vitória inapelável sobre a Argentina em Rosário. Para não dizerem que só jogamos com bambalas, o Brasil também abotoou Itália, Portugal, Argentina (de novo) e Inglaterra em amistosos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os resultados vitoriosos, claro, serviram para esconder&lt;b&gt; partidas grotescas&lt;/b&gt;, como os empates contra &lt;span style="color: #274e13;"&gt;&lt;b&gt;Bolívia&lt;/b&gt;&lt;/span&gt; e &lt;span style="color: #990000;"&gt;&lt;b&gt;Colômbia&lt;/b&gt;&lt;/span&gt; em casa pelas eliminatórias, o empate contra o &lt;span style="color: red;"&gt;&lt;b&gt;Equador&lt;/b&gt;&lt;/span&gt; (na melhor atuação da vida de Júlio César) em Quito e uma &lt;b&gt;derrota ridícula&lt;/b&gt; para a &lt;span style="color: red;"&gt;&lt;b&gt;Venezuela&lt;/b&gt;&lt;/span&gt; em amistosos. E, mais do que isso, serviram para firmar um monte de volantes ou meias sem habilidade no time, calcados nos resultados vitoriosos da equipe – sim, no saldo, o time do Dunga é muito mais vitorioso do que se imagina. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu absolvo o Dunga de boa parte das críticas. Assim como absolvia o Telê, o Felipão, o Parreira, o Zagallo, o Luxemburgo, o Carlos Alberto Silva (Lazaroni e Falcão não!!!). Porque eu sei, e isso me parece óbvio, que as &lt;b&gt;reclamações ferozes&lt;/b&gt;, por mais bem argumentadas que possam parecer, são muito mais por uma &lt;span style="color: red;"&gt;&lt;b&gt;indignação&lt;/b&gt;&lt;/span&gt; por não termos hoje condição alguma de ver um time jogar bonito e ganhar do que por realmente ver defeitos grotescos na forma de trabalho do treinador. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="border: medium none;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_rDBDZwvICJM/S_5pbK4Ju7I/AAAAAAAAQRk/bKkO369zY04/s1600/dunga2.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" gu="true" src="http://2.bp.blogspot.com/_rDBDZwvICJM/S_5pbK4Ju7I/AAAAAAAAQRk/bKkO369zY04/s320/dunga2.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;Vejo opiniões da crítica especializada e de amigos meus cujos pensamentos respeito muito &lt;b&gt;destruírem&lt;/b&gt; o Dunga por motivos opostos. “&lt;i&gt;Será um absurdo se o Dunga convocar o Adriano e o Kleberson&lt;/i&gt;”, me diziam&amp;nbsp;dois amigões&amp;nbsp;há alguns dias. Nesta semana, por exemplo, outro amigo mandou essa, cheio de convicção: “&lt;i&gt;Achei um absurdo ele não convocar o Adriano. Ele está jogando para caralho. Não tem sentido o Dunga não levá-lo para a Copa. É um erro imperdoável&lt;/i&gt;”. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Reclamaram a todos os cantos que em 2006 as estrelas foram à Alemanha fora de forma, &lt;b&gt;descompromissadas&lt;/b&gt; e nada jogaram. Um a um, &lt;span style="color: red;"&gt;&lt;b&gt;todos foram sendo banidos&lt;/b&gt;&lt;/span&gt; da Seleção. Roberto Carlos e Ronaldo sequer foram convocados por Dunga. No geral, pouca gente reclama da ausência deles na lista que vai à África do Sul - apesar de que na lista de alguns cronistas para 2010 aparecia o nome deste cidadão que auta na lateral-esquerda do&amp;nbsp;Corinthians. "&lt;i&gt;Experiência é importante&lt;/i&gt;", disseram. Bah!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ronaldinho Gaúcho? Jogou em 2006. Em 2007. Em 2008. Em 2009. E foi execrado pela crítica, que &lt;span style="color: red;"&gt;&lt;b&gt;acabou também com Dunga&lt;/b&gt;&lt;/span&gt; quando este teve de convocar o já decadente ex-jogador do Barcelona para a Olimpíada de Pequim e, de novo, &lt;b&gt;nada fez em campo&lt;/b&gt;. Bastou deixar de ser convocado (sua última partida pela Seleção foi no começo do ano passado) e fazer uma meia dúzia de gols pelo Milan – boa fase esta que, ressalte-se, durou não mais que um mês e meio – para já acharem absurdo sua não-convocação. Adriano? Nem preciso comentar, ne? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outros supostamente talentosos que nem foram ao Mundial também são vistos por um como salvação da lavoura. “&lt;i&gt;É um absurdo ele convocar o Julio Baptista e deixar o Diego de fora&lt;/i&gt;”, diz um amigo meu, revoltado. Outro emenda: “&lt;i&gt;Diego? Só pode estar de brincadeira. Diego é jogador de clube. O Dunga tinha mesmo é que dar nova chance ao Alex que jogou no Palmeiras”&lt;/i&gt;. Um outro conviva condenou veementemente Dunga por não ter chamado &lt;b&gt;Denílson do Arsenal&lt;/b&gt;. Ou ter dado poucas chances a &lt;b&gt;Lucas&lt;/b&gt;. Mas pergunto: quem são eles no jogo do bicho? &lt;br /&gt;&lt;div style="border: medium none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border: medium none;"&gt;A lista de jogadores de meio-de-campo é absolutamente &lt;span style="color: red;"&gt;&lt;b&gt;sonolenta&lt;/b&gt;&lt;/span&gt; e &lt;b&gt;desanimadora&lt;/b&gt;, concordo. Mas pergunte para a maioria das pessoas quem elas chamariam para o primeiro volante? Pode até não ganhar, mas Gilberto Silva certamente será bem votado. Desde quando a gente teve algum volante craque nas últimas copas? Emerson? O próprio Gilberto Silva? Dunga? Mauro Silva? Alemão? Elzo? Não botem a culpa no primeiro volante. Nosso problema é de criação. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="border: medium none;"&gt;Em 2006 reclamaram do oba-oba e do acesso ilimitado dos torcedores aos treinos da Seleção Brasileira na Suiça. Atribuíram o descomprometimento do time em boa parte a algazarra dos treinamentos. Os sabidões ficaram fulos da vida com as fotos dos craques na &lt;b&gt;night européia&lt;/b&gt;, com o excesso absurdo de peso dos supostos melhores atacantes do mundo. E pediram ordem na casa. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="border: medium none;"&gt;Missão dada a Dunga é &lt;b&gt;missão cumprida&lt;/b&gt;. E o que ele fez? Agora limitou o acesso a concentração e aos treinos. Restringiu a presença de público no ambiente onde se encontram os jogadores. E aí? Ontem li o resultado e os comentários em vários sites e jornais: &lt;b&gt;Vaias&lt;/b&gt;. &lt;span style="color: red;"&gt;&lt;b&gt;Babaca&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;. &lt;span style="color: blue;"&gt;&lt;b&gt;Chato&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;. &lt;b&gt;Turrão&lt;/b&gt;. &lt;span style="color: #38761d;"&gt;&lt;b&gt;Antipático&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;. Enquanto isso, Neymar e Ganso chegam &lt;span style="color: #e69138;"&gt;bebuns&lt;/span&gt; três e meia da manhã na concentração do Santos, tocam uma &lt;span style="color: red;"&gt;&lt;b&gt;algazarra&lt;/b&gt;&lt;/span&gt; e todo mundo acha engraçado. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="border: medium none;"&gt;Ganso aliás que, em fevereiro deste ano (já depois do último amistoso da Seleção possível antes da Copa), era absolutamente desconhecido por muita gente. "&lt;i&gt;PHG? Alguém sabe quem é?".&lt;/i&gt; Depois de várias &lt;b&gt;elucubrações&lt;/b&gt;, alguém lembrou: "&lt;i&gt;Eita, é o Paulo Henrique Ganso, do Santos&lt;/i&gt;". Que deu a sorte de não ter sido convocado antes. O tivesse e talvez tivesse jogado mal numa meia dúzia de partidas (estilo Alexandre Pato) e ninguém mais falaria nada. Ou não. Poderia ter arrebentado e virado um novo Pelé. &lt;/div&gt;&lt;div style="border: medium none;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_rDBDZwvICJM/S_5pjFx-1LI/AAAAAAAAQRs/8YCZFx3mjWE/s1600/dunga3.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" gu="true" src="http://3.bp.blogspot.com/_rDBDZwvICJM/S_5pjFx-1LI/AAAAAAAAQRs/8YCZFx3mjWE/s320/dunga3.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;Citam o nome dele (e do Neymar&amp;nbsp;e até mesmo&amp;nbsp;do Tolentinho Gaúcho)&amp;nbsp;por &lt;span style="color: red;"&gt;&lt;b&gt;carência&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;, pelo motivo que citei láááááa no primeiro parágrafo: a vontade (legítima, ressalte-se) de termos um time jogando bonito e ganhando. Racionalmente, porém, a chance do moleque estourar na copa é muito menor do que a dele entrar e não fazer porra nenhuma. De se deslumbrar ou mesmo se queimar porque vai entrar na fogueira. Ainda assim, ressalto, seria legal levá-lo. Mas não acho condenável - muito pelo contrário - deixá-lo de fora. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos têm o direito de pensar diferente. De ver as coisas da maneira que melhor lhes convir. Mas o que estou dizendo é que, justamente por essa &lt;span style="color: blue;"&gt;&lt;b&gt;oscilação de opiniões&lt;/b&gt;&lt;/span&gt; (todas elas &lt;span style="color: red;"&gt;detratoras&lt;/span&gt;),&amp;nbsp;não levo a sério essa &lt;b&gt;destruição moral&lt;/b&gt; que estão fazendo e farão até o fim com o nosso simpático anão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="border: medium none;"&gt;Voltando ao tema inicial da minha conversa – e se você chegou até aqui, &lt;b&gt;agradeço pela paciência&lt;/b&gt; –, poderia enumerar milhares de &lt;span style="color: #38761d;"&gt;&lt;b&gt;argumentos favoráveis ao Dunga&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;. Poderia justificar todas as atitudes dele de forma consistente. Ou até mesmo criticá-lo (ainda que, de novo, seus resultados sejam argumentos mais do que fortes para detonar críticas destrutivas ao seu trabalho). No fim das contas, toda a análise vai ser guiada &lt;b&gt;exclusivamente&lt;/b&gt; pelo resultado que o Brasil apresentar nos próximos dias. &lt;/div&gt;&lt;div style="border: medium none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border: medium none;"&gt;O caso de Dunga é mais complicado porque mesmo ganhando a Copa, tenho certeza que a &lt;b&gt;petulância, cegueira&amp;nbsp;e orgulho&lt;/b&gt; de alguns críticos os impedirão de fazer qualquer menção de reconhecimento ao trabalho do nosso capitão do tetra. Estilo &lt;span style="color: red;"&gt;&lt;b&gt;rancor e ódio&lt;/b&gt;&lt;/span&gt; gratuito mesmo. Mesmo que jogue lindamente – nesse caso, o mérito terá sido dos jogadores (criticados por ele).&amp;nbsp;Ele está em campo de guerra sem colete diante de uma horda de soldados raivosos munidos de &lt;span style="color: red;"&gt;&lt;b&gt;metralhadoras cheias de mágoas &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;(as ideias deles não correspondem aos fatos).&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="border: medium none;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_rDBDZwvICJM/S_8BNyYqI5I/AAAAAAAAQTM/VMwltFjiU6w/s1600/dunga4.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/_rDBDZwvICJM/S_8BNyYqI5I/AAAAAAAAQTM/VMwltFjiU6w/s320/dunga4.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;Caso perca nas quartas ou nas semis, o que acho o cenário mais provável hoje, mesmo jogando &lt;span style="color: red;"&gt;&lt;b&gt;barbaridade&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;, Dunga também será execrado. A vontade de &lt;span style="color: #38761d;"&gt;&lt;b&gt;escrotizar&lt;/b&gt;&lt;/span&gt; com ele é enorme. Alguns chegam até mesmo a &lt;b&gt;derrapar&lt;/b&gt; e &lt;span style="color: blue;"&gt;&lt;b&gt;transparecer&lt;/b&gt;&lt;/span&gt; uma torcida aberta para que o time perca, exclusivamente para manter suas convicções. Se o Dunga perder na segunda fase, como já aconteceu com tanta gente, cara, eu tenho realmente &lt;b&gt;pena dele&lt;/b&gt;. De verdade. O discurso já está pronto: “&lt;i&gt;Dunga feriu a honra do futebol brasileiro que, mais do que a obrigação de vencer, tem que vencer e dar espetáculo. Ao preterir os talentos (&lt;/i&gt;NR: me diga que "talentos extraordinários" foram preteridos?) &lt;i&gt;em favor dos seus homens disciplinados, Dunga mostrou o quão despreparado estava para enfrentar uma competição cheia de imprevistos e improvisos como a Copa”.&lt;/i&gt; Vai ser algo assim. Daí para baixo. Porque o moral de Carlos Caetano Bledorn Verri será ridicularizado anos a fio. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Não gosto de jogar feio. Não gosto de assistir jogo feio. Nem vou entrar nessa discussãozinha sem fim entre os &lt;i&gt;losers&lt;/i&gt; de 1982 e os craques de 1994. Se o Brasil tiver pagando vexa, vou ficar com &lt;span style="color: red;"&gt;&lt;b&gt;raiva&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;, claro. Vou xingar o Dunga e a última geração do Felipe Mello como xinguei muito nos jogos contra a Bolívia e a Colômbia. Mas tenho a consciência tranqüila de que o cara teve &lt;b&gt;todos os motivos e respaldos para chamar quem ele chamou.&lt;/b&gt; E para jogar do jeito que ele for jogar. Ele tem meu respeito e, sobretudo, minha torcida. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sorte, Dunga. Você vai precisar e muita. Tanto na África do Sul como principalmente na hora da volta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;PS: Texto também pubilcado, com pequenas adaptações,&amp;nbsp;em nosso outro site, sobre futebol, o "&lt;a href="http://www.bolaetudo.blogspot.com/"&gt;Com Bola E Tudo"&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11511104-3171648744630992603?l=www.totalmentesemnocao.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11511104/posts/default/3171648744630992603'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11511104/posts/default/3171648744630992603'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.totalmentesemnocao.com.br/2010/05/shoot-to-thrill-historia-antecipada-de.html' title='Shoot To Thrill - A história antecipada de um linchamento moral'/><author><name>Felipe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15278403868496417135</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp0.blogger.com/_rDBDZwvICJM/RrTMceyxSzI/AAAAAAAAAIs/qJJBFlRcN2s/s200/PC120076_resize.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_rDBDZwvICJM/S_5pk2OxP2I/AAAAAAAAQR0/t3isHNVPFxY/s72-c/dunga4.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11511104.post-4242091341108728498</id><published>2010-05-24T14:26:00.005-03:00</published><updated>2010-05-24T14:53:35.929-03:00</updated><title type='text'>Ela pagou o preço pela indiferença</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_By3bLYY_d6g/S_q8zbQmRdI/AAAAAAAABYs/MNsawrIe75A/s1600/gremistas.jpg"&gt;&lt;img style="float: right; margin: 0pt 0pt 10px 10px; cursor: pointer; width: 320px; height: 224px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_By3bLYY_d6g/S_q8zbQmRdI/AAAAAAAABYs/MNsawrIe75A/s320/gremistas.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5474895888698983890" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Ele era doente por futebol. Mais ainda pelo &lt;span style="color: rgb(0, 0, 153); font-weight: bold;"&gt;Grêmio&lt;/span&gt;. Mas Marlene&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; não entendia muito a paixão&lt;/span&gt; do marido. Naquele dia &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;20 de junho de 2007&lt;/span&gt;, o tricolor gaúcho tinha uma missão duríssima: reverter uma vantagem do grande Boca Juniors, maior clube argentino, na final da &lt;span style="color: rgb(0, 0, 153); font-weight: bold;"&gt;Taça Libertadores da América&lt;/span&gt;. A derrota de &lt;span style="color: rgb(0, 0, 153); font-weight: bold;"&gt;3x0 em Buenos Aires&lt;/span&gt; obrigara os brasileiros a meter quatro gols nos hermanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Guigo acreditava piamente na virada.&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; Sabia da capacidade do Gremião&lt;/span&gt; de alma castelhana, das viradas incríveis, da torcida fanática, do Olímpico lotado... Ele esteve na primeira partida, na Bomboneira, o &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 0, 153);"&gt;lendário estádio do Boca&lt;/span&gt;. O Grêmio seria capaz de tudo. Monotematicamente, falou durante toda a semana sobre o jogo. Marlene reclamava e Guigo não dava ouvidos. “&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Você só fala do Grêmio&lt;/span&gt;. Futebol não tem a&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 0, 153);"&gt; menor importância&lt;/span&gt;”, disparava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O jogo começou. Guigo, na geral, cantava loucamente. “&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 0, 153);"&gt;Vou torcer pro Grêmio bebendo vinhoooooo...&lt;/span&gt;” Berrava. Enlouquecia com a galera. Mas, naquele dia, o Grêmio cairia como um time comum diante do grande Boca Juniors. O&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; implacável Juan Román Riquelme&lt;/span&gt; (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;foto&lt;/span&gt;) acabaria com o sonho de Guigo: &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 0, 153);"&gt;Boca 2x0 Grêmio&lt;/span&gt;. Lágrimas, lamentações, iras, aplusos orgulhosos, xingamentos sem qualquer propósito ou sentido. Desolado, &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 0, 153);"&gt;Guigo ficou sentado&lt;/span&gt; na arquibancada do Olímpico Monumental por &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;mais de duas horas&lt;/span&gt; depois do fim do jogo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Calado, cabisbaixo, olhava o majestoso e&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_By3bLYY_d6g/S_q8DfEI6xI/AAAAAAAABYk/Acq_uqkW1W8/s1600/riquelme.jpg"&gt;&lt;img style="float: left; margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer; width: 320px; height: 233px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_By3bLYY_d6g/S_q8DfEI6xI/AAAAAAAABYk/Acq_uqkW1W8/s320/riquelme.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5474895065086749458" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;stádio, palco de tantas glórias. O Monumental havia sido &lt;span style="color: rgb(0, 0, 153); font-weight: bold;"&gt;incapaz de reverter a tra&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 153); font-weight: bold;"&gt;gédia daquela noite&lt;/span&gt;. Era sem dúvida o pior dia da vida de Guigo. Saiu do estádio sozinho. Atordoado, não se lembraria onde havia estacionado o carro. Nem ligou pra isso. Pegou o primeiro taxi que vira pela frente e mandou levá-lo para casa. “&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O carro que se foda&lt;/span&gt;.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegou em casa por volta de 3h. Marlene o aguardava na sala, com a TV ligada. &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 0, 153);"&gt;Ligara no telefone do marido por diversas vezes&lt;/span&gt;. O receptáculo fora perdido em meio aos gritos e aos pulos da torcida gremista. Guigo nem mesmo deu bola para o sumiço do aparelho, dos contatos, das fotos. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Nada mais parecia ter sentido &lt;/span&gt;naquela noite. Nem as derrotas para o &lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;Internacional&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; eram tão doídas como aquela, disse o homem, &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 0, 153);"&gt;ao se referir ao maior rival&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tomou um esporro de Marlene. “Eu&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; te liguei mil vezes&lt;/span&gt;! Onde você estava? Eu fiquei muito preocupada!? Não faça isso jamais! Esses estádios são muito perigosos!” Guigo &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 0, 153);"&gt;disse que não merecia a bronca&lt;/span&gt; no dia &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;mais triste &lt;/span&gt;da vida dele. Que o Grêmio era a &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 0, 153);"&gt;coisa mais importante &lt;/span&gt;do mundo. Que estava desolado. “Deixe disso, homem. Amanhã temos de trabalhar. Vamos logo dormir!”, esbravejou a manicure.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Lágrimas escorreram&lt;/span&gt; novamente do rosto sofrido de Guigo. Compulsivamente, ele balbuciava reclamações sobre o jogo. “&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 0, 153);"&gt;Aquele terceiro gol na Bomboneira...&lt;/span&gt;”, chorava, “&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Aquela bola no primeiro tempo do jogo de hoje...&lt;/span&gt;”, chorava, “&lt;span style="color: rgb(0, 0, 153); font-weight: bold;"&gt;Se tivessem marcado o Riquelme homem a homem...&lt;/span&gt;”, e chorava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marlene lhe deu uma sacudidela. “&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Deixa de ser frouxo&lt;/span&gt;, homem! Que babaquice! Chorar por causa de futebol! &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 0, 153);"&gt;Mas onde já se viu?&lt;/span&gt; Tanto problema pra gente se preocupar, e você fica aí, parecendo um bebê chorão? Esqueça esse futebol! Não tem futuro, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;não tem a menor importância...&lt;/span&gt;”, berrava, na cozinha, desconstruindo a paixão maior do homem com quem dividia o mesmo teto. “Agora eu vou dormir. E você trate de se acalmar e ir dormir também”, finalizou, antes de sair resmungando. “&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 0, 153);"&gt;Era só o que me faltava. Onde já se viu?&lt;/span&gt;”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Guigo &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;não disse uma palavra&lt;/span&gt;. Apenas olhava para a esposa. Raivoso. Humilhado. Viu sua maior paixão ser tratada com indiferença. Ficou ali, por &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 0, 153);"&gt;dez, qu&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_By3bLYY_d6g/S_q7oBoMB0I/AAAAAAAABYc/k_kjVtK1hh8/s1600/sangue.jpg"&gt;&lt;img style="float: right; margin: 0pt 0pt 10px 10px; cursor: pointer; width: 320px; height: 232px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_By3bLYY_d6g/S_q7oBoMB0I/AAAAAAAABYc/k_kjVtK1hh8/s320/sangue.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5474894593328416578" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 0, 153);"&gt;inze minutos, em silêncio&lt;/span&gt; – como fizera nas arquibancadas do Olímpico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Levantou-se. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Foi até a gaveta sob a pia. &lt;/span&gt;Abriu-a com certa violência. &lt;span style="color: rgb(0, 0, 153); font-weight: bold;"&gt;Pegou o facão&lt;/span&gt; predileto da família – que havia cortado as picanhas e as maminhas do&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; churrasco gaudério familiar por mais de três gerações&lt;/span&gt; – e saiu da cozinha. Pisava com firmeza no chão. Chegou ao quarto e viu o corpo da mulher &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 0, 153);"&gt;ali, indefeso, dormindo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouvia a&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; respiração forte do sono profundo&lt;/span&gt; de Marlene. Ajoelhou-se na cama. Olhou a esposa com desprezo. Levantou&lt;span style="color: rgb(0, 0, 153); font-weight: bold;"&gt; as duas mãos, unidas, segurando firmemente aquele facão&lt;/span&gt; tradicional. E desferiu o primeiro golpe no meio dos seios da esposa, que &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;arregalou os olhos num grito ensurdecedor&lt;/span&gt;. “Isso é pra você aprender&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 0, 153);"&gt; a jamais desprezar o amor de um homem &lt;/span&gt;por seu time de futebol, sua vagabunda! Como você ousa&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; diminuir o meu amor pelo Grêmio!?!&lt;/span&gt;”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E desferiu mais&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 0, 153);"&gt; oito golpes contra o corpo &lt;/span&gt;de Marlene. Só parou quando o cansaço lhe impediu de continuar. Marlene morrera na segunda facada. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Todo o quarto estava ensangüentado&lt;/span&gt;. Vermelho como as cores do &lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(204, 0, 0);"&gt;Internacional&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11511104-4242091341108728498?l=www.totalmentesemnocao.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11511104/posts/default/4242091341108728498'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11511104/posts/default/4242091341108728498'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.totalmentesemnocao.com.br/2010/05/ela-pagou-o-preco-pela-indiferenca.html' title='Ela pagou o preço pela indiferença'/><author><name>Zethi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13154083334064158173</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_By3bLYY_d6g/SvM0ywbLG_I/AAAAAAAAAAM/7gczPDqrkGE/S220/zethi1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_By3bLYY_d6g/S_q8zbQmRdI/AAAAAAAABYs/MNsawrIe75A/s72-c/gremistas.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11511104.post-8484120685828643866</id><published>2010-05-19T21:11:00.002-03:00</published><updated>2010-05-19T21:14:53.019-03:00</updated><title type='text'>Prova de amor</title><content type='html'>A &lt;span style="color: rgb(0, 102, 0); font-weight: bold;"&gt;Heineken &lt;/span&gt;fez este comercial dia desses. Foi uma ideia genial. Combinou com várias &lt;span style="color: rgb(153, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;namoradas &lt;/span&gt;e chefes de sujeitos &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;fanáticos &lt;/span&gt;por futebol a brincadeira: as moças e os patrões  teriam de obrigar os pobres boleiros a assistir a um c&lt;span style="color: rgb(153, 51, 0); font-weight: bold;"&gt;oncerto de música erudita&lt;/span&gt; no teatro no exato momento em que Real Madrid e Milan se &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;digladiariam &lt;/span&gt;em campo pela Liga dos Campeões. O resto da história você vê no vídeo abaixo. Muito bom.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="385" width="480"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/f4Cy9C5-y4w&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/f4Cy9C5-y4w&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" height="385" width="480"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11511104-8484120685828643866?l=www.totalmentesemnocao.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11511104/posts/default/8484120685828643866'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11511104/posts/default/8484120685828643866'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.totalmentesemnocao.com.br/2010/05/prova-de-amor.html' title='Prova de amor'/><author><name>Felipe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15278403868496417135</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp0.blogger.com/_rDBDZwvICJM/RrTMceyxSzI/AAAAAAAAAIs/qJJBFlRcN2s/s200/PC120076_resize.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11511104.post-2623911154311660087</id><published>2010-05-16T17:05:00.025-03:00</published><updated>2010-05-16T18:10:25.028-03:00</updated><title type='text'>Domingo de luto para o rock´n´roll e para o metal</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_rDBDZwvICJM/S_BYGejV84I/AAAAAAAAPl8/fULbIyKCq0M/s1600/ronniediophoto.jpg"&gt;&lt;img style="float: right; margin: 0pt 0pt 10px 10px; cursor: pointer; width: 300px; height: 400px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_rDBDZwvICJM/S_BYGejV84I/AAAAAAAAPl8/fULbIyKCq0M/s400/ronniediophoto.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5471970415558914946" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Morreu na manhã de hoje uma das figuras mais talentosas, carismáticas e respeitadas do rock´n´roll. O estadunidense Ronnie James Dio, ex-vocalista do Black Sabbath, do Dio, do Elf, do Rainbow e do Heaven &amp;amp; Hell, entre outros grupos que fizeram a história do hard rock e do metal no mundo todo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dono de uma voz única, o tampinha Dio nunca teve vida fácil no universo roqueiro. Mas soube superar seus desafios e é hoje considerado no meio como um dos vocalistas mais poderosos do heavy metal. Dio começou a aparecer no universo musical no começo dos anos 80, quando Tony Iommi, cansado das idas e vindas de Ozzy Osbourne, recrutou Dio para substituir o excêntrico Ozzy no posto de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;band leader&lt;/span&gt; do Sabbath. Gravou vários discos e emplacou clássicos do metal como &lt;span style="font-style: italic;"&gt;The Mob Rules, Time Machine, Falling Of The Edge Of The World &lt;/span&gt;e, claro,&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Heaven &amp;amp; Hell. &lt;/span&gt;Apesar de ter cantado algumas canções da era Ozzy por um tempo, foi com o trabalho próprio do Heaven &amp;amp; Hell (nome adotado por Tony Iommi para o Sabbath recentemente para evitar problemas com Ozzy) que Dio ganhou fama.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes do Sabbath, Dio gravou quatro discos com o Rainbow, do ex-guitarrista do Deep Purple, Ritchie Blackmore. Depois de sua conturbada primeira saída do Sabbath, em 1983 (dizem que ele voltava ao estúdio enquanto os outros membros da banda não estavam para aumentar sua voz na mixagem final do disco &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Live Evil&lt;/span&gt;), lança aquele que para muitos é um dos melhores discos de heavy metal de todos os tempos: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Holy Diver&lt;/span&gt;. Neste disco estava Vinny Appice, que também tinha saído do Sabbath e acompanhou Dio nas gravações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dio também excursionou com o Deep Purple na turnê do disco que o grupo inglês gravou no final dos anos 1990 com a Orquestra Sinfônica de Londres e participou inclusive de shows em São Paulo. Meu primeiro contato com ele foi na década de 1990, quando um grande amigo da faculdade me deu de presente o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Dehumanizer&lt;/span&gt;, outro disco do Sabbath que tinha Dio no vocal e foi muito bem recebido pela crítica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;C&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_rDBDZwvICJM/S_BYNIyU5_I/AAAAAAAAPmE/GC8lWZaVOio/s1600/heaven-hell-017a.jpg"&gt;&lt;img style="float: left; margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer; width: 302px; height: 226px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_rDBDZwvICJM/S_BYNIyU5_I/AAAAAAAAPmE/GC8lWZaVOio/s400/heaven-hell-017a.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5471970529975265266" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;uriosamente, a primeira (e, infelizmente, única e última) vez que tive a felicidade de ver Ronnie James Dio ao vivo foi em Brasília, há exatamente um ano, no dos que considero um dos melhores shows que já presenciei por aqui. Dio esteve na capital federal ao lado dos monstros sagrados Tony Iommi, Geezer Buttler e Vinnie Apice (todos ex-membros do Sabbath, com muito mais tempo de casa do que o próprio Ozzy, inclusive) para divulgar o último disco do Heaven &amp;amp; Hell (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;The Devil You Know)&lt;/span&gt;. Naquela quarta-feira de 13 de maio de 2009, eu confesso que nem esperava muita coisa do show. Mas não. Me enganei de com força. Seis mil pessoas foram ao Ginásio Nilson Nelson numa noite de meio de semana para prestigiar uma baita apresentação de rock´n´roll. Do alto de seus então 66 anos, Dio esbanjou simpatia (como na foto ao lado e no primeiro vídeo mais abaixo, feitos por fãs candangos quando da chegada do Heaven &amp;amp; Hell ao aeroporto Juscelino Kubitscheck) e não desafinou em nenhuma música.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dividiu, nas quase duas horas de show, as atenções com o eterno Tony Iommi. Quem esteve lá presenciou uma apresentação espetacular de rock´n´roll, em todos os termos. E saiu com a alma lavada. Confiram ali embaixo o vídeo da música "&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Heaven &amp;amp; Hell&lt;/span&gt;", o clássico que encerrou o show de maneira espetacular. Faz pouco tempo, mas impossível não se emocionar ao saber que aquele tampinha desgraçado que berrava como poucos não está mais entre nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dio foi um dos ícones mais famosos do heavy metal puro - iniciado de alguma forma Led, Purple e Sabbath nos anos 1970 e continuado pelo Iron Maiden e outras bandas clássicas nos anos 1980. Também contribuiu para a popularização dos famosos "chifrinhos" com a mão (vide foto lá em cima), tão emblemáticos em qualquer concerto de rock pesado ou metal mundo afora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poucos meses depois li que Dio, o "Sméagol", estava com câncer no estômago. Mesmo depois de ter começado o tratamento, ele, incansável, marcou uma turnê com o Heaven &amp;amp; Hell para os próximos meses, no verão europeu. Há poucos dias, cancelaram todos os shows.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O site &lt;a href="http://whiplash.net/"&gt;Whiplash&lt;/a&gt; reprodizou trechos de uma entrevista concedida por Dio há pouco mais de um mês:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Há apenas um mês atrás que Dio, 67, falou sobre sua batalha contra o câncer com  a Artisan News Service no tapete "negro" do Revolver Golden Gods Awards, em 08  de abril no Club Nokia, no centro de Los Angeles. Quando perguntado sobre como  ele estava se sentindo desde que ele foi diagnosticado com a doença no ano  passado, Dio disse: "Bem, eu me sinto bem e mal às vezes. É um processo longo.  Quimioterapia é .. eu nem imaginava o quão difícil é essa coisa. É um verdadeiro  efeito cumulativo - quanto mais você tem, mais ele se acumula em cima e leva  mais tempo e mais tempo para superar isso. É muito difícil ma alimentar. Eu não  gosto de comer de qualquer jeito, então eu acho que está OK. Mas eu sei que  tenho que fazer. Mas isso é muito, muito difícil. Mas se você está determinado a  vencê-lo, então você tem que ir com o que você acredita que vai vencer para  você, e neste caso é isso. Vou para um grande hospital em Houston chamado  Anderson MD, que eu acho que é o melhor hospital do mundo, eu tenho o melhor  médico do mundo, Dr. Ajani, em quem eu confio muito e realmente acredito, por  isso acho que fiz as coisas certas. Faz-me sentir positivo sobre a minha vida e  na certeza que há muito mais do que viver ". &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Infelizmente, não foi assim. Hoje de manhã, Ronnie James Dio, morreu, aos 67 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Descanse em paz, Dio. Você fez muito pelo rock mundial. Fará muita falta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="385" width="480"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/cBkW671bvFk&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/cBkW671bvFk&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" height="385" width="480"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="385" width="640"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/x7U5_nppiRg&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/x7U5_nppiRg&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" height="385" width="640"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11511104-2623911154311660087?l=www.totalmentesemnocao.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11511104/posts/default/2623911154311660087'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11511104/posts/default/2623911154311660087'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.totalmentesemnocao.com.br/2010/05/domingo-de-luto-para-o-rocknroll-e-para.html' title='Domingo de luto para o rock´n´roll e para o metal'/><author><name>Felipe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15278403868496417135</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp0.blogger.com/_rDBDZwvICJM/RrTMceyxSzI/AAAAAAAAAIs/qJJBFlRcN2s/s200/PC120076_resize.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_rDBDZwvICJM/S_BYGejV84I/AAAAAAAAPl8/fULbIyKCq0M/s72-c/ronniediophoto.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11511104.post-3646496979387202284</id><published>2010-05-12T22:34:00.010-03:00</published><updated>2010-05-12T23:22:43.976-03:00</updated><title type='text'>Os nove erros de português mais irritantes e grotescos</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_By3bLYY_d6g/S-teT-aYLZI/AAAAAAAABYM/LD-ZKQKiGQc/s1600/abc-menininha.jpg"&gt;&lt;img style="float: left; margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer; width: 320px; height: 230px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_By3bLYY_d6g/S-teT-aYLZI/AAAAAAAABYM/LD-ZKQKiGQc/s320/abc-menininha.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5470569869635759506" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:100%;"&gt;Errar é humano, diz a &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 153, 0);font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;sabedoria popular&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:100%;"&gt;. Mas, porra,&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 204, 204); font-weight: bold;font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt; há limites&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:100%;"&gt;. E jornalista é conhecido por corrigir as pessoas a torto e a direito quando vê um erro que lhe dói. Eu não sou muito assim. Até porque também não sou nenhum Machado de Assis para&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 153, 0);font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt; sair a cagar regras por aí&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:100%;"&gt;. Este texto mesmo &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 204, 204);font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;deve estar repleto de erros&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:100%;"&gt;. Mas eu preciso reconhecer: alguns erros fazem doer ouvidos e olhos. Nos últimos meses, recolhi os equívocos &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 153, 0);font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;mais comuns vistos por aí &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:100%;"&gt;e resolvi desabafar, por meio de um post no blog mais lido do planeta. Achei que seria o jeito mais fácil de tentar influenciar positivamente os nossos &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 204, 204);font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;pobres leitores&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:100%;"&gt;.&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 153, 51);"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;A seguir, a lista dos &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 153, 0);font-size:100%;" &gt;nove erros de português&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; mais irritantes e grotescos que existem:&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 153, 51);"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;9 – Eminência x Iminência&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: normal; color: rgb(0, 0, 0);font-size:100%;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 153, 51);"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;“Cara, eu to na&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 204, 0);font-size:100%;" &gt;&lt;span style="font-weight: normal; color: rgb(0, 0, 0);"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;eminência&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0); font-weight: normal;font-size:100%;" &gt;de dar uns tapas na minha irmã! Ela é muito chata”, ouço, de um amigo iletrado. Fiquei a pensar comigo: será que ele está próximo&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 204, 204); font-weight: bold;font-size:100%;" &gt;de virar um cardeal&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0); font-weight: normal;font-size:100%;" &gt;? Uma&lt;/span&gt; &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 204, 0);font-size:100%;" &gt;ôtoridade&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0); font-weight: normal;font-size:100%;" &gt;? Uma figura de destaque na sociedade? Tornou-se uma eminência parda? Por favor, meu amigo&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 204, 204);"&gt;Iminência! Iminência!&lt;/span&gt; Pelo amor de Deus.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 153, 51);"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 0, 0);"&gt;8 – Manter x mantiver&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0); font-weight: normal;font-size:100%;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 153, 51);"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Manter é o infinitivo do verbo... &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 204, 0);font-size:100%;" &gt;manter&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: normal; color: rgb(0, 0, 0);font-size:100%;" &gt;. O uso é o mais simples possível. “Eu&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 204, 204);font-size:100%;" &gt;não posso manter&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: normal; color: rgb(0, 0, 0);font-size:100%;" &gt;a mão no seu peito para sempre, meu amor.” Mantiver, por outro lado, é a primeira e a terceira pessoas do futuro do subjuntivo. É bastante simples, amigo. Aprenda: “&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 204, 0);font-size:100%;" &gt;Quando eu mantiver&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0); font-weight: normal;font-size:100%;" &gt;minhas mãos no seu peito, sua vadia,&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 204, 204);font-size:100%;" &gt;não deixe de gemer&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: normal; color: rgb(0, 0, 0);font-size:100%;" &gt;!”, diria um cafetão de quinta.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 153, 51);"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 0, 0);"&gt;7 - Fazia x faria&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: normal; color: rgb(0, 0, 0);font-size:100%;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 153, 51);"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Estou tranquilo, escrevendo um texto, quando um amigo me grita: “Moleque, se eu fosse você,&lt;/span&gt; &lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 204, 0);"&gt;fazia esse texto logo&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: normal; color: rgb(0, 0, 0);font-size:100%;" &gt;pra nós podermos sair!” Não, amigo, pelo amor de Deus!&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 204, 204);font-size:100%;" &gt;Fazia, neste caso, não&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: normal; color: rgb(0, 0, 0);font-size:100%;" &gt;, Aparício! Não, Aparício!&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 204, 0);"&gt;Faria. Faria!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0); font-weight: normal;font-size:100%;" &gt; O condicional do verbo fazer é faria, farias, faríamos e por aí vai. Fazia é passado, amigo, é o pretérito imperfeito. “&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 204, 204); font-weight: bold;font-size:100%;" &gt;Eu fazia assim com minha esposa&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: normal; color: rgb(0, 0, 0);font-size:100%;" &gt;, quando a minha jeba ainda subia!”, diz o velhinho pervertido de 89 anos, pré-Viagra.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 153, 51);"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 0, 0);"&gt;6 - Superlegal x super legal&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: normal; color: rgb(0, 0, 0);font-size:100%;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 153, 51);"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal; color: rgb(0, 0, 0);font-size:100%;" &gt;Xô dizer uma coisinha aqui pros amigos leitores: &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 204, 0);font-size:100%;" &gt;o prefixo “super” é SEMPRE, SEMPRE, SEMPRE coladinho&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: normal; color: rgb(0, 0, 0);font-size:100%;" &gt;quando a palavra seguinte não começa com &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 204, 204);font-size:100%;" &gt;R ou com H&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: normal; color: rgb(0, 0, 0);font-size:100%;" &gt;. Mas é meio óbvio, né? Já pensou colar algo no H? Supe&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 204, 0);font-size:100%;" &gt;rh&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: normal; color: rgb(0, 0, 0);font-size:100%;" &gt;omem? Não dá nem pra pronunciar o “rh”. E com R, usa-se hífen:&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 204, 204);font-size:100%;" &gt;super-regional&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 204, 204);font-size:100%;" &gt;&lt;span style="color: rgb(204, 153, 51);"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:100%;" &gt;5 - Do/da x de&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:100%;" &gt;&lt;span style="color: rgb(204, 153, 51);"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Esse é um erro recorrente e irritante. Você vai fazer uma enumeração: “Eu vi jogadores&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 204, 0);font-size:100%;" &gt; do&lt;/span&gt; Flamengo, Vasco, Botafogo e São Paulo”. Não, meu velho, &lt;span style="color: rgb(0, 204, 204); font-weight: bold;font-size:100%;" &gt;você não viu porra nenhuma&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;. Todos esses termos pedem um artigo. Portanto, é jogadores&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 204, 0);font-size:100%;" &gt; “do” Flamengo, “do” Vasco, “do” Botafogo&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;. Se você não quer repetir o artigo em todos, basta substituir pelo “&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 204, 204);font-size:100%;" &gt;de&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;” no início. “Vi jogadores &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 204, 0);font-size:100%;" &gt;de Flamengo, Vasco, Botafogo e São Paulo&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;.” Simples assim.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 153, 51);font-size:100%;" &gt;.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 153, 51);font-size:100%;" &gt; &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 0, 0);"&gt;4 - Independente x independentemente&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="color: rgb(204, 153, 51);font-family:georgia;" class="MsoNormal" &gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Vocês sabem a diferença entre &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 204, 204);font-size:100%;" &gt;um advérbio e um adjetivo&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;? Grosso modo, vamos lá: o &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 204, 0);font-size:100%;" &gt;adjetivo qualifica alguma coisa&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;. O advérbio expressa uma &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 204, 204); font-weight: bold;font-size:100%;" &gt;circunstância do verbo ao qual se refere&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;. Então, amigo, você jamais poderá dizer que “vou pegar aquela gostosa &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 204, 0);"&gt;independente&lt;/span&gt; do que o ex-namorado dela fizer”. Não, amigo, não! Pelo amor de Deus! Independente é um adjetivo. Você pode dizer que a&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 204, 204);font-size:100%;" &gt; gostosa é independe&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;. Que o Brasil é independente. Até que o &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 204, 0);font-size:100%;" &gt;seu pau funciona de forma independente&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;. Mas, por favor, se você se refere ao que o namorado “fizer” (verbo), é &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 204, 204);"&gt;independentemente&lt;/span&gt;. Independentemente!!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 153, 51);font-size:100%;" &gt;.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;3 - Será se x será que&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 153, 51);"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:100%;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;É raro ouvir esta barbaridade, mas acreditem: há gente que usa a expressão “&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 204, 0);font-size:100%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;será se&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;”. “&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 204, 204);"&gt;Será se&lt;/span&gt; você vai gostar do presente que eu vou lhe dar?” Uma amiga tem uma colega de trabalho conhecida como a &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 204, 0);font-size:100%;" &gt;Aninha Será Se&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;. Tadinha, ela fala isso o tempo todo e as pessoas&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 204, 204); font-weight: bold;font-size:100%;" &gt; ficam constrangidas &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;de corrigi-la. Galera, por favor, “será se” é uma &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 204, 0);font-size:100%;" &gt;excrescência linguística&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 153, 51);font-size:100%;" &gt;.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;2 - Por meio de x através de&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:100%;" &gt;&lt;span style="color: rgb(204, 153, 51);"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:100%;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;“&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 204, 204);font-size:100%;" &gt;Através de muitos&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; projetos interessantes, o arquiteto ficou famoso, ganhou muita grana e não para de &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 204, 0);font-size:100%;" &gt;comer gostosas por onde vai&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;.” Penso com meus botões: será que o arquiteto &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 204, 204);font-size:100%;" &gt;atravessou &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;os projetos pelo meio, como um&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 204, 0);font-size:100%;" &gt; guri atravessa uma porta de vidro&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; ou um intrometido atravessa uma porta? Esse talvez seja o mais comum dos &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 204, 204);font-size:100%;" &gt;grotescos erros&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; que temos nesta lista. Desde o professor &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 204, 0);font-size:100%;" &gt;universitário pós-doc&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; ao moleque de rua iletrado, todos substituem o “&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 204, 204);"&gt;por meio de&lt;/span&gt;” pelo “&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 204, 204);font-size:100%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;através de&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;” em tudo quanto é situação e contexto. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 204, 0);font-size:100%;" &gt;Por meio de = por intermédio&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;. &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 204, 204); font-weight: bold;font-size:100%;" &gt;Através = por dentro de&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;. Eu, por exemplo, falo com nossos leitores&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 204, 204);font-size:100%;" &gt; por meio&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; do blog!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 153, 51);font-size:100%;" &gt;.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 0, 0);font-size:100%;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 0, 0);font-size:100%;" &gt;1 - Vim x vir x vier&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:100%;" &gt;&lt;span style="color: rgb(204, 153, 51);"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Nada é mais irritante do que ouvir um sujeito a dizer: “&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 204, 0);font-size:100%;" &gt;Se eu tiver de vim pro trabalho...&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;” Não, Aparício, não! Mil vezes não!&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 204, 204); font-weight: bold;"&gt; Vir! Vir!&lt;/span&gt; Ou ainda: “&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 204, 204); font-weight: bold;font-size:100%;" &gt;Se eu vim ao show&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;, vou botar pra quebrar”. Oh, lord. “Se eu&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 204, 0);"&gt; &lt;span style="color: rgb(51, 204, 0);"&gt;vier&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 204, 0);font-size:100%;" &gt;”, amigo, vier. Por favor, vier!&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; O “vim”, minha gente, é usado exclusivamente&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 204, 204); font-weight: bold;font-size:100%;" &gt; na primeira pessoa&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;, naquele contexto de “eu vim pra casa”, “eu vim de longe”, “&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 204, 0);font-size:100%;" &gt;eu vim fazer cocô&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;”, “eu vim te comer, bitch”. Toda vez que houver uma condicional, use o “vier”. “&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 204, 204); font-weight: bold;font-size:100%;" &gt;Se eu vier, vou lhe comer&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;”, “&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 204, 0); font-weight: bold;font-size:100%;" &gt;Quando eu vier&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;, lhe darei mais do que chuchu no mato”. O “vir”, por fim, é o infinitivo. “É melhor &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 204, 204); font-weight: bold;font-size:100%;" &gt;você vir amanhã&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;, amor, hoje &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 204, 0);font-size:100%;" &gt;eu estou menstruada&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;.”&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11511104-3646496979387202284?l=www.totalmentesemnocao.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11511104/posts/default/3646496979387202284'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11511104/posts/default/3646496979387202284'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.totalmentesemnocao.com.br/2010/05/os-nove-erros-de-portugues-mais.html' title='Os nove erros de português mais irritantes e grotescos'/><author><name>Zethi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13154083334064158173</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_By3bLYY_d6g/SvM0ywbLG_I/AAAAAAAAAAM/7gczPDqrkGE/S220/zethi1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_By3bLYY_d6g/S-teT-aYLZI/AAAAAAAABYM/LD-ZKQKiGQc/s72-c/abc-menininha.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11511104.post-4972733566907540421</id><published>2010-05-04T23:25:00.012-03:00</published><updated>2010-05-04T23:58:13.905-03:00</updated><title type='text'>What is and what should never be</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_rDBDZwvICJM/S-DbcJd53TI/AAAAAAAAPRc/kjwSCqpWo3s/s1600/PB190264.JPG"&gt;&lt;img style="float: right; margin: 0pt 0pt 10px 10px; cursor: pointer; width: 295px; height: 221px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_rDBDZwvICJM/S-DbcJd53TI/AAAAAAAAPRc/kjwSCqpWo3s/s400/PB190264.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5467611224251948338" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Dizem que para você conhecer de verdade uma pessoa é preciso &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;viajar com ela&lt;/span&gt;. Porque é numa viagem que as &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;angústias, medos, egoísmos e (in) tolerâncias&lt;/span&gt; se afloram rapidamente. Afinal de contas, ninguém quer perder tempo fazendo média numa estadia rápida num lugar aonde provavelmente você não vai mais voltar tão cedo, certo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem, como este espaço também é uma espécie de &lt;span style="color: rgb(0, 0, 153); font-weight: bold;"&gt;prestador de serviço social &lt;/span&gt;e como, &lt;span style="color: rgb(153, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;humildemente&lt;/span&gt;, tenho experiências (&lt;span style="color: rgb(0, 51, 0); font-weight: bold;"&gt;boas&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;neutras &lt;/span&gt;e &lt;span style="color: rgb(153, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;ruins&lt;/span&gt;) de viagens com amigos ou conhecidos, resolvi quebrar esta para vocês. Assim sendo, passo aqui, nas próximas linhas, dez cuidados preciosos que você deve ter para &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;evitar &lt;/span&gt;(ou &lt;span style="color: rgb(102, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;diminuir&lt;/span&gt;) &lt;span style="color: rgb(204, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;encheção de saco&lt;/span&gt; em uma viagem que tinha tudo para ser a melhor de sua vida. Todas elas, em resumo, são até desnecessárias se você tem uma boa conversa e conhece bastante o companheiro de viagem antes de embarcarem. Mas vamos lá:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;1)    Não viaje com gente fresca. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Às vezes a pessoa é &lt;span style="color: rgb(153, 0, 0);"&gt;maravilhosa&lt;/span&gt;, &lt;span style="color: rgb(0, 102, 0);"&gt;divertida&lt;/span&gt;, &lt;span style="color: rgb(0, 0, 153);"&gt;inteligente&lt;/span&gt;, &lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);"&gt;agradável&lt;/span&gt;. Até mesmo um “irmão”. Mas, meu amigo, para viajar, a pessoa é &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;fresca&lt;/span&gt;. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Mimadinha&lt;/span&gt;. &lt;span style="color: rgb(102, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;Pirracenta. &lt;/span&gt;Só quer ficar em hotel confortável. Não gosta de caminhar. Só gosta de andar de táxi. Quer comer sempre no melhor restaurante. E fazer compras. Muitas compras. Pessoas assim tendem a fazer da sua viagem algo caríssimo e, sobretudo, &lt;span style="color: rgb(153, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;insuportável &lt;/span&gt;caso algo saia da programação (desabe uma chuva inesperada, a mala não chegue, o pneu do carro fure, o ônibus quebre na estrada etc). Pode ter certeza: se algo sair errado, além de não te ajudar em nada, essa pessoa vai ficar te &lt;span style="color: rgb(153, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;amaldiçoando&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;carregando o ambiente&lt;/span&gt;. Fuja disso!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;2)    Programas diferentes.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 153); font-weight: bold;"&gt;Converse bastante&lt;/span&gt; com o seu parceiro de viagem antes para deixar bem claro que vocês não precisam estar juntos até na hora de trocar as cuecas. Nem têm de ir para os mesmos &lt;span style="color: rgb(102, 51, 51); font-weight: bold;"&gt;museus&lt;/span&gt;, &lt;span style="color: rgb(0, 102, 0); font-weight: bold;"&gt;parques de diversões&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;bares &lt;/span&gt;e programas o tempo todo. Se você tem tolerância para fazer algo diferente &lt;span style="color: rgb(204, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;sem se incomodar&lt;/span&gt; tudo bem. Mas fazer programa que você não está a fim&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; é uma merda. &lt;/span&gt;“&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Cara, vai lá no seu museu de arte contemporânea hoje, que eu vou visitar o Maracanã. No fim do dia a gente se encontra para tomar um chop, beleza?”&lt;/span&gt;. Acredite. Isso até torna mais &lt;span style="color: rgb(0, 102, 0); font-weight: bold;"&gt;agradável &lt;/span&gt;a companhia do outro. Programa diferente significa experiência diferente pra contar no fim do dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;3)    Pindaíba não.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Viajar sem frescura é uma coisa. Agora, viajar com gente que não tem grana para comer nada fora do salgadinho congelado e batata chips do mercadinho e nem para fazer nenhum programa básico &lt;span style="color: rgb(153, 0, 0);"&gt;é o fim do mundo.&lt;/span&gt; Imagina você ir a Paris e não poder entrar no Louvre? Ou a ir ao Rio de Janeiro pela primeira vez e &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;não subir no Cristo ou no Pão-de-açúcar? &lt;/span&gt;É uma &lt;span style="color: rgb(153, 51, 0); font-weight: bold;"&gt;merda&lt;/span&gt;. E é tenso. O viajante sem grana só pensa nisso. A decisão para fazer um programa A ou B não passa em nenhum momento pelo nível de interesse ou atratividade. É somente “&lt;span style="font-style: italic;"&gt;quanto vai custar&lt;/span&gt;”. É &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;monotemático &lt;/span&gt;e &lt;span style="color: rgb(153, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;chato&lt;/span&gt;. E é &lt;span style="color: rgb(0, 0, 153); font-weight: bold;"&gt;frustrante &lt;/span&gt;demais você ir a um baita lugar e não poder sequer jantar num restaurante bacana ou tomar umas no &lt;span style="font-style: italic;"&gt;pub &lt;/span&gt;mais tradicional da cidade. “&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ah não, vamos comprar no supermercado e ficar bebendo no meio da rua ou na casa de alguém porque é mais barato”&lt;/span&gt;. Sem contar que se algo der errado, se o cartão dele não passar, se ele não tiver grana trocada, se ele tiver calculado mal o quanto tinha de ter levado para ali, cara, &lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);"&gt;a conta vai sobrar pra você&lt;/span&gt;. O viajante sem grana, até por instinto de sobrevivência, é um &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;malandro de primeira linha. &lt;/span&gt;Sempre vai querer se dar bem. Eu não dou conta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;4)    Egoísmo na hora do imprevisto.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Isso é até &lt;span style="color: rgb(0, 0, 153);"&gt;desagradável&lt;/span&gt;. Se você tem iniciativa para propor programas e passeios &lt;span style="color: rgb(153, 0, 0);"&gt;inusitados &lt;/span&gt;e a pessoa não coloca objeção, subentende-se que está tudo bem, certo? &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Errado&lt;/span&gt;. Na hora que o seu programa revelar-se não tão legal (para aquela pessoa), é que você vai ter noção real do &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;egoísmo&lt;/span&gt; do seu amigo (a). Viajar junto para uma &lt;span style="color: rgb(51, 51, 255);"&gt;ilha paradisíaca &lt;/span&gt;com tudo pago e acertado é fácil. Todo mundo se &lt;span style="color: rgb(153, 0, 0);"&gt;ama&lt;/span&gt;. Quero ver se no meio de um passeio de barco que você inventou de fazer de tarde, o barco quebra em alto mar. Mesmo que tudo esteja sob controle, tem gente que insiste em &lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);"&gt;carregar o ambiente&lt;/span&gt; e jogar a culpa em você por conta desses imprevistos. É nessa hora, da dificuldade, que a pessoa mostra o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;verdadeiro caráter e (falta de) companheirismo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_rDBDZwvICJM/S-Dc4SUmToI/AAAAAAAAPRw/Tx4TWsnQAFY/s1600/PC050086.JPG"&gt;&lt;img style="float: right; margin: 0pt 0pt 10px 10px; cursor: pointer; width: 290px; height: 217px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_rDBDZwvICJM/S-Dc4SUmToI/AAAAAAAAPRw/Tx4TWsnQAFY/s400/PC050086.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5467612807176801922" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;5)    Fumar sim, mas longe de mim.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Já viajei com um &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;baita amigo fumante&lt;/span&gt;. Aliás, foram &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;várias &lt;/span&gt;viagens nesse esquema. Eu &lt;span style="color: rgb(153, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;detesto &lt;/span&gt;fumaça, não fumo e tenho &lt;span style="color: rgb(204, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;raiva &lt;/span&gt;de quem fuma em ambiente fechado. Para evitar problemas, não fique se remoendo: fale logo de cara que é pro sujeito ir fumar longe de você, se tiverem no quarto do hotel ou em algum lugar onde não haja circulação de ar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;6)    Papai Smurf de c* é rola.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Quem é mais safo com viagem acaba tendo de virar &lt;span style="color: rgb(0, 0, 153);"&gt;babá &lt;/span&gt;de &lt;span style="color: rgb(153, 0, 0);"&gt;marmanjo &lt;/span&gt;desatento. Então, dentro do possível, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;avise seus camaradas de aventura&lt;/span&gt; com toda a antecedência possível sobre os documentos que eles precisam levar (habilitação, passaporte com validade mínima de seis meses, identidade, carteira de vacinação, de estudante, de jornalista, etc) para a viagem. Para evitar de chegar num lugar e não poder alugar um carro, fazer uma viagem rápida pro país vizinho ou um programa diferente porque o &lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);"&gt;bunda mole &lt;/span&gt;não estava preparado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;7)    Não precisamos conversar o tempo todo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;É legal bater papo e trocar idéia. Ainda mais com quem &lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);"&gt;tem boas ideias e papo legal&lt;/span&gt;. Mas as vezes é mais divertido ainda ficar &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;quieto&lt;/span&gt;, ouvindo um ipod ou lendo um livro enquanto se &lt;span style="color: rgb(0, 51, 0);"&gt;curte a paisagem &lt;/span&gt;ou se &lt;span style="color: rgb(153, 0, 0);"&gt;descansa &lt;/span&gt;no quarto de um hotel, albergue ou pensão. Se você tem um amigo sem-noção que não para de falar, dê a dica: “&lt;span style="font-style: italic;"&gt;cara, vou dar uma lida agora. Mais tarde a gente se fala, beleza?”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_rDBDZwvICJM/S-Db8NQjQ6I/AAAAAAAAPRk/gpCyIyrF9x8/s1600/DSC03487.JPG"&gt;&lt;img style="float: left; margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer; width: 176px; height: 132px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_rDBDZwvICJM/S-Db8NQjQ6I/AAAAAAAAPRk/gpCyIyrF9x8/s400/DSC03487.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5467611775025496994" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;8)    Desconhecidos jamais.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Jamais &lt;/span&gt;viagem com alguém só para ter companhia sem conhecer a pessoa razoavelmente. Isso é &lt;span style="color: rgb(153, 51, 0); font-weight: bold;"&gt;receita pra dar merda.&lt;/span&gt; Já pensou juntar grana e esforço pra passar 30 dias na Ásia com um coleguinha de repartição e quando chega lá descobre que o camarada &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;só quer saber de comer puta, fumar maconha e encher a cara&lt;/span&gt;? Ou ainda ir para a &lt;span style="color: rgb(0, 0, 153);"&gt;Patagônia &lt;/span&gt;e quando chegar lá descobrir que o camarada &lt;span style="color: rgb(0, 102, 0);"&gt;detesta fazer trilhas&lt;/span&gt;? Ou ir para alguma praia do Nordeste e sacar que o sujeito tem &lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);"&gt;alergia ao Sol&lt;/span&gt;? &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Não, não dá. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:130%;" &gt;9)    Filho de uma ronca e fuça.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Roncar é um tormento. Uma &lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);"&gt;doença incurável, &lt;/span&gt;eu diria. Não tem muito o que fazer nesse caso a não ser agüentar. Todo mundo fala em dicas para evitar o ronco (cutucar de lado, empurrar um pouco, mudar a posição do travesseiro, etc), mas, na boa, nada adianta. Viajar com alguém que ronca mais do que uma &lt;span style="color: rgb(0, 0, 153);"&gt;baleia no cio &lt;/span&gt;é uma &lt;span style="color: rgb(153, 0, 0);"&gt;tortura sem fim&lt;/span&gt;. Eu, pelo menos, não consigo dormir ao lado de gente assim. Neste caso, avalie bem as condições. De repente, o custo-benefício de ter uma baita companhia ao lado compensa as horas de &lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);"&gt;olho pregado&lt;/span&gt; sem poder dormir que você vai perder de noite (e que vão acabar com seu dia seguinte). Ou não, sei lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;10)    Esquentadinhos que se fodam.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Não sei quanto aos outros, mas eu não só &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;detesto &lt;/span&gt;como &lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);"&gt;morro de vergonha&lt;/span&gt; de situações em que um camarada meu se mete a &lt;span style="color: rgb(153, 0, 0);"&gt;dar esporro&lt;/span&gt; em &lt;span style="color: rgb(0, 0, 153);"&gt;garçons&lt;/span&gt;, &lt;span style="color: rgb(0, 102, 0);"&gt;recepcionistas&lt;/span&gt;, &lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);"&gt;vendedores&lt;/span&gt;, &lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);"&gt;atendentes &lt;/span&gt;e todo tipo de serviçais. Eu prefiro &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;morrer &lt;/span&gt;a ter de ficar ouvindo situações constrangedoras e berros desnecessários de gente que aproveita uma viagem para demonstrar toda a sua raiva do mundo. De novo, conheça bem a pessoa antes de passar esse aperto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11511104-4972733566907540421?l=www.totalmentesemnocao.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11511104/posts/default/4972733566907540421'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11511104/posts/default/4972733566907540421'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.totalmentesemnocao.com.br/2010/05/what-is-and-what-should-never-be.html' title='What is and what should never be'/><author><name>Felipe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15278403868496417135</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp0.blogger.com/_rDBDZwvICJM/RrTMceyxSzI/AAAAAAAAAIs/qJJBFlRcN2s/s200/PC120076_resize.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_rDBDZwvICJM/S-DbcJd53TI/AAAAAAAAPRc/kjwSCqpWo3s/s72-c/PB190264.JPG' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11511104.post-1448035517714298615</id><published>2010-05-03T21:09:00.003-03:00</published><updated>2010-05-03T21:25:54.043-03:00</updated><title type='text'>Endereço de gente grande</title><content type='html'>Sabe aquela &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;cara torta&lt;/span&gt; que você faz quando pede o email profissional de um sujeito e o cara diz "&lt;span style="font-style: italic;"&gt;joaozinho34@gmail.com"&lt;/span&gt;? Ou então quando o gabinete do&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; alto escalão de uma empres&lt;/span&gt;a te pede o endereço eletrônico para enviar os documentos que você precisa e você manda um &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"pedrosapeca@hotmail.com"&lt;/span&gt;? É tipo ter uma calça da Fofi ou um sapato social da C&amp;amp;A (eu tenho três). Não é errado. Mas é bem &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;chumbrega. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois então, pelo menos aqui essa história de &lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;dabliu dabliu dabliu ponto blogspot ponto com&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; &lt;/span&gt;está com os dias contados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em vias de completar &lt;span style="color: rgb(0, 51, 0); font-weight: bold;"&gt;cinco anos de existência&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;,&lt;/span&gt; o "&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Totalmente Sem-Noção&lt;/span&gt;", o blog mais &lt;span style="color: rgb(204, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;amado &lt;/span&gt;e &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;odiado &lt;/span&gt;da internet brasileira, tomou &lt;span style="color: rgb(153, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;vergonha na cara &lt;/span&gt;e oficializou seu endereço novo. A partir de agora, este espaço será acessado diretamente por quem digitar&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;www.totalmentesemnocao.com.br &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O endereço antigo (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;www.joselitando.blogspot.com&lt;/span&gt;) continua funcionando por enquanto, redirecionando para o novo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agadecimentos fartos ao nosso querido &lt;span style="color: rgb(153, 51, 153); font-weight: bold;"&gt;Rafael Lucyk&lt;/span&gt;, também conhecido como &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Juvenal. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem mais para o momento.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11511104-1448035517714298615?l=www.totalmentesemnocao.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11511104/posts/default/1448035517714298615'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11511104/posts/default/1448035517714298615'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.totalmentesemnocao.com.br/2010/05/endereco-de-gente-grande.html' title='Endereço de gente grande'/><author><name>Felipe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15278403868496417135</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp0.blogger.com/_rDBDZwvICJM/RrTMceyxSzI/AAAAAAAAAIs/qJJBFlRcN2s/s200/PC120076_resize.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11511104.post-4461953186820705478</id><published>2010-04-28T15:51:00.004-03:00</published><updated>2010-04-28T16:04:19.637-03:00</updated><title type='text'>O que restou de Firmino? Nada.</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_By3bLYY_d6g/S9iEue3eDtI/AAAAAAAABW0/baZT25SNAm8/s1600/cicuta+-+cidade.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; FLOAT: left; HEIGHT: 240px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5465264081908666066" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_By3bLYY_d6g/S9iEue3eDtI/AAAAAAAABW0/baZT25SNAm8/s320/cicuta+-+cidade.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;Firmino era um sujeito caipira, &lt;span style="color:#33cc00;"&gt;&lt;strong&gt;praticamente chucro&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;. Trabalhava como peão em uma fazenda. Ajudava na lida com o gado, dava ração pras galinhas, limpava o chiqueiro. A propriedade fica em uma vila que não me lembro de jeito nenhum o nome, mas a localização é simples: &lt;span style="color:#006600;"&gt;&lt;strong&gt;atrás do Posto Presidente, pertinho de Anápolis&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O peão era bem conhecido na pequena vila, como de resto são todos que lá moram. É sempre assim. Todo mundo sabe da vida de todo mundo. Naqueles tempos, &lt;span style="color:#33cc00;"&gt;&lt;strong&gt;um dos temas recorrentes nos quatros botecos da cidade&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; – com chão de cimento batido, paredes por pintar e sinuquinha a R$ 0,50 a ficha – &lt;span style="color:#006600;"&gt;&lt;strong&gt;era a tristeza de Firmino naqueles dias&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#33cc00;"&gt;dar umas boas bofetadas na esposa&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, fruto da contumaz bebedeira pós-serviço, Firmino viu Dulcimara abandonar o barraco. A doméstica foi morar com os pais, em Catalão, e levou consigo os seis filhos do casal: &lt;span style="color:#006600;"&gt;&lt;strong&gt;Geovane, Genésio, Gislane, Gisela, Gian e Givanildo&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;. Firmino estava desolado. O álcool começou a ser mais freqüente e o seu Francisco, dono da fazenda, o demitiu havia dois dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para piorar, o Flamengo, &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#33cc00;"&gt;time do coração de Firmino&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, estava prestes a cair para a segunda divisão. Era um desastre. Uma conspiração interplanetária havia acabado com a vida de Firmino &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;em uma semana&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desiludido, desesperado, &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#33cc00;"&gt;Firmino procurou apoio na Casa da Dona Flora, uma velha puta da região&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. Suas meninas, sempre com idade entre 15 e 19 anos, eram famosas entre peões e fazendeiros &lt;em&gt;do&lt;/em&gt; Goiás. &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;A mão-de-obra goiana para este tipo de trabalho é farta e da alta qualidade, dizem&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. Numa noite de bebedeira, Firmino procurou a luz vermelha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem dinheiro para uma foda, &lt;span style="color:#33cc00;"&gt;&lt;strong&gt;pagou R$ 12,50 por um boquete&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;. O bola-gato, na verdade, saía por R$ 15, preço tabelado. Mas como &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;Firmino não tinha nada além &lt;/span&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;da&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt; dúzia de Reais&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; e o movimento no dia &lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_By3bLYY_d6g/S9iEi42aW4I/AAAAAAAABWs/3S46-To-nSA/s1600/cicuta.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 186px; FLOAT: right; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5465263882725120898" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_By3bLYY_d6g/S9iEi42aW4I/AAAAAAAABWs/3S46-To-nSA/s320/cicuta.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;estava fraco, fez-se um desconto. Na chupação, oferecida no quartinho mais acanhado da casa, &lt;span style="color:#33cc00;"&gt;&lt;strong&gt;Firmino não conseguiu ver seu pau levantar&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, a bebida e os problemas &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;o fizeram broxar ali mesmo&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, à frente de Ritinha, &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#33cc00;"&gt;uma putinha novata de apenas 16 anos, nascida em Inhumas&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. O resultado: quatro bofetadas em Ritinha (“aquela &lt;em&gt;disgramada&lt;/em&gt; que nem conseguiu levantar meu pau”) e uma expulsão &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;aos pontapés&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; do local.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A humilhação fez com que Firmino, &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#33cc00;"&gt;peão desempregado e alcoólatra&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, tomasse uma decisão. Se mataria no dia seguinte. Foi dormir embriagado e acordou relativamente disposto. Passou na &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;vendinha do seu Amparo e lhe pediu um vidro de cicuta&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, o mesmo veneno que matou Sócrates, em 399 a.C. Estava em falta. Uma praga de ratos na região ampliara a procura pelo produto. Na frente dos demais clientes, Firmino esbravejou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;- Diacho. Nem quando quero me matá Deus facilita as coisa pra mim, sô!&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E saiu enfezado da vendinha, sob o olhar dos curiosos. Horas depois, a notícia corria a cidade: &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#33cc00;"&gt;Firmino conseguira a cicuta&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. Bebera todo o vidro e &lt;span style="color:#006600;"&gt;&lt;strong&gt;morrera envenenado, sozinho&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;, dentro do paiol da fazenda de onde foi demitido. Foi enterrado sem qualquer cerimônia ou homenagens no &lt;span style="color:#33cc00;"&gt;&lt;strong&gt;jazigo número 3.134 do Cemitério Parque, na avenida Pedro L. Teixeira, nº 42, bairro Vila Mariana, Anápolis&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que restou da vida de Firmino? Os &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;s&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;eis&lt;/span&gt; filhos e a folclórica frase disparada na vendinha do seu Amparo&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. Nada mais.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11511104-4461953186820705478?l=www.totalmentesemnocao.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11511104/posts/default/4461953186820705478'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11511104/posts/default/4461953186820705478'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.totalmentesemnocao.com.br/2010/04/o-que-restou-de-firmino-nada.html' title='O que restou de Firmino? Nada.'/><author><name>Zethi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13154083334064158173</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_By3bLYY_d6g/SvM0ywbLG_I/AAAAAAAAAAM/7gczPDqrkGE/S220/zethi1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_By3bLYY_d6g/S9iEue3eDtI/AAAAAAAABW0/baZT25SNAm8/s72-c/cicuta+-+cidade.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11511104.post-4290851248688036532</id><published>2010-04-22T20:25:00.003-03:00</published><updated>2010-04-23T09:08:44.388-03:00</updated><title type='text'>Todo mundo tá revendo o que nunca foi visto</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_rDBDZwvICJM/S9DZO-7ZlfI/AAAAAAAAO0Y/PH-TjFCD5wA/s1600/posterlost.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5463105199433946610" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: pointer; HEIGHT: 211px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_rDBDZwvICJM/S9DZO-7ZlfI/AAAAAAAAO0Y/PH-TjFCD5wA/s400/posterlost.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Vai acabar mais ou menos daqui a um mês. Mais especificamente no dia &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;23 de maio&lt;/span&gt;. É nesta data que terá fim o seriado &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold; COLOR: rgb(153,0,0)"&gt;mais cultuado&lt;/span&gt; do século XXI. Ao contrário de outras séries de TV que terminam invariavelmente por fuga de atores para outros projetos, baixa audiência ou perda total de rumo nos roteiros, &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Lost&lt;/span&gt; chegará ao fim da linha –&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold; COLOR: rgb(153,0,0)"&gt; já definido e decretado há pelo menos quatro anos&lt;/span&gt; – para sair das nossas vidas cotidianas e &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold; COLOR: rgb(0,51,0)"&gt;cravar seu nome de forma definitiva&lt;/span&gt; como um dos maiores – senão o maior – &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;ícone da cultura pop dos anos 2000&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vai entrar pro time de &lt;span style="COLOR: rgb(0,0,153)"&gt;Star Wars&lt;/span&gt;. Michael Jackson. &lt;span style="COLOR: rgb(153,0,0)"&gt;Fermento Royal&lt;/span&gt;. &lt;span style="COLOR: rgb(0,0,153)"&gt;Aveia Quacker&lt;/span&gt;. &lt;span style="COLOR: rgb(0,51,0)"&gt;Mario Bros. &lt;/span&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(204,0,0)"&gt;Chaves&lt;/span&gt;. Elvis Presley. &lt;span style="COLOR: rgb(102,0,0)"&gt;Chocolate Nestlé.&lt;/span&gt; &lt;span style="COLOR: rgb(255,102,0)"&gt;Marilyn Monroe&lt;/span&gt;. Revista Mad. &lt;span style="COLOR: rgb(51,51,51)"&gt;Che Guevara.&lt;/span&gt;E por aí vai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;Revolucionário&lt;/span&gt;, &lt;span style="COLOR: rgb(153,0,0)"&gt;ousado&lt;/span&gt;, &lt;span style="COLOR: rgb(0,102,0)"&gt;instigante&lt;/span&gt;, diferente, &lt;span style="COLOR: rgb(0,0,153)"&gt;realista&lt;/span&gt;, humano, &lt;span style="COLOR: rgb(153,0,0)"&gt;emotivo&lt;/span&gt;, &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;imprevisível&lt;/span&gt;, &lt;span style="COLOR: rgb(102,0,0)"&gt;inteligente&lt;/span&gt;. Escolha o (s) adjetivo (s) ao seu bel prazer. Qualquer um deles não será suficiente para descrever de forma precisa este seriado que tanto mexe com as vidas e pensamentos de quem acompanha a série há algum tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_rDBDZwvICJM/S9DZWkUWBlI/AAAAAAAAO0g/xXmhv7fxv50/s1600/pop_art1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5463105329729766994" style="FLOAT: right; MARGIN: 0pt 0pt 10px 10px; WIDTH: 253px; CURSOR: pointer; HEIGHT: 251px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_rDBDZwvICJM/S9DZWkUWBlI/AAAAAAAAO0g/xXmhv7fxv50/s400/pop_art1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Lost &lt;/span&gt;é diferente de&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt; tudo o que já foi feito, escrito e roteirizado na televisão mundial&lt;/span&gt;. A começar pelas inovações na narrativa. A idéia, utilizada em boa parte dos episódios da série, de centralizar cada história em um personagem específico não seria por si só uma grande novidade. Tampouco seriam isoladamente os &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;flashbacks &lt;/span&gt;(&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;NR.: narração de cenas do passado dos personagens, num tempo anterior ao fato principal que dá início à série,que é um avião caindo numa ilha deserta e a luta dos que não morreram pela sobrevivência num lugar bem esquisito&lt;/span&gt;), fundamentais para compreendermos a natureza de cada um deles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais do que os isso tudo junto, no entanto, foram os &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;flashforwards&lt;/span&gt;, que passaram a mostrar a vida dos personagens &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;no futuro próximo&lt;/span&gt;, é que deram outra guinada na história. Para quem pensava que a antecipação dos fatos estragaria a surpresa, nada a ver. &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Lost &lt;/span&gt;é muito mais sobre “&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;quem”, “quando”, e, sobretudo, “como”, &lt;/span&gt;do que sobre&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt; “o quê”. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_rDBDZwvICJM/S9DZfAo7KXI/AAAAAAAAO0o/RrsEm602bno/s1600/popart2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5463105474771233138" style="FLOAT: left; MARGIN: 0pt 10px 10px 0pt; WIDTH: 206px; CURSOR: pointer; HEIGHT: 309px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_rDBDZwvICJM/S9DZfAo7KXI/AAAAAAAAO0o/RrsEm602bno/s400/popart2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Na sexta e derradeira temporada, os caras ainda inventaram os&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt; flash sideways&lt;/span&gt;, que são &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;narrações de situações paralelas &lt;/span&gt;que hipoteticamente estão acontecendo com os mesmos personagens supondo que o avião lá nunca tenha caído na ilha. Mesmo sem estar claro o real propósito ou significado desta linha do tempo, à medida em que os episódios vão passando, as especulações e teorias crescem em progressão geométrica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A história é de tal &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;complexidade &lt;/span&gt;(ou &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;viagem &lt;/span&gt;nem sempre bem sucedida da mente dos caras, por que não?) que &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Lost &lt;/span&gt;tornou-se &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;impossível &lt;/span&gt;de ser experimentada em todos os seus detalhes apenas assistindo aos episódios na TV, no DVD ou no computador. Pequenas cenas complementares foram veiculadas em mini-episódios enviados pelos celulares. Vídeos com gravações de apoio (sobre o título da &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Iniciativa Dharma&lt;/span&gt;, uma espécie de organização científica que chegou à ilha em meados da década de 1970 para estudar suas propriedades únicas) circularam pela internet. Documentários contidos nos DVDs como se tivessem sido produzidos dentro daquela própria realidade contêm visões diferentes sobre o universo &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Lost&lt;/span&gt;. Há até mesmo uma enciclopédia (&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;&lt;a href="http://pt.lostpedia.wikia.com/wiki/Pagina_Principal"&gt;Lostpedia&lt;/a&gt;) &lt;/span&gt;sobre o seriado com uma vasta base de informações de apoio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toda essa interação &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;blog-podcast-eventos-entrevistas-sites-webisodes-videos&lt;/span&gt; faz parte da &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold; COLOR: rgb(102,0,0)"&gt;mística &lt;/span&gt;da série. Não é um seriado de comédia cotidiana como &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Friends &lt;/span&gt;ou &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Dois Homens e Meio&lt;/span&gt;, em que você vê, &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;racha de rir &lt;/span&gt;(ou não) e pronto. O fim do episódio – que as pessoas baixam, com legendas em tudo quanto é idioma, menos de duas horas depois que o original é exibido nos Estados Unidos – é só &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;o começo de uma semana inteira em busca de referências e detalhes que você perdeu ou não sacou na hora&lt;/span&gt;. E tentativas, a maioria frustradas, de entender e ligar as coisas vistas ali.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A leitura complementar é &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;primordial &lt;/span&gt;para sacar que o livro citado por fulano trata de livre arbítrio e predestinação, por exemplo. Ou que o &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;navio que aparece no quadro da parede de um escritório&lt;/span&gt; num cenário do futuro é o mesmo cujos &lt;span style="COLOR: rgb(255,0,0)"&gt;destroços &lt;/span&gt;estão encalhados na ilha há mais de um século. Os diálogos também deixam muita coisa no ar, com referências a escritores como Dostoievski, Stephen King e outros tantos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por mais sagaz que o sujeito seja, não tem jeito. &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;Sempre passa alguma coisa&lt;/span&gt;. Aliás, muitas. Tantas que mesmo os mais atentos se dão conta de que poderiam estar entendendo tudo errado quando lêem alguma explicação diferente sobre o que acabaram de ver na história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_rDBDZwvICJM/S9DZwAQoR9I/AAAAAAAAO04/6pKOgdgCv00/s1600/popart4.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5463105766727108562" style="FLOAT: right; MARGIN: 0pt 0pt 10px 10px; WIDTH: 260px; CURSOR: pointer; HEIGHT: 321px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_rDBDZwvICJM/S9DZwAQoR9I/AAAAAAAAO04/6pKOgdgCv00/s400/popart4.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Quando dão as caras em conferências sobre indústria audiovisual nos Estados Unidos, os produtores Damon Lindelhof e Carlton Cuse são &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold; COLOR: rgb(153,0,0)"&gt;bombardeados &lt;/span&gt;de questões cujas respostas apenas levantam outras questões. Suas entrevistas ganham o mundo em questão de segundos.&lt;br /&gt;Sites e blogs sobre o seriado, como os excelentes &lt;a href="http://dudewearelost.blogspot.com/"&gt;Dude, we are lost!&lt;/a&gt; e o americano &lt;a href="http://darkufo.blogspot.com/"&gt;Dark Ufo&lt;/a&gt; recebem toneladas e toneladas de emails, perguntas, elogios e comentários minutos após a exibição de cada episódio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Podcasts e sobretudo as postagens “estraga-surpresa” (os chamados &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold; COLOR: rgb(153,0,0)"&gt;spoilers&lt;/span&gt;) são outros elementos intrínsecos a quem acompanha a história. A curiosidade e o fascínio das pessoas chega a tal ponto que vira e mexe aparecem fotos (enviadas por celular, iphone, câmeras) de bastidores das gravações (sempre feitas no Havaí), com relatos de gente que estava na locação e passou alguma dica do que se tratava aquela situação. Colunistas de revistas e jornais especializados especulam sobre os rumos e próximos capítulos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Lost &lt;/span&gt;é um marco também porque consegue ser &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;tocante &lt;/span&gt;e &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold; COLOR: rgb(102,0,0)"&gt;realista &lt;/span&gt;ao extremo mesmo mostrando &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold; COLOR: rgb(192,192,192)"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(102,0,0)"&gt;ursos polares em ilha tropical&lt;/span&gt;, &lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;monstros de fumaça&lt;/span&gt;, &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold; COLOR: rgb(0,0,153)"&gt;viagens no tempo&lt;/span&gt;, &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;homem que não envelhece nunca,&lt;/span&gt; &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold; COLOR: rgb(153,0,0)"&gt;reencarnação&lt;/span&gt;. &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Lost &lt;/span&gt;tem as manhas de &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold; COLOR: rgb(153,0,0)"&gt;incomodar &lt;/span&gt;e &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold; COLOR: rgb(255,0,0)"&gt;emocionar &lt;/span&gt;quem o assiste (&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;não recomendo&lt;/span&gt; para mulheres em &lt;span style="COLOR: rgb(204,0,0)"&gt;estágio emocional fragilizado&lt;/span&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos os personagens – sem exceção – em algum momento fazem &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;maldades ou idiotices&lt;/span&gt; que te deixam com ódio mortal do sujeito. E ao mesmo tempo são capazes de &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;morrerem &lt;/span&gt;pelos outros que estão ali, dependendo da situação. Todos têm uma ficha corrida passível de críticas por qualquer um de bom senso (homicídios culposos, dolosos, envolvimento em acidentes trágicos, crimes conjugais, torturas, espancamentos, desemprego, loucuras, internações, alcoolismo, drogas, abandono de filho, rejeição paterna e materna) em seu passado. Mas todos também têm histórias bacanas de superação, cooperação, realização profissional e acadêmica, criação, desintoxicação, amor, perdão e outros sentimentos inerentes ao ser humano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_rDBDZwvICJM/S9DZ7k91uMI/AAAAAAAAO1A/6oAVCZW5sYY/s1600/popart5.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5463105965558970562" style="FLOAT: left; MARGIN: 0pt 10px 10px 0pt; WIDTH: 234px; CURSOR: pointer; HEIGHT: 147px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_rDBDZwvICJM/S9DZ7k91uMI/AAAAAAAAO1A/6oAVCZW5sYY/s400/popart5.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Lost &lt;/span&gt;não é clichê. &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;Não existem redenções de personagens&lt;/span&gt;, a exemplo do ocorre em novelas e filmes, onde o sujeito é &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;mal o tempo todo &lt;/span&gt;e depois que se redime, &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold; COLOR: rgb(153,0,0)"&gt;passa a fazer somente o bem&lt;/span&gt; – ou o contrário também, como ocorre muito no finado &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;24 Horas&lt;/span&gt;. A exemplo do que se passa com todos nós, os caras da ilha (e de fora dela) &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;alternam seus vacilos e acertos em maior ou menor grau o tempo todo&lt;/span&gt;. De 2004 até hoje. E isso torna tudo imprevisível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na minha humilde análise, essa aproximação &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold; COLOR: rgb(204,0,0)"&gt;quase palpável&lt;/span&gt; com a realidade em que vivemos é o que deixa o seriado &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;fascinante&lt;/span&gt;. Até mesmo os improváveis encontros e cruzamentos de personagens (para quem não sabe, uma das espinhas dorsais de &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Lost &lt;/span&gt;são os personagens secundários – ou mesmo os primários – cujas histórias se cruzam rapidamente, em flashes, umas com as outras, mundo afora) não soam tão absurdos quando conversamos com nossos conhecidos sobre encontros inusitados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim como em nosso mundo real, onde &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;muitas coisas não têm explicação,&lt;/span&gt; &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Lost &lt;/span&gt;também passou, desde o primeiro episódio, a &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold; COLOR: rgb(204,0,0)"&gt;plantar dúvidas corrosivas&lt;/span&gt; sobre os “&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;por quês&lt;/span&gt;” disso ou daquilo ter acontecido. Coisas que, em outros seriados e filmes, seriam cedo ou tarde explicadas. Mas em &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Lost &lt;/span&gt;não. Ali as dúvidas e vácuos só &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;aumentam &lt;/span&gt;com o passar do tempo. E agonizam e tiram o sono de vários fãs porque, seis temporadas depois, continuam sem resposta. E, segundo os produtores, vão continuar sem. Eles falam &lt;span style="COLOR: rgb(0,0,153)"&gt;abertamente &lt;/span&gt;que não gostam de dar explicação do tipo Scooby Doo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_rDBDZwvICJM/S9DagKYt8iI/AAAAAAAAO1Q/ZnIcgpg_mfY/s1600/lost6.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5463106594079109666" style="FLOAT: left; MARGIN: 0pt 10px 10px 0pt; WIDTH: 290px; CURSOR: pointer; HEIGHT: 229px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_rDBDZwvICJM/S9DagKYt8iI/AAAAAAAAO1Q/ZnIcgpg_mfY/s400/lost6.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Arriscado? &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold; COLOR: rgb(153,0,0)"&gt;Não&lt;/span&gt;. Inteligente, &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;sim&lt;/span&gt;. Como pouca coisa – quase nada, na verdade – é explícita e vários elementos são lançados no ar sem nenhuma conexão obrigatória com a situação, as teorias sobre o que se passa, o que é a ilha, o que acontece e como acontece (e às vezes “&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;quando&lt;/span&gt;” acontece) mudam a cada sete dias. Para piorar (ou melhorar), há elementos &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold; COLOR: rgb(153,0,0)"&gt;mitológicos&lt;/span&gt;, &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;históricos &lt;/span&gt;e &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold; COLOR: rgb(0,0,153)"&gt;filosóficos &lt;/span&gt;na trama. Nem mesmo os próprios atores sabem o que acontecerá nas situações que estão encenando, pois só recebem partes do roteiro momentos antes das gravações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Respeito muito quem não viu e não tem vontade de ver (&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;mas pelo menos não venha falar mal, já que não viu&lt;/span&gt;). E &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;mais ainda quem viu e não gostou&lt;/span&gt; (apesar de a história de &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Lost &lt;/span&gt;não permitir que os episódios sejam vistos e compreendidos de forma isolada). Não sou nem nunca fui viciado em séries de TV. &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Lost &lt;/span&gt;caiu no meu colo há pouco mais de três, anos, como presente de Natal de uma amiga querida. Não gosto de &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold; COLOR: rgb(153,0,0)"&gt;babação de ovo incondicional&lt;/span&gt; nem de tietagem sobre nada. Mas a inteligência desta série que está a poucos dias de entrar de vez para a história da cultura popular me fazem tirar o chapéu para seus criadores e produtores. Mesmo que o final não seja o que eu espero ou algo sem nenhum furo de continuidade. Debates e teorias, bem ou mal argumentadas, continuarão por &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;anos a fio&lt;/span&gt; sendo levantadas por fãs atuais e futuros. Eu entre eles.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11511104-4290851248688036532?l=www.totalmentesemnocao.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11511104/posts/default/4290851248688036532'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11511104/posts/default/4290851248688036532'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.totalmentesemnocao.com.br/2010/04/todo-mundo-ta-revendo-o-que-nunca-foi.html' title='Todo mundo tá revendo o que nunca foi visto'/><author><name>Felipe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15278403868496417135</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp0.blogger.com/_rDBDZwvICJM/RrTMceyxSzI/AAAAAAAAAIs/qJJBFlRcN2s/s200/PC120076_resize.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_rDBDZwvICJM/S9DZO-7ZlfI/AAAAAAAAO0Y/PH-TjFCD5wA/s72-c/posterlost.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11511104.post-7944520689184361567</id><published>2010-04-19T23:26:00.004-03:00</published><updated>2010-04-20T14:05:30.707-03:00</updated><title type='text'>O processo de criação de um gênio</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_By3bLYY_d6g/S80TxmZvZtI/AAAAAAAABV0/jHT07lh8oII/s1600/rodin.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0pt 10px 10px 0pt; WIDTH: 240px; FLOAT: left; HEIGHT: 320px; CURSOR: pointer" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5462043665913308882" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_By3bLYY_d6g/S80TxmZvZtI/AAAAAAAABV0/jHT07lh8oII/s320/rodin.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;Acontece assim: pela manhã, &lt;span style="COLOR: rgb(255,0,0); FONT-WEIGHT: bold"&gt;no dia de um texto novo&lt;/span&gt;, um de nós manda um e-mail aos demais. “&lt;span style="COLOR: rgb(0,204,204); FONT-WEIGHT: bold"&gt;E aí, alguém tem algo pra publicar hoje?&lt;/span&gt;” Trabalhadores árduos, sempre ocupados, respondemos quase sempre da mesma forma. “&lt;span style="COLOR: rgb(0,153,0); FONT-WEIGHT: bold"&gt;Foda. Tô fodido no trabalho. Mas quando chegar em casa vou tentar escrever algo. Tô com algumas idéias na cabeça.&lt;/span&gt;” Raramente alguém diz que tem “um texto pronto e vou publicar à noite”. As idéias existem. Rascunhos também. Mas texto pronto, mesmo, &lt;span style="COLOR: rgb(255,102,0); FONT-WEIGHT: bold"&gt;só na hora de publicar&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem dia, como hoje, em que a&lt;span style="COLOR: rgb(153,0,0); FONT-WEIGHT: bold"&gt; preguiça toma conta de mim&lt;/span&gt; e eu não quero escrever as pautas previamente separadas. Comigo, funciona assim: tenho idéias para posts do blog a qualquer momento do dia ou da noite. De repente, vem um &lt;span style="color:#ff6666;"&gt;&lt;strong&gt;instalo (como eu costumava dizer quando molequinho)&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; e penso: “&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;Porra, isso dá um post&lt;/span&gt;”. Entro no Gmail, vou em “procurar” e digito: “pauta blog”. Vem um e-mail que eu reenvio a mim mesmo sempre que atualizado. Insiro a nova idéia e clico em enviar (pra mim mesmo). No dia de escrever, &lt;span style="COLOR: rgb(51,204,0); FONT-WEIGHT: bold"&gt;olho a listinha e seleciono alguma coisa&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas hoje deu preguiça. E quando dá preguiça das pautas, &lt;span style="COLOR: rgb(102,0,204); FONT-WEIGHT: bold"&gt;sigo um ritual para escrever um post&lt;/span&gt;. Ligo a televisão. Sento-me na minha poltrona vermelha (para visualizá-la, basta &lt;a href="http://www.tokstok.com.br/app?component=%24DirectLink_2&amp;amp;page=VitrineProduto&amp;amp;service=direct&amp;amp;session=T&amp;amp;sp=S6192"&gt;clicar aqui&lt;/a&gt;). Abro o laptop. Clico no Word. &lt;span style="COLOR: rgb(255,102,102); FONT-WEIGHT: bold"&gt;Por vários minutos, vejo televisão enquanto o cursor do Word pisca em uma página em branco&lt;/span&gt;. Às vezes, dou uma olhada pra tela do computador. Finjo que não é comigo. Assisto aos programas meio que pensando em alguma coisa mirabolante para o blog.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho uma idéia e a &lt;span style="COLOR: rgb(102,0,204); FONT-WEIGHT: bold"&gt;“vomito” em 20, 30 minutos&lt;/span&gt;, aproximadamente. Faço uma ou outra pesquisa no Google para confirmar uma informação ou algo do tipo. Confiro a forma correta de se escrever uma palavra mais chatinha – &lt;span style="COLOR: rgb(255,102,0); FONT-WEIGHT: bold"&gt;normalmente no Google, no Michaellis online ou no site da Academia Brasileira de Letra&lt;/span&gt;. Às vezes, procuro também por alguns sinônimos, para evitar que o caro leitor leia a mesma palavra repetidas vezes dentro do mesmo parágrafo – &lt;span style="COLOR: rgb(0,204,204); FONT-WEIGHT: bold"&gt;algo sempre meio chato&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Terminado o texto, vou atrás de fotos. &lt;span style="COLOR: rgb(153,0,0); FONT-WEIGHT: bold"&gt;Dábliu, dábliu, dábliu, ponto, gettyimages, ponto, com&lt;/span&gt;. Coloco algo que lembre o tema. Pego uma ou duas fotos. Salvo-as no desktop do computador para &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;facilitar a publicação&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em seguida, entro no site do Blogger, digito meu e-mail – &lt;a href="mailto:thiago.vitale@gmail.com"&gt;thiago.vitale@gmail.com&lt;/a&gt; – e minha senha – &lt;span style="COLOR: rgb(0,153,0); FONT-WEIGHT: bold"&gt;*********&lt;/span&gt;. Abro o texto novo e colo os parágrafos daquele que acabo de criar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Começo, então, a colorir os trechos dos parágrafos – &lt;span style="COLOR: rgb(0,204,204); FONT-WEIGHT: bold"&gt;destaco as partes mais importantes ou aquelas que ficam mais bonitas esteticamente&lt;/span&gt;. Não há regra. Vejo na hora, intuitivamente. É neste momento, normalmente já pela madrugada, que&lt;span style="COLOR: rgb(204,51,204); FONT-WEIGHT: bold"&gt; reviso mal e porcamente o meu texto&lt;/span&gt; – daí a explicação para alguns erros &lt;span style="COLOR: rgb(255,0,0); FONT-WEIGHT: bold"&gt;(im)perdoáveis&lt;/span&gt; que, mais vezes do que eu gostaria, escapam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma vez colorido o texto, incluo as fotos, &lt;span style="COLOR: rgb(102,0,0); FONT-WEIGHT: bold"&gt;à direita ou à esquerda, aleatoriamente&lt;/span&gt;. Findo todo o &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;trabalho&lt;/span&gt;, penso no título do texto. &lt;span style="COLOR: rgb(51,204,0); FONT-WEIGHT: bold"&gt;Às vezes, está pronto na cabeça.&lt;/span&gt; Às vezes, demoro a escolher. Mas sempre sai algo da cachola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É nesta hora que clico em “&lt;span style="COLOR: rgb(102,102,102); FONT-WEIGHT: bold"&gt;publicar postagem&lt;/span&gt;”. Pronto, &lt;span style="COLOR: rgb(102,0,204); FONT-WEIGHT: bold"&gt;terminou o processo de criação de um gênio&lt;/span&gt;. Twitto e facebuko aos seguidores a publicação de um novo texto e passo a ficar de olho nos comentários – &lt;span style="COLOR: rgb(255,102,0); FONT-WEIGHT: bold"&gt;parte mais legal, disparada, de ter um blog&lt;/span&gt;. Se todos os leitores soubessem o quanto é legal ler os comentários de todos (críticos, elogiosos, questionadores, não importa), &lt;span style="COLOR: rgb(255,0,0); FONT-WEIGHT: bold"&gt;todo mundo deixaria um comentário sempre&lt;/span&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11511104-7944520689184361567?l=www.totalmentesemnocao.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11511104/posts/default/7944520689184361567'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11511104/posts/default/7944520689184361567'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.totalmentesemnocao.com.br/2010/04/o-processo-de-criacao-de-um-genio.html' title='O processo de criação de um gênio'/><author><name>Zethi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13154083334064158173</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_By3bLYY_d6g/SvM0ywbLG_I/AAAAAAAAAAM/7gczPDqrkGE/S220/zethi1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_By3bLYY_d6g/S80TxmZvZtI/AAAAAAAABV0/jHT07lh8oII/s72-c/rodin.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11511104.post-6217180444280950508</id><published>2010-04-15T22:25:00.010-03:00</published><updated>2010-04-15T22:55:31.076-03:00</updated><title type='text'>Can I sit next to you, girl?</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_rDBDZwvICJM/S8fDS47daPI/AAAAAAAAOz4/ms9tRlFu_P0/s1600/girll.jpg"&gt;&lt;img style="float: left; margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer; width: 268px; height: 268px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_rDBDZwvICJM/S8fDS47daPI/AAAAAAAAOz4/ms9tRlFu_P0/s400/girll.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5460547802496854258" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Eu &lt;span style="color: rgb(204, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;não tenho vergonha nenhuma&lt;/span&gt; de admitir que já fiz uma &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;porrada de merda &lt;/span&gt;na minha vida. Eu penso, logo existo, logo sou ser humano, logo &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;faço cagadas&lt;/span&gt; em &lt;span style="font-weight: bold;font-size:130%;" &gt;maior &lt;/span&gt;ou &lt;span style="font-size:85%;"&gt;menor &lt;/span&gt;grau. Mas dessa vez &lt;span style="color: rgb(204, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;eu passei dos limites. &lt;/span&gt;A vergonha foi enorme na hora que eu me dei conta do &lt;span style="color: rgb(153, 51, 0); font-weight: bold;"&gt;tamanho da merda&lt;/span&gt; que eu tinha feito – ou, no caso, deixado de fazer – com algo que me faz tão feliz. Que norteia meus rumos na vida. A ficha caiu dia desses repentinamente. Com um clicar de botões de iPod. Se arrependimento matasse, eu não estaria aqui redigindo essas palavras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não tinha idéia que um descaso que &lt;span style="color: rgb(153, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;não chegou nem a durar um mês&lt;/span&gt; me levasse a esta &lt;span style="color: rgb(204, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;sensação de remorso&lt;/span&gt; tão &lt;span style="color: rgb(102, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;devastadora&lt;/span&gt;. Uma relação de &lt;span style="color: rgb(0, 0, 153); font-weight: bold;"&gt;carinho &lt;/span&gt;e &lt;span style="color: rgb(0, 51, 0); font-weight: bold;"&gt;admiração &lt;/span&gt;até pode passar por momentos de &lt;span style="font-size:130%;"&gt;maior &lt;/span&gt;ou &lt;span style="font-size:85%;"&gt;menor &lt;/span&gt;empolgação. Mas essa minha era &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;um caso à parte&lt;/span&gt;. Era uma &lt;span style="color: rgb(204, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;tara intensa &lt;/span&gt;desde o primeiro contato. Tem uns 15 anos isso já. Não é um convívio &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;efêmero&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;descartável&lt;/span&gt;. Ao ponto de que hoje, eu não consigo ver sentido na minha vida sem isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa nossa &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;empatia &lt;/span&gt;sempre foi regada a bastante &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;empolgação &lt;/span&gt;e &lt;span style="color: rgb(0, 51, 0); font-weight: bold;"&gt;admiração&lt;/span&gt;. Com uma &lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;overdose &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;de convivência que poderia ser facilmente taxada de &lt;span style="font-weight: bold;font-size:180%;" &gt;exagerada&lt;/span&gt;. Já passamos &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;mais de 10 dias sem nos desgrudar &lt;/span&gt;por nenhum minuto. E sabe o que é mais inacreditável? &lt;span style="color: rgb(204, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;Nunca &lt;/span&gt;nos desgastamos por conta disso. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Jamais&lt;/span&gt;. A relação, pelo contrário, só foi ficando melhor ao longo do tempo. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Conheci coisas novas com você&lt;/span&gt;. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Redescobri coisas velhas&lt;/span&gt;. E a &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;catarse &lt;/span&gt;invariavelmente aumentava a cada contato nosso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em um determinado momento, no ano passado, eu cheguei a rodar o mundo atrás de um novo encontro que prometia ser o que sempre são nossos encontros: &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;históricos&lt;/span&gt;. Tirei férias, gastei mundos e fundos só para te ver na Europa. Não conformado, meses depois, me bati para São Paulo. Só para te ver e ouvir. De novo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E olha que, por anos a fio, mesmo quando &lt;span style="color: rgb(153, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;eu ainda não passava de um estagiário pé rapado&lt;/span&gt; que precisava apertar o cinto para conseguir algo que me confortasse a memória dessa louca obsessão, não, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;nem assim eu deixei de lado a nossa história. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viajamos para &lt;span style="color: rgb(0, 0, 102); font-weight: bold;"&gt;vários lugares juntos&lt;/span&gt;. Até hoje, não importa quem esteja &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;momentaneamente&lt;/span&gt; ocupando o seu lugar nos &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;quatro mil alto falantes &lt;/span&gt;do meu Sansui Garrard Gradiente, o fato é que todo mundo se lembra de mim quando se depara com você. Você é o meu &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;máximo denominador comum.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sei, &lt;span style="color: rgb(204, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;errar &lt;/span&gt;é humano, já disse isso ali em cima. Mas pior do que errar é &lt;span style="color: rgb(204, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;saber que o erro ocorreu por &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;desleixo imperdoável &lt;/span&gt;ou simplesmente porque eu, talvez, por uma razão qualquer,&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; tenha deixado de estar perto por estes 20 e poucos dias todos os dias quando acordo. &lt;/span&gt;Quando estou no &lt;span style="color: rgb(0, 0, 153); font-weight: bold;"&gt;banho&lt;/span&gt;. Quando estou&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; tomando o café da manhã&lt;/span&gt;. Quando &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;ligo o som do meu carro. &lt;/span&gt;Quando estou &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;entediado &lt;/span&gt;no trabalho. Quando estou&lt;span style="color: rgb(0, 102, 0); font-weight: bold;"&gt; indo para casa. &lt;/span&gt;Quando estou &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;viajando&lt;/span&gt;. Quando estou &lt;span style="color: rgb(204, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;bebendo &lt;/span&gt;numa festa. Detalhes tão pequenos de nós dois são coisas muito grandes para esquecer. E a toda hora vão estar presentes. Você vai ver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_rDBDZwvICJM/S8fCiR7PjyI/AAAAAAAAOzw/qYfkVMafIjc/s1600/DSC01052.JPG"&gt;&lt;img style="float: left; margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer; width: 316px; height: 237px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_rDBDZwvICJM/S8fCiR7PjyI/AAAAAAAAOzw/qYfkVMafIjc/s400/DSC01052.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5460546967393242914" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Por tudo isso, o &lt;span style="color: rgb(153, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;baque foi forte &lt;/span&gt;quando eu, humildemente, me dei conta do &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;quão grave&lt;/span&gt; foi meu &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;delito &lt;/span&gt;com algo – ou alguém – que faz parte da minha vida desde uma época em que boa parte de vocês, leitores, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;sequer andava de bicicleta sem rodinha. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje quando eu entrei no carro, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;conectei &lt;/span&gt;o cabo do iPod e fui procurar por uma &lt;span style="font-style: italic;"&gt;playlist &lt;/span&gt;para ouvir, estava lá, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;você&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;há mais de 20 dias&lt;/span&gt; sem ser tocada: “&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;AC/DC – Favoritas”&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;. Foi &lt;span style="color: rgb(153, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;foda&lt;/span&gt;. Como eu consegui ficar &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;quase um mês da minha passagem por este plano existencial&lt;/span&gt; sem ouvir &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;uma música do AC/DC&lt;/span&gt;? &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Como isso? &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:130%;" &gt;Cooooomo isso? &lt;/span&gt;Um &lt;span style="color: rgb(153, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;vexame&lt;/span&gt;. Sério, me deu &lt;span style="color: rgb(153, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;vergonha&lt;/span&gt;. Uma sensação &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;horrível &lt;/span&gt;e &lt;span style="color: rgb(153, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;desprezível &lt;/span&gt;de &lt;span style="color: rgb(153, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;mesquinhez&lt;/span&gt;, de &lt;span style="color: rgb(204, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;ingratidão&lt;/span&gt;, de &lt;span style="color: rgb(153, 51, 153); font-weight: bold;"&gt;decepção comigo mesmo.&lt;/span&gt; Eu merecia ser &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;linchado em praça pública&lt;/span&gt;. E &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;esquartejado &lt;/span&gt;depois. É ridículo isso. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Eu sei, eu sei que é foda.&lt;/span&gt; Todavia, te digo: não tenho condições &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;pisco-sociais &lt;/span&gt;de cometer esse mesmo desleixo de novo. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Não dá.&lt;/span&gt; Mas eu prometi a mim mesmo depois disso: &lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;NUNCA MAIS&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, eu disse... &lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;NUNCA MAIS&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;... eu vou ficar &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;tanto tempo sem ouvir AC/DC&lt;/span&gt;. &lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Nunca mais&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;. &lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(204, 0, 0);"&gt;Entendeu?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11511104-6217180444280950508?l=www.totalmentesemnocao.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11511104/posts/default/6217180444280950508'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11511104/posts/default/6217180444280950508'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.totalmentesemnocao.com.br/2010/04/can-i-sit-next-to-you-girl.html' title='Can I sit next to you, girl?'/><author><name>Felipe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15278403868496417135</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp0.blogger.com/_rDBDZwvICJM/RrTMceyxSzI/AAAAAAAAAIs/qJJBFlRcN2s/s200/PC120076_resize.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_rDBDZwvICJM/S8fDS47daPI/AAAAAAAAOz4/ms9tRlFu_P0/s72-c/girll.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11511104.post-2972311797460408672</id><published>2010-04-15T11:00:00.003-03:00</published><updated>2010-04-15T11:04:04.293-03:00</updated><title type='text'>BREAKING NEWS: A queda da Revista Veja</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Exclusivo: espião grava reunião secreta da revista Veja em que o fechamento da mesma é debatido!!!&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;object height="385" width="480"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/i3yUqFvlsT4&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/i3yUqFvlsT4&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11511104-2972311797460408672?l=www.totalmentesemnocao.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11511104/posts/default/2972311797460408672'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11511104/posts/default/2972311797460408672'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.totalmentesemnocao.com.br/2010/04/breaking-news-queda-da-revista-veja.html' title='BREAKING NEWS: A queda da Revista Veja'/><author><name>Felipe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15278403868496417135</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp0.blogger.com/_rDBDZwvICJM/RrTMceyxSzI/AAAAAAAAAIs/qJJBFlRcN2s/s200/PC120076_resize.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11511104.post-6552152426919319131</id><published>2010-04-13T00:09:00.009-03:00</published><updated>2010-04-13T09:06:36.766-03:00</updated><title type='text'>Jesus não tem dentes no país dos banguelas</title><content type='html'>Inspirado no blog &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;mais amado e odiado da internet, &lt;/span&gt;um amigo, dia desses, decidiu me presentear com o livro “&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Sem-Noção”, &lt;/span&gt;uma “&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;obra literária&lt;/span&gt;” escrita por Ligia Marques e Paulo Faiock com – nas palavras dos autores – “&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;100 lições bem-humoradas de etiqueta para não dar vexame e saber o que fazer quando alguém passa dos limites”&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Te conto que comecei a dar uma folheada e estava achando o livro até meio engraçado e, em alguns momentos, realista. O texto e as situações descritas pareciam divertidos e devem ser &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;corri&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;queiras &lt;/span&gt;para a maioria de nós. Algumas poucas eu confesso que &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold; COLOR: rgb(0,51,0)"&gt;até gostei&lt;/span&gt; e me identifiquei bastante – digo, no sentido querer encher o camarada sem-noção de porrada:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• O sujeito que anda com o som do carro no último volume (claro, &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;sempre &lt;/span&gt;a música é um &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;funk&lt;/span&gt;, &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;sertanejo &lt;/span&gt;ou &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;axé&lt;/span&gt;, nunca vai estar rolando música clássica, bossa nova ou um clássico do Creedence)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Usar o “miguxês” para escrever emails.&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt; ("MiGa, Onde Ki A geNte Vai? Beijummm")&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Só falar de si próprio&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Ser &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold; COLOR: rgb(0,102,0)"&gt;ecochato &lt;/span&gt;(esse é o tema específico de um post que estou bolando para daqui a alguns dias)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Telefonar fora de horário&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Fazer perguntas indiscretas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Deixar celular ligado em locais inadequados&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Fazer visita sem avisar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Mandar correntes pela internet&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Deixar celular sem crédito (e ficar ligando a cobrar ou desligar depois de um toque)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Estacionar em vaga para deficiente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Ter um milhão de amigos virtuais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_rDBDZwvICJM/S8PimaxPzNI/AAAAAAAAOzY/sKJHdPB6zv4/s1600/semnocao.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5459456322951957714" style="FLOAT: right; MARGIN: 0pt 0pt 10px 10px; WIDTH: 283px; CURSOR: pointer; HEIGHT: 319px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_rDBDZwvICJM/S8PimaxPzNI/AAAAAAAAOzY/sKJHdPB6zv4/s400/semnocao.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Todas essas são, realmente, coisas &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;deveras antipáticas&lt;/span&gt; e com as quais um sujeito rabugento como eu não tem a menor paciência para lidar. E eu sou provocador, então não consigo esconder o quanto &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold; COLOR: rgb(153,0,0)"&gt;me irrita&lt;/span&gt; um camarada que só fala de si mesmo ou aquela conhecida que manda pelo e-mail &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold; COLOR: rgb(0,0,153)"&gt;todas as correntes com tom religioso ou de ajuda ao próximo&lt;/span&gt;. Cara que deixa celular ligado e ainda atende – tipo dentro do cinema -, cidadão que chega à sua casa&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt; sem avisar &lt;/span&gt;ou telefona pro fixo nos horários mais bizarros – sabendo que outras pessoas moram contigo – também são passíveis de “&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;autas na amizade&lt;/span&gt;”. Ainda acrescentaria na lista da situação “celular” o camarada que liga&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold;font-size:130%;" &gt; trinta vezes para você&lt;/span&gt;, mesmo você não atendendo ou dando “&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;end&lt;/span&gt;” e continua a ligar. &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold; COLOR: rgb(102,0,0)"&gt;Que preguiça!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, voltando ao livro – eu tenho &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;Distúrbio de Déficit de Atenção&lt;/span&gt;, então não reparem se eu ficar mudando de assuntou ou inserindo hipertextos no meio do caminho, beleza? –, depois de algumas poucas risadas, fui pegando uma &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold; COLOR: rgb(153,0,0)"&gt;raiva crescente. &lt;/span&gt;E &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;antipatia &lt;/span&gt;mesmo. Das 100 situações descritas como “&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;inconvenientes&lt;/span&gt;” pelos &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold; COLOR: rgb(102,0,0)"&gt;lesados &lt;/span&gt;que escreveram a obra, uma &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;pancada &lt;/span&gt;delas são absolutamente corriqueiras comigo ou com algum amigo ou amiga minha. Tenho certeza que todos que estão lendo aqui já fizeram, fazem ou vão fazer coisas do tipo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;Pedir para conhecer a casa&lt;/span&gt;: Eu, pelo menos, adoro mostrar minha casa para os amigos. E acho que toda vez que vou pela primeira vez à residência alheia, eles gostam tanto de fazer o passeio guiado pelo lar quanto eu gosto de dar um rolé campeão. Nada a ver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;Convidar amigas para ir ao banheiro&lt;/span&gt;: Acho até graça quando elas vão juntas. Mas não tenho absolutamente nada contra. Em alguns casos extremos, é até bom para exercitar o imaginário masculino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;Pedir coisas para quem vai viajar&lt;/span&gt;: Se eu puder, sempre vou trazer coisas para os outros. Já trouxe Playstation, cervejas importadas, remédios, camisas de time, perfumes, artesanatos e tudo quanto é coisa. Também já trouxeram para mim ipod, mesa de som, camisas de time, cédulas monetárias (eu faço coleção – como faria se não pudesse pedir pros meus amigos me ajudarem?) e outras lembrancinhas simpáticas. O lance é não abusar. Tipo &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;“Cara, que legal que você tá indo para Miami. Será que pode passar no Wall Mart de Tampa Bay e comprar uma bike de alumínio com design assinado pelo Steve Jobs? Custa só US$ 450, mas eu te pago quando você voltar&lt;/span&gt;”. Aí complica, Lúcio, aí é gol da Inglaterra. Mas, em geral, é só ter noção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;Ir a um aniversário e não levar presente.&lt;/span&gt; Absolutamente normal. Ainda mais quando é uma festa grande e o aniversariante não é tão próximo. Caguei para presente. Até para mim. Não faço questão – mas, claro, fico feliz para caralho quando recebo um.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;Guardar lugar no cinema&lt;/span&gt;: Ah tá. Então eu combino de ir ao cinema com uma meia dúzia de amigos e, porque nem todos chegam ao mesmo tempo, a gente tem que dar a sorte de ter uma fileira, aos 45 do segundo tempo, com seis lugares juntos? Catar coquinho, sua perua socialite!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;Não confirmar presença:&lt;/span&gt; Não confirmo &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold;font-size:130%;" &gt;mesmo&lt;/span&gt;. Fui nuns 15 casamentos nos últimos quatro anos. Em nenhum deles eu &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold;font-size:130%;" &gt;confirmei sivousplé&lt;/span&gt;. E digo mais: em só um deles me ligaram perguntando a confirmação. E acho que em no máximo três me pediram o tal papelzinho na entrada. Quando eu não tinha, o cara simplesmente falou: “&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;beleza, amigo, pode ir”&lt;/span&gt;. Óbvio. Quem é que vai querer entrar no casamento de algum desconhecido numa festa que nem sempre é legal, cheia de desconhecido, normalmente num lugar na casa do caralho? Tem que ser &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold; COLOR: rgb(153,0,0)"&gt;über&lt;/span&gt; sem-noção, aí sim, para entrar de penetra num casório.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;Comprar produtos piratas:&lt;/span&gt; eu mesmo não compro produtos piratas. Mas é porque, graças a Deus, tenho condição de comprar um DVD original (que não é lá tão caro, vai) e baixar música (por mais que algumas pessoas pensem diferente) eu não considero piratear. Mas conheço um monte de gente que compra DVD pirata sim. E não condeno não. Quero mais é que a indústria filmográfica e a sonográfica especialmente &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold; COLOR: rgb(102,0,0)"&gt;se fodam&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;Pedir para alguém ser seu fiador&lt;/span&gt;: Cara, os autores passaram do ponto aqui. Todo mundo que vai alugar um apê precisa de fiador. Como é que faz se “é feio” pedir? Tomá no cu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;Cortar a gravata do noivo: &lt;/span&gt;Acabo de voltar de um casamento no sábado e rolou de cortar a gravata do noivo com todo o prazer. Em alguns casamentos, eu mesmo ajudei no processo. É divertido e você ainda conversa com vários convidados que estavam ali meio deslocados no casório. Não entendi essa realmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;Dividir a conta com a namorada: &lt;/span&gt;Coisa mais antiga essa história de o homem ter de pagar tudo. Tudo bem que é um gesto de &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold; COLOR: rgb(102,0,0)"&gt;gentileza e carinho&lt;/span&gt;. Mas acho que tudo depende da situação de cada um. Se a mulher ganha três vezes mais que eu, porra, porque eu vou me foder sempre? Falta de bom senso total. Eventualmente, eu faço questão de pagar a conta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em suma, não vai mudar a minha vida e a de ninguém. O autor e a autora provavelmente não devem nem ler o que eu escrevi e devem ser pessoas bem simpáticas e interessantes. Mas acho que vivem num mundo muito chato. Em que a forma é mais importante que o conteúdo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu escrevo num espaço que se chama “Totalmente Sem-Noção”. Mas acho que “&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;Totalmente Sem-Noção”&lt;/span&gt; é passar a vida em vigília sobre si mesmo (a) e sobre o que o (a) cerca. Nas palavras dos "gênios" que redigiram essa pérola, eu acho que os autores são uma &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;“espécie cosmopolita, porém encontrada com mais dificuldade. Muitos pesquisadores divergem quanto à sua origem se deste planeta ou de outro. É do tipo que faz muitas pessoas reagirem à sua presença dizendo ‘Mas de que planeta é esse sem-noção?”, o que acaba alimentando as suspeitas de que elas são extraterrestres". &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11511104-6552152426919319131?l=www.totalmentesemnocao.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11511104/posts/default/6552152426919319131'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11511104/posts/default/6552152426919319131'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.totalmentesemnocao.com.br/2010/04/jesus-nao-tem-dentes-no-pais-dos.html' title='Jesus não tem dentes no país dos banguelas'/><author><name>Felipe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15278403868496417135</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp0.blogger.com/_rDBDZwvICJM/RrTMceyxSzI/AAAAAAAAAIs/qJJBFlRcN2s/s200/PC120076_resize.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_rDBDZwvICJM/S8PimaxPzNI/AAAAAAAAOzY/sKJHdPB6zv4/s72-c/semnocao.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11511104.post-745284313598665281</id><published>2010-04-11T23:23:00.002-03:00</published><updated>2010-04-11T23:39:06.042-03:00</updated><title type='text'>1038</title><content type='html'>É com enorme tranquilidade e nenhuma surpresa que anunciamos aos leitores deste prestigioso espaço o número de&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0); font-weight: bold;"&gt; 1038 &lt;/span&gt;seguidores do&lt;span style="color: rgb(51, 102, 255); font-weight: bold;"&gt; Twitter do Totalmente Sem-Noção&lt;/span&gt;, neste domingo, às 23h38.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em um mês de twitter funcionando efetivamente, choveram pedidos de pessoas comuns para nos seguir. &lt;span style="color: rgb(51, 204, 0); font-weight: bold;"&gt;Gente desinteressante que nós apenas descartávamos&lt;/span&gt;. Aceitamos apenas aquelas pessoas efetivamente incríveis, ao nível do nosso prestigioso blog.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E tem mais. A&lt;span style="color: rgb(102, 0, 204); font-weight: bold;"&gt; diretoria do Twitter enviou o seguinte manifesto&lt;/span&gt; para estes três escritores. Pediram-nos sigilo, but we don't give a shit:&lt;div style="text-align: center; font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;Dear friends from Totalmente Sem-Noção,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;We are pleased to inform that you have the most growing twitter account of march. Thank you very much for letting us have such a great client like you.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Best regards,&lt;br /&gt;Team Twitter.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 102, 102);"&gt;Não poderia ser diferente&lt;/span&gt;, não é mesmo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda não nos segue? Tente no &lt;a href="www.twitter.com/joselitando_tsn"&gt;www.twitter.com/joselitando_tsn&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, estamos também no Facebook: &lt;a href="http://www.facebook.com/profile.php?id=100000788804508"&gt;http://www.facebook.com/profile.php?id=100000788804508&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11511104-745284313598665281?l=www.totalmentesemnocao.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11511104/posts/default/745284313598665281'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11511104/posts/default/745284313598665281'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.totalmentesemnocao.com.br/2010/04/1038.html' title='1038'/><author><name>Zethi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13154083334064158173</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_By3bLYY_d6g/SvM0ywbLG_I/AAAAAAAAAAM/7gczPDqrkGE/S220/zethi1.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11511104.post-4891031682871145298</id><published>2010-04-07T20:30:00.005-03:00</published><updated>2010-04-07T21:00:06.101-03:00</updated><title type='text'>Taísa precisa de ajuda desesperadamente!</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_By3bLYY_d6g/S70bWRN7LAI/AAAAAAAABUA/hBMhb7Cv-HE/s1600/calvin01.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 180px; FLOAT: left; HEIGHT: 135px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5457548392835787778" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_By3bLYY_d6g/S70bWRN7LAI/AAAAAAAABUA/hBMhb7Cv-HE/s320/calvin01.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;O que pensar de uma figura simplória e carente que, num e-mail para uma gata que &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;havia beijado na adolescência e reencontrado recentemente no Facebook&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, envia fotos absolutamente surreais, semi-eróticas e desprovidas de qualquer contexto?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejam só. Não falo de um &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#993399;"&gt;casal de tarados que tem transado loucamente nos últimos dias&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. Ou de amantes que trepam em lugar público e combinam rapidinhas até na fila do cartório! Nem mesmo de um casal &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;de ex-peguetes que, momento de tesão, trocaram palavras sacanas pela web&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. Não, não. Mil vezes não!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou a falar de um sujeito que reencontrou uma &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc33cc;"&gt;amiga da adolescência&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, época na qual ficaram duas ou três vezes. E nada mais. &lt;i&gt;No sex&lt;/i&gt;. Nem o peitinho rolou. &lt;span style="color:#ff6666;"&gt;&lt;strong&gt;Apenas beijinhos descompromissados de uma noite&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E os e-mails recentes eram recheados de quais temas? A época de adolescência, o trabalho atual, a família,&lt;span style="color:#cc66cc;"&gt;&lt;strong&gt; amigos em comum, amigos que não viam há tempos. Coisas protocolares do tipo.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; No meio desses e-mails, a gatinha fez aniversário. Ah, sim, me esqueci de apresentá-los aos nobres leitores: &lt;span style="color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;ela é Taísa e ele, Calvin&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois então, o que o Calvin fez na data do aniversário? Enviou &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#6600cc;"&gt;um belo e-mail de aniversário a ela&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, ressaltou as qualidades da moça e tudo o mais. Ela, claro, adorou. E respondeu: “&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Você me surpreendeu muito com essa mensagem linda! Obrigada!&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;”.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_By3bLYY_d6g/S70bOGS7LSI/AAAAAAAABT4/19OQmJPifaI/s1600/calvin02.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 320px; FLOAT: right; HEIGHT: 240px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5457548252465016098" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_By3bLYY_d6g/S70bOGS7LSI/AAAAAAAABT4/19OQmJPifaI/s320/calvin02.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Vejam só: o garotão estava com a faca e o queijo na mão. &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#663366;"&gt;Existe momento melhor para o &lt;em&gt;shark attack&lt;/em&gt;, para a pegação, para partir para o bote do que este cenário:&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; ex-ficantes de adolescência, saudosismos dos bons tempos, um beijo bem dado, uma paixonite mal resolvida, &lt;span style="color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;um reencontro agradável, trocas de e-mails gentis&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;, uma surpresa superlegal no aniversário dela. Meu amigo, no futebol isso é praticamente como estar na cara do gol, sem goleiro, com o zagueiro caído e tudo o mais.&lt;span style="color:#cc33cc;"&gt;&lt;strong&gt; É bola na rede, meu querido&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;. É só não fazer nada de errado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a vida não é feita apenas de pessoas competentes e equilibradas. Há por aí &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;uma vasta gama de idiotas-sociais prontos para fazer aquela merda inacreditável&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, motivo de chacota nas mesas de bar, piada entre os amigos, lenda urbana em alguns anos, tema do maior blog do planeta. &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#6600cc;"&gt;E é por essa idiotice-social do Calvin, caro leitor, que você lê este post neste momento&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao responder o e-mail de agradecimento de Taísa, &lt;span style="color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;a figura deplorável de Calvin começa uma sequência de bobagens sem precedentes no cenário guerreiro de Brasília&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;, quiçá do Brasil!&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_By3bLYY_d6g/S70bOGS7LSI/AAAAAAAABT4/19OQmJPifaI/s1600/calvin02.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Vou descrever a vocês o e-mail &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc33cc;"&gt;à minha frente&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;:&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_By3bLYY_d6g/S70bOGS7LSI/AAAAAAAABT4/19OQmJPifaI/s1600/calvin02.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Nos primeiros três parágrafos, tudo bem. Nada de mais. &lt;span style="color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;Descrição dos últimos dias laborais do rapaz, em viagem a trabalho pela Inglaterra&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;. Fiz isso, fiz aquilo, estou feliz por isso, fiquei puto com aquilo.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_By3bLYY_d6g/S70a0VG-wGI/AAAAAAAABTw/tk-ta5_RYNk/s1600/calvin03.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; FLOAT: left; HEIGHT: 240px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5457547809764851810" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_By3bLYY_d6g/S70a0VG-wGI/AAAAAAAABTw/tk-ta5_RYNk/s320/calvin03.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;De repente, um clique. Sim, &lt;span style="color:#663366;"&gt;&lt;strong&gt;só pode ter sido um clique&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; no cérebro do idiota. Ele tecla “enter”, inicia um novo parágrafo e solta, &lt;span style="color:#ff6666;"&gt;&lt;strong&gt;do nada, sem introdução&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;, a seguinte pérola:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Ontem eu tive um sonho. Sonhei com Papai Noel. E fiz um pedido a ele. Um pedido não, eu implorei mesmo. &lt;span style="color:#3333ff;"&gt;&lt;strong&gt;Eu pedi a ele fotos sensuais de uma pessoa que eu gosto&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;. Então, veja você, a parte que eu mais gosto em uma mulher são os sentimentos dela, seus pensamentos... &lt;span style="color:#33cc00;"&gt;&lt;strong&gt;Uma mulher não precisa ser magra ou ter peitos grandes para ser linda&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;. Beleza tem pouco a ver com atrativos físicos. Beleza, pra mim, tem tudo a ver com intenção, instinto, &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;com a liberdade de ficar nu&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, com desejo e vontade de dar e receber.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, amigos, &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;este é exatamente o parágrafo escrito pelo débil mental do Calvin&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; para minha amiga Taísa, &lt;span style="color:#6600cc;"&gt;&lt;strong&gt;linda, doce, alegre, pura e querida&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;. Mas vocês pensam que terminou por aí? &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;NÃO! MIL VEZES NÃO!&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; Calvin vai além. Calvin ultrapassa todos os limites do bom senso. Calvin dá mostras claras da incapacidade mental de concatenar as idéias. De escrever algo realmente coerente. Leiam, por favor:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Taísa, eu gosto de você. &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#33cc00;"&gt;A última coisa que eu quero é deixá-la desconfortável&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. Eu &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;quero tocá-la da maneira que você quiser, de um jeito que você goste&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;... Estou anexando algumas fotos que mostram como eu gostaria de tocá-la e de segurá-la em meus braços. &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#33cc00;"&gt;Você pensa da mesma forma que eu?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; Quer o mesmo que eu?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, minha gente. &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;Vejam estas fotos publicadas neste post&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. POR FAVOR, ANALISEM-NAS! &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#6600cc;"&gt;Estas foram as fotos enviadas pelo idiota do Calvin&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. Sim, sim, sim. Estão aqui no meu e-mail (estavam anexadas à mensagem &lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_By3bLYY_d6g/S70ahK3teMI/AAAAAAAABTo/oTvrCKW6SQU/s1600/calvin04.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 298px; FLOAT: right; HEIGHT: 278px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5457547480598935746" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_By3bLYY_d6g/S70ahK3teMI/AAAAAAAABTo/oTvrCKW6SQU/s320/calvin04.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;enviada à Taísa) e eu as compartilho com vocês, nossos leitores amados.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_By3bLYY_d6g/S70ahK3teMI/AAAAAAAABTo/oTvrCKW6SQU/s1600/calvin04.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Mas, vejam só, &lt;span style="color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;ainda não terminou&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;. Vejam o &lt;span style="color:#cc33cc;"&gt;&lt;strong&gt;momento de sinceridade do psicopata-social&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; Calvin, amigo de Taísa:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“É claro que eu lhe perdôo &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;se você ficar duas semanas até me responder&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. E agora que eu lhe mandei fotos &lt;span style="color:#33cc00;"&gt;&lt;strong&gt;pervertidas com o que eu gostaria de fazer com você&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;, poderá levar algumas semanas até você me perdoar. Pelo menos, eu espero que você me perdoe. &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;Por favor, me perdoa?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; Estou com saudade. E &lt;span style="color:#33cc00;"&gt;&lt;strong&gt;me sinto bem quando penso em você&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;. Beijo, Calvin.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu aposto toda a minha fortuna (!) que, ao escrever este e-mail, o&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt; doente do Calvin estava a bater uma belíssima de uma punheta&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. Se é que não sujou o teclado com o gozo repleto de &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#993399;"&gt;psicopatinhas a nadar para o além&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Peço a ajuda dos nobres leitores para duas coisas:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;1 – Alguém podem me explicar O QUE É esta figura chamada Calvin?&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cc33cc;"&gt;&lt;strong&gt;2 – Alguém poderia sugerir uma resposta para Taísa dar a Calvin? Ela optou, até agora, pelo total silêncio e desprezo.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11511104-4891031682871145298?l=www.totalmentesemnocao.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11511104/posts/default/4891031682871145298'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11511104/posts/default/4891031682871145298'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.totalmentesemnocao.com.br/2010/04/taisa-precisa-de-ajuda-desesperadamente.html' title='Taísa precisa de ajuda desesperadamente!'/><author><name>Zethi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13154083334064158173</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_By3bLYY_d6g/SvM0ywbLG_I/AAAAAAAAAAM/7gczPDqrkGE/S220/zethi1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_By3bLYY_d6g/S70bWRN7LAI/AAAAAAAABUA/hBMhb7Cv-HE/s72-c/calvin01.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11511104.post-21958088882046794</id><published>2010-04-05T12:45:00.001-03:00</published><updated>2010-04-05T13:00:49.690-03:00</updated><title type='text'>O idiota</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_9j4WwgKYuII/S7kW1KBKS1I/AAAAAAAAFnI/CFNKRLDTevg/s1600/bbb1.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 300px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_9j4WwgKYuII/S7kW1KBKS1I/AAAAAAAAFnI/CFNKRLDTevg/s400/bbb1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5456417526014167890" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Pois, então. &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 102, 0);"&gt;Aqui se apresenta um idiota&lt;/span&gt;. Sim. Um idiota incapaz de participar das conversas paralelas, das trocas aprofundadas de ideias, dos debates abalizados e das discussões acaloradas dos dias de hoje. Um idiota que há uma semana não sabia sequer traçar uma análise sóbria quanto as reais chances de vitória de “Dicesar”, de “Lia”, de “Thessália(?)” ou de “Dourado” no campeão de audiências Big Brother Brasil. Um idiota que sequer sabe a cara &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(204, 51, 204);"&gt;dessa gente sem sobrenomes&lt;/span&gt;. Juro que eu, um idiota completo, não saberia responder a perguntas básicas da casa-mais-vigiada-do-Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 102, 0);"&gt;Minha idiotice&lt;/span&gt;, no entanto, não para por aí. Vai além, bem além do Bê-Bê-Bê. Ela ganha vastos terrenos por eu não assistir - ou mesmo baixar no computador - os intrigantes episódios de Lost; por jamais ter ido ao cinema para conferir um dos filmes da série Crepúsculo; por nunca na história desse país ter aderido ao Orkut e procurado amigos "perdidos"; por não jogar videogame às terças-feiras com os amigos; por ter até hoje um aparelho celular com toque analógico; e por, finalmente, &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(204, 51, 204);"&gt;não ter assistido aos últimos videoclipes &lt;/span&gt;da Lady Ga&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_9j4WwgKYuII/S7kWjol6HuI/AAAAAAAAFm4/gTriJ6KCxxw/s1600/ladygaga.jpg"&gt;&lt;img style="float: left; margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer; width: 320px; height: 216px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_9j4WwgKYuII/S7kWjol6HuI/AAAAAAAAFm4/gTriJ6KCxxw/s320/ladygaga.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5456417224983715554" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;ga, da Pink, da Shakira ou da Beyoncé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 102, 0);"&gt;Também me sinto um idiota pleno&lt;/span&gt; por nem mesmo assistir às emocionantes novelas da TV Globo. Soube recentemente, mas apenas de ouvir falar, que a personagem da gostosa da Aline Com-Dois-Enes Moraes anda por aí em uma cadeira de rodas e outro dia teve dificuldades para subir em um busão. Pois, então, me desculpe. É tudo o que sei da nova novela das oito. Infelizmente,&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(204, 51, 204);"&gt; não tenho condições de participar de qualquer conversa de bar&lt;/span&gt; em que o assunto esteja em vigor. Uma lástima, enfim. Mas, pôxa, espero que você não se sinta prejudicado pela falta de apoio e me convide para a botecada mesmo assim. Eu avisei logo no início que não passava de um idiota, um idiotão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Admito ser, além de um idiota, claro, um ignorante, um marginal. Isso aí. &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 102, 0);"&gt;Estou à margem da sociedade &lt;/span&gt;que aqui se apresenta. Parei no tempo. Ouço bandas de música do tempo do Êpa. Estranho, né? Pois, então. Sou tão (mas tão) idiota, que nem fui ao show do Franz Ferdinand. Rolou aqui em Brasília, a uns 5km de casa. É, mas perdi. Alguns amigos disseram que seria ducaralho e tal, que era uma supernovidade em termos musicais, mas, enfim, &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(204, 51, 204);"&gt;o idiota aqui preferiu ficar em casa&lt;/span&gt;. O idiota aqui até ouviu algumas músicas dos escoceses supracitados, mas, puxa, não conseguiu encontrar nada de novo e revolucionário. Bem pelo contrário. Mas, enfim, talvez não tenha elementos para adentrar à discussão. Faz parte. Sou idiota mesmo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma das maiores provas da minha idiotice, você pode perceber,  passa pela falta de informação. Queres ver? Não tenho ideia, infelizmente, do nome do sujeito que criou o &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 102, 0);"&gt;megafenômeno Rebolation&lt;/span&gt;. Desculpe. É sério. O Google ficaria feliz em me ajudar a desvendar o mistério, mas deu uma baita preguiça agora. Também ignoro o apelido artístico do vocalista do Asa de Águia e o maior sucesso da banda. Verdade. Não sei mesmo. Fico até envergonhado em admitir isso,&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_9j4WwgKYuII/S7kWKlC5cUI/AAAAAAAAFmw/Lk8WhqI-tiw/s1600/rebolation.jpg"&gt;&lt;img style="float: right; margin: 0pt 0pt 10px 10px; cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_9j4WwgKYuII/S7kWKlC5cUI/AAAAAAAAFmw/Lk8WhqI-tiw/s320/rebolation.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5456416794534834498" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; mas também não saberia aqui cantar alguns dos maiores hits das duplas sertanejas Bruno &amp;amp; Marrone e Victor &amp;amp; Leo. Parece que os caras venderam milhões de cópias pelo Brasil afora.&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(204, 51, 204);"&gt; Coisdiloco&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Idiotice por idiotice, confesso que invejo quem anda &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 102, 0);"&gt;superbem-informado sobre os atuais acontecimentos mundiais&lt;/span&gt;. Sou jornalista. Deveria saber um pouco mais das coisas que acontecem ao meu redor. Não não são raros os momentos que um ou outro colega, amigo ou conhecido pede a minha opinião sobre um dos assuntos citados neste texto e eu acabo por desapontá-lo. Mas, enfim, acredito que tenha feito uma escolha. Conscientemente ou não, optei por ser um idiota. Agora, se me dão licença, vou logo ali ler preencher o meu tempo com coisas talvez menos interessantes para você&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(204, 51, 204);"&gt;Não é o que todo idiota faz?&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11511104-21958088882046794?l=www.totalmentesemnocao.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11511104/posts/default/21958088882046794'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11511104/posts/default/21958088882046794'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.totalmentesemnocao.com.br/2010/04/o-idiota.html' title='O idiota'/><author><name>Guilherme Zé Gotinha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12774708709226944804</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_9j4WwgKYuII/SnmQbLA9gyI/AAAAAAAACWw/54ihX5gKAlo/S220/inter.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_9j4WwgKYuII/S7kW1KBKS1I/AAAAAAAAFnI/CFNKRLDTevg/s72-c/bbb1.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11511104.post-2276210543172758612</id><published>2010-04-01T00:05:00.004-03:00</published><updated>2010-04-01T00:25:40.488-03:00</updated><title type='text'>A tout le monde, a tout mes amis: Je vous aime, je dois partir</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_rDBDZwvICJM/S7PTsgWEMnI/AAAAAAAAOyI/U27AU1JNAFY/s1600/adeus1.jpg"&gt;&lt;img style="float: left; margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer; width: 300px; height: 400px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_rDBDZwvICJM/S7PTsgWEMnI/AAAAAAAAOyI/U27AU1JNAFY/s400/adeus1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5454936335225991794" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;A brincadeira começou no fim de 2004. Criei um blog &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:georgia;" &gt;despretensioso &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;contando algumas coisas, sem um formato muito definido. Durou uns cinco meses. Até que tive a ideia de me juntar a um outro amigo para fazer este site aqui. Discutimos bastante o formato e na noite do dia 1º de junho de 2005 adicionamos&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:georgia;" &gt; um terceiro elemento, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;meio que aos 45 do segundo tempo, para que o site entrasse no ar, no dia seguinte.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No começo era uma zona, escrevíamos sobre qualquer coisa, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;sem critério&lt;/span&gt; ou periodicidade. Foi assim por uns oito ou dez meses até que mais um elemento se uniu ao trio e ficamos, nós &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;quatro&lt;/span&gt;, exercitando nossa suposta habilidade com as mãos para redigir qualquer coisa sobre temas relacionados a comportamento, &lt;span style="color: rgb(153, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;sexo&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;machismos&lt;/span&gt;, &lt;span style="color: rgb(0, 0, 153); font-weight: bold;"&gt;música &lt;/span&gt;e &lt;span style="color: rgb(0, 51, 0); font-weight: bold;"&gt;futebol&lt;/span&gt;. Enfim, sobre o mundo real de gente como a gente. Logo em seguida, um dos integrantes originais &lt;span style="color: rgb(0, 0, 153); font-weight: bold;"&gt;abandonou &lt;/span&gt;o barco– falta de tempo, de afinidade e de compromisso talvez. Mas tudo numa boa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Empolgamo-nos com o site sobremaneira. Era tema &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;inevitável &lt;/span&gt;em qualquer roda de conversa. Até festas nós fizemos. Foram três, em 2006, 2007 e 2008. Nesse período ainda passamos por uma &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;explosão de acessos &lt;/span&gt;que em três meses &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;catapultou &lt;/span&gt;o número de visitantes diários de uns 15 para &lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;mais de 300&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;. Com o aumento do número de acessos, cresceram também o estímulo para escrever, a responsabilidade de atualizar o site a cada dois dias úteis e, mais importante de tudo, a nossa auto-cobrança para trazer para este espaço sempre uma idéia legal, uma história divertida ou triste, mas que tínhamos prazer em “perder tempo” escrevendo. E revisando. E rediscutindo. E publicando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_rDBDZwvICJM/S7PSH6DZEYI/AAAAAAAAOxw/LXBuuXVEtro/s1600/DSC06848.JPG"&gt;&lt;img style="float: left; margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer; width: 248px; height: 186px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_rDBDZwvICJM/S7PSH6DZEYI/AAAAAAAAOxw/LXBuuXVEtro/s400/DSC06848.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5454934606960202114" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Com o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;incremento &lt;/span&gt;da freqüência, apareceram os &lt;span style="color: rgb(0, 0, 153); font-weight: bold;"&gt;primeiros problemas&lt;/span&gt;. De um clubinho de amigos e conhecidos, o blog ganhou a cidade, o país, o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;mundo&lt;/span&gt;. Tínhamos leitores em praticamente &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;todas as grandes capitais do país&lt;/span&gt; (Rio, São Paulo, Porto Alegre, BH). E comentaristas em Nova York, Paris, Madrid, Campina Grande, Taubatexas, Santa Rosa, Pindamonhangaba, Goiânia, Salvador, Cuiabá, Curitiba e várias outras cidades. Gente boa que alguns de nós até chegamos a conhecer pessoalmente. Mas nem todos sabiam lidar com a internet. Nem os leitores. Nem a gente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na primeira grande crise, cada texto publicado ganhava &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;100 comentários&lt;/span&gt; em questão de horas. O que parecia ser legal acabou revelando-se algo &lt;span style="color: rgb(153, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;irritante &lt;/span&gt;e &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;desgastante&lt;/span&gt;: 80% destes comentários eram de leitores se xingando, mandando beijo para minha mãe pro meu pai e para você e também de &lt;span style="color: rgb(153, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;provocações gratuitas&lt;/span&gt; ou conversas alheias ao tema em questão. Criamos a moderação para resolver isso. Vivendo e aprendendo. E o blog foi seguindo.Nos últimos anos, nos enveredamos bastante no campo do &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;descompromisso total com a verdade.&lt;/span&gt; Das &lt;span style="color: rgb(0, 102, 0); font-weight: bold;"&gt;crônicas&lt;/span&gt;. Da &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;realidade ficcional&lt;/span&gt;. E aprendemos ou desenvolvemos ainda mais o dom de contar uma mentira bem contada, de recheá-la de detalhes que tornavam a história mais verídica do que a própria realidade. Nessa brincadeira, tivemos que desmentir, aos risos, vários &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;absurdos &lt;/span&gt;como o &lt;a href="http://joselitando.blogspot.com/2006/11/sangue-e-porrada-na-madrugada.html"&gt;meu pai ter esfaqueado meu chefe na fila do check-in do aeroporto&lt;/a&gt; ou o &lt;a href="http://joselitando.blogspot.com/2007/05/algo-de-estranho-no-reino-tupiniquim.html"&gt;amigo de um conviva ter assumido a pederastia em uma mesa de bar.  &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em momentos diferentes, alguns de nós se viram &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;enfadados &lt;/span&gt;ou em &lt;span style="color: rgb(153, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;crise constante de criatividade&lt;/span&gt; e abandonaram por algum tempo o blog. Mas os que ficaram sempre tocavam o barco. E incrementando o espaço, que, por muitas vezes, ganhou uma cara de&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153); font-weight: bold;"&gt; Capricho Masculina.&lt;/span&gt; E por outras foi taxado de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Playboy&lt;/span&gt;, &lt;span style="color: rgb(0, 102, 0); font-weight: bold;"&gt;Placar &lt;/span&gt;e até mesmo &lt;span style="color: rgb(153, 0, 0);"&gt;ShowBizz&lt;/span&gt;. O número de leitores &lt;span style="color: rgb(0, 0, 153); font-weight: bold;"&gt;agradados &lt;/span&gt;aumentava na mesma proporção que o de &lt;span style="color: rgb(153, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;desagradados&lt;/span&gt;. O Totalmente Sem-Noção mudou até mesmo de cara. E ainda ganhou um problema de identidade –muita gente chama o site até hoje de “Joselitando”. Hoje estamos no Face Book. No twitter. E assim se fez este espaço que completa cinco anos de existência daqui a dois meses.&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é pouca coisa mesmo em se tratando de blogs. &lt;/span&gt;Reparem a quantidade de blogs que existem com freqüência há tanto tempo. São muito poucos. &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(153, 0, 0);"&gt;Várias namoradas&lt;/span&gt;, &lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);"&gt;casos e rolos &lt;/span&gt;não resistiram a esse tempo. Uma breve releitura pelos comentários dos primeiros anos mostra o quanto as pessoas que visitam o TSN mudaram. Ou o quanto algumas pessoas se aproximaram ou se afastaram um pouco até mesmo do convívio real conosco. Dizer que este &lt;span style="color: rgb(51, 51, 255); font-weight: bold;"&gt;endereço eletrônico &lt;/span&gt;não tem vida é uma tremenda bravata. Tem vida sim. E para ser mais preciso, ele já existe há praticamente um sexto de nossas vidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_rDBDZwvICJM/S7PS-SSbtAI/AAAAAAAAOyA/CQL1hrRer8E/s1600/DSC07312_resize.JPG"&gt;&lt;img style="float: right; margin: 0pt 0pt 10px 10px; cursor: pointer; width: 212px; height: 159px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_rDBDZwvICJM/S7PS-SSbtAI/AAAAAAAAOyA/CQL1hrRer8E/s400/DSC07312_resize.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5454935541178676226" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Mas às vezes, a auto-reflexão, as prioridades diferentes e os rumos que a vida toma nos fazem olhar para este espaço com uma visão &lt;span style="color: rgb(153, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;mais ou menos crítica.&lt;/span&gt; &lt;span style="color: rgb(0, 0, 153); font-weight: bold;"&gt;Mais ou menos empolgada&lt;/span&gt;. &lt;span style="color: rgb(102, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;Mais ou menos apaixonada&lt;/span&gt;. &lt;span style="color: rgb(102, 0, 0);"&gt;Mais ou menos feliz&lt;/span&gt;. Mais ou menos tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda assim, passando por tudo o que foi feito, fica sempre um enorme &lt;span style="color: rgb(153, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;carinho&lt;/span&gt;. Uma sensação de solidez, de vitória. Sobretudo por todos os &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;problemas e cicatrizes &lt;/span&gt;que ficaram em nossas relações com este singelo &lt;span style="color: rgb(0, 0, 153); font-weight: bold;"&gt;espaço virtual&lt;/span&gt; e que – mais do que devia em alguns casos –transcenderam os limites da internet e ganharam fervorosas discussões em mesas de bar, e-mails, MSN, encontros em casas de amigos e em todo lugar onde houvesse vida inteligente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chega uma hora em que é preciso &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;olhar para frente. &lt;/span&gt;Procurar outros rumos e aceitar – para repetir um jargão amplamente utilizado no mundo futebolístico e corporativo – um &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;novo desafio&lt;/span&gt; para a carreira. Que eu ainda não sei qual é. Mas que com certeza, para mim, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;não é mais aqui.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Despeço-me de todos que me acompanharam nestes quase cinco anos. Agradeço a todos pelas &lt;span style="color: rgb(204, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;mensagens e comentários carinhosos&lt;/span&gt;. E pelos xingamentos também. &lt;span style="color: rgb(0, 0, 153); font-weight: bold;"&gt;Peço desculpas &lt;/span&gt;a quem por acaso se &lt;span style="color: rgb(153, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;irritou &lt;/span&gt;demais com algo publicado ou comentado por mim – o texto “&lt;a href="http://joselitando.blogspot.com/2006/05/eu-no-levo-srio-quem-nasceu-nos-anos.html"&gt;Eu não levo a sério quem nasceu depois de 1980”&lt;/a&gt;, uma grande &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;brincadeira&lt;/span&gt;, até hoje rende comentários &lt;span style="color: rgb(153, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;furiosos &lt;/span&gt;e &lt;span style="color: rgb(0, 0, 153); font-weight: bold;"&gt;engraçados&lt;/span&gt;. E deixo aqui, com uma ponta de &lt;span style="color: rgb(0, 0, 153); font-weight: bold;"&gt;lágrima &lt;/span&gt;no olho, escorrer minhas últimas palavras de afeto a quem sempre dedicou um tempinho do dia digitando &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;dabliu dabliu dabliu ponto joselitando ponto blogspot ponto com&lt;/span&gt; em busca de alguma coisa que pudesse tornar seu dia pelo menos mais divertido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A todo mundo, aos meus amigos: &lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);"&gt;eu os amo&lt;/span&gt;. Mas devo partir.&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11511104-2276210543172758612?l=www.totalmentesemnocao.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11511104/posts/default/2276210543172758612'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11511104/posts/default/2276210543172758612'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.totalmentesemnocao.com.br/2010/04/tout-le-monde-tout-mes-amis-je-vous.html' title='A tout le monde, a tout mes amis: Je vous aime, je dois partir'/><author><name>Felipe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15278403868496417135</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp0.blogger.com/_rDBDZwvICJM/RrTMceyxSzI/AAAAAAAAAIs/qJJBFlRcN2s/s200/PC120076_resize.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_rDBDZwvICJM/S7PTsgWEMnI/AAAAAAAAOyI/U27AU1JNAFY/s72-c/adeus1.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11511104.post-4527056478051188519</id><published>2010-03-29T17:59:00.003-03:00</published><updated>2010-03-29T18:09:14.714-03:00</updated><title type='text'>Muitos minutos de silêncio</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#990000;"&gt;México 70&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por Armando Nogueira*&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try &amp;#13;&amp;#10;{parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" style="FONT-STYLE: italic" href="http://4.bp.blogspot.com/_rDBDZwvICJM/S7DAPGv1fbI/AAAAAAAAOxU/O9ySScullMs/s1600/mexico70.jpg"&gt;&lt;/a&gt;E as palavras, eu que vivo delas, onde estão? Onde estão as palavras para contar a vocês e a mim mesmo que Tostão está morrendo asfixiado nos braços da multidão em transe? Parece um linchamento: Tostão deitado na grama, cem mãos a saqueá-lo. Levam-lhe a camisa levam-lhe os calções. Sei que é total a alucinação nos quatro cantos do estádio, mas só tenho olhos para a cena insólita: há muito que arrancaram as chuteiras de Tostão. Só falta, agora, alguém tomar-lhe a sunga azul, derradeira peça sobre o corpo de um semi-deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, felizmente, a cautela e o sangue-frio vencem sempre: venceram, com o Brasil, o Mundial de 70, e venceram, também, na hora em que o desvario pretendia deixar Tostão completamente nu aos olhos de cem mil espectadores e de setecentos milhões de telespectadores do mundo inteiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E lá se vai Tostão, correndo pelo campo afora, coberto de glórias, coberto de lágrimas, atropelado por uma pequena multidão. Essa gente, que está ali por amor, vai acabar sufocando Tostão. Se a polícia não entra em campo para protegê-lo, coitado dele. Coitado, também, de Pelé, pendurado em mil pescoços e com um sombrero imenso, nu da cintura para cima, carregado por todos os lados ao sabor da paixão coletiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O campo do Azteca, nesse momento, é um manicômio: mexicanos e brasileiros, com bandeiras enormes, engalfinham-se num estranho esbanjamento de alegria.Agora, quase não posso ver o campo lá embaixo: chove papel colorido em todo o estádio. Esse estádio que foi feito para uma festa de final: sua arquitetura põe o povo dentro do campo, criando um clima de intimidade que o futebol, aqui, no Azteca, toma emprestado à corrida de touros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a class="foto-zoom-ef" title="                A festa brasileira no &amp;#13;&amp;#10;gramado do Azteca             " href="http://www.blogger.com/Esportes/foto/0,,39078480-EX,00.jpg"&gt;&lt;/a&gt;A festa brasileira no gramado do Azteca&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cantemos, amigos, a fiesta brava, cantemos agora, mesmo em lágrimas, os derradeiros instantes do mais bonito Mundial que meus olhos jamais sonharam ver. Pela correção dos atletas, que jogaram trinta e duas partidas, sem uma só expulsão. Pelo respeito com que cerca de trezentos profissionais de futebol se enfrentaram, músculo a músculo, coração a coração, trocando camisas, trocando consolo, trocando destinos que hão de se encontrar, novamente, em Munique 74.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Choremos a alegria de uma campanha admirável em que o Brasil fez futebol de fantasia, fazendo amigos. Fazendo irmãos em todos os continentes.Orgulha-me ver que o futebol, nossa vida, é o mais vibrante universo de paz que o homem é capaz de iluminar com uma bola, seu brinquedo fascinante. Trinta e duas batalhas, nenhuma baixa. Dezesseis países em luta ardente, durante vinte e um dias — ninguém morreu. Não há bandeiras de luto no mastro dos heróis do futebol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, recebam, amanhã, os heróis do Mundial de 70 com a ternura que acolhe em casa os meninos que voltam do pátio, onde brincavam. Perdoem-me o arrebatamento que me faz sonegar-lhes a análise fria do jogo. Mas final é assim mesmo: as táticas cedem vez aos rasgos do coração. Tenho uma vida profissional cheia de finais e, em nenhuma delas, falou-se de estratégias. Final é sublimação, final é pirâmide humana atrás do gol a delirar com a cabeçada de Pelé, com o chute de Gérson e com o gesto bravo de Jairzinho, levando nas pernas a bola do terceiro gol. Final é antes do jogo, depois do jogo — nunca durante o jogo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que humanidade, senão a do esporte, seria capaz de construir, sobre a abstração de um gol, a cerimônia a que assisto, neste instante, querendo chorar, querendo gritar? Os campeões mundiais em volta olímpica, a beijar a tacinha, filha adotiva de todos nós, brasileiros? Ternamente, o capitão Carlos Alberto cola o corpinho dela no seu rosto fatigado: conquistou-a para sempre, conquistou-a por ti, adorável peladeiro do Aterro do Flamengo. A tacinha, agora, é tua, amiguinho, que mataste tantas aulas de junho para baixar, em espírito, no Jalisco de Guadalajara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sorve nela, amiguinho, a glória de Pelé, que tem a fragrância da nossa infância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A taça de ouro é eternamente tua, amiguinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até que os deuses do futebol inventem outra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;* Coluna publicada por Armando Nogueira no dia seguinte à conquista do tricampeonato do Brasil, na Copa do Mundo de 1970. Mais do que um mestre, Armando Nogueira é uma inspiração para todo jornalista que se preze. No meu caso, foi o primeiro colunista com o qual tive contato, quando ainda criança lia as colunas dele nos jornais. Armando morreu hoje, aos 83 anos, de câncer - vejam só - no cérebro. Deixará saudades. Muitas.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11511104-4527056478051188519?l=www.totalmentesemnocao.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11511104/posts/default/4527056478051188519'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11511104/posts/default/4527056478051188519'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.totalmentesemnocao.com.br/2010/03/muitos-minutos-de-silencio.html' title='Muitos minutos de silêncio'/><author><name>Zethi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13154083334064158173</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_By3bLYY_d6g/SvM0ywbLG_I/AAAAAAAAAAM/7gczPDqrkGE/S220/zethi1.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11511104.post-8953310840553309474</id><published>2010-03-23T12:45:00.001-03:00</published><updated>2010-03-23T12:45:00.128-03:00</updated><title type='text'>O homem do caralho (imensamente) gigante</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_9j4WwgKYuII/S6aRZCVR2uI/AAAAAAAAFl4/eJXTXda0J7Y/s1600-h/penis1.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px 0px 10px 10px; width: 328px; float: right; height: 400px;" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5451204258287442658" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_9j4WwgKYuII/S6aRZCVR2uI/AAAAAAAAFl4/eJXTXda0J7Y/s400/penis1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Desculpem-me os leitores mais sensíveis. Confesso que minha ausência diante do blog mais amado do Brasil, o TSN, &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 51, 255);"&gt;tem relação com uma espécie de traição&lt;/span&gt;. Virtual, ok, mas uma traição. Estava a viver uma relação bilateral com o Twitter, a tentar entender com um pouco mais de profundidade essa nova (pelo menos para mim) ferramenta de comunicação. Mas qual não fora a minha surpresa quando, sentando em uma longínqua mesa de bar, ouvi &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;uma narrativa deveras peculiar&lt;/span&gt;. Seria um absurdo, assim, não deixar de descrevê-la neste espaço e relaxar com as tweetagens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que irão descobrir a seguir, portanto, não passa da mais pura verdade. As fontes ouvidas &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 51, 255);"&gt;dispõem de imenso crédito &lt;/span&gt;perante as autoridades locais. Reúnem todas ilibada reputação. Trata-se, enfim, da história de Robertinho. O rapaz, nascido nos idos dos anos 1970, rompera o universo a chamar a atenção dos mais ordinários. Robertinho viera ao mundo a romper paradigmas. O médico obstetra que fizera o parto da mãe do nosso protagonista fora o primeiro a&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt; sentir alterações na nova ordem mundial&lt;/span&gt;: confundira o cordão umbilical com o pau de Robertinho. Desconfiara, meio desconcertado, que seria impossível um bebê ganhar a luz com uma jeba de 26 cm!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pobre doutor, enfim, quase cortara o megaübercaralho do menino por pura distração. A enfermeira que lhes salvaram o couro. A mãe do garoto &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 51, 255);"&gt;também estranhara o dom do primogênito&lt;/span&gt;. Afinal, nem o pai tinha um corrimão daquele tamanho. O progenitor, aliás, ficara meio desconfiado da paternidade. Fora preciso a participação mais do que especial do tio avô do menino para salvar a pátria e o derramamento desnecessário de sangue alheio. O velho Tenório tivera de baixar as calças em plena maternidade para revelar o tamanho da pica de 31cm. Só assim o sujeito largou o facão ao lado do berço do filho e acreditou que o “defeito” encontrava explicação no outro lado da família. Mesmo assim, &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;a presença de um médico fora requisitada &lt;/span&gt;por conta das alterações cardíacas do homem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Robertinho, como todos puderam perceber, reencarnara com um cacete de elefante. Infelizmente, porém, &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 51, 255);"&gt;o presente de Deus&lt;/span&gt; não lhe trouxera a felicidade esperada. Apesar de os amigos o invejarem ao longo dos vestiários da vida, o trato com a mulherada não era o dos melhores. Robertinho só comera (ou conseguira convencêla a) a primeira garota aos 19 anos. E mesmo assim depois de jurar de pé junto que só colocaria a cabecinha. “Nem a metade, Robertinho, nem a metade, porra!”, dizia uma aflita vizinha de 35 anos e recém-divorciada. Nessa época, o caralhón king size de Robertinho atingia &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;masculinos 38cm&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A situação, entendo, pode parecer engraçada à primeira vista. Mas meus entrevistados me garantiram que Robertinho vivia um drama. Não conseguia convencer &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 51, 255);"&gt;nenhuma moça a dar para ele&lt;/span&gt;. Era um rapaz boa-pinta e tal, mas, ao baixar as calças, vira inúmeras ex-futuras parceiras correram dele como leões marinhos se escondem do tubarão branco no sul do continente africano. Nem mesmo respeitadas garotas de programa ou reconhecidas atrizes pornô encaravam tamanha empreitada. Teve uma vez que os amigos ofereceram R$ 1 mil a uma dessas moçoilas, mas&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt; ela fugira do campo de batalha&lt;/span&gt; ao descobrir o tamanho do artefato do inimigo. Àquela altura, aos 25 anos, Robertinho atingira o auge da extremidade: 46cm. Coisdilôco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O gigantismo de Robertinho também lhe provocara estragos sociais. Chegou uma hora que não queria mais ver ninguém, &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 51, 255);"&gt;principalmente mulheres&lt;/span&gt;. Dedicara-se, então, a pesquisas solitárias (o famoso cinco contra um). Também usava parte do tempo para estudos e conclusões. Acreditava, enfim, que, se tinha um caralho alucinadamente gigantesco, &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;precisaria de uma boceta alucinadamente gigantesca&lt;/span&gt;. Mais do que óbvio. Mas não tão simples assim. Afinal, parecia que a raça humana não estava evoluída a ponto de comportar uma jeba proeminente como aquela. Robertinho era, por princípio, contra escatologias zoofílicas. Não podia sequer se imaginar a comer uma égua ou uma elefoa. Só a visão do ato lhe provocava sérias repulsas.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_9j4WwgKYuII/S6aRHbLwH8I/AAAAAAAAFlo/UdduVHoP_3k/s1600-h/mulhermaravilha.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px 10px 10px 0px; width: 320px; float: left; height: 238px;" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5451203955720724418" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_9j4WwgKYuII/S6aRHbLwH8I/AAAAAAAAFlo/UdduVHoP_3k/s320/mulhermaravilha.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;A salvação do sujeito viera pela Discovery Channel. Por indicação de uma amiga assaz solidária, descobrira um documentário sobre &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 51, 255);"&gt;uma tribo na remota Islândia&lt;/span&gt;. Em um determinado momento, o narrador contava, com um certo ar de constrangimento, que mulheres do tal grupo tinham receptáculos capazes de aguentar um pau proporcional ao de um mamute. A explicação, detalhava o trabalho, vinha de séculos anteriores, quando os homens da região &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;desenvolveram supercaralhos ao abusarem sexualmente de morsas fêmeas&lt;/span&gt; durante os longuíssimos retiros em busca de comida para o clã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coisa de louco, mais uma vez. Mas capaz de salvar a vida da então predestinada abstinência de Robertinho. A conversa no boteco, enfim, terminou &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 51, 255);"&gt;com a leitura de um e-mail &lt;/span&gt;enviado pelo agora homem mais feliz do mundo. Em poucas linhas, Robertinho descrevia a imensidão das vaginas das mulheres locais e a destreza delas com o espaço desmedido. Apelidou cada uma de Mulher-Maravilha, &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;pelo poder e força das superbocetas&lt;/span&gt;. “São de foder, meus amigos, são de fuder!”, relatou um empolgado Robertinho. Não seriam por menos, meu caro.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11511104-8953310840553309474?l=www.totalmentesemnocao.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11511104/posts/default/8953310840553309474'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11511104/posts/default/8953310840553309474'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.totalmentesemnocao.com.br/2010/03/o-homem-do-caralho-imensamente-gigante.html' title='O homem do caralho (imensamente) gigante'/><author><name>Guilherme Zé Gotinha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12774708709226944804</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_9j4WwgKYuII/SnmQbLA9gyI/AAAAAAAACWw/54ihX5gKAlo/S220/inter.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_9j4WwgKYuII/S6aRZCVR2uI/AAAAAAAAFl4/eJXTXda0J7Y/s72-c/penis1.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11511104.post-3237319605707665962</id><published>2010-03-19T03:13:00.003-03:00</published><updated>2010-03-19T13:25:46.423-03:00</updated><title type='text'>Grávida, sexy e louca de tesão</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_By3bLYY_d6g/S6LibJH6bDI/AAAAAAAABBI/GgQ_aj6GpEo/s1600-h/gravida-sexy.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; FLOAT: left; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5450167455005174834" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_By3bLYY_d6g/S6LibJH6bDI/AAAAAAAABBI/GgQ_aj6GpEo/s320/gravida-sexy.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;Rafaela estava grávida havia cinco meses e meio. &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;Incentivada pelos colegas de trabalho, planejou durante aquelas últimas duas semanas um ensaio fotográfico dela e de Ana Lúcia&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;, aquela coisinha mais linda que crescia na barriga. Conversou com um amigo e recebeu a indicação de um ótimo fotógrafo, amigo dele,&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;&lt;strong&gt; especialista em fotografia&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; publicitária, mas que também fazia esse tipo de trabalho quando indicado por amigos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vicente era fotógrafo havia oito anos. Solteirão, curtia fotografar pelo mundo – &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;safáris, galápagos, pessoas, favelas&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. Mas ganhava a vida mesmo com publicidade. Modelos, campanhas, jogadores, artistas. Bonitão, barba sempre por fazer, avesso às gravatas, &lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;strong&gt;daqueles que usa all star com blazer&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;. Dono de um MacBook, evidentemente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marcaram a sessão &lt;span style="color:#333333;"&gt;&lt;strong&gt;para aquela tarde de sábado, no estúdio de Vicente&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;. Rafaela levou consigo o maridão, Walter, empresário, bem-sucedido, relativamente mauricinho, &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;s&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;e&lt;/span&gt;m muito tempo para afagos e desprovido do dom do carinho do dia-a-dia&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. Mas um sujeito fiel, sério. Partidão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegaram por volta de 16h. Fizeram algumas fotos iniciais com o casal. Aquela coisa de mão na barriga, sorrisos, olhares. Família feliz. Por volta de 18h, &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc33cc;"&gt;Walter avisou a esposa que precisava trabalhar&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. O restaurante da família estava prestes a abrir e ele teria de se ausentar do restante do ensaio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As fotos continuaram. Rafaela mudou de roupa uma, duas, três vezes. Vicente estava adorando o ensaio. Empolgado, &lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;strong&gt;bolava mil coisas para as fotos ficarem cada vez mais lindas e cativantes&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;. Na quarta troca de roupa, Rafaela surgiu no estúdio com um&lt;strong&gt; belíssimo baby doll&lt;/strong&gt; que o marido adorava. Seria a surpresa daquele ensaio para Walter.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vicente adorou aquela cena. &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#33cc00;"&gt;Rafaela, feliz, grávida, com um baby doll sexy&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. &lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;strong&gt;Pele bronzeada, cachos louro-dourados&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;. Sorriso abundante. &lt;span style="color:#ff6666;"&gt;&lt;strong&gt;A modelo imediatamente se tornou musa&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Isso, linda. Assim mesmo. Belezaaa... &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Tá linda. Sorri mais um pouquinho. Isso. Maravilha&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. Espetacular. Ana Lúcia nem desconfia que a mãe dela seja tão linda, hein?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os dizeres de Vicente encantavam Rafaela. &lt;span style="color:#009900;"&gt;&lt;strong&gt;Desacostumada a grandes carinhos, carente no período de gravidez, ela relaxava cada vez mais e se sentia cada vez mais à vontade&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;. Vicente colocou um sofá de dois lugares no estúdio para pegar algumas tomadas diferentes de Rafaela. &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#339999;"&gt;Deitou-a no móvel vermelho-sangue&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tá linda. Agora,&lt;span style="color:#660000;"&gt; &lt;strong&gt;deixa a alça cair um pouquinho mais&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;. Isso. Como se fosse se despir...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rafaela nem percebeu quando a alça caiu um pouco a mais e um &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;pedacinho do mamilo direito &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;começou a aparecer. Vicente imediatamente se excitou com aquilo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vai, linda. Agora, &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;puxe o baby doll um pouquinho&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. Deixe a lente ver essas pernas lindas e saradas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vicente começou a tirar fotos cada vez mais sexies e próximas. Aliás, &lt;strong&gt;próximas não só por meio do zoom da câmera, mas fisicamente mesmo&lt;/strong&gt;. À essa altura, ele suava. &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;Ardia em tesão por aquela grávia sexy&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; em seu estúdio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao notar a aproximação de Vicente, Rafaela começou&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt; a notar os detalhes do corpo do fotógrafo&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; enquanto ele a clicava. Começou a sentir calafrios ao pensar em si mesma nos braços daquele gavião. Na foto seguinte, incentivada por ele, &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;Rafaela estava com o seio direito à mo&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_By3bLYY_d6g/S6Li9-VWLqI/AAAAAAAABBY/Lg8K0m7YPQA/s1600-h/gravida-sexy2.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 320px; FLOAT: right; HEIGHT: 238px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5450168053404151458" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_By3bLYY_d6g/S6Li9-VWLqI/AAAAAAAABBY/Lg8K0m7YPQA/s320/gravida-sexy2.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;stra, cara e jeito sexies, pernas de fora&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. O fotógrafo posicionara-se bem em cima dela. Ele, de pé, a fotografava embaixo, deitada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De repente, Vicente tirou a máquina do rosto. Olhou-a nos olhos. &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc33cc;"&gt;Sentiu dor nas entranhas ao perceber a forma intensa com a qual Rafaela o encarava.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; Intensamente. Ofegante. Ciente da presença do pecado ali tão próximo. Vicente não pensou duas vezes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Beijou-a com intensidade e furor. Rafaela deixou-se levar por aquele fotógrafo envolvente e sedutor. Vicente &lt;span style="color:#666600;"&gt;&lt;strong&gt;beijou os seios fartos pela gravidez como quem mergulha num oceano de águas profundas e refrescantes&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Havia dois meses Walter não transava com a esposa. &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;Excesso de cuidado, falta de tesão, trabalho, rotina. Não importa.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; Ela estava ávida por ser &lt;span style="color:#33cc00;"&gt;&lt;strong&gt;amada, comida, trepada, carinhada, abraçada, beijada&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;. E chupar. Ah, &lt;span style="color:#ff6666;"&gt;&lt;strong&gt;como ela queria chupar um homem com aquele tesão acumulado&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;. E foi o que fez com Vicente. Ali, de pé, no estúdio, ela pôde devorá-lo. Delícia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O baby doll permitiu que não fosse necessário nem &lt;strong&gt;o despir dos corpos&lt;/strong&gt;. Vicente apenas se posicionou estrategicamente e penetrou aquela grávida de cinco meses e meio como nunca fizera com mulher alguma. Nem grávida e nem não-grávida. Ela uivava. &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;Os seios pululavam. Ela pedia para que metesse cada vez mais forte e mais rápido&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. Chegaram a um orgasmo mágico em poucos, mas intensos, minutos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acabara ali o &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;ensaio fotográfico mais louco&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; da carreira de Vicente. E o único da vida de Rafaela – &lt;span style="color:#993399;"&gt;&lt;strong&gt;agora feliz, comida, satisfeita, pronta para voltar ao lar&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;em&gt;Estamos no &lt;a href="http://twitter.com/joselitando_tsn"&gt;Twitter&lt;/a&gt;.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;em&gt;E também no &lt;a href="http://www.facebook.com/home.php?#!/profile.php?ref=profile&amp;amp;id=100000788804508"&gt;Facebook&lt;/a&gt;.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11511104-3237319605707665962?l=www.totalmentesemnocao.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11511104/posts/default/3237319605707665962'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11511104/posts/default/3237319605707665962'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.totalmentesemnocao.com.br/2010/03/gravida-sexy-e-louca-de-tesao.html' title='Grávida, sexy e louca de tesão'/><author><name>Zethi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13154083334064158173</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_By3bLYY_d6g/SvM0ywbLG_I/AAAAAAAAAAM/7gczPDqrkGE/S220/zethi1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_By3bLYY_d6g/S6LibJH6bDI/AAAAAAAABBI/GgQ_aj6GpEo/s72-c/gravida-sexy.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11511104.post-5687650487105435843</id><published>2010-03-17T18:33:00.000-03:00</published><updated>2010-03-17T18:33:00.139-03:00</updated><title type='text'>Agora, no twitter</title><content type='html'>Atendendo aos pedidos provenientes da China, do Uzbequistão, da Argentina, de Tuvalu e da Islândia, &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 153, 0);"&gt;estamos no twitter&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para nos seguir, basta procurar por "&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(102, 0, 204);"&gt;joselitando_tsn&lt;/span&gt;" ou linkar &lt;span style="color: rgb(0, 153, 0); font-weight: bold;"&gt;www.twitter.com/joselitando_tsn&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por meio deste medíocre site de microblogs, informaremos os seguidores sobre atualizações neste espaço - o melhor e mais requisitado &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(102, 0, 204);"&gt;veículo de comunicação interplanetária&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem mais,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(102, 0, 0);"&gt;Zethi&lt;/span&gt;,&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 0, 153);"&gt;Felipe,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;Goutas&lt;/span&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11511104-5687650487105435843?l=www.totalmentesemnocao.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11511104/posts/default/5687650487105435843'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11511104/posts/default/5687650487105435843'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.totalmentesemnocao.com.br/2010/03/agora-no-twitter.html' title='Agora, no twitter'/><author><name>Zethi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13154083334064158173</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_By3bLYY_d6g/SvM0ywbLG_I/AAAAAAAAAAM/7gczPDqrkGE/S220/zethi1.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11511104.post-2951591922796146803</id><published>2010-03-15T05:05:00.000-03:00</published><updated>2010-03-15T05:05:00.945-03:00</updated><title type='text'>Um sonho aos 17 anos</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_By3bLYY_d6g/S5zmXQxgUyI/AAAAAAAABAc/0lnMN_fDR10/s1600-h/ale-primeira.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; FLOAT: left; HEIGHT: 213px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5448482936525443874" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_By3bLYY_d6g/S5zmXQxgUyI/AAAAAAAABAc/0lnMN_fDR10/s320/ale-primeira.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;Juan queria me contar uma história. Olhou-me com profundidade e logo depois sorriu, com um olhar maroto inconfundível. Parou por uns instantes e me disse: “&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#6600cc;"&gt;eu já sonhei com esse momento&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;”. Eu respondi com um pouco de indiferença: “ah, é?”, como quem não está muito interessada no que vai ouvir. Mas ele ignorou minha apatia e continuou: “&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;sim, quando eu tinha dezessete anos&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. Sonhei que fazia amor com uma mulher ruiva e ela estava assim. Ela estava em cima de mim, com os cabelos no meu rosto. Tinha os olhos iguais aos seus. &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#6600cc;"&gt;Era você&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diminuí o&lt;span style="color:#009900;"&gt;&lt;strong&gt; movimento de vai-e-vem e olhei bem nos olhos&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; dele. Eram olhos de menino, cílios meio loiros, meio ruivos, mas tão abundantes que formavam uma &lt;span style="color:#6600cc;"&gt;&lt;strong&gt;moldura inigualável&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; para aquelas duas amêndoas que me encaravam. Parei por um instante. Aproximei meu rosto do dele, as amêndoas se esconderam atrás das pálpebras. &lt;span style="color:#009900;"&gt;&lt;strong&gt;Meus lábios queimavam&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; de desejo só de sentir a respiração dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com os olhos arregalados, para não perder um segundo daquele momento, encostei &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#6600cc;"&gt;minha boca na dele&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, mordisquei o lábio inferior e, com uma sensação angustiante e insaciável, comecei a beijá-lo. Minha língua percorria toda a sua boca. Eu &lt;span style="color:#009900;"&gt;&lt;strong&gt;sugava a saliva dele e a sua língua me buscava&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; com a mesma intensidade e vontade. Ainda parada, senti meu corpo inteiro arrepiar, meu rosto ardia, meu corpo tremia, &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#6600cc;"&gt;um tremor interno&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; e incontrolável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Juan me envolveu com seus braços, eu sentia&lt;span style="color:#009900;"&gt;&lt;strong&gt; seus dedos percorrendo cada milímetro&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; da minha pele. O corpo dele começou a se movimentar lentamente embaixo do meu e, em poucos se&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_By3bLYY_d6g/S5zmJBFIeJI/AAAAAAAABAU/BuGIopbCr00/s1600-h/ale-segunda.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 235px; FLOAT: right; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5448482691794630802" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_By3bLYY_d6g/S5zmJBFIeJI/AAAAAAAABAU/BuGIopbCr00/s320/ale-segunda.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;gundos, estávamos, de novo naquele &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#6600cc;"&gt;frenético movimento&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_By3bLYY_d6g/S5zmJBFIeJI/AAAAAAAABAU/BuGIopbCr00/s1600-h/ale-segunda.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Levantei-me um pouco e me sentei em cima dele. Os olhos fechados. O coração disparado, meu sangue, quente, &lt;span style="color:#009900;"&gt;&lt;strong&gt;fervendo, percorria todo meu corpo&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; com uma velocidade incrível. Eu podia sentir cada reação química e interna que tinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Juan tirou as mãos da minha cintura e &lt;span style="color:#6600cc;"&gt;&lt;strong&gt;levou-as até meus seios&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;. Encheu a palma de cada mão com meus seios suados e sensíveis. Apertou-os com firmeza, mas ao mesmo tempo com uma suavidade, como se estivesse alisando &lt;span style="color:#009900;"&gt;&lt;strong&gt;as pétalas de uma flor&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;. Quando tocou os dois mamilos e começou a massageá-los, não aguentei e explodi numa onda de &lt;span style="color:#6600cc;"&gt;&lt;strong&gt;desejo, tesão e orgasmo&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; que me fez perder os sentidos por alguns segundos. Suas mãos já estavam nos meus braços. Segurou-me com firmeza e prensou o seu corpo junto ao meu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Senti o&lt;span style="color:#009900;"&gt;&lt;strong&gt; jorro de gozo&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; entrando em mim. As amêndoas se esconderam mais uma vez. A boca semi-aberta soltou um som abafado e logo depois um suspiro. Entreguei-me ao cansaço e à dormência que insistia em percorrer o meu corpo. &lt;span style="color:#6600cc;"&gt;&lt;strong&gt;Deitei no seu peito e fechei os olhos&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;. Não tinha forças para pensar em mais nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Participação especial da leitora &lt;span style="color:#3333ff;"&gt;Blue Velvet&lt;/span&gt;, que, se perder a timidez, poderá ser uma colaboradora contumaz do mais famoso, amado e fantástico blog do planeta.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11511104-2951591922796146803?l=www.totalmentesemnocao.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11511104/posts/default/2951591922796146803'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11511104/posts/default/2951591922796146803'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.totalmentesemnocao.com.br/2010/03/um-sonho-aos-17-anos.html' title='Um sonho aos 17 anos'/><author><name>Zethi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13154083334064158173</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_By3bLYY_d6g/SvM0ywbLG_I/AAAAAAAAAAM/7gczPDqrkGE/S220/zethi1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_By3bLYY_d6g/S5zmXQxgUyI/AAAAAAAABAc/0lnMN_fDR10/s72-c/ale-primeira.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11511104.post-869873317752468426</id><published>2010-03-09T14:37:00.001-03:00</published><updated>2010-03-09T14:37:00.092-03:00</updated><title type='text'>Amor (mais que) adolescente, FINAL</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_By3bLYY_d6g/S5P2OpIgSKI/AAAAAAAAA_o/-2ixYmFOOug/s1600-h/ale-catedral.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 300px; FLOAT: left; HEIGHT: 211px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5445967105841186978" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_By3bLYY_d6g/S5P2OpIgSKI/AAAAAAAAA_o/-2ixYmFOOug/s320/ale-catedral.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;- E você pode &lt;span style="color:#ff6600;"&gt;&lt;strong&gt;me contar detalhes do sonho&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;?, perguntou Jonas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc33cc;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="color:#6600cc;"&gt;sei se é apropriado&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; para o horário, retrucou ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele não precisava de mais detalhes. Sabia do que se tratava. Respondeu apenas que &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;também havia sonhado&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; com ela recentemente. Fizeram as contas e perceberam que uma das noites de lembranças durante o sono havia sido a mesma. &lt;span style="color:#6600cc;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;i&gt;Sonharam-se&lt;/i&gt; reciprocamente ao mesmo tempo&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegou o dia 12 de fevereiro e ele embarcou para NY. &lt;span style="color:#ff6600;"&gt;&lt;strong&gt;Ficaria na casa de uma amiga, a Camila&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;. O dormitório de Amanda na faculdade não a permitia receber visitas. Na primeira noite, foram todos pra uma baladinha e terminaram na casa de Camila tomando mais algumas. Por obra do destino, &lt;span style="color:#6600cc;"&gt;&lt;strong&gt;uma tempestade incrível impediu que Amanda voltasse para casa &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;- ela não tinha carro e a caminhada até o dormitório era de seis quarteirões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Dorme aqui”, sugeriu Camila, para quem a relação de &lt;span style="color:#ff6600;"&gt;&lt;strong&gt;Amanda e Jonas era apenas de amizade&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;. Só poderia dormir no mesmo sofá-cama onde dormiria Jonas. E assim aconteceu. Quando a anfitriã foi dormir, Amanda e Jonas continuaram conversando por horas a fio, no &lt;span style="color:#6600cc;"&gt;&lt;strong&gt;escuro absoluto da sala da casa da amiga&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falaram dos respectivos relacionamentos. Falaram sobre a família e ambos e muitos outros temas. Mataram a saudade. Antes de dormir, ela se acomodou &lt;span style="color:#ff6600;"&gt;&lt;strong&gt;sobre o peito do amigo&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;, que lhe fazia um carinho no cabelo. Beijou-a na testa. Foi retribuído por um abraço. Beijou-a no olho. O &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#6600cc;"&gt;abraço ficou mais intenso&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. Ele levantou um pouco o corpo e beijou Amanda na boca. Um beijo &lt;span style="color:#ff6600;"&gt;&lt;strong&gt;delicado, terno, amoroso&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Beijaram-se mais duas vezes e chegaram à conclusão de que&lt;span style="color:#6600cc;"&gt;&lt;strong&gt; era a hora de parar&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;. &lt;span style="font-size:+0;"&gt;&lt;/span&gt;No dia seguinte, nova balada. Mas desta vez não conseguiram se segurar. Escondidos dos amigos presentes no &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;The Irish Pub, nº 839 da Sétima Avenida&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, beijaram-se várias vezes durante aquela noite. Declararam suas saudades. Beijavam fogosamente. Riam da situação maluca na qual estavam metidos. Isso se repetiu &lt;span style="color:#6600cc;"&gt;&lt;strong&gt;naquela noite e na seguinte&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na última noite, seguiram o mesmo ritual. “&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;&lt;strong&gt;Hoje, eu quero fazer amor com você de qualquer jeito&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;”, disparou ele, às 3h, na casa de um amigo em comum, onde rolava uma festinha particular. Ela disse que era tudo o que mais queria. Não podendo levá-lo para o dormitório, teve uma ideia. Saíram pelas ruas de Nova York e chegaram a &lt;span style="color:#6600cc;"&gt;&lt;strong&gt;um albergue próximo&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;. Já passava das 4h.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alugaram um quarto vazio, com uma cama de casal e uma de solteiro. Entraram no quarto. Olharam-se. Paqueraram-se. &lt;span style="color:#ff6600;"&gt;&lt;strong&gt;Se existe uma coisa que Amanda gostava em Jonas era na sua pegada.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; Forte, intensa, safada. Encostou-a na parede com firmeza, como uma mulher merece ser encostada. &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#6600cc;"&gt;Desnudou-a despudoradamente com a boca e as mãos gulosas.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; Estava frio. O corpo dela se cobria de pelinhos louros arrepiados. Um tesão interplanetário. Transaram gostosamente duas vezes seguidas, por horas, amando-se com a saudade de um amor adolescente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De manhã, ele acordou e já era hora de partir. &lt;span style="color:#ff6600;"&gt;&lt;strong&gt;Despediram-se&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;. Deram um abraço apertado e Jonas seguiu de volta para Ribeirão Preto. Meses se passaram. Ela voltou de Nova York. Começou a se reestabelecer na Califórnia brasileira. Retomou o &lt;span style="color:#6600cc;"&gt;&lt;strong&gt;ritmo normal de namoro&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;. Jonas também mantinha um relacionamento há algum tempo. Um belo dia, Amanda fez a ligação mais difícil de sua vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;Alô, Jonas&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Oi, Amandinha. Tudo bem? Que saudade. &lt;span style="color:#6600cc;"&gt;&lt;strong&gt;Como estão as coisas?&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; Namorado, família, todos bem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tudo excelente. No trabalho também está tudo caminhando. &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;Preciso te contar&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; uma coisa importante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Claro, minha linda. &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#6600cc;"&gt;Diga&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vou me casar. &lt;span style="color:#ff6600;"&gt;&lt;strong&gt;Eu e Cardoso ficamos noivos&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;. A festa será no início do ano que vem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um pequeno silêncio se seguiu ao telefone. &lt;span style="color:#6600cc;"&gt;&lt;strong&gt;A informação atingira o estômago de Jonas&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;. A voz tensa de Amanda ao dar a notícia era a senha para a importância daquela chamada telefônica. &lt;span style="color:#ff6600;"&gt;&lt;strong&gt;Jonas fingiu felicidade&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Parabéns, minha amiga. &lt;span style="color:#6600cc;"&gt;&lt;strong&gt;Quero muito que vocês sejam felizes, sinceramente&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;. Cardoso é um cara maneiro e tem todas as condições de lhe fazer feliz. Parabéns!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Preciso também te falar outra coisa. Você &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;era o padrinho mais óbvio do casamento&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, mas não posso lhe convidar, por motivos óbvios, né? Você me entende?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Claro. Seria muito estranho. Estarei lá para nos &lt;span style="color:#6600cc;"&gt;&lt;strong&gt;embriagarmos juntos&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os meses se passaram. Um dia, de madrugada, &lt;span style="color:#ff6600;"&gt;&lt;strong&gt;Jonas acordou de um sonho com Amanda&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;. Sentou-se à frente do computador e escreveu uma longa carta. Disse tudo o que sentia por ela. &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#6600cc;"&gt;Que era a única mulher na vida com a qual se via casado.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;Pela qual havia feito planos.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;span style="color:#6600cc;"&gt;&lt;strong&gt;Que amara verdadeiramente.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; &lt;span style="color:#ff6600;"&gt;&lt;strong&gt;Que visualizava como a mãe dos filhos dele.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao ler a carta, Amanda gelou. Avaliou &lt;span style="color:#6600cc;"&gt;&lt;strong&gt;se o casamento com Cardoso era a coisa a certa&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;, se a felicidade não estava apontada para Jonas. Mandou um SMS para o amigo. “&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;Não sei nem o que dizer&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;”, foi tudo o que conseguiu escrever. Tremia ao digitar as letras e enviar a mensagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recebeu a resposta prontamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Não precisa dizer nada, meu amor. &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#6600cc;"&gt;É apenas para você saber tudo o que eu sinto&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. Te amo. Nos vemos no casamento. Beijo especial.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;Nunca mais&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; tocaram no assunto. Ainda são &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#6600cc;"&gt;muito amigos&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. A história deles &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;está guardada&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; em algum lugar no fundo de&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#6600cc;"&gt; seus corações&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; e nas lembranças. &lt;strong&gt;O amor adolescente, é claro, estará sempre lá&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;FIM.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11511104-869873317752468426?l=www.totalmentesemnocao.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11511104/posts/default/869873317752468426'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11511104/posts/default/869873317752468426'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.totalmentesemnocao.com.br/2010/03/amor-mais-que-adolescente-final.html' title='Amor (mais que) adolescente, FINAL'/><author><name>Zethi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13154083334064158173</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_By3bLYY_d6g/SvM0ywbLG_I/AAAAAAAAAAM/7gczPDqrkGE/S220/zethi1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_By3bLYY_d6g/S5P2OpIgSKI/AAAAAAAAA_o/-2ixYmFOOug/s72-c/ale-catedral.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11511104.post-1482297648319105132</id><published>2010-03-08T03:22:00.002-03:00</published><updated>2010-03-08T14:12:14.026-03:00</updated><title type='text'>Amor (mais que) adolescente, parte 4</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_By3bLYY_d6g/S5Px-NoDDMI/AAAAAAAAA_g/6PD9h_hRHz4/s1600-h/ale-ny.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; FLOAT: left; HEIGHT: 240px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5445962425532878018" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_By3bLYY_d6g/S5Px-NoDDMI/AAAAAAAAA_g/6PD9h_hRHz4/s320/ale-ny.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;Na avaliação de Jonas, em algum momento &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;alguém se machucaria&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. Era um amor muito louco o sentido pelos dois. Uma coisa de melhor amigo, misturada com amor adolescente, com expectativas de uma vida, com inseguranças de um futuro. Não suportaria vê-la com outro um dia depois de fazer amor com ela, por exemplo. &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;Tomou a decisão mais difícil e conflituosa de sua breve vida&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;: dar um basta naquele “momento”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Um de nós dois vai se machucar muito e poderia&lt;span style="color:#009900;"&gt; &lt;strong&gt;arruinar qualquer história&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; de vida que possamos vir a ter”, disse a Amanda. Ela, contrariada, “entendeu” a iniciativa do amigo-peguete-paixonite-&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;seja-lá-o-que-for&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois deste dia, voltaram a ficar uma ou duas vezes esporádicas. Mas a história, de fato, tivera uma interrupção. Continuaram amigos. &lt;span style="color:#009900;"&gt;&lt;strong&gt;Com um leve distanciamento no início&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;, mas nada que abalasse anos e anos de amizade. Encontraram-se solteiros na balada vez ou outra. Pintava um clima, uma sensação de algo a acontecer. Até que &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;Amanda reatou o namoro&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; e Jonas começou outro relacionamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A relação de amigos retomou o caminho de antes. Jonas, apaixonado pela nova namorada, começou a sentir que talvez não conseguisse viver &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;nenhum relacionamento no planeta com Amanda &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;tão presente em sua vida. Mas não dava bola para essa desconfiança. Ficaria louco se o fizesse. Tratou de viver intensamente a vida com &lt;span style="color:#3366ff;"&gt;&lt;strong&gt;Inara, a nova namorada.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dois anos se passaram e Amanda optou por passar um tempo fora. Uma pós em Arquitetura na &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;Columbia University, NY&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, faria muito bem à carreira dela. Especializar-se-ia em Urban Design (&lt;a href="http://www.arch.columbia.edu/programs/urban-design"&gt;http://www.arch.columbia.edu/programs/urban-design&lt;/a&gt;). O namorado de Amanda ficaria no Brasil. O namoro dos dois &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;seria mantido à distância&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; até que ela voltasse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dois dias antes da partida dela, combinaram de comer alguma coisa no &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;Serjão Lanches, tradicional lanchonete de Ribeirão, na João Fiúsa, nº 1297&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, no bairro de Sumaré. Deram um longo abraço, desejaram-se boa sorte, declararam o amor de sempre. “&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;&lt;strong&gt;Vou te visitar&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;”, prometeu Jonas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos meses seguintes, conversaram no MSN diversas vezes. O papo &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;era sempre tranqüilo&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, divagavam sobre saudade, sobre morar fora, sobre o curso dela, os novos amigos, a cidade fantástica de Nova York, pela qual ela estava completamente e enlouquecidamente apaixonada. “&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;I´m a new yorker&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;”, brincava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seis meses se passaram e Jonas mandou um e-mail para Amanda. "&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;Estou a caminho. No dia 12 de fevereiro estarei&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; aí, escreveu, por e-mail. Vá avisando aos nova-iorquinos que a cidade vai tremer por cinco dias." No dia seguinte, em conversa por MSN, a amiga demonstrou toda a felicidade do mundo pela visita. Ela estava num dia frágil, &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;com saudade do Brasil&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. O papo seguiu por horas, quando ela revelou um segredo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Nas últimas duas noites, &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;sonhei com você&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, disse ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Continua amanhã à tarde...&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11511104-1482297648319105132?l=www.totalmentesemnocao.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11511104/posts/default/1482297648319105132'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11511104/posts/default/1482297648319105132'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.totalmentesemnocao.com.br/2010/03/amor-mais-que-adolescente-parte-4.html' title='Amor (mais que) adolescente, parte 4'/><author><name>Zethi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13154083334064158173</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_By3bLYY_d6g/SvM0ywbLG_I/AAAAAAAAAAM/7gczPDqrkGE/S220/zethi1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_By3bLYY_d6g/S5Px-NoDDMI/AAAAAAAAA_g/6PD9h_hRHz4/s72-c/ale-ny.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11511104.post-7217404719972483949</id><published>2010-03-05T05:33:00.000-03:00</published><updated>2010-03-05T05:33:00.743-03:00</updated><title type='text'>Amor (mais que) adolescente, parte 3</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_By3bLYY_d6g/S5BUFJxmw2I/AAAAAAAAA_Y/6sLJIJNeAIY/s1600-h/ale-maos.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5444944396990989154" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 213px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_By3bLYY_d6g/S5BUFJxmw2I/AAAAAAAAA_Y/6sLJIJNeAIY/s320/ale-maos.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Entraram na suíte do Village Motel. &lt;span style="color:#00cccc;"&gt;&lt;strong&gt;Começaram a se beijar e logo estavam na cama&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;. Ele esparara aquele momento por anos a fio. Desde a adolescência, perguntava-se sobre &lt;span style="color:#6600cc;"&gt;&lt;strong&gt;o corpo, o cheiro, a textura, a beleza, a forma, o jeito, o toque do corpo &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;de Amanda. Beijos, mãos, carícias. As coisas não aconteceram com a fluidez de um casal completamente íntimo. Apesar de melhores amigos, de conhecerem cada detalhe da vida do outro, não havia intimidade&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#00cccc;"&gt; de toques, de gestos, de preferência&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. Descobriram-se naquela noite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jonas, tenso com a ideia de precisar agradá-la, não conseguiu relaxar completamente. Viveu intensamente cada um daqueles muitos minutos em que ficaram naquela suíte. O detalhe &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#6600cc;"&gt;dos seios, a barriguinha, os toques, os carinhos, a boca dela no corpo dele, o gosto intenso das partes mais deliciosas do corpo&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; de Amanda. Procurou fixar tudo na mente para jamais se esquecer. Não sabia se voltaria a tê-la em seus braços.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixou-a em casa às depois das 5h. No caminho de volta pra casa, pegou o celular e ligou para o Fábio, &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#00cccc;"&gt;irmão e melhor amigo&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. Ao ouvir a voz sorumbática de Fábio, Jonas disse poucas palavras:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Há alguns anos, quando saímos de uma boate, eu lhe prometi que &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#6600cc;"&gt;se um dia eu ficasse com a Amanda,&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; você seria o primeira a saber, lembra?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Claro, me lembro – respondeu Fábio, ainda grogue, naquela &lt;span style="color:#00cccc;"&gt;&lt;strong&gt;madrugada de quarta &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;para quinta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não vou te dar detalhes. Você sabe que eu respeito as mulheres que amo. Mas é só pra te avisar que eu fiquei com ela. E &lt;span style="color:#6600cc;"&gt;&lt;strong&gt;foi a coisa mais linda do mundo&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Caralho, moleque, fantástico. &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#00cccc;"&gt;Fico muito feliz&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desligaram o telefone e Jonas seguiu para casa. No dia seguinte, trabalhou loucamente no escritório. Por volta de &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#6600cc;"&gt;15h30&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, o telefone tocou. Era Amanda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Oi, tudo bem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tudo ótimo, &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#00cccc;"&gt;meu amor&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, e com você?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Tudo perfeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;shy;- Você &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#6600cc;"&gt;dormiu&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; bem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sim, dormi como uma pedra, e você?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#00cccc;"&gt;Não consegui&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; dormir direito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas porque, lindo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu tava eufórico. &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#6600cc;"&gt;Foi a trepada do século&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, disse Jonas, em tom de brincadeira, citando a famosa frase de &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#00cccc;"&gt;Michael Douglas em Instinto Selvagem&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naqueles próximos três meses, viveram uma vida intensa. &lt;span style="color:#6600cc;"&gt;&lt;strong&gt;Ela solteira. Ele solteiro.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; Por essas razões malucas do destino, não namoraram. Os dois haviam saído de namoros longos, com finais complicados. &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#00cccc;"&gt;Talvez quisessem curtir a solteirice&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. Mas não faltaram momentos especiais. Declarações de amor. Ligaram-se de madrugada atrás de carinho e amor. Passaram noites em motéis. Transaram na casa dele, sobre o sofá do quarto e na cama. Provocaram-se com&lt;span style="color:#6600cc;"&gt;&lt;strong&gt; mensagens via celular&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certa feita, no fim do ano, na ocasião da festa à fantasia de Ribeirão, os dois tinham meio que combinado de se encontrar lá. Por causa do trabalho, ele não pode ir. Chegou em casa à meia noite e estava completamente destruído. &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#00cccc;"&gt;A saudade dela, no entanto, o consumia&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. Mandou uma mensagem. Cadê você? Estou na festa. &lt;span style="color:#6600cc;"&gt;&lt;strong&gt;Posso te buscar&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; para ficarmos juntos? Deve.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coisa de 40 minutos depois, ela já o esperava na porta da festa. &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#6600cc;"&gt;De costas para os carros, virada para dentro do salão, ela conversava&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; com um colega de trabalho quando sentiu um leve toque em sua mão. O perfume de Jonas rapidamente tomou de assalto o ar respirado por Amanda. &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#00cccc;"&gt;Ela sentiu aquele frio na barriga típico de quando se é pego de surpresa pela pessoal especial&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. Virou-se e viu Jonas chegar de mansinho e beijá-la gostosamente. Com a saudade de um amor adolescente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquela coisa incerta faria com que os dois se machucassem...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Continua na segunda-feira. Sim, este é o texto mais longo da história do TSN...&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11511104-7217404719972483949?l=www.totalmentesemnocao.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11511104/posts/default/7217404719972483949'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11511104/posts/default/7217404719972483949'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.totalmentesemnocao.com.br/2010/03/amor-mais-que-adolescente-parte-3.html' title='Amor (mais que) adolescente, parte 3'/><author><name>Zethi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13154083334064158173</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_By3bLYY_d6g/SvM0ywbLG_I/AAAAAAAAAAM/7gczPDqrkGE/S220/zethi1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_By3bLYY_d6g/S5BUFJxmw2I/AAAAAAAAA_Y/6sLJIJNeAIY/s72-c/ale-maos.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11511104.post-6107103706505116347</id><published>2010-03-03T21:41:00.000-03:00</published><updated>2010-03-03T21:41:49.924-03:00</updated><title type='text'>Amor (mais que) adolescente, parte 2</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_By3bLYY_d6g/S454Vos4O6I/AAAAAAAAA_Q/Gc7OxdJAmZU/s1600-h/palacio+rio+branco+noite.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px 10px 10px 0px; width: 291px; float: left; height: 320px;" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5444421312635747234" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_By3bLYY_d6g/S454Vos4O6I/AAAAAAAAA_Q/Gc7OxdJAmZU/s320/palacio+rio+branco+noite.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Amanda namorava e não queria chifrar o namorado. Levemente empurrado e ciente do arrependimento da moça, &lt;span style="color: rgb(255, 102, 102);"&gt;&lt;strong&gt;Jonas parou tudo imediatamente&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;. Se abraçaram. &lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 0, 0);"&gt;Nunca mais falaram sobre o tema&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. Continuaram amigos como se nada houvera. Veio o vestibular, a faculdade e todas as aventuras da época. Ela optou por arquitetura na Unaerp. Ele atirava-se na carreira jurídica na USP Ribeirão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jonas passou a faculdade solteiro. Um namorico ou outro ocorreram, é verdade, mas basicamente passou o tempo todo solteiro.&lt;span style="color: rgb(255, 102, 102);"&gt;&lt;strong&gt; Amanda sempre namorava&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;. A amizade continuava incrivelmente forte. No Natal, ele sempre dava uma passadinha na casa dela, para dar um beijo na família e um abraço na amiga. Curiosamente, nunca saíam com os respectivos. Os encontros eram sempre apenas dos dois. &lt;span style="color: rgb(153, 0, 0);"&gt;&lt;strong&gt;Nunca conversaram sobre isso&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;. Tacitamente, um não gostaria que o outro ficasse íntimo do namorado(a) alheio(a). Só encontravam os &lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 102);"&gt;respectivos nos respectivos&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; aniversários. Não havia como escapar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre 2003 e 2004, Jonas arrumou uma namorada muito especial. Apaixonara-se perdidamente. Foi uma loucura. &lt;span style="color: rgb(153, 0, 0);"&gt;&lt;strong&gt;Um amor avassalador que entrou em crise&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;. A namorada, Carina, era por demais ciumenta. Curiosamente, nesta mesma época, Amanda estava no fim de um longo relacionamento. Machucados e frágeis, &lt;span style="color: rgb(255, 102, 102);"&gt;&lt;strong&gt;os dois marcaram uma bebedeira&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;. Precisavam extravasar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jonas passou no Pingüim, comprou algumas &lt;span style="color: rgb(153, 0, 0);"&gt;&lt;strong&gt;boas garrafas da melhor cerveja da casa&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; e levou Amanda para frente do Palácio Rio Branco, sede da prefeitura de Ribeirão. Tomaram uma, duas, três. Conversaram sobre a vida, sobre futebol, sobre cerveja, sobre balada, sobre as famílias, &lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 102);"&gt;sobre o futuro, sobre o céu&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, sobre política, sobre o gosto dela por lasanhas, sobre as dores no joelho dele, sobre tudo. Lá pelas tantas, quando Jonas &lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 0, 0);"&gt;fechou os olhos&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; prolongadamente ao comentar o vento gostoso que voava àquela hora, sentiu um leve toque em seus lábios. &lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 102);"&gt;Um singelo, delicado, tímido e inesquecível selinho&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele manteve os olhos fechados por mais dois ou três segundos. Ao abri-los, olhou fervorosamente para Amanda e &lt;span style="color: rgb(153, 0, 0);"&gt;&lt;strong&gt;beijou-a como nunca havia beijado qualquer mulher em sua vida&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;. Um beijo intenso, ofegante, gostoso, demorado e, sobretudo, recheado de uma paixão adolescente, ainda que ambos já tivessem ali uns &lt;span style="color: rgb(255, 102, 102);"&gt;&lt;strong&gt;23, 24 anos&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Beijaram-se fervorosamente por bastante tempo. Acaloradamente. Até que uma&lt;span style="color: rgb(153, 0, 0);"&gt;&lt;strong&gt; viatura da guarda municipal&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; chamou a atenção do casal. “Vamos sair daqui? Ir para outro lugar?”, convidou Jonas. Amanda topou. Quando chegaram no carro, ela o interrompeu e disse: “&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 102);"&gt;Você se importa se algo a mais não aconteça hoje? Não sei se vou conseguir&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. Não quero que você fique chateado”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jonas não se importou. Disse à amiga e paixão de toda a vida que nunca ficaria chateado com ela. Que só &lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 0, 0);"&gt;o fato de estar a beijá-la já fazia dele o homem mais feliz do planeta&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. E que se algo tivesse de ocorrer, seria no tempo e na hora certa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seguiram para o &lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 102);"&gt;Village Motel&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, localizado na Avenida Brasil, 2685, Ribeirão Preto. Pediram a suíte &lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 0, 0);"&gt;Nove e Meia Semanas de Amor&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; e entraram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Continua nesta sexta-feira...&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11511104-6107103706505116347?l=www.totalmentesemnocao.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11511104/posts/default/6107103706505116347'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11511104/posts/default/6107103706505116347'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.totalmentesemnocao.com.br/2010/03/amor-mais-que-adolescente-parte-2.html' title='Amor (mais que) adolescente, parte 2'/><author><name>Zethi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13154083334064158173</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_By3bLYY_d6g/SvM0ywbLG_I/AAAAAAAAAAM/7gczPDqrkGE/S220/zethi1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_By3bLYY_d6g/S454Vos4O6I/AAAAAAAAA_Q/Gc7OxdJAmZU/s72-c/palacio+rio+branco+noite.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11511104.post-5986027753741798688</id><published>2010-03-02T15:38:00.006-03:00</published><updated>2010-03-07T15:56:12.180-03:00</updated><title type='text'>Amor (mais que) adolescente, parte 1</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_By3bLYY_d6g/S41cmHL4nTI/AAAAAAAAA_I/r5RhW69E5No/s1600-h/adole01.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; FLOAT: left; HEIGHT: 213px" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5444109334394477874" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_By3bLYY_d6g/S41cmHL4nTI/AAAAAAAAA_I/r5RhW69E5No/s320/adole01.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;O ano é 1994. Ela tem 15 anos e &lt;strong&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(255,0,0)"&gt;é a menina mais linda do colégio&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. Amanda é modelete adolescente, curte o período de início do velho e bom segundo grau em Ribeirão Preto. Namora um cara um pouco mais velho há coisa de um ano. Primeiro amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jonas vivia a mesma fase. Era um moleque normal do colégio. &lt;strong&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(204,51,204)"&gt;Também tinha 15 anos e estava solteirão&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; da silva. É uma época horrível para um homem. Só pensa em sexo, não come ninguém e bate punheta de 3 a 5 vezes ao dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele e Amanda se conheceram por acaso. Um grupo de amigas dele caiu, por coincidência, na sala dela. Certo dia, &lt;strong&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(255,0,0)"&gt;na saída de uma prova de biologia&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, quando os alunos discutiam excitadamente sobre a dificuldade do teste, Jonas diz que a prova dele fora fácil. Amanda espreitou-se na roda da conversa e o questionou: “&lt;strong&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(204,51,204)"&gt;Fácil? Que isso?! A da minha sala foi superdifícil&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;”. Começaram a conversar e viraram amigos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele se apaixonou por ela imediatamente. Perdidamente. &lt;span style="COLOR: rgb(255,0,0)"&gt;&lt;strong&gt;Amor, literalmente, à primeira vista&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;. Ela tinha 1m75, cabelos louros, seios fartos, pernas charmosamente finas e bumbunzinho honesto. Olhos castanhos claros e um sorriso poético. &lt;strong&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(204,51,204)"&gt;A paixão, claro, era no maior estilo adolescente&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. Meio platônico, meio tímido, com músicas românticas antes de dormir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jonas e Amanda começaram a ficar &lt;span style="COLOR: rgb(255,0,0)"&gt;&lt;strong&gt;muito, muito amigos&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;. Foi o jeito encontrado por ele para estar próximo dela. Ela amava Jonas, como amigo. Falavam-se ao telefone por horas a fio à tarde, depois da aula. &lt;strong&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(204,51,204)"&gt;Coisa de adolescente&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No segundo ano, Jonas foi pra Austrália fazer intercâmbio. &lt;span style="COLOR: rgb(255,0,0)"&gt;&lt;strong&gt;Pensava em Amanda todo santo dia&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;. Ela continuava a namorar. E eles trocavam cartas (afinal, era 1995 e a internet como a conhecemos desabrochava), com declarações de saudade. Quando da partida, &lt;strong&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(204,51,204)"&gt;um presentinho dado por ela ao amigo tornou-se um talismã&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, um porto seguro e uma lembrança decisiva do Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um ano mais tarde, Jonas voltara ao Brasil. &lt;strong&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(255,0,0)"&gt;A saudade de Amanda era insuportável&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. Ela havia terminado o namoro, mas já havia iniciado outro. Jonas vivia a vida dele. Tinha namoradas, affairs, pegações, apaixonava-se por outras. Mas sempre com Amanda na cabeça. &lt;strong&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(204,51,204)"&gt;E sempre com ela por perto&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um belo dia, Amanda chamou Jonas para casa dela. Estava em&lt;strong&gt; &lt;span style="COLOR: rgb(255,0,0)"&gt;crise no namoro&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, meio tristonha. Ela &lt;strong&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(204,51,204)"&gt;nunca havia experimentado maconha na vida&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. Disse ao amigo confidente que gostaria de experimentar. Ele fingiu conhecer do tema – embora fosse&lt;strong&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(255,0,0)"&gt; tão&lt;/span&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(255,0,0)"&gt; neófito no tema quanto ela&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; –, arrumou um baseado e ascendeu no quintal da casa dela. Ficaram doidões, riram, falaram bobagem... &lt;span style="COLOR: rgb(204,51,204)"&gt;&lt;strong&gt;e deram um beijo&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;. Voraz. Que durou 2 minutos e foi interrompido por ela. &lt;strong&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(255,0,0)"&gt;Chorando, ela pediu para que parassem&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Continua amanhã...&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11511104-5986027753741798688?l=www.totalmentesemnocao.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11511104/posts/default/5986027753741798688'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11511104/posts/default/5986027753741798688'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.totalmentesemnocao.com.br/2010/03/amor-mais-do-que-adolescente.html' title='Amor (mais que) adolescente, parte 1'/><author><name>Zethi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13154083334064158173</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_By3bLYY_d6g/SvM0ywbLG_I/AAAAAAAAAAM/7gczPDqrkGE/S220/zethi1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_By3bLYY_d6g/S41cmHL4nTI/AAAAAAAAA_I/r5RhW69E5No/s72-c/adole01.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11511104.post-2369553199319687773</id><published>2010-02-25T20:24:00.001-03:00</published><updated>2010-02-26T11:48:47.139-03:00</updated><title type='text'>A maior fusão de todos os tempos</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_By3bLYY_d6g/S4V_nyaf1HI/AAAAAAAAA-w/fyGKcx_nyho/s1600-h/facebook.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 320px; display: block; height: 153px;" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5441896046271648882" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_By3bLYY_d6g/S4V_nyaf1HI/AAAAAAAAA-w/fyGKcx_nyho/s320/facebook.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Na maior fusão de todos os tempos, o blog Totalmente Sem-Noção - o mais lido, o mais idolatrado, o mais odiado, o mais comentado portal de todo o planeta - acaba de &lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 153);"&gt;comprar 82,3% das ações do site de relacionamentos Facebook&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Como somos caras low profile, não vamos intervir no conteúdo, na administração e no formato do Facebook. Embora eles tenham poucos usuários (&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;strong&gt;175 milhões&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;) se comparados ao nosso incrível volume de leitores, não vamos ajudá-los em nada.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Apenas criamos a nossa página no Facebook, que já conta com 92 seguidores ilustres. Se você é leitor e amante deste espaço - ou se o odeia - &lt;span style="color: rgb(0, 153, 0);"&gt;&lt;strong&gt;nos adicione&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;http://www.facebook.com/profile.php?id=100000788804508&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E tem mais. &lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 0, 204);"&gt;Sugira aos amigos o TSN&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; como um bom amigo para se ter no Facebook. Deixem de ser preguiçosos e façam esse pequeno favor ao Facebook.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sem mais,&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 0, 0);"&gt;Zethi&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 255);"&gt;Felipe&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 204, 0);"&gt;Goutas&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11511104-2369553199319687773?l=www.totalmentesemnocao.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11511104/posts/default/2369553199319687773'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11511104/posts/default/2369553199319687773'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.totalmentesemnocao.com.br/2010/02/maior-fusao-de-todos-os-tempos.html' title='A maior fusão de todos os tempos'/><author><name>Zethi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13154083334064158173</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_By3bLYY_d6g/SvM0ywbLG_I/AAAAAAAAAAM/7gczPDqrkGE/S220/zethi1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_By3bLYY_d6g/S4V_nyaf1HI/AAAAAAAAA-w/fyGKcx_nyho/s72-c/facebook.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11511104.post-9209001537510608035</id><published>2010-02-22T23:36:00.004-03:00</published><updated>2010-02-23T14:21:54.743-03:00</updated><title type='text'>A tatoo</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_By3bLYY_d6g/S4QN3fGglLI/AAAAAAAAA-k/t7uHuwNBIco/s1600-h/tatoo01.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 220px; FLOAT: left; HEIGHT: 220px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5441489496663168178" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_By3bLYY_d6g/S4QN3fGglLI/AAAAAAAAA-k/t7uHuwNBIco/s320/tatoo01.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;Os dois são funcionários do &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;Real Grandeza, localizado na rua Mena Barreto, nº 143, Botafogo, Rio de Janeiro&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;. Ele trabalha no RH. Ela é economista. O rapaz de 30 e poucos anos, batizado de Caio no ascedouro, recém-separado, branquelusco e de cabelo preto encantara Ivana desde a primeira vez que se cruzaram nos corredores. Informara-se sobre o novato, discretamente. Redes sociais, amigos do departamento dele, aquela coisa do dia-a-dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;Um dia, um e-mail repassado a várias pessoas desaguou num protocolar diálogo virtual. &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;Duas ou três perguntas e nada mais. Dias mais tarde, um cumprimento no corredor e um sorriso.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; Vinte e quatro horas à frente, outros e-mails internos – agora mais esclarecedores. As conversas ficam mais e mais freqüentes, até o combinado de dois meses atrás: iriam embora ao mesmo tempo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Foi a senha para uma rápida pegação no carro. &lt;span style="color:#339999;"&gt;&lt;strong&gt;Aquela coisa furtiva e escusa, suspiros, mãos, bocas, olhares ofegantes, declarações sem-vergonhas.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; “Quando te vi pela primeira vez no elevador, fiquei maluco...”&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Ela tinha namorado. Ele tinha um rolo sério. Eles sabiam da situação matrimonial alheia. Mas o tesão enlouquecia o “casal”. &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;Começaram a se encontrar em um estacionamento ali na praia do Flamengo, aquele próximo ao Porcão.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; Estavam loucos para devorarem completamente um ao outro. Mas ela queria o perigo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Durante dois dias, Caio demorou a tomar coragem. &lt;span style="color:#6600cc;"&gt;&lt;strong&gt;Mas sabia que o plano era infalível. Só ele tem (até hoje) a chave do segundo andar do prédio. &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;Um andar vazio, ainda em análise pelo RH, pela engenharia e pela diretoria do Real sobre a melhor forma de utilizá-lo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Um e-mail foi suficiente: “Encontre-me no segundo andar, hoje, às 18h15. Só eu tenho as chaves. Você será minha”. &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#993399;"&gt;Ela respondeu rapidamente, com o jeitinho devassa-debochada que ele adora: “Ui. Estarei lá”.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; Encontraram-se, pegaram-se, despiram-se, satisfizeram-se, enlouqueceram-se. Era a alcova preferida dos dois.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Certo dia, de madrugada, Ivana acionou o celular de Caio. &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;Era uma sexta-feira. A peguete estava viajando. Ela devia ter brigado com o namorado.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; “Quero você agora. Estou perto da sua casa, lindo.” Foi a senha para a garota invadir o apartamento dele e se &lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_By3bLYY_d6g/S4QNwOVcX5I/AAAAAAAAA-c/1Dx3w9H6Qtc/s1600-h/tatoo02.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 320px; FLOAT: right; HEIGHT: 226px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5441489371903319954" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_By3bLYY_d6g/S4QNwOVcX5I/AAAAAAAAA-c/1Dx3w9H6Qtc/s320/tatoo02.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;atracarem rapidamente.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Dessa vez, numa cama, com tempo, sem problemas, ela a comeria na sua posição favorita: de 4. &lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;strong&gt;Pediu que ela virasse, ele começou a dar belas estocadas na moça, que gemia gostosamente. Foi a primeira vez que Caio vira as costas de Ivana.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; Ele tomou um susto ao &lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_By3bLYY_d6g/S4NAT29Eo3I/AAAAAAAAA-M/zvjdjVlwZIg/s1600-h/tatoo02.jpg"&gt;&lt;/a&gt;afastar os cabelos dela e se deparar com uma tatuagem: “Alexandre”. O nome do namorado de Ivana estava gravado nas costas dela.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;“Vem cá, o&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#33cc00;"&gt; nome do seu namorado&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; está aqui na minha frente, viu?”&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Ela, safadamente, vira-se para trás e dispara: “&lt;span style="color:#00cccc;"&gt;&lt;strong&gt;Te incomoda? Te faz brochar? Não? Então, por que parou&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;?”&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Caio voltou a dar-lhe estocadas e gozou em abundância, indiferente ao nome do macho que comia (e ainda come) Ivana periodicamente.&lt;span style="color:#6633ff;"&gt;&lt;strong&gt; Não era com ele. O problema era dela e do namorado.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; Continuaram a transar ocasionalmente.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Dia desses, Caio reclamou com os amigos. “Porra, a Ivana não quer mais me dar.” Vejam a ironia do destino. &lt;strong&gt;Alexandre, ele mesmo, o namoradão homenageado com a tatuagem, propusera para Ivana: queria morar junto.&lt;/strong&gt; A moça se sentiu culpada por traí-lo tantas vezes e por desrespeitar aquela tatuagem de forma tão debochada.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;“Caio, eu não quero mais. Ele me convidou para morar com ele. &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Porra, ele pensa em construir uma família comigo e eu dou pro meu colega de trabalho? Eu não consigo mais&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;”, escreveu Ivana, por e-mail, do jeitinho que começaram, na última troca de mensagem do casal.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11511104-9209001537510608035?l=www.totalmentesemnocao.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11511104/posts/default/9209001537510608035'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11511104/posts/default/9209001537510608035'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.totalmentesemnocao.com.br/2010/02/tatoo.html' title='A tatoo'/><author><name>Zethi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13154083334064158173</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_By3bLYY_d6g/SvM0ywbLG_I/AAAAAAAAAAM/7gczPDqrkGE/S220/zethi1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_By3bLYY_d6g/S4QN3fGglLI/AAAAAAAAA-k/t7uHuwNBIco/s72-c/tatoo01.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11511104.post-4285238424034086714</id><published>2010-02-11T17:15:00.005-02:00</published><updated>2010-02-11T17:55:59.364-02:00</updated><title type='text'>Promessas e arrependimentos - Parte II (c)</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Para ler a primeira parte, &lt;a href="http://joselitando.blogspot.com/2010/02/promessas-e-arrependimentos-parte-i.html"&gt;clique aqui&lt;/a&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;em style="font-weight: bold;"&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em style="font-weight: bold;"&gt;Por Dante Accioly&lt;/em&gt;*&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Scarlet estava agora diante &lt;span style="color: rgb(204, 102, 0); font-weight: bold;"&gt;de um verdadeiro dilema&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a) Apertar o passo e tentar fugir; ou&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;b) Virar sobre os calcanhares e enfrentar o desconhecido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como ainda faltava muito para chegar ao apartamento, ela se convenceu de que as chances de se dar mal eram rigorosamente as mesmas em ambas as hipóteses. Então, estancou sobre as botas e &lt;span style="color: rgb(204, 51, 204); font-weight: bold;"&gt;deu uma meia-volta repentina&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_9j4WwgKYuII/S2ybKSxuWNI/AAAAAAAAE-w/yivhxRY_NxA/s1600-h/scarletdante.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Surpreso, o estranho também parou. Estava a poucos metros da garçonete. Mas, antes que ele pudesse insinuar qualquer movimento, Scarlet jogou a bolsa no chão e caminhou decidida em sua direção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era um sujeito alto e franzino. Velho. Muito velho. Trazia uns olhos azuis esbugalhados e um queixo minúsculo, quase ausente. Cabelos ralos e desbotados,&lt;span style="color: rgb(204, 102, 0); font-weight: bold;"&gt; sob um quepe militar em farrapos&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Scarlet desescondeu alguma coragem não se sabe de onde. Soltou os cabelos ruivos e pôs as mãos na cintura, inquisitiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E aí? O que vai ser?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O velho abriu a boca, &lt;span style="color: rgb(204, 51, 204); font-weight: bold;"&gt;mas não disse uma palavra&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A garçonete insistiu:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E então? Não estou a fim de correr mais três quarteirões até minha casa, seu merda! – gritou. Estou de saco cheio dessa história! O que você quer de mim, afinal?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele respondeu de bate-pronto:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;span style="color: rgb(153, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 102, 0);"&gt;M&amp;amp;M’s&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, madame.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Hã?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- M&amp;amp;M’s – ele repetiu. A senhora tem alguns aí, madame?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- M&amp;amp;M’s? Como assim M&amp;amp;M’s? Que diabos de história é essa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O velho baixou as vistas. Tirou do bolso interno do casaco um papel puído e entregou a Scarlet. &lt;span style="color: rgb(204, 51, 204); font-weight: bold;"&gt;Parecia um recorte de revista&lt;/span&gt;. Algo tão desgastado que ameaçava se desmanchar ao simples toque.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela revirou-se à procura de alguma luz no breu daquela noite. Sem se descuidar do homem que a espreitava, distinguiu no pedaço de papel uma antiga peça de publicidade.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_9j4WwgKYuII/S2ybQAVkXGI/AAAAAAAAE-4/c3NxWzcRy1s/s1600-h/scarletdante.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px 10px 10px 0px; width: 320px; float: left; height: 243px;" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5434889549600021602" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_9j4WwgKYuII/S2ybQAVkXGI/AAAAAAAAE-4/c3NxWzcRy1s/s320/scarletdante.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O anúncio trazia a imagem &lt;span style="color: rgb(204, 102, 0); font-weight: bold;"&gt;de uma “pin up” com uniforme do Exército&lt;/span&gt;, ao lado da legenda “Good Tactitcs. Now, 100% at war!”. Era uma propaganda sobre a distribuição dos chocolates M&amp;amp;M’s entre as tropas aliadas na II Guerra Mundial, nos idos de 1941.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o que mais chamava atenção em tudo aquilo era o desenho da “pin up”. &lt;span style="color: rgb(204, 51, 204); font-weight: bold;"&gt;Os mesmos cabelos ruivos e anelados de Scarlet&lt;/span&gt;. Os mesmos olhos verdes. As mesmas faces rosadas. As mesmas sobrancelhas em arco. Era simplesmente ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A senhora tem ou não tem M&amp;amp;M’s, madame? – ele repisou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A garçonete devolveu-lhe o papel. Virou de costas em silêncio, colheu a bolsa no chão e &lt;span style="color: rgb(204, 102, 0); font-weight: bold;"&gt;retomou o caminho para casa&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O homem esqueceu-se ali. Imóvel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas noites que se seguiram, Scarlet entregou-se a uma rotina imutável. Deixava o restaurante em Picadilly Circus. Tomava o metrô rumo a Elephant &amp;amp; Castle. Via a leva de trabalhadores e bêbados descer dos vagões. Ficava sozinha até o último ponto. Subia as escadas rolantes. Caminhava até o apartamento. &lt;span style="color: rgb(204, 51, 204); font-weight: bold;"&gt;E nem sinal do velho&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando chegava em frente ao prédio, ela dava uma última olhada para a rua escura. Vasculhava as sombras à procura do homem. Nada. Nenhum rastro. Então, em um movimento rápido, a garçonete se agachava e &lt;span style="color: rgb(204, 102, 0); font-weight: bold;"&gt;escondia sob o capacho da entrada dois pacotes de M&amp;amp;M’s&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Banho quente. Baby doll limpo. Cama.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 51, 204);"&gt;E os chocolates não estavam mais lá&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;______________________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* &lt;span style="font-size:85%;"&gt;O cabra da peste &lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;Dante "Albieri" Accioly &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;domina como poucos a arte da escrita. É mais, porém, do que um jornalista talentoso. Tem alma de repórter, apesar de afastado dos campos de batalha das redações faz alguns anos. O pai da Flora e o homem da Fabíola também torce para o Ceará Sporting Club, o Mais Querido. Adora estar em companhia dos amigos e da família, desde que não o convidem a tocar violão. Amarra-se em usar papetes (lê-se: papéts). E não deixa de degustar uma cachacinha das boas. Mas nunca durante as festas de fim de ano. Atualmente, Albieri também se dedica à arte da fotografia. Confira em: &lt;a href="http://www.entrequadras.blogspot.com"&gt;www.entrequadras.blogspot.com&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11511104-4285238424034086714?l=www.totalmentesemnocao.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11511104/posts/default/4285238424034086714'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11511104/posts/default/4285238424034086714'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.totalmentesemnocao.com.br/2010/02/promessas-e-arrependimentos-parte-ii-c.html' title='Promessas e arrependimentos - Parte II (c)'/><author><name>Guilherme Zé Gotinha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12774708709226944804</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_9j4WwgKYuII/SnmQbLA9gyI/AAAAAAAACWw/54ihX5gKAlo/S220/inter.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_9j4WwgKYuII/S2ybQAVkXGI/AAAAAAAAE-4/c3NxWzcRy1s/s72-c/scarletdante.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11511104.post-2678150661783337743</id><published>2010-02-09T21:15:00.007-02:00</published><updated>2010-02-10T16:09:44.223-02:00</updated><title type='text'>Promessas e arrependimentos - Parte II (b)</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Para ler a primeira parte, &lt;a href="http://joselitando.blogspot.com/2010/02/promessas-e-arrependimentos-parte-i.html"&gt;clique aqui&lt;/a&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Por Cunhada Gotinha&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;*&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_9j4WwgKYuII/S3ASnG9buEI/AAAAAAAAE_Q/fpTqTUtz7ew/s1600-h/scarletcunhada1.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 268px; FLOAT: right; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5435865213328668738" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_9j4WwgKYuII/S3ASnG9buEI/AAAAAAAAE_Q/fpTqTUtz7ew/s400/scarletcunhada1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Scarlet apressou o passo no mesmo instante em que limpava as lágrimas com indignação. De origem irlandesa, os O´Hara jamais se entregavam ao medo. &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Estava decidida a chegar em casa&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. Sem seu perseguidor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um incômodo que lhe espinhara o dia inteiro voltou a percorrer as entranhas. O gelo que seguia a trilha vertical do umbigo vinha insistentemente acompanhado da imagem do vulto atrás de si. A sensação de Déjà vu extrapolava a lembrança da experiência de outubro passado para remetê-la ao cheiro de maresia. A impressão não se relacionava com o fato, mas com a figura. Tinha de dar um jeito de avisar o subconsciente que não era hora de trazer lembranças de casa. Isso ainda não era uma experiência de quase-morte. “Ao contrário, estamos lutando pela vida, aqui. &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc9933;"&gt;Subconsciente retardado, filho duma puta&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;”, murmurou, com raiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atravessou mais uma rua. Só andara uma quadra? Com tantas coisas passando pela cabeça, podia jurar que estaria chegando em casa. Tentou impor um ritmo maior às passadas para, talvez, &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;acompanhar as batidas do coração&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. Deveria deixar de pensar e focar no problema. Tudo bem, ainda tinha que percorrer mais três quadras até chegar ao apartamento sem se deixar alcançar. Mas... E se acontecesse?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele era grande, ela precisaria estar de frente a ele e ter tempo para impulsionar o bico da bota com toda a força &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc9933;"&gt;contra as partes íntimas do homem&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. A alternativa restante seria negociar. Forçou a lembrar o que o perseguidor gritara na ocasião: dote, corte, fome... É, com certeza ela devia/deveria se preocupar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fome. O pensamento escapuliu do problema atual para introduzir mais um arrependimento em seu já perturbado estado emocional. Agora se arrependia pela escolha do transporte; bastaria comer pão sem manteiga, e só, pelos próximos três dias para compensar o dinheiro que gastasse. Mas não... O medo de quebrar a promessa feita ao sair de Brighton, de não passar fome outra vez, acabara por fazê-la tomar o metrô, quebrando a promessa mais nova, e colocando uma moça já sofrida &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;nas mãos de um perseguidor maluco&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. E grande. Scarlet pensou que o papel de vítima não lhe ficava bem: “Nhé, nhé, nhé. Pobrezinha o caralho! Anda, que falta pouco”, foi a frase mais motivadora que pôde pensar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Penúltimo quarteirão. Prometeu fervorosamente que, se escapasse dessa com vida, iria até a capelinha que velara a mãe e rezaria um terço; e um rosário inteiro se escapasse inteira. Será que estava/estaria ficando demente porque se perguntava &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc9933;"&gt;o tamanho do membro do perseguidor&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No meio do último quarteirão, acabou assaltada pelo arrependimento derradeiro. Não que fosse uma grande revelação ou a pegasse desprevenida. Sabia que ele viria. Jamais deveria ter deixado a conhecida cidade natal para cair nessa brenha escura, que era um dos lados menos abastados dos londrinos. O que, afinal, estivera pensando? E não lembrou. De nada. De ninguém. Nem da viagem para Londres. Mas lembrou de um vulto. Fugira da fome, de comida e dele. &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Seu último pensamento seria para Rhett&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegou à porta do prédio ao mesmo tempo em que seu perseguidor. Não conseguiu entrar. Não conseguiu gritar. Só sentiu o cheiro forte de tabaco nos dedos que lhe cobriram a boca; e o sândalo da loção pós-barba quando o corpo forte a prensou contra a porta fedorenta de ferro e vidro. Tudo cheirava a história, a filme antigo, a passado. Um passado que ela não viveu, e de cuja falta desesperadamente se ressentia todos os dias. Das suas duas fomes, uma era de comida. Ele repetia as palavras proferidas em outubro e o tom de voz era repreensor: &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc9933;"&gt;ele iria fazer algo que não devia&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E fez. Fizeram. Talvez mais tarde ela se arrependesse por terem pulado a etapa do namoro. Talvez mais tarde ele se arrependesse por ter aberto mão de um casamento vantajoso. Mas &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;a noite de sexo selvagem&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; pr&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_9j4WwgKYuII/S3ATB4HuqKI/AAAAAAAAE_Y/HQJYew50a1A/s1600-h/scarletcunhada.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; FLOAT: left; HEIGHT: 244px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5435865673201789090" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_9j4WwgKYuII/S3ATB4HuqKI/AAAAAAAAE_Y/HQJYew50a1A/s320/scarletcunhada.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;ometia uma vida inteira de saciedade, sem espaço para arrependimentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meses depois, Scarlet saiu da capelinha e mirou o reflexo do sol no mar de Brighton e se regojizou &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc9933;"&gt;da boa vida que tinha agora&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, em todos os sentidos. E todos os seus sentidos levavam a Rhett, que agora se aproximava e tomava a esposa nos braços. O beijo se aprofundou, os corpos se achegaram e uma mão roçou um seio, dissimuladamente. Ao ser repreendido, só uma resposta cabia agora: “Francamente, minha querida, não me importo minimamente.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Scarlet riu, deliciada. &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;A promessa que fizera um ano atrás&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, por desespero, agora vinha naturalmente, como uma certeza: “Jamais sentirei fome novamente.”&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;___________________________________________________________&lt;br /&gt;* &lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;Cunhada Gotinha&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; é a mais tresloucada integrante da Família Gotinha. Trabalha como adEvogada, mas o papel que exerce com extrema dedicação é o de mãe. Tem dois filhotes (João e Maria, igualzinho à fábula), que carregam o sotaque gostoso da fronteira sul-rio-grandese. Cunhada Gotinha, portanto, é uma mulher de res-peito. Casou-se com um "anemal" de 2m de altura, que dá pernada a três por quatro e nem se despenteia. Os loucos e insanos tempos de adolescência, ah, esses ficaram (bem) para trás. A trilogia agora se resume a ranho, suco de uva e videogame. Não necessariamente nessa ordem.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11511104-2678150661783337743?l=www.totalmentesemnocao.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11511104/posts/default/2678150661783337743'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11511104/posts/default/2678150661783337743'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.totalmentesemnocao.com.br/2010/02/promessas-e-arrependimentos-parte-ii-b.html' title='Promessas e arrependimentos - Parte II (b)'/><author><name>Guilherme Zé Gotinha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12774708709226944804</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_9j4WwgKYuII/SnmQbLA9gyI/AAAAAAAACWw/54ihX5gKAlo/S220/inter.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_9j4WwgKYuII/S3ASnG9buEI/AAAAAAAAE_Q/fpTqTUtz7ew/s72-c/scarletcunhada1.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11511104.post-5384467258144618720</id><published>2010-02-07T21:15:00.004-02:00</published><updated>2010-02-07T21:15:00.209-02:00</updated><title type='text'>Promessas e arrependimentos - Parte II (a)</title><content type='html'>&lt;em style="font-weight: bold;"&gt;Por Maniunka Zakharova&lt;/em&gt;*&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por alguns segundos, Scarlet, apesar do nervosismo, &lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 255);"&gt;calculou friamente qual seria a melhor opção&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;: apertar o passo, correr, gritar ou simplesmente não se render à histeria e à paranóia instaladas desde a última perseguição – alternativa que, naquele instante não parecia muito fácil. Apesar do desespero e das lágrimas que agora já escorriam sem controle dos olhos, sentia-se contraditoriamente racional. Enquanto isso, &lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 153, 0);"&gt;vislumbrava a sombra&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; de um homem alto, gordo e careca cada vez mais próxima e projetada por um único poste de luz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Scarlet, enfim, tomou a decisão subitamente. Não poderia m&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_9j4WwgKYuII/S2yZRvbpjpI/AAAAAAAAE-o/8g0Tm6NBziU/s1600-h/scarletcarol1.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px 0px 10px 10px; width: 320px; float: right; height: 243px;" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5434887380398608018" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_9j4WwgKYuII/S2yZRvbpjpI/AAAAAAAAE-o/8g0Tm6NBziU/s320/scarletcarol1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;ais gastar todas as gorjetas com táxi porque um louco a perseguia. A &lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 255);"&gt;situação tinha de ter um fim&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. O pavor, aquele que paralisava sua espinha, esse teve um efeito tão inesperado, que Scarlet, por um momento, pensou ter sido possuída por outra pessoa. Outro ente, outra personalidade tomou conta de seu corpo, a fez virar e, num salto, &lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 153, 0);"&gt;enfiar a mão na cara do sujeito&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tempo que o brutamontes levou para se recuperar – do susto, obviamente, porque, se há um defeito que se pode conferir a Scarlet, é &lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 255);"&gt;a força inexistente &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;– foi suficiente para que ela corresse desabalada por mais um quarteirão e meio. Ainda correndo, vislumbrou por cima do ombro &lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 153, 0);"&gt;o ogro careca&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; a praguejar algo inaudível enquanto ele enfiava a chave na porta do que parecia ser um prédio habitacional como o dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Mas que idiotice, era só um cara entrando em casa após um dia de trabalho&lt;/em&gt;. Ainda assustada, mas já sem fôlego, Scarlet &lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 255);"&gt;decidiu diminuir o passo novamente&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. Não era tão fácil assim correr de salto alto. Já alcançava a última esquina antes de chegar ao seu quarteirão. &lt;em&gt;Falta pouco&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A garçonete atravessou a rua, com um resquício de apreensão. Ela &lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 153, 0);"&gt;sentia o corpo inteiro dormente&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, quase sem controle. A proximidade de casa e de seu banho quente a fizeram, por alguns instantes, se permitir relaxar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, ela não viu o quê ou quem &lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 255);"&gt;a atingira na têmpora direita&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. Não teve tempo de sentir dor antes que perdesse os sentidos a poucos metros de casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Scarlet passou mu&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_9j4WwgKYuII/S2yVk3ALk5I/AAAAAAAAE-g/KsHpAMkQmPQ/s1600-h/scarletcarol.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px 10px 10px 0px; width: 200px; float: left; height: 198px;" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5434883310801884050" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_9j4WwgKYuII/S2yVk3ALk5I/AAAAAAAAE-g/KsHpAMkQmPQ/s200/scarletcarol.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;ito tempo (talvez horas?) olhando para uma luminária que pendia no teto de quase 4m de altura. Fitou por tanto tempo inconscientemente aquela luz fraca, &lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 153, 0);"&gt;que seus olhos chegaram a embaçar&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. Nesse momento, como se estivesse acordando de um súbito devaneio, recobrou a consciência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Percebeu que já não mais vestia o casaco grosso que usava para aplacar o frio. A temperatura, aliás, lhe congelava os ossos, uma vez que, naquele momento, trajava apenas a combinação que &lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 255);"&gt;costumava usar por baixo do vestido preto&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. Nem sinal das botas ou do resto das roupas que lhe foram arrancados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A corda que circundava tanto os pulsos como os tornozelos dela fez-se presente pela pressão que aplicava nas articulações. A moça olhou para cima e viu &lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 153, 0);"&gt;a corda que puxava seus braços para cima&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; amarrada em uma das vigas de sustentação do teto do galpão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de não ter idéia de como ou por que estava ali, Scarlet tinha um péssimo pressentimento. Era como se aqueles momentos vividos na adolescência tomassem forma novamente. Não que a vida de Scarlet fosse um mar de sofrimento, mas ela já &lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 255);"&gt;havia passado por situações em que ficara absolutamente vulnerável&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. E era justamente isso o que mais temia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A garçonete permanecia em pé, com os braços presos acima da cabeça e os pés atados, quando sentiu a respiração quente de um homem na base do pescoço. Ele já estava lá havia muito tempo. E havia prometido &lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 153, 0);"&gt;nunca mais encostar nela&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_________________________________________________&lt;br /&gt;* &lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;Maninuka Zakharova&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; carrega o balé no coração, o jornalismo na profissão e o socialismo na razão. Tem a voz doce, daquelas que transmitem sincera delicadeza. Por dentro, no entanto, pulsa a inquietação. Morou na antiga União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS), integrou companhias internacionais de dança, rodou a Europa, aprendeu três línguas e hoje trabalha em uma das maiores agências de notícias do mundo. E isso que mocinha nem chegou aos 30. No cardápio etílico, apenas vodca importada ou Jack Daniels. Não tente oferecer outra coisa. É perda de tempo.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11511104-5384467258144618720?l=www.totalmentesemnocao.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11511104/posts/default/5384467258144618720'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11511104/posts/default/5384467258144618720'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.totalmentesemnocao.com.br/2010/02/promessas-e-arrependimentos-parte-ii.html' title='Promessas e arrependimentos - Parte II (a)'/><author><name>Guilherme Zé Gotinha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12774708709226944804</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_9j4WwgKYuII/SnmQbLA9gyI/AAAAAAAACWw/54ihX5gKAlo/S220/inter.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_9j4WwgKYuII/S2yZRvbpjpI/AAAAAAAAE-o/8g0Tm6NBziU/s72-c/scarletcarol1.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11511104.post-8686991504803392023</id><published>2010-02-04T09:48:00.005-02:00</published><updated>2010-02-09T11:38:04.355-02:00</updated><title type='text'>Promessas e arrependimentos - Parte I</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_9j4WwgKYuII/S2i7VBjbZiI/AAAAAAAAE7c/A7seR5bneZo/s1600-h/scarlet2.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 273px" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5433798920291182114" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_9j4WwgKYuII/S2i7VBjbZiI/AAAAAAAAE7c/A7seR5bneZo/s400/scarlet2.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Ela havia prometido a si mesma &lt;strong&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(204,0,0)"&gt;que não repetiria o erro&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. Depois do último susto, só voltaria para casa, à noite, de táxi ou de ônibus. Jamais de metrô. O problema não se encontrava na estação de Elephant &amp;amp; Castle, a última parada da Bakerloo Line, ao sul de Londres. Mas na distância até o prédio onde morava. Há cerca de dois meses, Scarlet teve de correr cinco quarteirões para chegar em casa em segurança. Um homem a perseguira quase até a porta do edifício e gritara coisas sem sentido ao perceber que não iria alcançá-la. A &lt;strong&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(204,51,204)"&gt;bela ruiva &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;nem perdera tempo no dia seguinte em uma delegacia, pois não conseguiria descrever sequer as roupas do sujeito. O trauma, esse ficou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquela noite gelada de dezembro, no entanto, Scarlet ficara sem muitas alternativas. A garçonete &lt;strong&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(204,0,0)"&gt;trabalhava em um restaurante em Picadilly Circus&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, um dos pontos mais procurados pelos turistas na capital inglesa, mas o baixo movimento da segunda-feira não rendeu gorjetas suficientes para o táxi, um dos serviços mais caros de Londres. Para piorar a situação, se atrasara a ponto de perder o último ônibus direto a Elephant &amp;amp; Castle (&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;clique na imagem abaixo&lt;/span&gt;). Vivia, assim, um dilema: ou seguia até Trafalgar Square e pegava um ônibus noturno ou corria até a estação de metrô mais próxima para, talvez, subir no último trem. Ficou com a segunda opção, &lt;span style="COLOR: rgb(204,51,204)"&gt;&lt;strong&gt;apesar dos riscos&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Scarlet enfrentara a viagem com suor nas mãos. Estava nervosa, desconfiada e, com angústia, viu se repetir a cena do início ao fim do trajeto. Era sempre assim: a cada parada, &lt;strong&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(204,0,0)"&gt;uma boa leva de trabalhadores e bebuns &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;descia dos vagões, deixando-a praticamente sozinha até o fim da linha. Suspirou com resignação ao alcançar Elephant &amp;amp; Castle e perceber que, mais uma vez, enfrentaria o caminho até em casa sem companhia. Nessas horas, ela mantinha os cabelos presos em um coque, apesar de os olhos verdes se realçarem ainda mais. Também tentava &lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_9j4WwgKYuII/S2i7Dtlbu2I/AAAAAAAAE7M/mrqDVNEddD8/s1600-h/tubemap1.gif"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; FLOAT: left; HEIGHT: 213px" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5433798622873107298" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_9j4WwgKYuII/S2i7Dtlbu2I/AAAAAAAAE7M/mrqDVNEddD8/s320/tubemap1.gif" /&gt;&lt;/a&gt;esconder o volume dos seios com a bolsa, mas, mesmo assim, continuava atraente. &lt;strong&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(204,51,204)"&gt;Temia provocar frenesi &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;parecido ao da clientela do restaurante, que ficava mais interessada nela do que nos comes e bebes. O patrão não gostava da ideia, mas era uma boa funcionária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apavorada, Scarlet seguiu em frente. A jovem subiu a primeira leva de escadas rolantes e estancou no saguão da estação, que &lt;strong&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(204,0,0)"&gt;dava duas opções de saída&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. Uma para o leste do bairro, a parte mais habitada da região. O apartamento alugado por ela, desde que trocara a litorânea Brighton pela agitada Londres, ficava no lado oeste. Não tivera muito tempo para procurar algo melhor, pois tinha de arranjar emprego logo. O imóvel ficava a seis quarteirões de distância dali, o que tornava a chegada de táxi ou de ônibus bem mais segura. A parada ficava quase na porta de casa. E &lt;strong&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(204,51,204)"&gt;os taxistas sempre a aguardavam &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;entrar no prédio antes de desaparecer dali.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir do metrô, o caminho até o prédio tinha pouca ou quase nenhuma iluminação. Perto da meia-noite, então, &lt;strong&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(204,0,0)"&gt;não havia mais ninguém na rua&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. Sobravam apenas os becos e os prédios descoloridos. Às vezes, a linda garçonete deixava a imaginação correr solta. Via-se como uma atriz &lt;strong&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(204,51,204)"&gt;em meio a uma cena de filme de suspense&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. A presença fictícia de câmeras, diretor, produtores e figurantes apareciam como uma forma de amenizar o medo e passar o tempo de uma vez.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_9j4WwgKYuII/S2i626C-EWI/AAAAAAAAE7E/zenyt3iyzs8/s1600-h/scarlet1.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 320px; FLOAT: right; HEIGHT: 214px" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5433798402879918434" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_9j4WwgKYuII/S2i626C-EWI/AAAAAAAAE7E/zenyt3iyzs8/s320/scarlet1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Naquela noite, no entanto, Scarlet estava mais nervosa do que o normal. &lt;strong&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(204,0,0)"&gt;Sentia um aperto no coração&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, sensação que a acompanhara desde Picadilly Circus. Assim, precisou de cerca de 10 minutos para criar coragem e subir os degraus que a levariam até a rua. Depois de avançar sobre a escadaria da estação, olhou em volta com extrema atenção. Nenhum vulto. Nenhum barulho. Nada. Só ela, a escuridão e o medo de ser atacada por um assassino, um estuprador ou coisa parecida. A lembrança da última tentativa de ataque &lt;strong&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(204,51,204)"&gt;a fazia tremer até os ossos&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Scarlet enfim tomou fôlego e iniciou a caminhada até o conforto de casa. Era, aliás, só nisso que pensava. &lt;strong&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(204,0,0)"&gt;Um banho quente, um baby doll limpo e cama...&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; Esboçou um leve sorriso, mas em seguida voltou as atenções aos seis quarteirões que precisava vencer. Passou o primeiro e o segundo cruzamentos sem que nada lhe tirasse a determinação. Ao atravessar a rua e alcançar a terceira esquina, porém, a bela ruiva percebeu que alguém a seguia a poucos metros de distância. O corpo gelou, o coração disparou e &lt;strong&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(204,51,204)"&gt;uma lágrima lhe escorreu pela face&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. Eram os primeiros sinais de arrependimento por conta da promessa quebrada.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;_______________________________________________________&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;N.A&lt;/strong&gt;.: Promessas e arrependimentos terá três finais. Experiência inédita no Totalmente Sem-Noção (TSN) ofereceu a três leitores do blog mais amado do Brasil o privilégico de dar um fim a um texto escrito por um dos joselitos. Neste caso, a história de Scarlet. Cada parte final será publicada em sequência: domingo à noite (7/2), terça à noite (9/2) e quinta à noite (11/2). Divirtam-se!!!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11511104-8686991504803392023?l=www.totalmentesemnocao.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11511104/posts/default/8686991504803392023'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11511104/posts/default/8686991504803392023'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.totalmentesemnocao.com.br/2010/02/promessas-e-arrependimentos-parte-i.html' title='Promessas e arrependimentos - Parte I'/><author><name>Guilherme Zé Gotinha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12774708709226944804</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_9j4WwgKYuII/SnmQbLA9gyI/AAAAAAAACWw/54ihX5gKAlo/S220/inter.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_9j4WwgKYuII/S2i7VBjbZiI/AAAAAAAAE7c/A7seR5bneZo/s72-c/scarlet2.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11511104.post-7280901836916928759</id><published>2010-02-02T20:24:00.003-02:00</published><updated>2010-02-02T21:45:18.496-02:00</updated><title type='text'>TSN no show do Metallica</title><content type='html'>&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/n-19H1mcHB4&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/n-19H1mcHB4&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Totalmente Sem-Noção (TSN)&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, o blog mais amado do Brasil, se lançou em uma campanha planetária para se fazer conhecido universalmente. Um dos primeiros passos da campanha teve início no último sábado em São Paulo, durante &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;os shows do Sepultura e do Metallica &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;no estádio Morumbi. Os três joselitos - Guilherme Zé Gotinha, Zethi e Felipe Bóris - marcaram presença na dupla apresentação em local priviliegiado. Ainda visitaram os bastidores da dupla apresentação, sendo ainda recebido por &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;James Hetfield e Lars Ulrich&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. Os dois principais nomes do Metallica não só receberam camisetas promocionais do TSN, como se comprometeram a usá-las na continuação da Death Magnetic Tour. A seguir, um dos trechos do show, &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc33cc;"&gt;em primeira mão &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;aos leitores do blog mais querido do país, do mundo e quicá do universo. Vale ver até o fim!!!&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11511104-7280901836916928759?l=www.totalmentesemnocao.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11511104/posts/default/7280901836916928759'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11511104/posts/default/7280901836916928759'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.totalmentesemnocao.com.br/2010/02/tsn-no-show-do-metallica.html' title='TSN no show do Metallica'/><author><name>Guilherme Zé Gotinha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12774708709226944804</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_9j4WwgKYuII/SnmQbLA9gyI/AAAAAAAACWw/54ihX5gKAlo/S220/inter.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11511104.post-7985516841692587090</id><published>2010-01-28T16:18:00.006-02:00</published><updated>2010-01-28T16:43:50.073-02:00</updated><title type='text'>God bless the internet</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_By3bLYY_d6g/S2HaLyYhFfI/AAAAAAAAALE/I3AxPfPgBzM/s1600-h/blackberry-facebook.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 249px; FLOAT: left; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5431862521623549426" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_By3bLYY_d6g/S2HaLyYhFfI/AAAAAAAAALE/I3AxPfPgBzM/s320/blackberry-facebook.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;Daniel pegava o mesmo ônibus todos os dias. Era a &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;linha 177H-10, sentido Metrô Santana-Butantã-USP&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. Ele saía da faculdade de Comunicação da maior universidade da América Latina por volta de 22h30 e pegava o transporte &lt;span style="color:#339999;"&gt;&lt;strong&gt;exatamente às 22h42&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; – era incrível a pontualidade do seu Francisco.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff9900;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Pegar o mesmo ônibus todo dia é engraçado. Você sempre &lt;span style="color:#009900;"&gt;&lt;strong&gt;vê as mesmas pessoas a fazer &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;o mesmo trajeto. Daniel sempre acompanhava a velhinha graciosa de uns 75 anos, às vezes sozinha, às vezes acompanhada de uma netinha de dez anos, no máximo. Costumava também dar risada daquele&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt; trabalhador frequentemente cansado, invariavelmente cochilando&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; no autobus. “Esse cara deve perder a parada sempre, não é possível. Ele apaga e não acorda por nada.”&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Mas não eram esses os principais fatores a animá-lo a pegar aquela linha todos os dias. Nem o papo cabeça do cobrador, o seu Antônio. Não, não. Nada disso. &lt;span style="color:#009900;"&gt;&lt;strong&gt;Era, sim, aquela menina linda, de uns 29 anos, corpo esguio, seios volumosos, pernocas finas e charmosas&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;. Um estilo meio carioca no coração de São Paulo. Roupas sempre irresistíveis: apostava serem Maria Filó, marca favorita da irmã. &lt;span style="color:#cc33cc;"&gt;&lt;strong&gt;A boca carnuda e o cabelo sempre charmosamente rebelde&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; o encantavam.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Eles sempre se sentavam próximos. E o motivo era simples: ele entrava no ônibus e procurava a moça por entre os passageiros. &lt;span style="color:#ff6600;"&gt;&lt;strong&gt;Quando a encontrava, ajeitava-se nas redondezas&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;. Certa feita, sentou-se ao lado dela. A moça ainda trajava o crachá do trabalho. E assim conseguiu o nome da musa do busão.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;“Fabiana Islabaneva”, como informava o documento funcional, trabalhava na Walmart. &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;Daniel sacou o BlackBerry e acessou a internet&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. Tomou o cuidado de colocar o aparelho num ângulo que ela não conseguiria ver a tela.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Acessou o Facebook e digitou: “&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6666;"&gt;Fabiana Islabaneva&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;”. Bingo! Ela tinha Facebook. Descobriu quatro amigos em comum: um ex-colega do colégio, um cara do pôquer e dois amigos da irmã. Navegou em direção ao Orkur e repetiu a pesquisa. Que moça conectada! Ela também estava lá. “&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#00cccc;"&gt;God bless the internet&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;”, pensou Daniel, como já dissera Paul Finch.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Descobriu algumas coisas preciosas. Era fanática por Eric Clapton (quatro comunidades se referiam ao grande guitarrista), &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#6600cc;"&gt;costumava passar férias no Rio e em Floripa&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, amava o pai, já namorou um Paulo, colecionava ímãs de geladeira e amava Labradores. Vejam que ironia do destino: Daniel não só passara cinco verões em Florianópolis como&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt; tem dois labradores, um branco e outro bege&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Ninguém tem&lt;strong&gt; Facebook e Orkut e não está no Twitter&lt;/strong&gt;. Dito e feito. Últimos posts: falou mal da Tessália (do BBB), disse sonhar em ir pisar na Lua, reclamou de um discurso da Dilma, aplaudiu os militares no Haiti, &lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;strong&gt;fez doação via torpedo para Angra dos Reis&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; e se estressou com o trabalho.&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_By3bLYY_d6g/S2HZ-sHzMaI/AAAAAAAAAK8/gKBYxD7IX30/s1600-h/casal-bus.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 320px; FLOAT: right; HEIGHT: 213px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5431862296604520866" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_By3bLYY_d6g/S2HZ-sHzMaI/AAAAAAAAAK8/gKBYxD7IX30/s320/casal-bus.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Era informação suficiente para um approach. Uma parada mais tarde (ele teria cinco paradas para conversar), aproveitou o saculejo do veículo pesadão e puxou assunto.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;“&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;Esses ônibus balançam demais&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;.”&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Ela concordou. Trocara mais duas ou três palavras quando ele começou a soltar as informações que o fariam – &lt;strong&gt;pensava ele&lt;/strong&gt; – se aproximar dela definitivamente.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Encaixava uma conversa na outra, como se o assunto viesse “do nada”. &lt;span style="color:#009900;"&gt;&lt;strong&gt;Falou de labradores, BBB e Haiti. Deu dicas pra moça sobre Floripa&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;. Identificaram dois amigões em comum. Provocaram-se com suas coleções de ímãs de geladeira. Falaram, falaram, falaram.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#ff6666;"&gt;&lt;strong&gt;Combinaram de se encontrar, no dia seguinte, no ônibus novamente&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;. Daniel fizera mais pesquisas na internet. Leu alguns comentários no mural de recados do Facebook e observou como ela respondia aos amigos – &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc33cc;"&gt;e assim descobria os pontos-de-vista da moça&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. Conversaram, conversaram, conversaram. Trocaram telefones. No último sábado, o rapaz levou a moça para jantar.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Ela está apaixonada. Dividiu com as amigas a &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;impressionante história &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;de um cara que acabara de conhecer, mas que tinha tudo a ver com ela. “Gostamos das mesmas coisas. É incrível. &lt;span style="color:#339999;"&gt;&lt;strong&gt;Parece que nos conhecemos há anos&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;”, diz Fabiana. &lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;God bless the internet&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11511104-7985516841692587090?l=www.totalmentesemnocao.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11511104/posts/default/7985516841692587090'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11511104/posts/default/7985516841692587090'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.totalmentesemnocao.com.br/2010/01/god-bless-internet.html' title='God bless the internet'/><author><name>Zethi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13154083334064158173</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_By3bLYY_d6g/SvM0ywbLG_I/AAAAAAAAAAM/7gczPDqrkGE/S220/zethi1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_By3bLYY_d6g/S2HaLyYhFfI/AAAAAAAAALE/I3AxPfPgBzM/s72-c/blackberry-facebook.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11511104.post-5096772172432615697</id><published>2010-01-25T21:11:00.007-02:00</published><updated>2010-01-25T22:09:22.075-02:00</updated><title type='text'>O curioso caso do homem que só comia garotas de programa</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_9j4WwgKYuII/S14vUSqCilI/AAAAAAAAEus/HUKsWgtKMmg/s1600-h/programa4.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 267px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5430830226307451474" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_9j4WwgKYuII/S14vUSqCilI/AAAAAAAAEus/HUKsWgtKMmg/s400/programa4.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;&lt;strong&gt;Argel consumia mulheres&lt;/strong&gt;.&lt;/span&gt; Não fazia amor. Nem sexo. Argel as consumia tal qual uma transação comercial. O empresário de 53 anos satisfazia as necessidades carnais pagando pelo serviço. Nunca, jamais se deitara com uma moça sem pelo menos tentar recompensá-la pelo prazer oferecido. Sempre fora assim. Desde a mais tenra idade. Desde a primeira vez, quando o pai o levara para &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc33cc;"&gt;a zona do baixo meretrício da Asa Norte&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; aos 15 anos. Argel fora a contragosto. Mas o velho estava preocupado com a tendência sexual do único filho homem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Argel, vale esclarecer, &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;odiava pederastias ou coisa do (outro) gênero&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. Sentia tesão e afins, mas, por algum motivo até hoje indecifrável, não conseguia transar com uma mulher sem pagá-la pelo momento de intimidade. Era solteiro e feliz, apesar da óbvia dificuldade de iniciar relacionamentos. Incomodou-se várias vezes por conta de mulheres que se sentiram humilhadas ao receberem três ou quatro notas de R$ 100 após a primeira – e única – trepada. Argel se sentia incompreendido, um outsider. Simplesmente não entendia &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc33cc;"&gt;o porquê de tantas reações adversas &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;diante da compensação financeira. Não fazia isso para maltratá-las. Apenas achava justo. Do ponto de vista comercial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de um tempo, desistiu de procurar relações mais duradouras. E naturalmente &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;migrou para o universo da prostituição&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. Não era um homem feio nem bonito. As feições nada agressivas, enfim, não atrapalhavam futuras conquistas. Mas a agressividade da mulherada (dita comum), magoada com as insistentes tentativas de pagamento pós-trepada, fez com que ele se especializasse no mundo das garotas de progama . Metido a bon vivant, rapidamente e profundamente desenvolveu o conceito de sexo oposto &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc33cc;"&gt;como um prato de comida ou um objeto em promoção&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As mais de três décadas vividas entre a inauguração carnal de Argel e os dias de hoje fizeram com que ele se tornasse &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;um profissional no assunto&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. Conhecia todos os inferninhos, cabarés e puteiros do Distrito Federal e arredores. Era, claro, respeitado pelos cafetões do Entorno ao Lago Sul. Bem-sucedido, tirava de quatro a cinco dias por mês para fechar por algumas horas uma dessas casas especializadas. Usava o tempo para escolher a dedo (no bom sentido, talvez) a companhia da noite. &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc33cc;"&gt;Sentia-se como um chefe de Estado&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; nessas ocasiões. Era o momento dele, Argel. Colocava as meninas lado a lado e, pacientemente, as estudava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As escolhidas, chama&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_9j4WwgKYuII/S14nQo9AFuI/AAAAAAAAEuU/VuuXXMvTc4E/s1600-h/programa3.jpg"&gt;&lt;/a&gt;das carinhosamente de pílulas-vermelhas por ele em homenagem ao filme Matrix, &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;se embelezavam como nunca&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; para ficar diante dele. Sabiam que teriam um bela trepada, provavelmente a única d&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_9j4WwgKYuII/S14vDnQtVxI/AAAAAAAAEuk/RmptxdBZ_xM/s1600-h/programa5.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 214px; FLOAT: left; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5430829939780572946" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_9j4WwgKYuII/S14vDnQtVxI/AAAAAAAAEuk/RmptxdBZ_xM/s320/programa5.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;a noite, e embolsariam no mínimo R$ 1 mil. Sabiam que Argel não as machucaria, muito menos a humilhariam com invencionices babacas. Por isso, tratavam-no como um rei. Também pretendiam garantir um segundo encontro. Mas o empresário jamais repetira de mulher. Se pagava bem pelo serviço, pensava ele, para que “repetir a marca” &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc33cc;"&gt;se havia tanta “tecnologia disponível”&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Argel também não tinha preferência por louras, morenas, ruivas; brancas, negras, asiáticas; altas, baixas, medianas. &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;The choosen one must be hot&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. E pronto. O que os donos dos cabarés sabiam, porém, é que Argel tinha uma queda por (sub) celebridades. Pagava muito bem, obrigado, sempre que apresentavam a ele uma dessas mulheres que apareciam na TV ou nas revistas de fofoca. Se tivessem feito uma novelinha, mesmo que não fosse na Globo, elas nem passava pelo processo de seleção argeliano. &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc33cc;"&gt;Seguiam direto para o consumo&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Argel, como era de se prever, não se envolvia emocionalmente com as mulheres. Para ele, elas &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;não passavam de uma transação comercial&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. Ele se apresentava como consumidor. E pagava pelo produto. Exigia qualidade, bom estado de conservação e nenhum defeito, como assegura o Código de Defesa do Consumidor. Talvez um dia, pensa ele, irá adquirir uma mulher para a convivência diária. Com contrato e tudo. Com preço e tudo. Quem sabe? A ideia sempre esteve engavetada. Pode ser que seja colocada em prática. Até lá, &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc33cc;"&gt;seguirá contente a rotina de compras&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; a varejo e, em alguns momentos nem tão raros, no atacado.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11511104-5096772172432615697?l=www.totalmentesemnocao.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11511104/posts/default/5096772172432615697'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11511104/posts/default/5096772172432615697'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.totalmentesemnocao.com.br/2010/01/o-curioso-caso-do-homem-que-so-comia.html' title='O curioso caso do homem que só comia garotas de programa'/><author><name>Guilherme Zé Gotinha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12774708709226944804</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_9j4WwgKYuII/SnmQbLA9gyI/AAAAAAAACWw/54ihX5gKAlo/S220/inter.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_9j4WwgKYuII/S14vUSqCilI/AAAAAAAAEus/HUKsWgtKMmg/s72-c/programa4.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11511104.post-6351188818989065553</id><published>2010-01-20T21:18:00.001-02:00</published><updated>2010-01-20T21:18:00.624-02:00</updated><title type='text'>Tarde modorrenta de sol</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_9j4WwgKYuII/S1ZOEGik-2I/AAAAAAAAEt8/UO2MkBcEbrA/s1600-h/tarde2.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 266px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5428612233223797602" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_9j4WwgKYuII/S1ZOEGik-2I/AAAAAAAAEt8/UO2MkBcEbrA/s400/tarde2.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;Tarde modorrenta de sol. &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Calor de 45º&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. À Sombra. Sinto-me como um camelo. Um dromedário perdido no deserto do Negev em um dia em que nem os passarinhos têm vontade de cantar. Bom, eles que se fodam. Minha vontade é me atirar de ponta-cabeça em um piscina de cubos de gelo compactos. Piscina uma ova. Minha opção, talvez a única, é ficar pelado sobre os azulejos dessa porra de quitinete, “linda, reformada, poente”. Poente é o caralho. Só &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#993300;"&gt;no cu do corretor&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. Nessa bosta de dois por dois, é sol o dia inteiro. E que se foda o futuro proprietário. Ou seja: eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pior que uma tarde modorrenta de sol, enfim, é &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;uma tarde modorrenta de sol com caganeira&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. Daquelas que nem dá tempo de pensar nos mistérios da vida ou nos segredos do universo. Caguei tanto de madrugada, que fui obrigado a pedir dispensa no trabalho logo cedo. O famoso call in sick. Bonitinho, né? Só para os íntimos. De perto, ninguém é normal, como musicou o amigo Wanderley W. De concreto, apenas a merda. E o passeio nu pelo minúsculo palácio real. Não me sobram, a bem da verdade, alternativas, apesar dos perigos. Pelar-se em dias assim fazem do peido esporte radical. Se peidar, &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#993300;"&gt;caga perna abaixo&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. Se cagar em frente à TV, então, minha mulher me mata.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Melhor apelar à prudência. Melhor, enfim, se acomodar no trono de porcelana e deixar a merdalhama escorrer &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;como lava incandescente&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. Até dói o rabo de tão quente.... Foda, porém, é retornar ao Celite com a certeza de que não será a última do dia. Atingi tal nível, que é só soltar as comportas do cu e liberar o ovomaltine. Simples assim. Esforço zero. Mas sempre em obstinada e idependente produção. Minha única companhia, além dos cagalhões aguados, é um surrado gibi da Turma da Mônica. Tá meio sujo, engordurado, mas cumpre o papel. Histórias em quadrinhos são excelentes para manusear ao longo de &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#993300;"&gt;uma bela e revigorante cagada&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. Fontes inspiradoras para uma tarde modorrenta de sol. Com caganeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando se vive uma &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;aventura limite&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; como essa, preso em casa, sem mais ninguém para dividir lamentos e porcarias, nada parece ter importância. Ledo engano. Esquisito como só se usa “ledo” pertinho do “engano”. Sabem o quer quer dizer? Risonho, alegre, segundo o Aurélio, o mini. Mas, enfim, pior do que uma caganeira durante uma tarde modorrenta de sol com caganeira é se borrar e não ter como limpar a bunda. Sim, porque mulher se lembra de trocar a porra do papel higiênico. O homem, não. Obviamente, esqueci de cambiar o rolo de Neve toque de seda na última subida ao trono. Agora, você sabe, &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#993300;"&gt;me fudi&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. Como poucos.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_9j4WwgKYuII/S1ZN68XJRZI/AAAAAAAAEt0/8uaKXJOXddk/s1600-h/tarde1.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 280px; FLOAT: left; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5428612075872667026" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_9j4WwgKYuII/S1ZN68XJRZI/AAAAAAAAEt0/8uaKXJOXddk/s320/tarde1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_9j4WwgKYuII/S1ZJKyQ4JSI/AAAAAAAAEtk/Rk3pgPjZd5I/s1600-h/tarde1.jpg"&gt;&lt;/a&gt;Pelo menos tenho opções. Direto pro banho? Las manos? Não, não. Sou um cara &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;de perfil ousado&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. Prefiro algo inusitado. Vou correr até a cozinha, onde fica o armarinho dos suprimentos domésticos, e resgatarei dois rolos de uma vez. Farei acrobacias como se estivesse a representar meu país. Fodam-se os vizinhos. Terão de se deparar com um cara rosado e branco, peludo e pelado a correr feito louco e com o cu pingando merda. Ridículo. Assim será e assim aconteceu. It shall be written. It shall be done. Não vi se alguém me viu. Também não tô nem aí. Minha situação é mais delicada do que a deles. Entendam como queiram &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#993300;"&gt;meu egoísmo emporcalhado&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, sujo de merda em uma tarde modorrenta de sol. Pelo menos agora eu tô com a bunda limpa e de volta aos azulejos da sala, a derreter como picolé Chicabon sob os cuidados de uma criança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fico imaginando se alguém adentrasse ao recinto neste exato momento. Depararia-se com um sujeito estirado sobre azulejos, nu, &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;de braços e pernas abertos&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; como o Homem Vitruviano, suando como um porco e pensando alto coisas absurdas. Foi numa dessas que minha mulher chegou. Saíra mais cedo do trabalho, preocupada com o maridão porcalhão. Eu mesmo. Mas não pensem que ela se assustou com a cena. Minha heroína está mais do que acostumada com o companheiro de todas as horas. Às vezes, acho que só ela me entende. Mas isso é outra história. Sendo assim, &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#993300;"&gt;melhor parar por aqui&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. É intimidade demais para uma tarde modorrenta de sol só.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11511104-6351188818989065553?l=www.totalmentesemnocao.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11511104/posts/default/6351188818989065553'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11511104/posts/default/6351188818989065553'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.totalmentesemnocao.com.br/2010/01/tarde-modorrenta-de-sol.html' title='Tarde modorrenta de sol'/><author><name>Guilherme Zé Gotinha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12774708709226944804</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_9j4WwgKYuII/SnmQbLA9gyI/AAAAAAAACWw/54ihX5gKAlo/S220/inter.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_9j4WwgKYuII/S1ZOEGik-2I/AAAAAAAAEt8/UO2MkBcEbrA/s72-c/tarde2.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11511104.post-9138433855880454353</id><published>2010-01-18T21:17:00.003-02:00</published><updated>2010-01-18T21:45:31.719-02:00</updated><title type='text'>Alguém para dividir</title><content type='html'>&lt;div&gt;Querida &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;irmã&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me desculpe se lhe irritei &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;ao terminar com a Joana&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. Sei que ela é sua amiga e você botava a maior fé em nós dois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela é, de fato, fantástica. Uma mulher incrível. &lt;span style="color:#6600cc;"&gt;&lt;strong&gt;Gostosa, inteligente, de boa família&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;. Tínhamos tudo para dar certo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não rolou. Não me apaixonei por ela, não senti frio na barriga, não a vi como o amor da minha vida.&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#00cccc;"&gt; Preferi deixá-la viver a vida&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. Encontrar alguém que a ame como ela merece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Joana &lt;strong&gt;não me emocionou&lt;/strong&gt;, mana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu quero uma mulher &lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;strong&gt;que me emocione&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma mulher que me faça &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#999900;"&gt;companhia&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma mulher com quem que eu &lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;strong&gt;faça amor sempre e intensamente&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E que não me deixe com vontade de fazer amor com&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt; outras mulheres&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma mulher da qual eu me &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;orgulhe&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a qual eu comemore &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6666;"&gt;nossas conquistas juntos&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;mãe dos meus filhos&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, sabe? Joana não era a mãe dos meus filhos.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_By3bLYY_d6g/S1Tu8VaUiLI/AAAAAAAAAKk/aCB-ms7OQNg/s1600-h/velhinhos.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5428226171195394226" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 213px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_By3bLYY_d6g/S1Tu8VaUiLI/AAAAAAAAAKk/aCB-ms7OQNg/s320/velhinhos.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Quero alguém para &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc33cc;"&gt;ficar velhinho&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; junto. Pra contar as histórias, mimar os netos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguém para viajar o mundo, dividir quartos de hotéis&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#00cccc;"&gt; fuleiros&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#00cccc;"&gt;e luxuosos&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; com a mesma empolgação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguém com quem &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;conversar sobre a vida&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, sobre música, sobre cinema, sobre religião.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma mulher que vá comigo ao estádio de futebol e &lt;strong&gt;entenda a minha paixão&lt;/strong&gt; pelo maior esporte do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma mulher que me ame. E &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#33cc00;"&gt;aprenda a conviver&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; e rir dos meus defeitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma pessoa que me faça tremer de tesão. Que saiba me chupar e &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6666;"&gt;goste do jeito que eu a faço gozar&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. Que tenha prazer de estar comigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma mulher para dividir&lt;strong&gt; o chuveiro, a cama, a família e o guarda-sol&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguém que vá ao cinema comigo aos domingos. Que curta o &lt;span style="color:#009900;"&gt;&lt;strong&gt;clube com as crianças&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que não goste das coisas que eu não gosto. E, se gostar, que &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;me ensine a gostar&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma mulher para dormir &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;no colo, fazer cafuné, cozinhar junto&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Que quando estiver lavando a louça,&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#6600cc;"&gt; eu possa encoxá-la&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, safadamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que eu me lembre do perfume dela&lt;span style="color:#ff6600;"&gt; &lt;strong&gt;quando ela não estiver por perto&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E que me faça &lt;span style="color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;melhor e melhor&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguém que &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#333399;"&gt;não tolha&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; minhas vontades e ria das minhas brincadeiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que me ajude a educar as crianças &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#336666;"&gt;com os princípios &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;importantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que tenha respeito pelas pessoas. Cumprimente o &lt;span style="color:#663366;"&gt;&lt;strong&gt;garçom, o lixeiro, o faxineiro&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; e dê presentes de fim de ano à secretária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero uma &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;parceira,&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; maninha. Alguém para compartilhar as coisas, os segredos, as aflições, os medos, as alegrias, as conquistas, o mundo, as emoções, o &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ff6600;"&gt;pôr-do-sol&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, as grandes histórias, os comerciais engraçados do intervalo da novela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, minha irmã que eu amo, o seu irmão quer apenas &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;alguém para dividir&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc33cc;"&gt;Será que eu quero demais?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Beijo especial deste irmão que te ama.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;João&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Brasília, 10 de novembro de 2008.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11511104-9138433855880454353?l=www.totalmentesemnocao.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11511104/posts/default/9138433855880454353'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11511104/posts/default/9138433855880454353'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.totalmentesemnocao.com.br/2010/01/alguem-para-dividir.html' title='Alguém para dividir'/><author><name>Zethi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13154083334064158173</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_By3bLYY_d6g/SvM0ywbLG_I/AAAAAAAAAAM/7gczPDqrkGE/S220/zethi1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_By3bLYY_d6g/S1Tu8VaUiLI/AAAAAAAAAKk/aCB-ms7OQNg/s72-c/velhinhos.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11511104.post-3317893541428396177</id><published>2010-01-14T12:00:00.003-02:00</published><updated>2010-01-14T12:11:09.149-02:00</updated><title type='text'>Vídeo do dia</title><content type='html'>A&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; Coca-Cola&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0); font-weight: bold;"&gt; sempre destroi qualquer um&lt;/span&gt; nas ações de marketing.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="560" height="340"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/lqT_dPApj9U&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/lqT_dPApj9U&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="560" height="340"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11511104-3317893541428396177?l=www.totalmentesemnocao.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11511104/posts/default/3317893541428396177'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11511104/posts/default/3317893541428396177'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.totalmentesemnocao.com.br/2010/01/blog-post.html' title='Vídeo do dia'/><author><name>Felipe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15278403868496417135</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp0.blogger.com/_rDBDZwvICJM/RrTMceyxSzI/AAAAAAAAAIs/qJJBFlRcN2s/s200/PC120076_resize.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11511104.post-4767855009965476294</id><published>2010-01-11T23:02:00.008-02:00</published><updated>2010-01-11T23:02:00.440-02:00</updated><title type='text'>Deu merda...</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_rDBDZwvICJM/S0u-0Hnb37I/AAAAAAAAM3E/HBKnwDSPVE4/s1600-h/merda1.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 276px; height: 207px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_rDBDZwvICJM/S0u-0Hnb37I/AAAAAAAAM3E/HBKnwDSPVE4/s400/merda1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5425639978704822194" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Aconteceu na sexta-feira. Foi agora mesmo, tipo três noites atrás. Saía eu de uma &lt;span style="color: rgb(204, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;balada &lt;/span&gt;no começo da Asa Norte. Tranquilo, rock´n´roll básico no som da banda cover, colegas de trabalho, boas risadas, algumas cervejas e tudo bem. Tipo 1h30 da manhã. Estacionara meu carro na comercial da quadra. E ia para uma festa rock´n´roll na Asa Sul encontrar uns amigos. Aproximei-me do carro, &lt;span style="color: rgb(0, 0, 153); font-weight: bold;"&gt;destravei&lt;/span&gt; o alarme e meti a mão na maçaneta para abrir a porta. Com força e toda a vontade de entrar logo no carro para ligar o iPod no trajeto Balada 2 – Balada 3. Peguei em cheio na maçaneta. E me deparei com ela. Que estava ali à minha espera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Eu &lt;/span&gt;era o motivo dela estar ali, naquele local. Sua razão de existir era &lt;span style="color: rgb(153, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;ser agarrada&lt;/span&gt; por mim naquela hora com toda a força. E lá estava ela, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;extremamente &lt;/span&gt;bem colocada. Encaixada quase. &lt;span style="color: rgb(153, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;Quente &lt;/span&gt;ainda. &lt;span style="color: rgb(0, 0, 153); font-weight: bold;"&gt;Semi-encharcada&lt;/span&gt;. Com um &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;cheiro intenso&lt;/span&gt;. E &lt;span style="color: rgb(153, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;escorregou &lt;/span&gt;entre os meus dedos. Sim, algo como &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(153, 51, 0);font-size:130%;" &gt;um quilo de merda &lt;/span&gt;estava na minha mão naquela hora. &lt;span style="color: rgb(102, 51, 51); font-weight: bold;"&gt;Merda &lt;/span&gt;mesmo. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Cocô&lt;/span&gt;. &lt;span style="color: rgb(102, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;Estrume&lt;/span&gt;. &lt;span style="color: rgb(102, 51, 0); font-weight: bold;"&gt;Bosta&lt;/span&gt;. &lt;span style="color: rgb(51, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;Cagalhão&lt;/span&gt;. &lt;span style="color: rgb(51, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;Fezes&lt;/span&gt;. Do pior tipo possível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não deu tempo nem de ficar indignado. Não consegui pensar em nada. Eu entrei no carro, sentei, peguei, instintivamente o volante, que adquiriu a coloração&lt;span style="color: rgb(102, 51, 51); font-weight: bold;"&gt; marrom-cocô&lt;/span&gt; no ato. O coração &lt;span style="color: rgb(0, 51, 0); font-weight: bold;"&gt;acelerou &lt;/span&gt;enquanto eu tava com aquela &lt;span style="color: rgb(102, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;merda &lt;/span&gt;ali, escorrendo entre os dedos. Foi nojento. Olhei para o lado e tinha uma camisa que eu havia usado no dia anterior no banco do passageiro. Sem hesitar, peguei-a e esfreguei-a por entre meus dedos. Para tentar limpar a &lt;span style="color: rgb(102, 51, 51); font-weight: bold;"&gt;bosta&lt;/span&gt;. Eu &lt;span style="color: rgb(0, 0, 153); font-weight: bold;"&gt;limpava&lt;/span&gt;, &lt;span style="color: rgb(0, 0, 153); font-weight: bold;"&gt;limpava&lt;/span&gt;, &lt;span style="color: rgb(0, 0, 153); font-weight: bold;"&gt;limpava &lt;/span&gt;e &lt;span style="color: rgb(102, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;não adiantava nada&lt;/span&gt;. Tinha merda debaixo da minha unha. Já era o Zé Badalhoca. Sem falar no tanto de merda que tinha ficado do lado de fora, na maçaneta. Uma merda completa. Abri o vidro e &lt;span style="color: rgb(0, 0, 153); font-weight: bold;"&gt;joguei a camisa fora&lt;/span&gt;, sem pensar duas vezes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Peguei uma &lt;span style="color: rgb(255, 102, 0); font-weight: bold;"&gt;flanela laranja&lt;/span&gt; (igual a todas que você imagina quando alguém fala a palavra flanela) e limpei rapidamente o volante. Dei partida no carro e até me esqueci de ligar o iPod. Iria espalhar mais merda, na certa. Dirigi por uns trezentos metros e parei num sinal na W3 Norte, na altura do antigo prédio da Varig. Já estava enojado até o pescoço. &lt;span style="color: rgb(0, 0, 153); font-weight: bold;"&gt;Suava frio&lt;/span&gt; e quando me dei conta que a maçaneta estava &lt;span style="color: rgb(102, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;cheia de merda&lt;/span&gt;, peguei a flanela, abri a janela e, de dentro do carro, ainda arranquei o enorme &lt;span style="color: rgb(153, 51, 0); font-weight: bold;"&gt;bolo fecal &lt;/span&gt;que estava ali ao meu lado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_rDBDZwvICJM/S0u_acI5vgI/AAAAAAAAM3k/Goli77aeIdw/s1600-h/merda2.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 237px; height: 186px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_rDBDZwvICJM/S0u_acI5vgI/AAAAAAAAM3k/Goli77aeIdw/s400/merda2.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5425640637048929794" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Eu não conseguia me desligar daquela &lt;span style="color: rgb(102, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;merda &lt;/span&gt;por nenhum segundo. Era respirar e lá vinha, do fundo de qualquer lugar do mundo, &lt;span style="color: rgb(0, 0, 102); font-weight: bold;"&gt;de outra galáxia,&lt;/span&gt; um &lt;span style="color: rgb(153, 51, 0); font-weight: bold;"&gt;odor inconfundível de merda&lt;/span&gt;. Uma merda humana, não era de cachorro. Fresca, quente e fétida. Uma desgraça que me foi revirando o estômago. O sinal abriu e eu segui pela W3 rumo à Asa Sul em estado &lt;span style="color: rgb(0, 51, 0); font-weight: bold;"&gt;catatônico&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não conseguia raciocinar direito. A cada vez que ameaçava esboçar uma certa raiva por conta da situação de merda, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;eu sentia o cheiro entrando por todos os poros&lt;/span&gt;. Uma &lt;span style="color: rgb(153, 51, 0); font-weight: bold;"&gt;náusea instantânea&lt;/span&gt; que deixava meu corpo inteiro em estado de &lt;span style="color: rgb(102, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;pré-explosão&lt;/span&gt;. Eu xingava tudo e a todos. Não entendia como é que alguém, como algum ser humano seria capaz de fazer uma brincadeira tão imbecil quanto essa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parei o carro e catei tudo quanto é tipo de papel que tinha por perto pra me limpar mais ainda. Mas não adiantava nada. Não tinha nenhum daqueles tipo papel toalha, que absorvem qualquer &lt;span style="color: rgb(102, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;merda &lt;/span&gt;(com trocadilho) que vêm pela frente. Não, só tinha folder, folha de caderno, papeis nada porosos. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Merda &lt;/span&gt;não gruda nessa &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;merda&lt;/span&gt;. Porra. Entrei correndo na festa, encontrei um amigo e só consegui dizer: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“tenho que ir ao banheiro, já volto”. &lt;/span&gt;Quando entrei lá, fiquei uns dez minutos esfregando minha mão no sabão liquido. Eu &lt;span style="color: rgb(0, 0, 153); font-weight: bold;"&gt;esfregava&lt;/span&gt;, &lt;span style="color: rgb(0, 0, 153); font-weight: bold;"&gt;lavava&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;esfregava &lt;/span&gt;de novo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cheiro e a sujeira já deviam até ter saído dali fisicamente. Mas, sério, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;não saíram nunca da minha mente&lt;/span&gt;. Eu não conseguia olhar para nada nem para ninguém e não achar que eu estava fedendo a merda. Não conseguia pensar nem falar nada que não fosse merda. Voltei, falei rapidamente com o amigo – contei a história de merda – e &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;vazei da festa&lt;/span&gt;, 30 minutos depois de ter entrado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando cheguei ao meu carro, entrei pela porta do passageiro. Eu queria evitar qualquer contato com aquela &lt;span style="color: rgb(102, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;merda&lt;/span&gt;, mas a &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;sujeirinha &lt;/span&gt;residual do volante – e ainda mais considerável na porta do motorista – não me deixavam esquecer jamais daquela &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;noite de merda&lt;/span&gt;. Indo para casa, só conseguia pensar: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“como é que um ser humano faz um negócio desses? Um cara que faz isso taca fogo em índio no ponto de ônibus com a mesma facilidade”&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_rDBDZwvICJM/S0u_AoUxauI/AAAAAAAAM3U/0sypSkRrZLc/s1600-h/merda3.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 297px; height: 229px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_rDBDZwvICJM/S0u_AoUxauI/AAAAAAAAM3U/0sypSkRrZLc/s400/merda3.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5425640193643342562" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Mais calmo, lembrei que, ao estacionar meu carro na quadra, com um amigo meu, demos uma parada estratégica para mijar numa &lt;span style="color: rgb(0, 51, 0); font-weight: bold;"&gt;árvore &lt;/span&gt;que estava a uns cinco metros da marquise, onde dormia um mendigo. Até nos afastamos para que ele não nos visse ou para não deixar nada fedendo nas imediações. Então, sem querer ser leviano, a minha conclusão inevitável foi que o cara pensou  “&lt;span style="font-style: italic;"&gt;tão mijando na minha casa? Então vão ver o que é bom: vou cagar na sua”. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que prova que &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;educação &lt;/span&gt;e &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;espírito de porco&lt;/span&gt; não têm nada a ver com formação cultural, nível social. Seja &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;político inescrupuloso&lt;/span&gt; com dinheiro público na meia, seja um sem-teto, o &lt;span style="color: rgb(102, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;nível de escrotidão&lt;/span&gt; de um sujeito pode ser o mais baixo possível, por motivos que só &lt;span style="color: rgb(0, 0, 153); font-weight: bold;"&gt;Deus &lt;/span&gt;sabe. Ou o &lt;span style="color: rgb(153, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;Diabo&lt;/span&gt;. Neste caso, eu ainda dei sorte de sair correndo com a &lt;span style="color: rgb(153, 51, 0); font-weight: bold;"&gt;merda &lt;/span&gt;na mão antes de ficar olhando pro lado procurando o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Zé Cagão&lt;/span&gt;. Senão, meu amigo, eu tenho certeza: &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;ia dar merda.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11511104-4767855009965476294?l=www.totalmentesemnocao.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11511104/posts/default/4767855009965476294'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11511104/posts/default/4767855009965476294'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.totalmentesemnocao.com.br/2010/01/deu-merda.html' title='Deu merda...'/><author><name>Felipe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15278403868496417135</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp0.blogger.com/_rDBDZwvICJM/RrTMceyxSzI/AAAAAAAAAIs/qJJBFlRcN2s/s200/PC120076_resize.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_rDBDZwvICJM/S0u-0Hnb37I/AAAAAAAAM3E/HBKnwDSPVE4/s72-c/merda1.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11511104.post-3054156850101820291</id><published>2010-01-07T23:02:00.001-02:00</published><updated>2010-01-08T09:52:49.422-02:00</updated><title type='text'>A melhor banda de todos os tempos da última semana</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_rDBDZwvICJM/Sz5MMl9VdtI/AAAAAAAAJWw/ll4FcDOOqH0/s1600-h/002+-+ACDC.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5421854780632168146" style="FLOAT: right; MARGIN: 0pt 0pt 10px 10px; WIDTH: 291px; CURSOR: pointer; HEIGHT: 400px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_rDBDZwvICJM/Sz5MMl9VdtI/AAAAAAAAJWw/ll4FcDOOqH0/s400/002+-+ACDC.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold; COLOR: rgb(0,102,0)"&gt;Alegria&lt;/span&gt;, &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold; COLOR: rgb(153,0,0)"&gt;contravenção&lt;/span&gt;, &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;farra&lt;/span&gt;, &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold; COLOR: rgb(153,0,0)"&gt;putaria&lt;/span&gt;, &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;mulherada&lt;/span&gt;, &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold; COLOR: rgb(0,0,153)"&gt;festas &lt;/span&gt;e &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold; COLOR: rgb(0,0,153)"&gt;bebedeiras&lt;/span&gt;. Isso tudo não faz ou fez parte da vida de todos nós? Não seria bom se vivêssemos apenas esse lado da vida? Sem &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold; COLOR: rgb(204,0,0)"&gt;dor de cotovelo&lt;/span&gt;, sem grandes reflexões, sem &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold; COLOR: rgb(0,0,153)"&gt;melancolia&lt;/span&gt;, sem &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold; COLOR: rgb(204,0,0)"&gt;tragédias &lt;/span&gt;ou &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold; COLOR: rgb(204,0,0)"&gt;histórias tristes&lt;/span&gt;? Uma fuga à realidade? Não creio. Apenas uma exaltação ao melhor que a vida nos oferece. Ou, para ser mais preciso, uma ode aos melhores momentos de nossa singela passagem por este mundo. Assim é, assim foi desde os primórdios e assim será (creio) até o fim dos dias a obra e o legado da &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;maior banda de rock´n´roll&lt;/span&gt; de todos os tempos: o &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;AC/DC&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não estou desmerecendo os Beatles, os Rolling Stones, o Led Zeppelin, o Doors, o Iron Maiden, o Metallica, o The Who, o Nirvana, o Pearl Jam ou o qualquer outro grupo ou músico do gênero. Todas são consagradas, maravilhosas e &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;históricas &lt;/span&gt;bandas de rock e suas variantes. Mas o &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;AC/DC, &lt;/span&gt;na acepção do que seria uma banda de rock (&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;rifes arrasadores&lt;/span&gt;, solos &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold; COLOR: rgb(153,0,0)"&gt;fantásticos &lt;/span&gt;– mas não tão punhetados ou longos –, letras &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold; COLOR: rgb(0,102,0)"&gt;consistentes&lt;/span&gt;, batida sempre ritmada e, sobretudo, perversão e alegria &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;100% do tempo&lt;/span&gt;), é a referência maior da pureza (se é que há pureza) do rock. Não teve incursões jazzísticas, baladeiras mela-cueca, experimentações eletrônicas, músicas sampleadas com sintetizadores e esses outros lixos que inventaram de uns tempos para cá. Nada disso. Desde sempre, o &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;AC/DC&lt;/span&gt; é simples assim: rock. E só. Não é punk, não é &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;heavy metal&lt;/span&gt;, não é pop, não é glam. &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;É só rock&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já faz mais de um mês que eu outras &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold; COLOR: rgb(153,0,0)"&gt;64.999 pessoas&lt;/span&gt; testemunhamos a terceira passagem do grupo escocês-australiano pelo Brasil, no fim de novembro. Não me interessa aqui ficar exaltando a performance sempre &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;impecável &lt;/span&gt;da banda - desta vez, no Morumbi - ou detalhar os aspectos do repertório e desempenho individual do quinteto. Mas quando se trata de &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;AC/DC&lt;/span&gt; não existe referência de tempo, não existe momento, não é preciso de justificativa ou fato algum para falar da banda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela é, desde 1973, &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;rigorosamente a mesma coisa&lt;/span&gt;. Naquela época, Angus Young, Bon Scott e Malcom Young já falavam com seus fãs a linguagem mais simples possível: a linguagem de uma vida comum, &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;descompromissada &lt;/span&gt;e cheia de histórias cotidianas. Sem &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold; COLOR: rgb(204,0,0)"&gt;extravagâncias&lt;/span&gt;, sem &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold; COLOR: rgb(255,102,0)"&gt;apelações&lt;/span&gt;, sem mela-cuecagem, o trio nascido na Escócia e radicado desde pequeno na Austrália acertou na mosca há 37 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_rDBDZwvICJM/Sz5MH3m-hpI/AAAAAAAAJWo/Iulc4zQaW_A/s1600-h/003+-+ACDC.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5421854699470882450" style="FLOAT: left; MARGIN: 0pt 10px 10px 0pt; WIDTH: 324px; CURSOR: pointer; HEIGHT: 221px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_rDBDZwvICJM/Sz5MH3m-hpI/AAAAAAAAJWo/Iulc4zQaW_A/s400/003+-+ACDC.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;Azaração &lt;/span&gt;e / ou &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;contravenção &lt;/span&gt;na escola (“&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Can I Sit Next To You Girl?”, “Dirty Deeds Done Dirt Cheap&lt;/span&gt;”), histórias de &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold; COLOR: rgb(153,0,0)"&gt;tocos homéricos&lt;/span&gt; (“&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Shot Down In Flames”&lt;/span&gt;) e exaltações sobre o estado de espírito na hora da guerra e &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold; COLOR: rgb(0,102,0)"&gt;lascividade à flor da pele&lt;/span&gt; (“&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Hard As a Rock”, “Caught With Your Pants Down”, “T.N.T”, “Problem Child”, "Sin City", “Dog Eat Dog”, “Shoot To Thrill”, “Love Hungry Man”, “Cover You In Oil”&lt;/span&gt;) ou mesmo sobre mulheres por si só – &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;gordas &lt;/span&gt;(“&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Whole Lotta Rosie”&lt;/span&gt;), com &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold; COLOR: rgb(255,0,0)"&gt;doenças venéreas&lt;/span&gt; (“&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;The Jack”&lt;/span&gt;), &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold; COLOR: rgb(102,0,0)"&gt;sexualmente insaciáveis e marcantes &lt;/span&gt;(“&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;You Shook Me All Night Long”&lt;/span&gt; – esta, aliás, a música mais tocada em casamentos nos Estados Unidos –, “&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Little Lover”&lt;/span&gt; e outras tantas), &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;pentelhas e irritantes&lt;/span&gt; (“&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;High Voltage”&lt;/span&gt;) – ou simplesmente &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold; COLOR: rgb(0,0,153)"&gt;bebedeiras homéricas regadas a rock´n´roll sem parar&lt;/span&gt; (“&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Get It Hot”, “Highway To Hell”, “Hell Ain´t A Bad Place To Be”&lt;/span&gt;), mesmo quando o drinque se referia a uma &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold; COLOR: rgb(255,0,0)"&gt;tragédia &lt;/span&gt;(“&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Have A Drink On Me”&lt;/span&gt;, uma homenagem a Bon Scott, morto em fevereiro de 1980 afogado no próprio vômito).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Experiências vividas pelos integrantes da banda, como um &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;raio &lt;/span&gt;que atingiu um avião em que eles estavam quando viajavam pela Europa (“&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Thunderstruck&lt;/span&gt;”) ou um tempo que Bon Scott passou na prisão sob acusação de corrupção de menores (“&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Jailbreak”&lt;/span&gt;). &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold; COLOR: rgb(204,0,0)"&gt;Exatamente &lt;/span&gt;como fazemos quando contamos para nossos amigos algo que rolou com a gente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, sobretudo, uma exaltação ao rock´n´roll que faz com que, desde 1973, a banda já tenha gravado&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold;font-size:130%;" &gt; 17 canções &lt;/span&gt;que contêm expressamente a palavra “rock” no título. A saber: “&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;It´s A Long Way To The Top (If You Wanna Rock´n´Roll)”, “Rock´n´roll Singer”, “Rocker”, “There´s Gonna Be Some Rocking”, “Rock In Peace”, “Let There Be Rock” – &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;esta um hino ao gênero &lt;/span&gt;–, “Rock´n´roll Damnation”, Rock´n´roll Ain´t Noise Polution”, “For Those About To Rock (We Salute You)”, “That´s The Way I Wanna Rock´n´roll”, “Rock Your Heart Out”, “Hard As A Rock”, “Can´t Stop Rock´n´roll”, “Rock´n´roll Train”, “She Likes Rock´n´roll”, Rock´n’roll Dream”, “Rocking All The Way”&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_rDBDZwvICJM/Sz5MD56FaHI/AAAAAAAAJWg/IAwwiH8lq4E/s1600-h/004+-+ACDC.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5421854631368419442" style="FLOAT: right; MARGIN: 0pt 0pt 10px 10px; WIDTH: 249px; CURSOR: pointer; HEIGHT: 380px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_rDBDZwvICJM/Sz5MD56FaHI/AAAAAAAAJWg/IAwwiH8lq4E/s400/004+-+ACDC.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Sem falar em outras odes ao estilo, como “&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Anything Goes&lt;/span&gt;”, gravada no último disco (de 2008), que compara uma &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;banda de rock&lt;/span&gt; a uma &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold; COLOR: rgb(204,0,0)"&gt;mulher &lt;/span&gt;(isso não é a cara do AC/DC?) que hipnotiza um sujeito, fazendo-o acompanhá-la em todo e qualquer lugar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao mesmo tempo em que é de certa forma uma banda simples e discreta (tente encontrar, em qualquer publicação nacional, uma entrevista de qualquer um dos integrantes durante a passagem recente ao Brasil), o que torna o &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;AC/DC &lt;/span&gt;um grupo completo é a qualidade de seus músicos e de suas letras. &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;Não usam rimas fáceis e palavras óbvias.&lt;/span&gt; Se não são exatamente &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold; COLOR: rgb(204,0,0)"&gt;poetas da música popular australiana&lt;/span&gt;, estão &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;longe &lt;/span&gt;de serem compositores de axé. São, exatamente, humanos dotados de um talento musical estupendo e uma vocação para a &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold; COLOR: rgb(0,102,0)"&gt;libertinagem &lt;/span&gt;que todos temos – &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;reprimida &lt;/span&gt;ou não – dentro de nós. Um exemplo de simplicidade e adoração que eu tenho na minha vida. Para sempre.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11511104-3054156850101820291?l=www.totalmentesemnocao.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11511104/posts/default/3054156850101820291'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11511104/posts/default/3054156850101820291'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.totalmentesemnocao.com.br/2010/01/melhor-banda-de-todos-os-tempos-da.html' title='A melhor banda de todos os tempos da última semana'/><author><name>Felipe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15278403868496417135</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp0.blogger.com/_rDBDZwvICJM/RrTMceyxSzI/AAAAAAAAAIs/qJJBFlRcN2s/s200/PC120076_resize.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_rDBDZwvICJM/Sz5MMl9VdtI/AAAAAAAAJWw/ll4FcDOOqH0/s72-c/002+-+ACDC.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11511104.post-7841278610789633255</id><published>2010-01-05T23:02:00.004-02:00</published><updated>2010-01-06T15:25:04.247-02:00</updated><title type='text'>30 e poucos anos...</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_rDBDZwvICJM/S0PgGw9FdPI/AAAAAAAAM1s/Bh5_fWSyAvc/s1600-h/DSC00100.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5423424783109158130" style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; width: 284px; cursor: pointer; height: 213px;" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_rDBDZwvICJM/S0PgGw9FdPI/AAAAAAAAM1s/Bh5_fWSyAvc/s400/DSC00100.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Sem muitas promessas, sem muitas expectativas, apenas deixando a corrente seguir seu curso, o ano de 2009 começou discretamente para mim, numa comemoração &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 0, 153);"&gt;moderada &lt;/span&gt;com meus &lt;a href="http://osbolonistas.zip.net/"&gt;amigos bolonistas&lt;/a&gt; no Park Way. Já a minha virada de 2009 para 2010 foi discreta, mas seguida de uma festa rock´n´roll, tema cada vez mais recorrente em minha vida no ano que se passou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comecei 2009 sabendo apenas fazer exercício de escala pentatônica na guitarra, e agora pelo menos sei tocar coisinhas básicas do &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Creedence&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(153, 0, 0);"&gt;Clash&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;AC/DC&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Kiss&lt;/span&gt;. Estudei guitarra pelo menos duas horas por semana o ano todo e quero estudar mais ainda para, em 2016, olhar para trás e descobrir que, aos 40 anos, eu finalmente saberei tocar algo que utilize algum instrumento musical.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se Brasília ainda é o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;fim do mundo&lt;/span&gt; para bandas de rock consagradas, pelo menos tivemos dois grandes shows por aqui em 2009, que foram o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Iron Maiden&lt;/span&gt; e o &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 51, 0);"&gt;Heaven And Hell. &lt;/span&gt;Eu estava lá, nos dois, claro. E, além de voltar a dar som (como DJ) em baladas rock´n´roll nos &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(153, 0, 0);"&gt;inferninhos &lt;/span&gt;da cidade, passei a produzir, com muito gosto, uma festa que mistura rock com cinema. A ideia está legal e é uma das minhas grandes motivações para o ano que adentra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também ampliei minha literatura roqueira com o biografia do &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;AC/DC (&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Let There Be Rock&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;), &lt;/span&gt;um livro &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;bem ruim&lt;/span&gt;, para dizer a verdade. Mas também me afoguei nos redigidos futebolísticos, com &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(153, 0, 0); font-style: italic;"&gt;Anos 40: Viagem à Década Sem Copa&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Goleiros: Heróis e Anti-Heróis da Camisa 1, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 51, 0);"&gt;Os 50 Maiores Jogos das Copas do Mundo&lt;/span&gt;,&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(102, 0, 0);"&gt; Donos da Terra: A História do Primeiro Título Mundial do Santos&lt;/span&gt;.&lt;/span&gt; Alguns bons, outros nem tanto. Assim como bons e ruins foram os livros de Bukowski (&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 0, 153); font-style: italic;"&gt;Ao Sul de Lugar Nenhum&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(204, 0, 0); font-style: italic;"&gt;Pulp&lt;/span&gt;) e Kafka (&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 102, 0); font-style: italic;"&gt;Metamorfose &lt;/span&gt;e &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(204, 0, 0); font-style: italic;"&gt;O Processo&lt;/span&gt;) que li esse ano. A literatura despretensiosa ainda me enriqueceu com &lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Virgens Suicidas&lt;/span&gt; (Jeffrey Eugenides), &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(153, 0, 0); font-style: italic;"&gt;Histórias de Fantasmas&lt;/span&gt; (Sim, Charles Dickens), &lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Slam&lt;/span&gt; (Nick Hornby), além dos divertidos relatos de Charles Darwin, em dois volumes, sobre suas viagens pré-teoria da evolução, inclusive passando pelo Brasil, que, descobri, ele detestou, pois foi obrigado a &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(153, 0, 0);"&gt;matar galinha&lt;/span&gt; a pedrada se quisesse comer, teve de comer com as mãos e teve várias respostas atravessadas. Ah, e um dos mais legais foi &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Renato Russo&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, de um ilustre jornalista daqui da cidade, que eu gostei nem tanto pela banda em si, mas mais por ver, pela primeira vez, Brasília, suas &lt;strong&gt;super quadras&lt;/strong&gt;, &lt;span style="color: rgb(0, 0, 153);"&gt;&lt;strong&gt;eixos&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;, &lt;strong&gt;grandes circulares&lt;/strong&gt; e &lt;span style="color: rgb(153, 0, 0);"&gt;&lt;strong&gt;setores&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; romanceados e ambientados nas páginas de um livro bem bacana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2009 também foi o ano da consolidação do meu tempo livre, sempre dividido entre livros e música (ouvindo, lendo, tocando), mas também entre videogames e seriados. Fiquei ainda mais viciado em &lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Lost &lt;/span&gt;(que termina em 2010) e na minha favorita,&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt; Two And A Half Man&lt;/span&gt;, uma &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 102, 0);"&gt;aula de realidade&lt;/span&gt; para homens e mulheres dos 15 aos 80 anos. Me diverti às pampas com os campeonatos mensais de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;FIFA Soccer 2010&lt;/span&gt; na minha casa, ainda que eu sempre brigue pelas últimas posições.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vida real e nem sempre justa também &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(153, 0, 0);"&gt;afastou &lt;/span&gt;de mim várias amigas ou nem tão amigas. Mas também fez o favor de me aproximar de pessoas maravilhosas. É o ciclo da vida. &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 0, 153);"&gt;Nascimento&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(153, 0, 0);"&gt;desenvolvimento&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;reprodução &lt;/span&gt;e &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(153, 0, 0);"&gt;morte&lt;/span&gt;. Vi amigos e amigas meus terem filhos, outros casarem, outros se separarem, outras engravidarem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 2009, bati o recorde de brigar (ou pelo menos me desentender) com amigos ou pessoas nem tão amigas, mas queridas. Mas também bati o recorde de “ajuste de conduta” com vários destes. Vida que segue, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;evolução &lt;/span&gt;sempre. Já dizia mamãe, o final é sempre feliz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O futebol e as circunstâncias da vida mudaram também minha relação com a internet. Abandonei este espaço por seis meses e voltei sem o mesmo envolvimento de antes. Por outro lado, deixei a paixão pelo futebol aflorar em discussões às vezes &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(204, 0, 0);"&gt;por demais acaloradas&lt;/span&gt; em outro site que mantenho com 18 conhecidos. Hoje ele é o meu favorito. Uma relação de altos e baixos, mas sempre &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;intensa&lt;/span&gt;. Como intensa foi – apenas com &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 0, 153);"&gt;baixos&lt;/span&gt;, sem nenhum alto – a minha vida futebolística no ano que se passou. De favorito no Estadual e a candidato ao título brasileiro, o &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 51, 0);"&gt;Fluminense &lt;/span&gt;esteve rebaixado desde agosto e eu mesmo não acreditava em mais nada. Talvez porque esteja há mais de um ano sem ler Nelson Rodrigues. Porque se o tivesse feito, teria visto com clareza o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Sobrenatural de Almeida&lt;/span&gt; encarnado no Fred, que pelo menos nos manteve no lugar de onde não deveríamos ter saído nunca em tempos passados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_rDBDZwvICJM/S0PgnyMJWBI/AAAAAAAAM10/xev5XOxnvY0/s1600-h/foto.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5423425350376445970" style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; width: 295px; cursor: pointer; height: 221px;" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_rDBDZwvICJM/S0PgnyMJWBI/AAAAAAAAM10/xev5XOxnvY0/s400/foto.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Minha veia frenética, minha vocação pela geografia, pelos exílios, minha insaciável busca pelo mundo me brindou com várias experiências fantásticas. A começar por aqui mesmo. Em 2009, conheci melhor &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;São Paulo&lt;/span&gt;, cidade pela qual sempre nutri muita implicância e, sobretudo, &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(153, 0, 0);"&gt;preguiça&lt;/span&gt;. Da implicância eu me livrei. &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(153, 0, 0);"&gt;Da preguiça não&lt;/span&gt;. Conheci o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Museu do Futebol &lt;/span&gt;e o da &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Língua Portuguesa&lt;/span&gt;, dei vários rolés na Pompéia, Aclimação, Paulista, Consolação, Centro antigo, Rua Augusta, Pinheiros, reencontrei amigos do tempo de segundo grau, vi um golaço do Nilmar no Pacaembu, assisti a um dos últimos shows do &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Oasis&lt;/span&gt;, assisti ao cabalístico show do &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;AC/DC,&lt;/span&gt; também vi o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Faith No More&lt;/span&gt; e o&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; Janes Addiction&lt;/span&gt;. Fui muito bem recebido por &lt;a href="http://potblues.blogspot.com/"&gt;meus amigos que moram no Double Tree Park&lt;/a&gt; e na &lt;a href="http://muitodenada.blogspot.com/"&gt;Pompéia&lt;/a&gt;. Caminhei &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;para caramb&lt;/span&gt;a, andei de busão, de metrô, comi muita besteira, bebi mais ainda. E cheguei a conclusão que &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;não&lt;/span&gt;, não quero morar lá nunca. Apesar de curtir o túmulo do samba entre 22h de uma sexta-feira e as 22h de domingo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às pressas, fui ao carnaval do Rio de Janeiro, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;acreditem&lt;/span&gt;, a trabalho. E na Sapucaí. Mesmo sendo ruim da cabeça e doente do pé, me diverti, porque o Rio de Janeiro é sempre &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 0, 153);"&gt;maravilhoso&lt;/span&gt;. Ainda que para trabalhar entre 18h e 6h da manhã. E cheguei a conclusão que, &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 102, 0);"&gt;sim&lt;/span&gt;, quero um dia morar lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De quebra, também fui a Belo Horizonte. Conheci o Mineirão, vi o Cruzeiro tomar um sapeca do São Paulo, vi que a cidade tem que ralar muito para ter condições de sediar a Copa, comi uma caralhada de&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(153, 51, 0);"&gt; pastel de angu&lt;/span&gt; e outros petiscos. Tomei várias cervejas, andei para caramba, subi ladeiras, conheci vários botecos, fui muito bem recepcionado por um casal de amigos de vida cigana. De quebra, reencontrei na &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;capital mineira&lt;/span&gt; amigo meu dos tempos de Austrália. O estado também trouxe a minha vida este ano pessoas maravilhosas, que tive o prazer de conhecer melhor e com quem compartilhei vários momentos legais, gostosos e divertidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_rDBDZwvICJM/S0Pb_6X54EI/AAAAAAAAM1E/VxXUKRLy2RQ/s1600-h/P4100175.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5423420267331969090" style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; width: 291px; cursor: pointer; height: 219px;" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_rDBDZwvICJM/S0Pb_6X54EI/AAAAAAAAM1E/VxXUKRLy2RQ/s400/P4100175.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;A movimentação foi frenética no âmbito internacional. Viajei sozinho. Mas viajei muito bem acompanhado por duas vezes. Fui com &lt;a href="http://muitodenada.blogspot.com/"&gt;um grande amigo&lt;/a&gt; para a Costa Rica, onde rodamos sem parar por sete dias. Conhecemos &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(153, 0, 0);"&gt;vulcões extintos&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 102, 0);"&gt;vulcões ativos,&lt;/span&gt; vimos as &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;pedras rolando&lt;/span&gt; e barulhos de &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(153, 0, 0);"&gt;explosões &lt;/span&gt;nas encostas dos vulcões, fizemos um rafting de quatro horas e meia no meio da exótica paisagem costaricense em Turrialba, dirigimos cinco horas sem luz nas encostas e estradas de terra até chegarmos a uma cidade na beira do pacífico, onde, sob um &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(153, 0, 0);"&gt;sol escaldante&lt;/span&gt;, flagramos macacos roubando turistas. Subimos montanhas, comemos &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;arroz com feijão &lt;/span&gt;no café da manhã por sete dias seguidos, fomos parados e muito bem tratados em duas blitzen nas estradas costaricenses, mas fomos &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(204, 0, 0);"&gt;extorquidos &lt;/span&gt;na terceira parada, às vésperas do regresso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_rDBDZwvICJM/S0PeYfum22I/AAAAAAAAM1U/zAvGAsrNo34/s1600-h/DSC01897.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5423422888699419490" style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; width: 331px; cursor: pointer; height: 248px;" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_rDBDZwvICJM/S0PeYfum22I/AAAAAAAAM1U/zAvGAsrNo34/s400/DSC01897.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Quase &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(204, 0, 0);"&gt;derreti de calor&lt;/span&gt; no verão europeu da Espanha, onde dormi no &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;mukifo &lt;/span&gt;de um amigo meu radicado por lá. Fomos para a &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 0, 153);"&gt;Holanda&lt;/span&gt;, onde conhecemos muitas coisas legais, bebemos bastante, experimentamos várias coisas permitidas por lá, assistimos a um show do &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;AC/DC &lt;/span&gt;com uma platéia de &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 0, 153);"&gt;humor gélido&lt;/span&gt;, morgamos nas ruas, tiramos milhões de fotos. Visitei minha &lt;a href="http://www.le-croissant.blogspot.com/"&gt;melhor amiga, na França,&lt;/a&gt; passamos poucas mas maravilhosas horas caminhando pelos cantos alternativos do MonMartre e do Sain Marteen (ou Saint Martin, sei lá) e tomamos uma cerveja à beira do Sena num boteco underground onde estava tocando “&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Heal The World”,&lt;/span&gt; pois era o dia em que o Michael Jackson tinha morrido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_rDBDZwvICJM/S0PdnAYZ_bI/AAAAAAAAM1M/h8LVVO7KcoY/s1600-h/DSC01169.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5423422038471212466" style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; width: 222px; cursor: pointer; height: 166px;" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_rDBDZwvICJM/S0PdnAYZ_bI/AAAAAAAAM1M/h8LVVO7KcoY/s400/DSC01169.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Conheci cidades e &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(153, 0, 0);"&gt;ruínas milenares&lt;/span&gt; na Hungria, caminhei como poucos, sob um &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(153, 0, 0);"&gt;calor de 37 graus Celsius&lt;/span&gt; às &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;21h30&lt;/span&gt; registrados em fotografia, visitei o estádio Ferenk Puskas, tirei trocentas fotos da ponte das correntes, comi goulash, vi porcos espinho no meio dos parques, peguei um trem desgraçado com dois ingleses e três suíços para a Sérvia, onde, descobri, ninguém fala inglês. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Caminhei errado&lt;/span&gt; por 18km nos arredores de Belgrado, até desistir e me convencer a pegar um taxi. Visitei o estádio do Partizan e o do Estrela Vermelha, fiquei louco da vida seguidas vezes por não entender o alfabeto cirílico, xinguei atendentes mal-educados da rodoviária que não sabiam me explicar nada em inglês, vi &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;prédios bombardeados&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(204, 0, 0);"&gt;favelas sérvias, &lt;/span&gt;sujeira, feiúra e gostei do que vi. Subi num castelo em Novi Saad, às margens do &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 0, 153);"&gt;Danubio&lt;/span&gt;, peguei um trem noturno para Bucareste, onde cheguei destruído. Visitei o estádio do Steaua Bucareste, vários museus legais, inclusive o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;segundo maior prédio do mundo&lt;/span&gt;, aluguei um carro e fui para a &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Transilvânia&lt;/span&gt;, onde vi castelos muito bacanas e outros nem tanto. Peguei uma tempestade torrencial no retorno de Brasov ao aeroporto, fui enganado pelo GPS romeno, errei o caminho várias vezes, quebrei o pára-choque e a placa do carro, mas finalmente voltei a Madrid, onde assisti ao melhor show da minha vida, do &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Metallica&lt;/span&gt;, no Palacio de Los Deportes, e onde me joguei nas fontes do palácio real para aplacar o calor inclemente que fazia na capital espanhola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_rDBDZwvICJM/S0Pe_5ryEaI/AAAAAAAAM1c/WlICDKccMWA/s1600-h/DSC02371.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5423423565681791394" style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; width: 235px; cursor: pointer; height: 176px;" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_rDBDZwvICJM/S0Pe_5ryEaI/AAAAAAAAM1c/WlICDKccMWA/s400/DSC02371.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;O ano ainda me permitiu, rapidamente, conhecer o Estádio San Siro e dar um role nas ruas de Milão. E, nos últimos dias, semana passada, foi encerrado com chave de ouro, ao me propiciar contato próximo com tubarões, pingüins, leões-marinhos, focas, pelicanos, iguanas marinhas, tartarugas gigantes, tartarugas marinhas em &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Galápagos&lt;/span&gt;, para onde viajei com um amigo e onde passamos o Natal em um barco franciscano nas águas do pacífico. Conhecemos &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;ruelas coloniais &lt;/span&gt;em Quito, visitamos a metade do mundo, tirei fotos com um pé no hemisfério norte e outro no sul, &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 102, 0);"&gt;mijei &lt;/span&gt;com um prazer &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(102, 0, 0);"&gt;inenarrável &lt;/span&gt;nas imediações do estádio Casablanca, onde meu time sofreu &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(153, 0, 0);"&gt;humilhações &lt;/span&gt;nos últimos anos, viajei oito horas em ônibus pau de arara para o interior do Equador, fiz um rafting com um guia de 17 anos e outro de 21 num dos rios que formam o Amazonas, no meio da selva equatoriana, viramos o bote três vezes, batemos em muitas pedras, nadamos bastante e ainda tivemos tempo, na volta, de subir parte de uma montanha que fica a mais de 4 mil metros de altitude. Quase morri.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A caminhada teria sido pior ainda se, em 2009, eu não tivesse tomado vergonha na cara e voltado a fazer algum esporte, depois de &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 0, 153);"&gt;três anos de sedentarismo completo&lt;/span&gt;. Voltei a nadar, na hora do almoço, e isso se mostrou &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(153, 0, 0);"&gt;uma benção para mim&lt;/span&gt;. Por outro lado, só serviu para aumentar meu peso, pois agora como e bebo sem culpa por conta de uma nadadinha vagabunda de 50 minutos. Voltei a ter mais de 80kg. São quase 10 a mais do que tinha há um ano. E a conclusão cada vez mais inevitável é: fazer esporte &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(102, 0, 0);"&gt;não emagrece porra nenhuma&lt;/span&gt;. Melhor ficar em casa só no videogame, guitarra, livros, cerveja, futebol, seriados e, claro, muito sexo gostoso na companhia de uma pessoa &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(204, 0, 0);"&gt;querida e amada&lt;/span&gt;. Que, graças a Deus, eu tenho a felicidade, mais do que nunca, de ter por perto de mim hoje.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11511104-7841278610789633255?l=www.totalmentesemnocao.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11511104/posts/default/7841278610789633255'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11511104/posts/default/7841278610789633255'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.totalmentesemnocao.com.br/2010/01/30-e-poucos-anos.html' title='30 e poucos anos...'/><author><name>Felipe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15278403868496417135</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp0.blogger.com/_rDBDZwvICJM/RrTMceyxSzI/AAAAAAAAAIs/qJJBFlRcN2s/s200/PC120076_resize.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_rDBDZwvICJM/S0PgGw9FdPI/AAAAAAAAM1s/Bh5_fWSyAvc/s72-c/DSC00100.JPG' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11511104.post-6016606664752355788</id><published>2010-01-03T12:43:00.005-02:00</published><updated>2010-01-03T13:07:22.541-02:00</updated><title type='text'>Resoluções de ano novo para se tornar uma esposa perfeita</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_By3bLYY_d6g/S0CyOwV4ISI/AAAAAAAAAJA/Gy81FxA9uLk/s1600-h/futebol-esposa1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5422529917918650658" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 213px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_By3bLYY_d6g/S0CyOwV4ISI/AAAAAAAAAJA/Gy81FxA9uLk/s320/futebol-esposa1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;- Continuar a transar com meu maridão pelo menos três vezes na semana e &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#339999;"&gt;sempre que ele tiver vontade&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Entender perfeitamente que&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt; hora de futebol é hora de futebol&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Quando das finais do campeonato, colocar a camisa do time do meu marido e torcer fanaticamente ao lado dele, de&lt;span style="color:#6600cc;"&gt;&lt;strong&gt; preferência mandando o dedo quando a TV focalizar&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; o craque do time adversário e gritar palavrões pela janela sempre que o juiz roubar;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sempre que houver futebol, &lt;span style="color:#009900;"&gt;&lt;strong&gt;providenciarei lanches gostosos&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Entender que toda segunda-feira não tem novela. É &lt;span style="color:#3333ff;"&gt;&lt;strong&gt;dia de ver as mesas redondas&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; na ESPN e na Sportv;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Entender que toda &lt;span style="color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;terça-feira é dia do pôquer&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vou atender ao pedido do meu marido para trazermos uma mulher para a nossa cama. E ainda vou fazer uma surpresa: convidarei &lt;span style="color:#663366;"&gt;&lt;strong&gt;aquela minha amiga gostosíssima do trabalho&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; para transar conosco;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Farei aquele &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;curso de boquete tântrico&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; do panfleto que meu marido, sutilmente, deixou na minha mesa de cabeceira;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vou aumentar a intensidade da minha malhação. Quero ficar&lt;span style="color:#ff9900;"&gt;&lt;strong&gt; mais gostosa a cada dia&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; para o homem que eu tanto amo;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;strong&gt;Trocarei o meu personal trainer saradão e bonitão&lt;/strong&gt; por uma personal trainer simpática e legal;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Meus seios já não são mais os mesmos? &lt;span style="color:#ff6666;"&gt;&lt;strong&gt;Silicone neles&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Farei aquela &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;pós em Literatura Brasileira&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; para ficar ainda mais interessante para as conversas com o meu amor;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vou riscar da minha agenda a&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_By3bLYY_d6g/S0Cx7KHKd4I/AAAAAAAAAIw/AVzT2S8naTw/s1600-h/futebol-esposa.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5422529581238876034" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 242px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_By3bLYY_d6g/S0Cx7KHKd4I/AAAAAAAAAIw/AVzT2S8naTw/s320/futebol-esposa.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;quelas&lt;span style="color:#660000;"&gt;&lt;strong&gt; duas amigas insuportáveis&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; que ele odeia;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu nem vou repassar a ele o cronograma de eventos chatos para o próximo ano. Ele está automaticamente dispensado dos chás de bebê e de panela, dos batizados, &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#33cc00;"&gt;das apresentações de balé daquela minha amiga gordona que precisa de platéia só para melhorar a auto-estima&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, das missas dos casamentos de desconhecidos e etc; &lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;- Abandonarei, a partir do dia 1º de janeiro, &lt;span style="color:#cc66cc;"&gt;&lt;strong&gt;aquele amante da repartição&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;. Não&lt;br /&gt;faz o menor sentido dar em cima da máquina de xerox e depois ir pra casa&lt;br /&gt;encontrar meu marido;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;- Eis a &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;lista de presentes&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; do ano de 2010:&lt;/div&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;&lt;strong&gt;- De aniversário, a camisa do time dele&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;; &lt;/li&gt;&lt;br /&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;- De natal, aquele jogo de ferramentas que ele paquera há séculos&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;; &lt;/li&gt;&lt;br /&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;- De dia dos namorados, a adega para 36 garrafas que ele tanto sonha&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;; &lt;/li&gt;&lt;br /&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;- De aniversário de casamento, uma nova bola de futebol&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;; &lt;/li&gt;&lt;br /&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;- De dia das crianças, assinatura do pay-per-view do Brasileirão&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;; &lt;/li&gt;&lt;br /&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;- De dia dos pais, a renovação da assinatura da playboy e um vale-brinde para assistir ao strip da playmate do último mês no puteiro da esquina&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;; &lt;/li&gt;&lt;br /&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;- No meu aniversário, uma lingerie nova para uma noite de sexo e paixão com o meu homem&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;.&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11511104-6016606664752355788?l=www.totalmentesemnocao.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11511104/posts/default/6016606664752355788'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11511104/posts/default/6016606664752355788'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.totalmentesemnocao.com.br/2010/01/resolucoes-de-ano-novo-para-se-tornar.html' title='Resoluções de ano novo para se tornar uma esposa perfeita'/><author><name>Zethi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13154083334064158173</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_By3bLYY_d6g/SvM0ywbLG_I/AAAAAAAAAAM/7gczPDqrkGE/S220/zethi1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_By3bLYY_d6g/S0CyOwV4ISI/AAAAAAAAAJA/Gy81FxA9uLk/s72-c/futebol-esposa1.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11511104.post-5587641959312642649</id><published>2009-12-23T12:37:00.005-02:00</published><updated>2009-12-23T12:48:11.883-02:00</updated><title type='text'>O presente da vovó</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_By3bLYY_d6g/SzIsV2AdXQI/AAAAAAAAAIg/X5EbIRKMWl0/s1600-h/mich%C3%AA.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 225px; FLOAT: left; HEIGHT: 300px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5418442055466441986" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_By3bLYY_d6g/SzIsV2AdXQI/AAAAAAAAAIg/X5EbIRKMWl0/s320/mich%C3%AA.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;É Natal! Você já comprou presente para o namorado, a namorada, a esposa, o marido, seja lá para quem mais você dá um mimo natalino. Mas é foda:&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt; &lt;span style="color:#6600cc;"&gt;ainda falta a vovó&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;! O que dar para a vovó? O que aquela velhinha de 82 anos ainda não tem ou vai gostar de ganhar? O que ela ainda não viu na vida? Ela ainda se surpreenderá com algum presente?&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cc9933;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Você longo pensa naquele penuar de velhota para fazer sua vovó parecer... ainda mais velhota! Ou você está encomendando aquela cinta para barriga,&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;uma vez que a sua vovó está bem gordinha e andou pedindo um desses artefatos&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. Não, não, você está a comprar o perfume favorito dela, da década de 30, que aos seus sensores narinos relembram naftalina.&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#cc9933;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O TSN, como sempre, resolve os seus problemas. A seguir, uma lista dos melhores presentes a serem dados para a sua vovó neste Natal:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#cc9933;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#6600cc;"&gt;Brasileirinhas&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; – Seu avô faleceu há 20 anos, certo? E você acha que, com ele, a sua família enterrou a vida sexual da velhota? Errado! Meu amigo, não é porque a sua vovó está na menopausa e porque não aparece por aí com namorados de 65 anos &lt;span style="color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;que ela morreu sexualmente&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;. Ajude-a, pelo menos, a viajar na imaginação. Será que ela já fez um ménage? Será que ela já deu uma bulinada num corpo feminino? Ela tem fantasias! Entre no &lt;span style="color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;site das Brasileirinhas&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;, famoso pornô-trash brasileiro, e dê a ela um dos lançamentos apresentados no site. Talvez a melhor escolha seja&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt; “O Segredo das Ninfas”, por que de pelanca já bastam as da vovó!&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#cc9933;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#006600;"&gt;Vibrador Philips&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; – A primeira grande marca mundial a entrar no mundo dos vibradores é a Philips. Discretos, mais parecem um pote de creme facial,&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt; os vibradores da Philips já estão à venda em lojas e supermercados comuns do nosso dia a dia&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. São o presente perfeito se sua avó é discreta e chiquérrima. Os vibradores são tão tranqüilos visualmente, que ela &lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_By3bLYY_d6g/SzIsF2TZmDI/AAAAAAAAAIQ/cEiRQsldKn4/s1600-h/vibrador-philips.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 320px; FLOAT: right; HEIGHT: 286px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5418441780667979826" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_By3bLYY_d6g/SzIsF2TZmDI/AAAAAAAAAIQ/cEiRQsldKn4/s320/vibrador-philips.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;poderá deixá-los na mesa de cabeceira, &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;ao lado do creme geriátrico e do crochê&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#cc9933;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#6600cc;"&gt;Vale-michê&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; – Você é mais moderninho e não se contenta em animar os momentos íntimos e noturnos da Vovó Clotilde? Bom pra ela, certo? Passe no mais famoso ponto de michês da sua cidade (em Brasília, o Conjunto Nacional) e converse com os dois mais bombados que encontrar (&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;lembre-se que no tempo da vovó, não existia bomba e você quer que ela se esbalde com algo novo&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;). Negocie com eles o valor e pague-os adiantado. Pegue os telefones dos rapazes e entregue-os para a vovó. Se você tem vergonha de dizer a ela o que é, diga apenas que se trata do “&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;contato dos dois maiores especialistas em reumatismo da cidade&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;”. Eles darão conta do recado. A velhinha nunca mais lhe negará a fazer aquele bolo de chocolate favorito nos almoços de domingo!&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#cc9933;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#006600;"&gt;Vale-casal&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; – Sua avó é crazy. Até hoje procura se divertir com a erva natural. Quando você era adolescente, ela sentava ao seu lado e relembrava os velhos tempos de lança-perfume na juventude. Mas é aquela coisa: &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;ela se casou com seu avô aos 16, 17&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. Teve o primeiro filho aos 18, 19. Passei 55 anos casada quando o vovô bateu as botas. E agora? Agora, meu amigo, a sua vovó moderninha merece um ménage! Entre em sites especializados e contrate um belo “&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Casal-Guloso-30cm-Garganta-Profunda&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;”. Eles matarão a velha do coração. Convém, aliás, marcar uma consulta com o cardiologista antes da grande noite.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11511104-5587641959312642649?l=www.totalmentesemnocao.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11511104/posts/default/5587641959312642649'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11511104/posts/default/5587641959312642649'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.totalmentesemnocao.com.br/2009/12/o-presente-da-vovo.html' title='O presente da vovó'/><author><name>Zethi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13154083334064158173</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_By3bLYY_d6g/SvM0ywbLG_I/AAAAAAAAAAM/7gczPDqrkGE/S220/zethi1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_By3bLYY_d6g/SzIsV2AdXQI/AAAAAAAAAIg/X5EbIRKMWl0/s72-c/mich%C3%AA.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11511104.post-4785607948597726952</id><published>2009-12-15T21:37:00.006-02:00</published><updated>2009-12-16T14:16:13.313-02:00</updated><title type='text'>As Mulheres Pós-Constituinte</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_By3bLYY_d6g/SyggOhFlPDI/AAAAAAAAAII/l3RHBHKHaS4/s1600-h/pos-cons01.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 225px; FLOAT: left; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5415613985685060658" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_By3bLYY_d6g/SyggOhFlPDI/AAAAAAAAAII/l3RHBHKHaS4/s320/pos-cons01.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;Prezados gladiadores, caros carcarás sanguinolentos, companheiros abutres da tasmânia, venho avisá-los sobre uma novidade muito importante para a continuidade da vida armipotente dos senhores: &lt;span style="color:#009900;"&gt;&lt;strong&gt;existe um novo nicho de mulheres a ser investido por vos&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;. Sim, senhores, há um novo espécime de presa a circular por aí, com seios saltitantes e bumbuns novinhos em folha. Coisa de outro planeta. Coisa da melhor qualidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trata-se de uma espécie absolutamente inédita na história guerreira internacional. Elas formam um grupo relativamente &lt;span style="color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;homogêneo, liberal, belíssimo e cosmopolita&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;. Estou falando das Mulheres Pós-Constituinte – ou seja, nascidas depois da promulgação da Constituição brasileira, de 5 de outubro de 1988.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca antes na história deste país esse grupo de mulheres tinha idade suficiente para serem consumidas por seres humanos do sexo masculino adultos: &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;essa nova geração de pares de seios acaba de completar 20, 21 aninhos de idade&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. Ao atingir essa longevidade, essas moçoilas deixam aquela idade adolescente que só lhes permitia se pegar com moleques de 15 a 18 anos para terem um vasto leque de opções pegatinoso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma moça com duas décadas de vida pode se atracar com homens de 17 anos, de 30 anos, de 60 anos, de 90 anos. O céu é o limite para elas. E elas estão a aproveitar ao máximo. Melhor para nós, machos, predadores, &lt;span style="color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;loucos por um sangue novo, por uma barriguinha sedosa&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;, por um bumbum rijo, um pezinho delicado, uma boquinha safadamente imaculada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada parecido com essa mulherada decadente de 30 e poucos anos, que gasta milhões de reais em inúteis academias &lt;span style="color:#009900;"&gt;&lt;strong&gt;para tentar reverter a lógica gravitacional de Newton&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;. Essa geração Coca-Cola demorou a descobrir que ser gostosa não dura para sempre. É preciso malhar sempre, se cuidar como nunca, procurar estar sempre “bem passada” para o abate.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As Mulheres Pós-Constituinte, por outro lado, tem uma mente à frente. Desde os 17, 18 aninhos já infestam as academias com os perfumes deliciosos, as roupinhas provocativas e &lt;span style="color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;os rostinhos que miscigenam o sagrado e o profano&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um amigo de 31 anos nos apresenta um depoimento pessoal. &lt;span style="color:#009900;"&gt;&lt;strong&gt;Ele está a namorar uma mocinha deliciosa de apenas vinte anos, completados neste mês de novembro&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;. Quando nossa Constituição foi promulgada, ela tinha apenas um mês de vida – uma raridade, uma pepita de ouro a ser lapidada!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Rapaz, é o céu. Cansei destas velhacas que assistiram ao show do Queen no Rock in R&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_By3bLYY_d6g/SyggCjlIMgI/AAAAAAAAAIA/TuPywPyJBA8/s1600-h/pos-cons02.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 240px; FLOAT: right; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5415613780195815938" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_By3bLYY_d6g/SyggCjlIMgI/AAAAAAAAAIA/TuPywPyJBA8/s320/pos-cons02.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;io I. Hoje, essa velharia, além de estar no início do processo gravitoso de declínio corporal, só pensa em casamento, filhos e etc. Já as meninas pós-Constituinte querem &lt;span style="color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;balada, sexo, eventos culturais, sexo, cinema, sexo, jantar, sexo&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;. É o estado da arte da mulher brasileira”, dispara Alecsandro, apaixonado por sua pós-Constituinte, oficialmente namorada há três meses.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cc9933;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;O melhor destas ninfetas é o despeito da velharia. "Nossa, você pegou pra criar?", pergunta aquela sua amiga trintona ao comentar sobre sua nova namorada. "&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;Estou orgulhosa dele. Está com uma mulher de 30 anos, formada, independente, que sabe o que quer. Uma mulher de verdade! Deixou de pegar aquelas crianças&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;", disse-me uma vez uma dessas velhacas, ao se referir a um amigo em comum. "O que você conversa com ela? Sobre a baladinha com DJ americano de sábado à noite?", corroem-se as coroas.&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color:#cc9933;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Nessas horas, os machos sensatos, não respondem. Apenas dão uma pequena risada e se lembram do sexo da noite anterior. &lt;span style="color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;Ah, as Mulheres Pós-Constituinte&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color:#cc9933;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;*Nas fotos acima, temos as pós-Constituinte &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Hayden Panetierre&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; (20 anos, estrela de Heroes, acima) e &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Fany Georguleas&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; (21 anos, da TV Record, abaixo). Precisa comentar alguma coisa?&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11511104-4785607948597726952?l=www.totalmentesemnocao.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11511104/posts/default/4785607948597726952'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11511104/posts/default/4785607948597726952'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.totalmentesemnocao.com.br/2009/12/as-mulheres-pos-constituinte.html' title='As Mulheres Pós-Constituinte'/><author><name>Zethi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13154083334064158173</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_By3bLYY_d6g/SvM0ywbLG_I/AAAAAAAAAAM/7gczPDqrkGE/S220/zethi1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_By3bLYY_d6g/SyggOhFlPDI/AAAAAAAAAII/l3RHBHKHaS4/s72-c/pos-cons01.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11511104.post-8014625914900747603</id><published>2009-12-08T15:05:00.002-02:00</published><updated>2009-12-08T15:08:39.638-02:00</updated><title type='text'>Novos tempos</title><content type='html'>Diálogo travado hoje por um &lt;strong&gt;pai de uns 40 anos e o filho de 14&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Filho:&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; Pai, com quantas mulheres você já namorou?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Pai, depois de pensar um pouco:&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; Nove.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;E o fedelho:&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; Só? Eu já peguei 12!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;strong&gt;E o pai, sagaz, retrucou:&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; Ah, é? Mas eu tô pegando a sua mãe!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11511104-8014625914900747603?l=www.totalmentesemnocao.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11511104/posts/default/8014625914900747603'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11511104/posts/default/8014625914900747603'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.totalmentesemnocao.com.br/2009/12/novos-tempos.html' title='Novos tempos'/><author><name>Zethi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13154083334064158173</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_By3bLYY_d6g/SvM0ywbLG_I/AAAAAAAAAAM/7gczPDqrkGE/S220/zethi1.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11511104.post-7217148134617244308</id><published>2009-12-02T10:02:00.001-02:00</published><updated>2009-12-02T10:04:08.481-02:00</updated><title type='text'>Lombardi, locutor de Silvio Santos, morre aos 69 anos em São Paulo</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_rDBDZwvICJM/SxZXagKppyI/AAAAAAAAJBQ/Zm7krmCF0hA/s1600-h/lombardi_02122009.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5410608115155052322" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 263px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_rDBDZwvICJM/SxZXagKppyI/AAAAAAAAJBQ/Zm7krmCF0hA/s400/lombardi_02122009.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Da Redação do UOL&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Luiz Lombardi Neto, locutor oficial do apresentador e empresário Silvio Santos, morreu aos 69 anos nesta quarta-feira (2), na cidade de Santo André, na região do ABC paulista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na fotos, Luiz Lombardi Neto na Rádio Cultura de Santos (07/05/2000)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há 34 anos locutor de Silvio Santos, ele morreu nesta quarta-feira (2), aos 69 anos de idade. Segundo o irmão do locutor, Reinaldo Lombardi, ele foi encontrado às 8h desta quarta por sua mulher, Eni, morto na cama de sua residência. O corpo ainda se encontra no local. Ainda não se sabe o que vitimou o locutor.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11511104-7217148134617244308?l=www.totalmentesemnocao.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11511104/posts/default/7217148134617244308'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11511104/posts/default/7217148134617244308'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.totalmentesemnocao.com.br/2009/12/lombardi-locutor-de-silvio-santos-morre.html' title='Lombardi, locutor de Silvio Santos, morre aos 69 anos em São Paulo'/><author><name>Felipe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15278403868496417135</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp0.blogger.com/_rDBDZwvICJM/RrTMceyxSzI/AAAAAAAAAIs/qJJBFlRcN2s/s200/PC120076_resize.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_rDBDZwvICJM/SxZXagKppyI/AAAAAAAAJBQ/Zm7krmCF0hA/s72-c/lombardi_02122009.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11511104.post-2298370456980654758</id><published>2009-11-27T12:06:00.003-02:00</published><updated>2009-11-27T12:14:18.041-02:00</updated><title type='text'>Fechado para manutenção</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_By3bLYY_d6g/Sw_erhjspEI/AAAAAAAAABc/Zca4cOVPNsQ/s1600/acdc"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 240px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5408786516819092546" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_By3bLYY_d6g/Sw_erhjspEI/AAAAAAAAABc/Zca4cOVPNsQ/s320/acdc" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Este blog está fechado &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;a partir de agora&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; por um motivo masculino: os três brilhantes escritores deste espaço vão a São Paulo, onde assistirão ao tão esperado show dos australianos do &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;AC/DC&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se sobreviverem, o blog &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;será reaberto nos próximos dias&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;, talvez com relatos do megaevento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pedimos aos leitores apenas que &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;não nos invejem&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11511104-2298370456980654758?l=www.totalmentesemnocao.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11511104/posts/default/2298370456980654758'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11511104/posts/default/2298370456980654758'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.totalmentesemnocao.com.br/2009/11/fechado-para-manutencao.html' title='Fechado para manutenção'/><author><name>Zethi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13154083334064158173</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_By3bLYY_d6g/SvM0ywbLG_I/AAAAAAAAAAM/7gczPDqrkGE/S220/zethi1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_By3bLYY_d6g/Sw_erhjspEI/AAAAAAAAABc/Zca4cOVPNsQ/s72-c/acdc' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11511104.post-1955067870799366620</id><published>2009-11-25T11:53:00.000-02:00</published><updated>2009-11-25T11:54:14.181-02:00</updated><title type='text'>Vídeo do dia</title><content type='html'>&lt;object height="344" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/pIWsYrJ7T3Q&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/pIWsYrJ7T3Q&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11511104-1955067870799366620?l=www.totalmentesemnocao.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11511104/posts/default/1955067870799366620'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11511104/posts/default/1955067870799366620'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.totalmentesemnocao.com.br/2009/11/video-do-dia.html' title='Vídeo do dia'/><author><name>Felipe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15278403868496417135</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp0.blogger.com/_rDBDZwvICJM/RrTMceyxSzI/AAAAAAAAAIs/qJJBFlRcN2s/s200/PC120076_resize.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11511104.post-4101663666933626460</id><published>2009-11-19T22:21:00.003-02:00</published><updated>2009-11-19T22:34:29.858-02:00</updated><title type='text'>Delírios de uma mente alucinada</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Fred diz:&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Eu sou mesmo um &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#6600cc;"&gt;cara de muita sorte&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Marcelo diz:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Por quê? Comeu uma puta de graça?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fred diz:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;I'm the luckiest man in the world, probably.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Marcelo diz:&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Ganhou hospedagem e abadá no Carnaval de Salvador do próximo ano em um sorteio que você nem se inscreveu? Ganhou dez ingressos &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;VIPs para o show do AC/DC&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;? Vai jogar bola com o Chico Buarque e ainda tocar na banda dele na palhinha pós-pelada?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fred diz:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Don't play with silly issues.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Marcelo diz:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Ganhou um cursinho de inglês?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fred diz:&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Tive a&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#6600cc;"&gt; maior noite sexual de minha vida&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Marcelo diz:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Espero que o senhor não tenha dado o rabo por aí.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fred diz:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Não. Não tem nada disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Marcelo diz:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Conte-me, então.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fred diz:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Disse-lhe há alguns dias que &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;uma amiga toparia ir comigo a um clube de swing&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, lembra-se?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Marcelo diz:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Sim. E então?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fred diz:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;E então que a gente combinou uma maluquice de ir a um dos clubes de Curitiba. Porém, ontem à tarde, ela amarelou. Havia virado à noite trabalhando e viajaria hoje cedo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Marcelo diz:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Porra! Que merda. E aí?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fred diz:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;E não é que eu me surpreendo com uma mensagem dela às 23h10? "Nossa saída ainda está de pé, mesmo que seja outro dia?" Eu disse que sim. E ela me respondeu: "É que uma amiga minha também quer ir". E eu respondi: "Então leva ela junto!" Ela riu e disse: "&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#6600cc;"&gt;Ela quer ir hoje. Vamos&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Marcelo diz:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Foram aonde?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fred diz:&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Eu pedi apenas uma meia hora pra me arrumar. E ela mandou. "Ok. &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;No caminho, compre a tequila&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;." Eu e ela havíamos combinado que ela teria de tomar tequila antes de entrar. E eu comprei, claro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu amigo, fui pro tal Swing Curitiba Fest, que fica pertinho daquela churrascaria, na saída pra Floripa. Eu busquei as duas num barzinho. Elas já estavam bebuns, empolgadas. No caminho, tomaram duas doses de tequila cada uma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegamos lá e o local é ridículo. Bem trash. Com umas 15 pessoas dentro, apenas. Um povo horroroso. Comecei a dançar com as duas, sem me importar com o resto. E a minha amiga (que eu já comi várias vezes) &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#6600cc;"&gt;começou a me botar pra beijar a amiga dela&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, que dançava e roçava em mim, rebolando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 15 minutos, obviamente, entrei com as duas para um quarto privativo. Tranquei a porta e a janela. E elas simplesmente começaram a se pegar loucamente. E a me chupar desenfreadamente. Comi as duas por mais ou menos uma hora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Marcelo diz:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Do caralho! &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;Gozou na cara delas&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fred diz:&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Calma, ainda não acabou. Aliás, não chegou nem na metade. Não gozei. Tava tão pilhado e tão decido a comê-las até elas pedirem arrego, que eu não gozei. &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#6600cc;"&gt;Trepamos por uma hora e pouco mais ou menos&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. Foi quando eu disse, às 2h, que na próxima vez nós iríamos para aquela outra casa de swingue aqui de Curitiba, que devia ser bem melhor. Elas se entreolharam e disseram: "Ué, por que não vamos agora?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Marcelo diz:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Hahahahaha... E aí? Vocês foram?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fred diz:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Claro. Eu gritei: “Vambora!” Tive de cruzar a cidade, né? Esse outro clube é na estrada pra São Paulo. Demoramos uns 40 minutos pra chegar. É o maior buraco da cidade. &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;Só mesmo com a chance de fazer outro ménage você pode ir tão longe&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, num lugar tão ermo. É uma chácara numa rua de terra, pra você ter uma ideia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Marcelo diz:&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Puta que pariu. &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#6600cc;"&gt;Swigue de matuto&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fred diz:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegamos na porta e, confesso, tive certo receio. As duas já dormiam no carro. Acordei minha amiga e ela falou: "Estamos na porta mesmo, vamos entrar". O portão se abriu e nós entramos.&lt;br /&gt;Eu previ que a noite seria uma merda. &lt;span style="color:#ff6600;"&gt;&lt;strong&gt;Eram 3h e o segurança disse que só havia 4 casais lá dentro&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;. Mas, enfim, estávamos lá. Eu ia pelo menos olhar a casa e ir embora. A amiga da minha amiga queimou a largada. Ficou no carro, a dormir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu e minha amiga entramos na casa. É infinitamente superior e mais maneira do que a outra. Essa é uma casa ajeitada, com pista de dança, dois andares, vários ambientes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu já imaginei que entraria e comeria minha amiga de novo. Trivial. Quando chego na porta, aparece uma megagostosa. De top e uma calcinha com um véu. "Boa noite, vocês conhecem a casa?", disse a gostosa. Vi que trabalhava no local. A minha amiga ficou tarada nela. Virou-se pra mim e disse: "&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#6600cc;"&gt;Eu quero ela com a gente&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;". A moça nos mostrou toda a casa. Labirinto, quartos, piscina, banheira...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Marcelo diz:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Muito bom!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fred diz:&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;A minha amiga, num certo momento, segurou na mão da gostosa, de nome Paulinha. Mas a Paulinha recuou. &lt;span style="color:#ff6600;"&gt;&lt;strong&gt;Disse que estava trabalhando&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;. Riu e saiu. Eu já imaginei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu e minha amiga, então, ficamos num quarto com janela para vouyers. Começamos a nos pegar. Ela começou a me lamber. De repente, parou e me disse: &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#6600cc;"&gt;"Quero aquela gostosa aqui com a gente. Vai buscar ela pra mim. Ou ela ou a minha amiga que tá dormindo&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;". Eu desci. Só de calça, sem camisa. Passei pela gostosa e não disse nada. Fui até o carro, tentei trazer a amiga, que não veio. Estava chapada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Marcelo diz:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Hahahahaha... Fantástico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fred diz:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Na volta, passei de novo pela gostosa, que estava sentada, entediada. Naquele fim de expediente. Dei um beijo na cabeça dela e perguntei: "Tem certeza de que não quer subir conosco?" Ela disse que tinha certeza. E eu falei: “&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;Que pena. Minha namorada ficou alucinada por você&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. Completamente alucinada. Virou-se pra mim e disse: ‘vá buscá-la pra mim’”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E saí. Não insisti. Não fiz nada. Apenas plantei a semente. A vontade. Subi e comecei a me atracar com minha amiga. Cinco minutos mais tarde, a Paulinha surge na porta. "Vim só olhar", disse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu, que não sou bobo, pensei comigo: "&lt;span style="color:#6600cc;"&gt;&lt;strong&gt;Só olhar é o caralho. É claro que ela quer foder&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;". Então, eu disse: "Tudo bem. Mas vem olhar de pertinho. Deita aqui do nosso lado". A cama era gigante. Ela se deitou. No que ela se deitou, minha amiga pulou pra cima dela e começou a beijá-la vorazmente. Rapaz, nessa hora eu juro que pensei comigo: “Não é possível. Isso é um sonho”.&lt;br /&gt;Comecei, então, a beijar a gostosa na barriga saradíssima... E já avancei sobre os peitos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Queria dar um beijo triplo, como dei milhares na trepada anterior. Mas, curiosamente, a gostosa só queria beijar a minha amiga. No que eu não reclamei, obviamente. Aliás, isso me enlouquecia. Ela não queria nem que eu colocasse o dedo “dentro” dela. Mas como eu não sou bobo nem nada, comecei a chupá-la. E ela adorou. &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;Uivava na cama&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. E minha amiga a beijava enquanto eu chupava a gostosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num dado momento comecei a comer minha amiga de quatro, enquanto elas se beijavam. Ficamos assim por uns 15 minutos. A Paulinha virou-se e disse: “Tô muito travada ainda, vou pegar uma cerveja pra me empolgar”. E saiu do quarto. E sumiu! E eu fiquei mais 30 minutos comendo a minha amiga (inclusive, com a platéia de dois casais que ali, a nos admirar). Às 5h, eu fui embora. Feliz. &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#6600cc;"&gt;Com o saldo de dois ménages, três mulheres, muitas gozadas e alucinações&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Marcelo diz:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Inacreditável. Isso é fantástico. &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;Estou maluco aqui&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; no computador...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fred diz:&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Não fique muito maluco, seu idiota. É tudo mentira. &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#6600cc;"&gt;Acabei de inventar para você se irritar&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. É incrível como você acredita em tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Marcelo diz:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;User is offline&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11511104-4101663666933626460?l=www.totalmentesemnocao.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11511104/posts/default/4101663666933626460'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11511104/posts/default/4101663666933626460'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.totalmentesemnocao.com.br/2009/11/delirios-de-uma-mente-alucinada.html' title='Delírios de uma mente alucinada'/><author><name>Zethi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13154083334064158173</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_By3bLYY_d6g/SvM0ywbLG_I/AAAAAAAAAAM/7gczPDqrkGE/S220/zethi1.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11511104.post-8005252681912294276</id><published>2009-11-19T19:38:00.002-02:00</published><updated>2009-11-19T19:42:44.837-02:00</updated><title type='text'>Frase do dia</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_rDBDZwvICJM/SwW7u2_D59I/AAAAAAAAImw/HmUhpicqy6g/s1600/nrodrigues.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 257px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_rDBDZwvICJM/SwW7u2_D59I/AAAAAAAAImw/HmUhpicqy6g/s400/nrodrigues.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5405933341436536786" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"As vitórias dos outros são simples, quase sem graça. Algumas beiram a banalidade, ao ridículo, as nossas não. As nossas são cardíacas. As dos outros são previsíveis, esquecidas ao apito do primeiro jogo do próximo campeonato, as nossas são inesquecíveis."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Nelson Rodrigues&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11511104-8005252681912294276?l=www.totalmentesemnocao.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11511104/posts/default/8005252681912294276'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11511104/posts/default/8005252681912294276'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.totalmentesemnocao.com.br/2009/11/frase-do-dia.html' title='Frase do dia'/><author><name>Felipe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15278403868496417135</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp0.blogger.com/_rDBDZwvICJM/RrTMceyxSzI/AAAAAAAAAIs/qJJBFlRcN2s/s200/PC120076_resize.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_rDBDZwvICJM/SwW7u2_D59I/AAAAAAAAImw/HmUhpicqy6g/s72-c/nrodrigues.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11511104.post-6823006279333429941</id><published>2009-11-16T21:57:00.001-02:00</published><updated>2009-11-16T22:00:06.329-02:00</updated><title type='text'>Me &amp; My Friends</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_rDBDZwvICJM/SwHmm_Tw-kI/AAAAAAAAImQ/azw9nUJhoQ4/s1600/P2160095.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 240px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_rDBDZwvICJM/SwHmm_Tw-kI/AAAAAAAAImQ/azw9nUJhoQ4/s320/P2160095.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5404854585325058626" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Alguém aí tem um &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;amigo bandeirinha?&lt;/span&gt; Isso mesmo, daqueles sujeitos de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;roupa preta &lt;/span&gt;que ficam paradinhos que nem &lt;span style="color: rgb(153, 0, 0);"&gt;soldados ingleses&lt;/span&gt; à frente do Buckingham Palace e levantam a um pau com um pedaço de pano quando acham que alguém tá impedido, fez falta, fez gol irregular, essas porras? Hein? Pois é, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;eu tenho um amigo bandeirinha&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é um sujeito que veio do interior, do nada e que conheci por acaso nessas vicissitudes da vida. Não, nada disso. É um cara como eu. &lt;span style="color: rgb(153, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;Como você&lt;/span&gt;. Que estudou e morou no Plano Piloto, em escolas normais. Que jogou futebol de botão na infância. Que era viciado na &lt;span style="color: rgb(0, 51, 0); font-weight: bold;"&gt;Revista Placar. &lt;/span&gt;Que vibrou com as vitórias do Senna. Que provavelmente deve ter ido às marchas dos &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;cara-pintadas&lt;/span&gt; ou até dos &lt;span style="color: rgb(153, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;sem-terra.&lt;/span&gt; Que passou no vestibular da UnB. Que teve um fusca. Que morou no &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Lago Norte.&lt;/span&gt; Que está naquela idade, sabe, de casar, ter o primeiro filho. E ainda arruma tempo para ser bandeirinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ano passado, eu fui ver um jogo dele pela primeira vez. Era um &lt;span style="color: rgb(204, 102, 0); font-weight: bold;"&gt;Brasiliense&lt;/span&gt; x &lt;span style="color: rgb(0, 102, 0); font-weight: bold;"&gt;Gama &lt;/span&gt;no Mané Garrincha, válido por alguma rodada do Campeonato Candango. Um &lt;span style="color: rgb(255, 102, 0); font-weight: bold;"&gt;sol desgraçado&lt;/span&gt; no sábado de tarde. E lá estava o meu amigo, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;vestido de preto&lt;/span&gt;. Com gel no cabelo, provavelmente derretendo debaixo daquele manto de fazer inveja ao&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; Cavaleiro das Trevas&lt;/span&gt;. Eu, claro, me posicionei atrás da lateral onde ele estava. E comecei a testar a seriedade profissional do amigão de infância ali.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, porque, naquele instante, o cara que tava ali &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;não &lt;/span&gt;era um sujeito trabalhador dando exemplo de profissionalismo em campo. Era o mané que passava dias e noite jogando&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; futebol de botão &lt;/span&gt;comigo. Que, como eu, dedicava 150% do seu tempo livre na infância / adolescência pra &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;falar de futebol&lt;/span&gt; na hora do recreio. E até por isso fiquei&lt;span style="color: rgb(51, 51, 255); font-weight: bold;"&gt; super à vontade&lt;/span&gt; para começar a provocação: “&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ô filho da puta. Filho da puta. Bandeirinha ladrão. Desgraçado&lt;/span&gt;”. E nada. Nada dele me olhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_rDBDZwvICJM/SwHm6tT_FsI/AAAAAAAAImY/cQJTfXsxoMw/s1600/P2160108.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 240px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_rDBDZwvICJM/SwHm6tT_FsI/AAAAAAAAImY/cQJTfXsxoMw/s320/P2160108.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5404854924091528898" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Mas eu sabia que ele tava me ouvindo. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Não tinha ninguém&lt;/span&gt; naquela porra de jogo. Continuei: “&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tá quente aí? Pode coçar o cu, seu viado. Ninguém tá vendo não. Quer água? Vai ficar querendo”&lt;/span&gt;. Quem me conhece sabe o nível de &lt;span style="color: rgb(153, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;chatice &lt;/span&gt;que sou capaz de atingir. Eu não falava isso. Eu &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;berrava&lt;/span&gt;. Ao ponto de, no começo do segundo tempo, estar sem voz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas continuei &lt;span style="color: rgb(102, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;irritando &lt;/span&gt;meu amigo. Principalmente quando ele anulou um gol de um dos times. E todo mundo voou em cima do coitado. Ele se manteve &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;impávido&lt;/span&gt;. Com a bandeira erguida. E confirmou a anulação do tento. Minutos depois do jogo, ele me liga e diz: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Caralho, você viu o gol que eu anulei? Fiquei meio com medo, mas depois vi que acertei mesmo&lt;/span&gt;”. Mas eu só queria saber se ele tinha me ouvido &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;xingando-o:&lt;/span&gt; “&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Claro que ouvi, porra. Uma hora eu quase virei pra mandar você calar a boca”,&lt;/span&gt; disse, &lt;span style="color: rgb(153, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;resmungando &lt;/span&gt;e bem humorado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois desse jogo, meu amigo passou a mandar a relação oficial dos “convocados” para as partidas do Candangão em que ele estaria presente, assim que a federação de futebol daqui divulgava as tabelas dos jogos. E olha, ele é &lt;span style="color: rgb(204, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;muito guerreiro&lt;/span&gt; para bandeirar jogos do naipe de Esportivo x Unaí; Capital x Ceilandense; Legião x Brazsat. E alguns ainda eram tipo &lt;span style="color: rgb(0, 0, 153); font-weight: bold;"&gt;domingo de manhã.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continuei achando que o meu amigo ainda era &lt;span style="color: rgb(153, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;meu amigo da quinta série&lt;/span&gt; lá no Indi Bibia. Mas dia desses descobri que ele já apitou uns jogos da Série B esse ano. Apitou não. Digo, bandeirou. Acho que foi Paraná x Ceará. &lt;span style="color: rgb(0, 0, 153); font-weight: bold;"&gt;Lá no sul&lt;/span&gt;. Me contou até como faz para conciliar seu emprego de professor com a profissão de bandeirinha – a própria comissão de arbitragem, diz ele, recomenda que você tenha um emprego fixo e não largue seu trabalho para ficar esperando uma convocação. Um dos amigos dele já está apitando vários jogos da Primeira Divisão. Está em vias de entrar nos quadros da FIFA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu amigo tá indo bem também. Acho que no ano que vem já vai dar para vê-lo na telinha da Globo no domingo de tarde. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Vai ser engraçado&lt;/span&gt;. Ainda mais que eu sei o quão fanático ele era como torcedor, quando moleque. E ainda é. Mas se o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;time dele&lt;/span&gt; for jogar contra o meu, ah, meu irmão, sou capaz de ir lá no estádio só para ver esse &lt;span style="color: rgb(153, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;momento histórico&lt;/span&gt;. Porque, diz aí: &lt;span style="color: rgb(204, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;não é legal para caralho ter um amigo que é bandeirinha?&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11511104-6823006279333429941?l=www.totalmentesemnocao.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11511104/posts/default/6823006279333429941'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11511104/posts/default/6823006279333429941'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.totalmentesemnocao.com.br/2009/11/alguem-ai-tem-um-amigo-bandeirinha-isso.html' title='Me &amp; My Friends'/><author><name>Felipe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15278403868496417135</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp0.blogger.com/_rDBDZwvICJM/RrTMceyxSzI/AAAAAAAAAIs/qJJBFlRcN2s/s200/PC120076_resize.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_rDBDZwvICJM/SwHmm_Tw-kI/AAAAAAAAImQ/azw9nUJhoQ4/s72-c/P2160095.JPG' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11511104.post-1645871441791677396</id><published>2009-11-10T21:57:00.014-02:00</published><updated>2009-11-11T09:00:29.051-02:00</updated><title type='text'>Territorial Pissings</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_rDBDZwvICJM/SvoB7HzGvkI/AAAAAAAAIlM/W44ZpxSCmf4/s1600-h/territorial2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5402632818201640514" style="FLOAT: right; MARGIN: 0pt 0pt 10px 10px; WIDTH: 213px; CURSOR: pointer; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_rDBDZwvICJM/SvoB7HzGvkI/AAAAAAAAIlM/W44ZpxSCmf4/s320/territorial2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Essa &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;porra &lt;/span&gt;dessa internet é muito bacana, né? Fácil de pesquisar tudo, saber um pouco de tudo e muito de nada, encontrar as coisas, as pessoas queridas, as não tão queridas, desconhecidas que não encontraríamos nunca anos atrás. Enfim, dá pra fazer tudo nessa joça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho dois blogs, uso muito e-mails tanto em casa como no trabalho e MSN (só em casa) eventualmente. Então converso muito com &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;neguinho &lt;/span&gt;(a) pela web mesmo. Principalmente em horários fora da hora da etiqueta (&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold; COLOR: rgb(153,0,0)"&gt;depois de 22h&lt;/span&gt;), quando fica chato ligar para as pessoas, eu acabo me expressando melhor por e-mail mesmo. E também tem o lance da conversa descompromissada. Quantas pessoas você vê online no MSN &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;altas horas da noite&lt;/span&gt; e jamais pensaria em ligar ou falar com elas caso elas não tivessem ali, onlines? Acho isso muito bom, já reforcei, renovei e cultivei várias amizades nesse esquema. Muito legal a tal da internet.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas coisas, porém, eu &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold; COLOR: rgb(204,0,0)"&gt;não acho legais&lt;/span&gt;. E confesso, aqui, que sou uma das maiores presas e vítimas desse mundo virtual onde temos tempo, espaço e liberdade para desenvolvermos nossos raciocínios – corretos ou não – numa linha de pensamento em que dificilmente você acaba não sendo &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold; COLOR: rgb(255,0,0)"&gt;agressivo&lt;/span&gt;, &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;arrogante&lt;/span&gt;, &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold; COLOR: rgb(0,102,0)"&gt;direto&lt;/span&gt;, excessivamente &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold; COLOR: rgb(153,51,0)"&gt;sarcástico &lt;/span&gt;e &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold; COLOR: rgb(204,0,0)"&gt;irritante&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesses últimos tempos, porém, acho que às vezes passo do ponto. Já me &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;desentendi &lt;/span&gt;com vários amigos e amigas por conta de termos meio &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold; COLOR: rgb(153,0,0)"&gt;agressivos &lt;/span&gt;que eu usei ou que usaram comigo na internet. Também já fiquei extremamente &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold; COLOR: rgb(0,0,153)"&gt;magoado &lt;/span&gt;e &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold; COLOR: rgb(204,0,0)"&gt;sentido &lt;/span&gt;com coisas que me disseram com uma &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold; COLOR: rgb(0,0,153)"&gt;frieza siberiana&lt;/span&gt; pela web. Ou já me expressei de forma tão cruelmente precisa e verdadeira com outras pessoas pela internet que elas, tempos depois fui descobrir, ficaram &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold; COLOR: rgb(204,0,0)"&gt;magoadas &lt;/span&gt;comigo. Às vezes até mesmo a falta de resposta ou a expectativa que as pessoas têm em cima de uma resposta sua à altura daquele e-mail &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;incomensurável &lt;/span&gt;que ela mandou são motivos de atrito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estamos vivendo um verdadeiro &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;redirecionamento &lt;/span&gt;dos meios de comunicação. Telefone virou um detalhe. É mais um deles apenas. E longe de ser o principal. MSN, e-mail, redes virtuais (não sou fã delas, nem &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold; COLOR: rgb(0,153,0)"&gt;Orkut &lt;/span&gt;tenho), SMS, twiter (desse eu passo também), blogs, sites. &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;Caralho&lt;/span&gt;. Muita &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold; COLOR: rgb(0,0,153)"&gt;nerdice&lt;/span&gt;. Não dá para lidar com tudo isso ao mesmo tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conheço gente que terminou relacionamento pelo MSN. Outros já se enrascaram porque deram resposta atravessada pelo SMS. Um simples &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;“te ligo já&lt;/span&gt;” pode ser entendido de maneira diferente pelo destinatário da mensagem dependendo &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold; COLOR: rgb(153,0,0)"&gt;da TPM delas&lt;/span&gt;. Se alguém diz que tá com saudade de você (amigo, amiga, etc), é sinônimo de crise fraterno / familiar / sentimental você&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt; não responder na mesma moeda. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_rDBDZwvICJM/SvoCH4tEb2I/AAAAAAAAIlU/GcO80xKhNPs/s1600-h/territorial1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5402633037488090978" style="FLOAT: left; MARGIN: 0pt 10px 10px 0pt; WIDTH: 239px; CURSOR: pointer; HEIGHT: 239px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_rDBDZwvICJM/SvoCH4tEb2I/AAAAAAAAIlU/GcO80xKhNPs/s320/territorial1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Não sei ainda lidar com minhas &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold; COLOR: rgb(102,0,0)"&gt;raivas cegas&lt;/span&gt; diante de provocações, de maus tratos e de grosserias que me falam - quer dizer, &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;digitam&lt;/span&gt;. E reajo à altura imediatamente. O pior é que um mesmo fator é bom e ruim nesse novo ambiente comunicativo: &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold; COLOR: rgb(0,0,153)"&gt;o tempo que a gente tem para raciocinar&lt;/span&gt;. É bom por que podemos dar uma resposta &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold; COLOR: rgb(153,0,0)"&gt;elaborada&lt;/span&gt;, &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold; COLOR: rgb(0,102,0)"&gt;argumentar&lt;/span&gt;, &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold; COLOR: rgb(0,0,153)"&gt;pesquisar&lt;/span&gt;. Mas é uma &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold; COLOR: rgb(102,51,0)"&gt;merda &lt;/span&gt;porque a gente faz de qualquer provocação idiota ou resposta &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold; COLOR: rgb(153,0,0)"&gt;grosseira &lt;/span&gt;uma celeuma, uma &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold; COLOR: rgb(102,0,0)"&gt;chateação &lt;/span&gt;sem fim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parei para pensar, num exercício de autocrítica. Já briguei com um amigo que mora na &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold; COLOR: rgb(153,0,0)"&gt;Espanha&lt;/span&gt;, pelo e-mail. E fiz as pazes pelo &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;MSN&lt;/span&gt;. Já &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;esculachei &lt;/span&gt;pelo e-mail uma menina que conheci pelo blog, e-mail, telefone, MSN e depois pessoalmente. Já briguei com um outro amigo &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold; COLOR: rgb(153,51,153)"&gt;gayúcho &lt;/span&gt;várias vezes pelo e-mail. Uma outra que ficou me chateando pelo MSN outro dia eu peguei preguiça de conversar. Até mesmo telas de comentários num outro blog que tenho (&lt;a href="http://www.bolaetudo.blogspot.com/"&gt;http://www.bolaetudo.blogspot.com/&lt;/a&gt;) viraram espaço para &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;trocar farpas&lt;/span&gt; e &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold; COLOR: rgb(0,102,0)"&gt;venenos do mais estrondoso furor&lt;/span&gt; – &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;nesse caso, porém, como são 19 escritores, uma dinâmica mutante e o tema futebol como prato principal, é mais do que compreensível&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_rDBDZwvICJM/SvoCQtJA-3I/AAAAAAAAIlc/fwaLGU8Ru1w/s1600-h/territorial3.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5402633189002902386" style="FLOAT: right; MARGIN: 0pt 0pt 10px 10px; WIDTH: 213px; CURSOR: pointer; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_rDBDZwvICJM/SvoCQtJA-3I/AAAAAAAAIlc/fwaLGU8Ru1w/s320/territorial3.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Um outro amigo aí, nessa onda de provocar e tratar amigos com palavrões e xingamentos, consegue &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold; COLOR: rgb(204,0,0)"&gt;me tirar do sério &lt;/span&gt;toda vez que eu tento estabelecer alguma tratativa de negócios que temos em comum. A maior &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold; COLOR: rgb(204,0,0)"&gt;crise de relacionamento&lt;/span&gt; com seres humanos que tive na minha vida foi decorrente de &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold; COLOR: rgb(153,0,0)"&gt;mal-entendido&lt;/span&gt; que tomou proporções &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold; COLOR: rgb(0,0,153)"&gt;estratosféricas &lt;/span&gt;via blog, e-mail, sms e recados ameaçadores no celular. Ou seja: as pessoas se afastaram de mim sem nem sequer conversar comigo. A briga foi virtual, mas o &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold; COLOR: rgb(153,0,0)"&gt;rancor&lt;/span&gt;, o &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;ódio&lt;/span&gt;, as &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold; COLOR: rgb(0,0,153)"&gt;mágoas&lt;/span&gt;, tudo foi bem real. Todas as partes envolvidas sentiram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seria um &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold; COLOR: rgb(0,102,0)"&gt;doido varrido &lt;/span&gt;virtual? Estaria eu &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;sempre errado&lt;/span&gt;? E todo mundo &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;sempre &lt;/span&gt;certo? Acho que não. Nem tanto ao céu como nem tanto à terra. Acho que todo mundo passou, passa e ainda vai passar por isso. Mas uma lição que eu tenho tirado ou tentado tirar – &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold; COLOR: rgb(0,0,153)"&gt;porque não consigo ter frieza para aplicá-las sempre &lt;/span&gt;– é: se você tá com &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold; COLOR: rgb(204,0,0)"&gt;muita, muita raiva &lt;/span&gt;de uma resposta babaca que te deram, tente, pelo menos, não responder na hora. Vá tomar um &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;café, &lt;/span&gt;vá &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold; COLOR: rgb(0,0,153)"&gt;beber água&lt;/span&gt;, feche a janela do e-mail ou do MSN ou do site. De repente você consegue ignorar isso e deixar quieto. Eu dificilmente tenho sucesso nessa missão, mas juro para vocês: vou tentar ser mais legal e &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold; COLOR: rgb(204,0,0)"&gt;menos irascível&lt;/span&gt; no mundo virtual. Porque isso tá me deixando &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;insuportavelmente &lt;/span&gt;chato também no mundo real.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem mais para o momento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Atualização das 22h39: acabei de ser atacado mais uma vez por um amigo meio implicante. Tomei uma &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold; COLOR: rgb(0,102,0)"&gt;soda limonada &lt;/span&gt;e comi um salgadinho antes de responder, por mais que meus dedos tivessem &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold; COLOR: rgb(153,0,0)"&gt;coçando &lt;/span&gt;para dar uma resposta à altura da &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold; COLOR: rgb(153,0,0)"&gt;agressão &lt;/span&gt;gratuita. E consegui responder, pelo menos, educadamente. Não é o ideal - da próxima vez, vou tentar simplesmente não responder. Mas é uma evolução.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11511104-1645871441791677396?l=www.totalmentesemnocao.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11511104/posts/default/1645871441791677396'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11511104/posts/default/1645871441791677396'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.totalmentesemnocao.com.br/2009/11/territorial-pissings.html' title='Territorial Pissings'/><author><name>Felipe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15278403868496417135</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp0.blogger.com/_rDBDZwvICJM/RrTMceyxSzI/AAAAAAAAAIs/qJJBFlRcN2s/s200/PC120076_resize.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_rDBDZwvICJM/SvoB7HzGvkI/AAAAAAAAIlM/W44ZpxSCmf4/s72-c/territorial2.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11511104.post-7604653618669330081</id><published>2009-11-06T07:05:00.002-02:00</published><updated>2009-11-06T10:29:50.351-02:00</updated><title type='text'>Outono vermelho - Parte III</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_9j4WwgKYuII/SvGBnAMMtPI/AAAAAAAADWw/PiwSuihq9LQ/s1600-h/redoctober6.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5400239935259981042" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 300px; CURSOR: hand; HEIGHT: 377px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_9j4WwgKYuII/SvGBnAMMtPI/AAAAAAAADWw/PiwSuihq9LQ/s400/redoctober6.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Mikhailov parecia catatônico. Os &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;olhos de azul intenso&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;faiscavam. Deixara o chá de lado e ficara absorto nos próprios pensamentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Dimitri, fala comi...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Me dê um minuto, por favor!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tatiana sabia domar o amigo como ninguém. Mas &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;tinha noção de limites&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. E aquele era o dele. Definitivamente. Serviu-se de um pouco mais de chá de cereja e escorou as costas no sofá acolchoado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Tânia. Qual era a cor do pó que encontraram nas narinas de Dona Oksana?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Azul...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O rosto de Mikhailov estremeceu, e o corpo afundou no sofá vermelho do salão de chá. Para ele, só poderia ser a mesma substância que dois meses antes &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;matara um velho espião russo&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. Nenhum perito do governo a identificara, apesar dos inúmeros testes. Mikhailov consumiu mais alguns minutos para decidir que não contaria nada aos superiores. Pelo menos por enquanto. Preferia aprofundar melhor a investigação para depois passar alguma informação ao comando militar russo. Eram tempos de Brezhnev&lt;strong&gt;&lt;em&gt;¹&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;. Tempos de Guerra Fria e de instabilidade interna e nos países dominados pelos regime comunista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Discretamente, Mikhailov &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;colocou a mão por dentro do casaco&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. Destravou a arma e levantou-se da mesa em um pulo. Puxou Tatiana pelo braço e disse:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Venha comigo, Tânia. Problemas sérios à vista. Você dirige. Para a casa dos seus pais.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_9j4WwgKYuII/SvGA6sT_nKI/AAAAAAAADWg/t1x6A8MO6EU/s1600-h/redoctober3.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5400239174009724066" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 133px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_9j4WwgKYuII/SvGA6sT_nKI/AAAAAAAADWg/t1x6A8MO6EU/s200/redoctober3.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O casal entrou no carro de Mikhailov, um Moskvich 412 verde-escuro, e acelerou pelas ruas de Moscou. Mikhailov aproveitou para falar sobre o espião assassinado. Disse a Tatiana que o velho morrera enquanto investigava o desaparecimento de uma espécie de diário. Ninguém sabia ao certo os detalhes das anotações nem de quem seriam. Mas &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;pareciam ser segredo de Estado&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Tânia, seu pai tinha um cofre ou algo parecido?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Não que eu saiba, Dimitri. Você sabe que a gente não se falava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por orientação de Mikhailov, Tatiana estacionou o veículo em uma rua adjacente à dos pais. Os dois desceram. O militar olhou para todos os lados antes de entrar no prédio, um belíssimo embora mal-conservado edifício dos anos 40. A fachada deixava os tijolos à vista e &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;ostentava algo que lembrava colunas bizantinas&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. Dimitri tinha a sensação de que alguém o seguia, mas preferiu ignorar o instinto profissional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mikhailov e Tatiana entraram no apartamento por volta das 23h. O imóvel estava há cerca de um mês desabitado. Com o pai desaparecido e a mãe na UTI, nem mesmo ela voltara ali. Fazia, aliás, anos que Tatiana não pisava naquele lugar. Ela &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;reparou com ternura&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; que a decoração permanecia a mesma. Móveis pesados de madeira escura e sofás e poltronas de estampa florida, agora desgastada, permaneciam distribuídos da mesma forma nos quatro cômodos do apartamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mikhailov perguntou pelo escritório. Tatiana apontou uma porta espessa de madeira trabalhada. Estava trancada. Mikhailov deu-lhe um pontapé, sem perguntar nada à herdeira. Tatiana evitou protestos, mas não deixou escapar a oportunidade:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Você poderia ter me pedido a chave. &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Está aqui comigo&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. – disse ela, com um sorriso no canto da boca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mikhailov ficou envergonhado, mas não deu ouvidos à provocação da amiga. Deu uma olhada em volta do ambiente. Eram livros e mais livros, de vários assuntos e tamanhos. Também reparou na mesa do dono da casa, perfeitamente organizada. Em cima, uma agenda de capa preta, uma caneta dourada e um peso de papel feito de vidro. Em silêncio, mexeu em quadros, tirou livros do lugar e &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;usou a bota pesada para dar pancadas no chão de madeira&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. Bem no centro do cômodo, ouviu o que queria: um estampido oco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Eu sabia. O velho Andrei não deixaria de ter um cofre em casa. É o que pateticamente fazem &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;todos os antigos membros da KGB&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquelas três letras &lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_9j4WwgKYuII/SvGAhDE2X4I/AAAAAAAADWY/wfF9HPzEfjg/s1600-h/redoctober2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5400238733443620738" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_9j4WwgKYuII/SvGAhDE2X4I/AAAAAAAADWY/wfF9HPzEfjg/s200/redoctober2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;instantaneamente fizeram o ar sair dos pulmões de Tatiana. Era chocante ouvir o nome do pai associado à sigla da maior agência de informação e segurança do mundo, influente internacionalmente a partir dos anos 1950.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_9j4WwgKYuII/SvF_1_TKMyI/AAAAAAAADWQ/RNf0nG6GGK4/s1600-h/redoctober6.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;– O quê? Papai era da KGB? Por que eu nunca soube, Dimitri?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Depois eu te explico. Agora, a gente precisa &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;descobrir uma sequência de números&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;capaz de abrir esse cofre aqui – apontou Mikhailov, ao levantar o tapete do escritório e retirar seis pedaços de madeira do piso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tatiana respirou fundo. Estava confusa, com a cabeça à deriva em um turbilhão de memórias e lembranças. Agora, sim, algumas atitudes do pai faziam sentido. Mesmo assim, se concentrou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Deixa eu dar uma olhada, Dimitri.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Precisamos de quantos números, Tânia?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Não sou uma especialista no assunto. você sabe. Mas... &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Talvez precisemos de seis números&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tatiana arriscou várias combinações. Tentou aniversários, datas importantes da Revolução Russa, mas nada deu certo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Qual era a palavra que Dona Oksana repetiu tantas vezes na UTI? – pensou alto, Mikhailov.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;Temniy&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. Por quê?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Me dê um pedaço de papel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tatiana rasgou uma folha da agenda do pai e a alcançou a Mikhailov junto com a caneta dourada. O militar escreveu as seis letras no papel, rabiscou mais alguma coisa e mostrou a Tatiana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;T = 20&lt;br /&gt;E = 05&lt;br /&gt;M = 13&lt;br /&gt;N = 14&lt;br /&gt;I = 09&lt;br /&gt;Y = 25&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Não entendo, Dimitri.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– É aparentemente simples, Tânia, apesar de todo o conhecimento matemático do teu pai. Cada letra &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;corresponde numericamente à posição dela no alfabeto ocidental&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, se eu estiver certo. Por alguma razão ele contou isso à sua mãe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tatiana tomou o pedaço de papel de Mikhailov e testou os números no segredo do cofre. Gotas de suor escorriam pelo lindo rosto da moça a partir dos cabelos escuros e encaracolados. Ao fim do sexto número, a caixa de metal deixou escapar um estalo. Estava destravada. Mikhailov tomou a frente e pegou a única coisa que jazia no fundo do esconderijo. Não havia joias nem dinheiro. Mas um livro.&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt; Ou melhor, um diário&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sob o olhar atento e incrédulo de Tatiana, Mikhailov leu as iniciais gravadas no pequeno livro de capa de couro preta. &lt;em&gt;J.S&lt;/em&gt;. Não precisou de muito esforço para entender que &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;se tratavam de Josef Stalin&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. Mikhailov e Tatiana sentaram-se lado a lado no piso de madeira do escritório de Andrei Miller-Koeckert e se dedicaram à leitura do material. Os batimentos cardíacos de aceleravam a cada linha escrita em letras elegantes e discursivas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma passada de olhos logo nas quatro primeiras páginas os deixou chocados. Entendiam, naquele instante, &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;o valor do diário e o perigo que ele representava para os alicerces do comunismo no mundo&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. Se caíssem em mãos norte-americanas, representaria a desgraça para o equilíbrio de forças da Guerra Fria. E uma coisa era certa: a balança certamente penderia para a bandeira listrada em vermelho e branco.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_9j4WwgKYuII/SvF_QpMNruI/AAAAAAAADWI/OuW4QPzD5IQ/s1600-h/redoctober9.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5400237352105651938" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 166px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_9j4WwgKYuII/SvF_QpMNruI/AAAAAAAADWI/OuW4QPzD5IQ/s200/redoctober9.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Antes que pudessem continuar a leitura, &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;um homem corpulento e barbudo&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, de olhar agressivo e frio, apareceu na porta do cômodo. Deu três batidas no pedaço de madeira, o suficiente para assustar de quase morte o casal de militares. Mikhailov e Tatiana ergueram os corpos de supetão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Quem é você? – reagiu Tatiana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– O anjo da guarda. Vamos, me dêem esse diário. A brincadeira de vocês acaba por aqui &amp;shy;– disse, sereno e tranquilo, o vulto parado na entrada do escritório, &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;ao mesmo tempo em que apontava uma AK-47 em direção ao casal&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– De que lado você está? – adiantou-se Mikhailov.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Do mesmo lado de vocês, caso me entreguem o diário. Mas uma coisa eu posso te dizer, caro Dimitri Mikhailov, você não deveria estar aqui – explicou o intruso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tatiana interferiu na conversa. Estava ansiosa por respostas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Sei que você é um de nós, camarada&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. Mas quero e preciso saber do meu pai. E o que houve com a minha mãe?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Esqueça, Tatiana. Seus pais estão mortos. E até agora não sabemos como esse diário foi parar nos domínios do seu pai, que há anos estava aposentado. Provavelmente, alguma aluninha gostosa dele o encontrou perdido em casa e entregou a ele como uma espécie de recompensa pelos favores sexuais. Seu pai, aliás, não era apenas um bom espião, sabia? &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;Soube morrer com dignidade&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. Até agora não entendo por que ele não quis dizer onde estava essa porcaria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tatiana perdeu o equilíbrio diante de tais palavras. Em poucas frases, o sórdido visitante fora capaz de falar sobre a morte dos pais da maneira mais desrespeitosa e nojenta possível. Era demais para uma filha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Olha aqui, seu filho da puta. Você não pode entrar na minha casa e...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O espectro a cortou secamente, sem desviar os olhos da bela russa:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Tatiana, entendo que você esteja com raiva. Mas as coisas são como são. Se seus pais tivessem destruído o diário, eu não teria que acabar com eles nem acabar com vocês, agora, neste momento. Se os dois fossem inteligentes, me entregariam esse pequeno livro. É a vida de vocês que está em jogo, &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;apesar de perceber que já têm informações demais...&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; – sentenciou o sujeito, com ar&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_9j4WwgKYuII/SvF-vq5GsCI/AAAAAAAADWA/LcVGpExP7V4/s1600-h/redoctober7.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5400236785626689570" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 150px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_9j4WwgKYuII/SvF-vq5GsCI/AAAAAAAADWA/LcVGpExP7V4/s200/redoctober7.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;es de ameaça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mikhailov, confuso com a presença do estranho, teve poucos segundos para pesar o passado, o presente e o futuro. Amava o regime. Amava os ideais de Vladimir Ilychi Ulianov, o Lênin. Mas não nutria o mínimo respeito por Josef Stalin e aqueles que o sucediam no poder. Tinha raiva. E da mesma forma se dirigiu ao colega de corporação:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Sim, sabemos de tudo, meu caro. &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;Mas acredito que, se Josef Stalin era homossexual...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Um estampido aterrorizante tomou conta do escritório da família Miller-Koeckert antes que Mikhailov pudesse terminar a frase. O intruso frio e insano só teve tempo de arregalar os olhos. Um fio de sangue escorreu pela testa do agente da KGB, e o corpo desabou sobre o piso de madeira. &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;O invasor estava morto&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. Pelas mãos de Tatiana, que escondia uma arma por debaixo do casaco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Vamos embora, Tânia. Antes que seja tarde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Meu Deus, por que eu fiz isso? Estamos perdidos, Dimitri! Perdidos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em menos de seis horas, os dois militares &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;se acomodavam dentro de um dos vagões do principal trem de carga russo&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, prestes a alcançar a Hungria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Dimitri, isso tudo é uma loucura... &lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_9j4WwgKYuII/SvF-ZziVPRI/AAAAAAAADV4/6njnowMBhek/s1600-h/redoctober8.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5400236409989971218" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 133px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_9j4WwgKYuII/SvF-ZziVPRI/AAAAAAAADV4/6njnowMBhek/s200/redoctober8.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Eu sei, Tânia, eu sei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;shy;– Será que em algum dia poderemos voltar ao nosso país?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Talvez em &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;algum outono menos vermelho&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; – encerrou Mikhailov, a balançar, confiante, o diário de Josef Stalin.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em breve o mundo descobriria os segredos de um dos maiores ditadores da história da humanidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_____________&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;¹ N.A.: Leonid Ilyich Brezhnev, sucessor de Nikita Khrushchev como secretário geral do Partido Comunista da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS). Também chefe de estado por dois períodos: 1960-64 e 1977-82.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11511104-7604653618669330081?l=www.totalmentesemnocao.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11511104/posts/default/7604653618669330081'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11511104/posts/default/7604653618669330081'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.totalmentesemnocao.com.br/2009/11/outono-vermelho-parte-iii.html' title='Outono vermelho - Parte III'/><author><name>Guilherme Zé Gotinha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12774708709226944804</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_9j4WwgKYuII/SnmQbLA9gyI/AAAAAAAACWw/54ihX5gKAlo/S220/inter.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_9j4WwgKYuII/SvGBnAMMtPI/AAAAAAAADWw/PiwSuihq9LQ/s72-c/redoctober6.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11511104.post-581558907259997753</id><published>2009-11-04T07:04:00.004-02:00</published><updated>2009-11-04T15:21:18.440-02:00</updated><title type='text'>Outono vermelho - Parte II</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_9j4WwgKYuII/Su9WSeRrS1I/AAAAAAAADVo/Istii4j6vyU/s1600-h/redoctober1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5399629353605352274" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_9j4WwgKYuII/Su9WSeRrS1I/AAAAAAAADVo/Istii4j6vyU/s400/redoctober1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;As folhas, &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;apesar da primeira semana de outono&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, ainda pendiam verdes nos galhos do outro lado da janela. O sol, naqueles dias, insistia em permanecer no céu até quase meia-noite. Mikhailov mantinha o olhar fixo na toalha de mesa estampada com motivos florais, encardida pelo uso e pelo tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os dois não estavam mais no parque. O militar, tomado pela paranóia, não se sentia à vontade para conversar em ambiente tão aberto e público. A mesa que escolheram, sim, &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;no canto do salão de chá&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, trazia mais discrição. Ele esperou que o samovar&lt;strong&gt;&lt;em&gt;¹&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; estivesse aquecido e os garçons se afastassem, para, então, deixar Tatiana prosseguir com a história do sumiço do pai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Me dê mais detalhes, Tânia – disse Mikhailov, debruçando-se sobre a mesa, sem, no entanto, encarar a amiga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele bem sabia da &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;relação difícil entre pai e filha&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. Lembrava inclusive dos tempos de academia, nos quais Tatiana passara anos sem trocar uma palavra com ele, apesar de dividirem o mesmo teto. Recordava-se também de quando o velho enfartara. Tatiana dedicara noites ao lado do camarada Andrei Miller-Koeckert.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O esforço da filha, porém, não havia provocado comoção alguma no matemático, descendente de austríaco e russa. Ele sempre fora assim: &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;um pai ausente e rígido&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. Tatiana nunca compreendera o porquê. E, àquela altura, havia desistido de investir numa relação mais afetuosa.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_9j4WwgKYuII/Su9WJsU9qNI/AAAAAAAADVg/yNDoDioLmGs/s1600-h/redoctober2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5399629202758412498" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 132px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_9j4WwgKYuII/Su9WJsU9qNI/AAAAAAAADVg/yNDoDioLmGs/s200/redoctober2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;– Ele saiu de casa no fim da tarde, como sempre. Falou para a mama que precisava comprar cigarros. Nunca mais voltou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obviamente, tanto Tatiana quanto Oksana, sua mãe, sabiam que as saídas repentinas do professor universitário eram só mais uma desculpa do velho para encontrar alguma aluna novata, &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;deslumbrada com as teses de álgebra do grande mestre.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; Mikhailov nem mesmo disfarçava. Demonstrava pouco interesse no assunto:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Você chegou a falar com a polícia? Desculpe, Tânia, mas por que você me procurou? Costumo gastar o meu tempo com assuntos mais importantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tatiana esperava resposta parecida. Conhecia o temperamento de Mikhailov, que em muito lembrava o do pai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Avisamos a polícia três dias depois de ele ter sumido. Só que, para os guardas, esse é apenas mais um bêbado que será encontrado morto na sarjeta... Tenho medo de que o assunto &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;seja mais sério e urgente do que você ou os policiais imaginem&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar da tentativa, a afirmação de Tatiana sequer mudou o semblante displicente do militar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Sei muito pouco sobre a vida que meu pai levava – continuou Tatiana. Mas, pelo que consegui pesquisar, ele estava envolvido em um projeto. Não sei do que se trata. Minha mãe disse &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;no leito da UTI...&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Sua mãe? Sua mãe está internada em um hospital? – reagiu, pela primeira vez, Mikhailov.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_9j4WwgKYuII/Su9WAPYFKUI/AAAAAAAADVY/mOC8A_4ZURE/s1600-h/redoctober10.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5399629040368036162" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 137px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_9j4WwgKYuII/Su9WAPYFKUI/AAAAAAAADVY/mOC8A_4ZURE/s200/redoctober10.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;– É, essa é a outra parte da história... Ela repetia, durante um delírio, a palavra TEMNIY&lt;strong&gt;&lt;em&gt;²&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;. Acho que está relacionada a...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Calma, calma, por favor, só um momento. &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;O que aconteceu com Dona Oksana?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao contrário de Andrei Miller-Koeckert, Oksana era extremamente dócil. Mikhailov havia encontrado a matriarca algumas vezes e nutria por ela certa simpatia. Ela se fazia de despercebida, mas sempre soubera da relação da filha com o militar e o considerava um partido razoável. Apesar do temperamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Não há diagnóstico, Dimitri. Há dez dias, enquanto buscávamos informações sobre o paradeiro do meu pai, ela vomitou sangue e desmaiou. Os médicos recolheram uma substância em pó das mãos e das narinas dela, mas não conseguem identificar os componentes químicos. Desde então, está no hospital, &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;entre a vida e a morte...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;_______&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;¹&lt;/strong&gt; N.A.: Recipiente culinário de origem russa, usado para aquecer e servir chás. Muito comum na época dos czares e ainda tradicionais nos dias de hoje.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;²&lt;/strong&gt; N.A.: Escuro, em russo.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11511104-581558907259997753?l=www.totalmentesemnocao.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11511104/posts/default/581558907259997753'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11511104/posts/default/581558907259997753'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.totalmentesemnocao.com.br/2009/11/outono-vermelho-parte-ii.html' title='Outono vermelho - Parte II'/><author><name>Guilherme Zé Gotinha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12774708709226944804</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_9j4WwgKYuII/SnmQbLA9gyI/AAAAAAAACWw/54ihX5gKAlo/S220/inter.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_9j4WwgKYuII/Su9WSeRrS1I/AAAAAAAADVo/Istii4j6vyU/s72-c/redoctober1.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11511104.post-2941619498518200278</id><published>2009-11-02T07:04:00.002-02:00</published><updated>2009-11-04T14:20:20.797-02:00</updated><title type='text'>Outono vermelho - Parte I</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_9j4WwgKYuII/Suyu8qK4fPI/AAAAAAAADU4/fd44Pnx63E4/s1600-h/redoctober5.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5398882410445700338" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_9j4WwgKYuII/Suyu8qK4fPI/AAAAAAAADU4/fd44Pnx63E4/s400/redoctober5.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Não havia espaço para o medo. &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;Entorpecido pela coragem&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, o militar Dimitri Mikhailov avançou o cavalo sobre o bispo inimigo e gritou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Xeque!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O adversário de tabuleiro tinha sobrenome famoso. Era um mestre do xadrez, acostumado às intempéries dos menos experientes. Vassili Medved descansou o queixo sobre a mão esquerda e se entregou aos próprios pensamentos por cerca 10 minutos. O &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;calor do início do outono russo &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;incomodava as ideias, e a sinfonia urbana ao redor do principal parque de Moscou tampouco ajudava na concentração do velho sociólogo, campeão mundial de xadrez na década de 1950. Medved, enfim, protegeu o rei negro com o auxílio de dois peões e um cavalo e, em quatro jogadas, decretou, sereno:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Xeque-mate.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_9j4WwgKYuII/Suyt7oCHe_I/AAAAAAAADUo/xzhrDESSOUc/s1600-h/redoctober.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Mikhailov &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;reconheceu a genialidade do oponente &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;com um cumprimento resignado de mão. Esperou Medved se levantar, os curiosos se afastarem e ficou sozinho a contemplar o tabuleiro montado sobre a mesa de concreto. Era quase fim de tarde, mas o sol se mantinha firme no céu. Mirou as peças, relembrou as últimas jogadas do adversário e ficou imaginando em que momento teria perdido a concentração e, consequentemente, a partida. Só retornou à realidade no momento em que, à esquerda, um pouco ao fundo, ouviu as &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;batidas do salto alto de uma mulher&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Há quanto tempo você está por aí, me olhando? – perguntou Mikhailov, sem tirar os olhos das peças restantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– O suficiente para te fazer perder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tatiana Miller-Koeckert e Dimitri Mikhailov se conheciam desde os tempos da Academia Militar Russa. Foram colegas, parceiros, amigos e confidentes. Oito anos depois de formados, em 1967, seguiam caminhos &lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_9j4WwgKYuII/SuyuE7prW3I/AAAAAAAADUw/S1o3507o5ys/s1600-h/redoctober.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5398881453065591666" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_9j4WwgKYuII/SuyuE7prW3I/AAAAAAAADUw/S1o3507o5ys/s200/redoctober.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;diferentes dentro da instituição. A belíssima mulher, &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;de cabelos negros e encaracolados&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, se limitara ao serviço interno. Tinha talento, mas era incapaz de pegar em uma arma. Ele, pelo contrário. Era um dos melhores atiradores da turma. Também um homem fechado e rude, apesar dos 34 anos. O temperamento lhe rendeu pouquíssimos amigos na academia. Mas o ajudou a se especializar &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;em serviços de espionagem&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. Amava as tarefas mais complicadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os dois não se viam havia um ano e meio. Mesmo assim, a relação construída de forma passional e intensa os unia e os mantinha fiéis, apesar da distância e das diferenças. Essas não eram poucas. Tatiana parecia ser a &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;única capaz de decifrá-lo. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;Mas odiava os destemperos de Mikhailov. Já ele não tinha a menor paciência com o que definia como “as frescuras de Tatiana”. Em épocas de Guerra Fria, no entanto, toda característica pessoal servia de alguma forma ao bem-estar do país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– O que você quer? – rosnou Mikhailov, enquanto colocava o casaco por cima da camisa escura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Em primeiro lugar, educação. Mas me contento com um olhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Desculpe, Tânia&lt;em&gt;¹&lt;/em&gt;. Não perdia daquele velho salafrário havia cinco partidas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Entendo. Mas agora preciso de você. Mais do que nunca – disse ela, sem disfarçar as lágrimas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– O que houve?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Meu pai, Dimitri. &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Desapareceu há 45 dias&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;________&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;¹ N.A.: Em russo, diminutivo de Tatiana.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11511104-2941619498518200278?l=www.totalmentesemnocao.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11511104/posts/default/2941619498518200278'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11511104/posts/default/2941619498518200278'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.totalmentesemnocao.com.br/2009/11/outono-vermelho-parte-i.html' title='Outono vermelho - Parte I'/><author><name>Guilherme Zé Gotinha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12774708709226944804</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_9j4WwgKYuII/SnmQbLA9gyI/AAAAAAAACWw/54ihX5gKAlo/S220/inter.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_9j4WwgKYuII/Suyu8qK4fPI/AAAAAAAADU4/fd44Pnx63E4/s72-c/redoctober5.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11511104.post-1723439815052965957</id><published>2009-10-30T11:19:00.007-02:00</published><updated>2009-11-04T16:31:56.609-02:00</updated><title type='text'>Preparem-se</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_9j4WwgKYuII/Surxyf75E8I/AAAAAAAADUY/TNDzPC0mxbg/s1600-h/redoctober4.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5398392953225417666" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 222px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_9j4WwgKYuII/Surxyf75E8I/AAAAAAAADUY/TNDzPC0mxbg/s400/redoctober4.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#993399;"&gt;A partir das 7h04 de segunda-feira&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, o blog mais amado do Brasil presenteará os milhões de leitores ao redor do universo com uma publicação repleta de emoção, aventura e mistério. A história se passa na União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS) dos anos 60. É tempo de Guerra Fria. Época marcada pela influência da KGB, da espionagem e da contra-informação. Neste cenário, Dimitri Mikhailo
