quinta-feira, 27 de maio de 2010

Shoot To Thrill - A história antecipada de um linchamento moral

Hoje, 27 de maio de 2010, estamos a exatos 44 dias do final da Copa do Mundo. Possivelmente até antes desse tempo, estaremos diante do linchamento nacional de um sujeito hoje convicto, coerente e eficiente - e nada mais do que isso.  Mas que, conforme o resultado obtido – e julgando-se apenas por isso, para o bem ou para o mal – entrará para a história de forma desgraçada como cabeça-dura, turrão e incompetente.

Sim, o nosso Dunga sustenta suas convicções baseado nos resultados incontestáveis obtidos ao longo de quatro anos. Conquista da Copa América com um time B que goleou o time A da Argentina. Conquista da Copa das Confederações de forma aguerrida, tendo humilhado a Itália e sem ter precisado enfrentar a patética Espanha – que foi banida pelos Estados Unidos, veja só. Liderança tranqüila e folgada nas Eliminatórias, com resultados bem expressivos, como goleada histórica no Uruguai no Centenário e vitória inapelável sobre a Argentina em Rosário. Para não dizerem que só jogamos com bambalas, o Brasil também abotoou Itália, Portugal, Argentina (de novo) e Inglaterra em amistosos.

Os resultados vitoriosos, claro, serviram para esconder partidas grotescas, como os empates contra Bolívia e Colômbia em casa pelas eliminatórias, o empate contra o Equador (na melhor atuação da vida de Júlio César) em Quito e uma derrota ridícula para a Venezuela em amistosos. E, mais do que isso, serviram para firmar um monte de volantes ou meias sem habilidade no time, calcados nos resultados vitoriosos da equipe – sim, no saldo, o time do Dunga é muito mais vitorioso do que se imagina.

Eu absolvo o Dunga de boa parte das críticas. Assim como absolvia o Telê, o Felipão, o Parreira, o Zagallo, o Luxemburgo, o Carlos Alberto Silva (Lazaroni e Falcão não!!!). Porque eu sei, e isso me parece óbvio, que as reclamações ferozes, por mais bem argumentadas que possam parecer, são muito mais por uma indignação por não termos hoje condição alguma de ver um time jogar bonito e ganhar do que por realmente ver defeitos grotescos na forma de trabalho do treinador.

Vejo opiniões da crítica especializada e de amigos meus cujos pensamentos respeito muito destruírem o Dunga por motivos opostos. “Será um absurdo se o Dunga convocar o Adriano e o Kleberson”, me diziam dois amigões há alguns dias. Nesta semana, por exemplo, outro amigo mandou essa, cheio de convicção: “Achei um absurdo ele não convocar o Adriano. Ele está jogando para caralho. Não tem sentido o Dunga não levá-lo para a Copa. É um erro imperdoável”.

Reclamaram a todos os cantos que em 2006 as estrelas foram à Alemanha fora de forma, descompromissadas e nada jogaram. Um a um, todos foram sendo banidos da Seleção. Roberto Carlos e Ronaldo sequer foram convocados por Dunga. No geral, pouca gente reclama da ausência deles na lista que vai à África do Sul - apesar de que na lista de alguns cronistas para 2010 aparecia o nome deste cidadão que auta na lateral-esquerda do Corinthians. "Experiência é importante", disseram. Bah!

Ronaldinho Gaúcho? Jogou em 2006. Em 2007. Em 2008. Em 2009. E foi execrado pela crítica, que acabou também com Dunga quando este teve de convocar o já decadente ex-jogador do Barcelona para a Olimpíada de Pequim e, de novo, nada fez em campo. Bastou deixar de ser convocado (sua última partida pela Seleção foi no começo do ano passado) e fazer uma meia dúzia de gols pelo Milan – boa fase esta que, ressalte-se, durou não mais que um mês e meio – para já acharem absurdo sua não-convocação. Adriano? Nem preciso comentar, ne?

Outros supostamente talentosos que nem foram ao Mundial também são vistos por um como salvação da lavoura. “É um absurdo ele convocar o Julio Baptista e deixar o Diego de fora”, diz um amigo meu, revoltado. Outro emenda: “Diego? Só pode estar de brincadeira. Diego é jogador de clube. O Dunga tinha mesmo é que dar nova chance ao Alex que jogou no Palmeiras”. Um outro conviva condenou veementemente Dunga por não ter chamado Denílson do Arsenal. Ou ter dado poucas chances a Lucas. Mas pergunto: quem são eles no jogo do bicho?

A lista de jogadores de meio-de-campo é absolutamente sonolenta e desanimadora, concordo. Mas pergunte para a maioria das pessoas quem elas chamariam para o primeiro volante? Pode até não ganhar, mas Gilberto Silva certamente será bem votado. Desde quando a gente teve algum volante craque nas últimas copas? Emerson? O próprio Gilberto Silva? Dunga? Mauro Silva? Alemão? Elzo? Não botem a culpa no primeiro volante. Nosso problema é de criação.

Em 2006 reclamaram do oba-oba e do acesso ilimitado dos torcedores aos treinos da Seleção Brasileira na Suiça. Atribuíram o descomprometimento do time em boa parte a algazarra dos treinamentos. Os sabidões ficaram fulos da vida com as fotos dos craques na night européia, com o excesso absurdo de peso dos supostos melhores atacantes do mundo. E pediram ordem na casa.

Missão dada a Dunga é missão cumprida. E o que ele fez? Agora limitou o acesso a concentração e aos treinos. Restringiu a presença de público no ambiente onde se encontram os jogadores. E aí? Ontem li o resultado e os comentários em vários sites e jornais: Vaias. Babaca. Chato. Turrão. Antipático. Enquanto isso, Neymar e Ganso chegam bebuns três e meia da manhã na concentração do Santos, tocam uma algazarra e todo mundo acha engraçado.

Ganso aliás que, em fevereiro deste ano (já depois do último amistoso da Seleção possível antes da Copa), era absolutamente desconhecido por muita gente. "PHG? Alguém sabe quem é?". Depois de várias elucubrações, alguém lembrou: "Eita, é o Paulo Henrique Ganso, do Santos". Que deu a sorte de não ter sido convocado antes. O tivesse e talvez tivesse jogado mal numa meia dúzia de partidas (estilo Alexandre Pato) e ninguém mais falaria nada. Ou não. Poderia ter arrebentado e virado um novo Pelé.
 
Citam o nome dele (e do Neymar e até mesmo do Tolentinho Gaúcho) por carência, pelo motivo que citei láááááa no primeiro parágrafo: a vontade (legítima, ressalte-se) de termos um time jogando bonito e ganhando. Racionalmente, porém, a chance do moleque estourar na copa é muito menor do que a dele entrar e não fazer porra nenhuma. De se deslumbrar ou mesmo se queimar porque vai entrar na fogueira. Ainda assim, ressalto, seria legal levá-lo. Mas não acho condenável - muito pelo contrário - deixá-lo de fora.

Todos têm o direito de pensar diferente. De ver as coisas da maneira que melhor lhes convir. Mas o que estou dizendo é que, justamente por essa oscilação de opiniões (todas elas detratoras), não levo a sério essa destruição moral que estão fazendo e farão até o fim com o nosso simpático anão.

Voltando ao tema inicial da minha conversa – e se você chegou até aqui, agradeço pela paciência –, poderia enumerar milhares de argumentos favoráveis ao Dunga. Poderia justificar todas as atitudes dele de forma consistente. Ou até mesmo criticá-lo (ainda que, de novo, seus resultados sejam argumentos mais do que fortes para detonar críticas destrutivas ao seu trabalho). No fim das contas, toda a análise vai ser guiada exclusivamente pelo resultado que o Brasil apresentar nos próximos dias.

O caso de Dunga é mais complicado porque mesmo ganhando a Copa, tenho certeza que a petulância, cegueira e orgulho de alguns críticos os impedirão de fazer qualquer menção de reconhecimento ao trabalho do nosso capitão do tetra. Estilo rancor e ódio gratuito mesmo. Mesmo que jogue lindamente – nesse caso, o mérito terá sido dos jogadores (criticados por ele). Ele está em campo de guerra sem colete diante de uma horda de soldados raivosos munidos de metralhadoras cheias de mágoas (as ideias deles não correspondem aos fatos).

Caso perca nas quartas ou nas semis, o que acho o cenário mais provável hoje, mesmo jogando barbaridade, Dunga também será execrado. A vontade de escrotizar com ele é enorme. Alguns chegam até mesmo a derrapar e transparecer uma torcida aberta para que o time perca, exclusivamente para manter suas convicções. Se o Dunga perder na segunda fase, como já aconteceu com tanta gente, cara, eu tenho realmente pena dele. De verdade. O discurso já está pronto: “Dunga feriu a honra do futebol brasileiro que, mais do que a obrigação de vencer, tem que vencer e dar espetáculo. Ao preterir os talentos (NR: me diga que "talentos extraordinários" foram preteridos?) em favor dos seus homens disciplinados, Dunga mostrou o quão despreparado estava para enfrentar uma competição cheia de imprevistos e improvisos como a Copa”. Vai ser algo assim. Daí para baixo. Porque o moral de Carlos Caetano Bledorn Verri será ridicularizado anos a fio.

Não gosto de jogar feio. Não gosto de assistir jogo feio. Nem vou entrar nessa discussãozinha sem fim entre os losers de 1982 e os craques de 1994. Se o Brasil tiver pagando vexa, vou ficar com raiva, claro. Vou xingar o Dunga e a última geração do Felipe Mello como xinguei muito nos jogos contra a Bolívia e a Colômbia. Mas tenho a consciência tranqüila de que o cara teve todos os motivos e respaldos para chamar quem ele chamou. E para jogar do jeito que ele for jogar. Ele tem meu respeito e, sobretudo, minha torcida.

Sorte, Dunga. Você vai precisar e muita. Tanto na África do Sul como principalmente na hora da volta.

PS: Texto também pubilcado, com pequenas adaptações, em nosso outro site, sobre futebol, o "Com Bola E Tudo"

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Ela pagou o preço pela indiferença

Ele era doente por futebol. Mais ainda pelo Grêmio. Mas Marlene não entendia muito a paixão do marido. Naquele dia 20 de junho de 2007, o tricolor gaúcho tinha uma missão duríssima: reverter uma vantagem do grande Boca Juniors, maior clube argentino, na final da Taça Libertadores da América. A derrota de 3x0 em Buenos Aires obrigara os brasileiros a meter quatro gols nos hermanos.

Guigo acreditava piamente na virada. Sabia da capacidade do Gremião de alma castelhana, das viradas incríveis, da torcida fanática, do Olímpico lotado... Ele esteve na primeira partida, na Bomboneira, o lendário estádio do Boca. O Grêmio seria capaz de tudo. Monotematicamente, falou durante toda a semana sobre o jogo. Marlene reclamava e Guigo não dava ouvidos. “Você só fala do Grêmio. Futebol não tem a menor importância”, disparava.

O jogo começou. Guigo, na geral, cantava loucamente. “Vou torcer pro Grêmio bebendo vinhoooooo...” Berrava. Enlouquecia com a galera. Mas, naquele dia, o Grêmio cairia como um time comum diante do grande Boca Juniors. O implacável Juan Román Riquelme (foto) acabaria com o sonho de Guigo: Boca 2x0 Grêmio. Lágrimas, lamentações, iras, aplusos orgulhosos, xingamentos sem qualquer propósito ou sentido. Desolado, Guigo ficou sentado na arquibancada do Olímpico Monumental por mais de duas horas depois do fim do jogo.

Calado, cabisbaixo, olhava o majestoso estádio, palco de tantas glórias. O Monumental havia sido incapaz de reverter a tragédia daquela noite. Era sem dúvida o pior dia da vida de Guigo. Saiu do estádio sozinho. Atordoado, não se lembraria onde havia estacionado o carro. Nem ligou pra isso. Pegou o primeiro taxi que vira pela frente e mandou levá-lo para casa. “O carro que se foda.”

Chegou em casa por volta de 3h. Marlene o aguardava na sala, com a TV ligada. Ligara no telefone do marido por diversas vezes. O receptáculo fora perdido em meio aos gritos e aos pulos da torcida gremista. Guigo nem mesmo deu bola para o sumiço do aparelho, dos contatos, das fotos. Nada mais parecia ter sentido naquela noite. Nem as derrotas para o Internacional eram tão doídas como aquela, disse o homem, ao se referir ao maior rival.

Tomou um esporro de Marlene. “Eu te liguei mil vezes! Onde você estava? Eu fiquei muito preocupada!? Não faça isso jamais! Esses estádios são muito perigosos!” Guigo disse que não merecia a bronca no dia mais triste da vida dele. Que o Grêmio era a coisa mais importante do mundo. Que estava desolado. “Deixe disso, homem. Amanhã temos de trabalhar. Vamos logo dormir!”, esbravejou a manicure.

Lágrimas escorreram novamente do rosto sofrido de Guigo. Compulsivamente, ele balbuciava reclamações sobre o jogo. “Aquele terceiro gol na Bomboneira...”, chorava, “Aquela bola no primeiro tempo do jogo de hoje...”, chorava, “Se tivessem marcado o Riquelme homem a homem...”, e chorava.

Marlene lhe deu uma sacudidela. “Deixa de ser frouxo, homem! Que babaquice! Chorar por causa de futebol! Mas onde já se viu? Tanto problema pra gente se preocupar, e você fica aí, parecendo um bebê chorão? Esqueça esse futebol! Não tem futuro, não tem a menor importância...”, berrava, na cozinha, desconstruindo a paixão maior do homem com quem dividia o mesmo teto. “Agora eu vou dormir. E você trate de se acalmar e ir dormir também”, finalizou, antes de sair resmungando. “Era só o que me faltava. Onde já se viu?

Guigo não disse uma palavra. Apenas olhava para a esposa. Raivoso. Humilhado. Viu sua maior paixão ser tratada com indiferença. Ficou ali, por dez, quinze minutos, em silêncio – como fizera nas arquibancadas do Olímpico.

Levantou-se. Foi até a gaveta sob a pia. Abriu-a com certa violência. Pegou o facão predileto da família – que havia cortado as picanhas e as maminhas do churrasco gaudério familiar por mais de três gerações – e saiu da cozinha. Pisava com firmeza no chão. Chegou ao quarto e viu o corpo da mulher ali, indefeso, dormindo.

Ouvia a respiração forte do sono profundo de Marlene. Ajoelhou-se na cama. Olhou a esposa com desprezo. Levantou as duas mãos, unidas, segurando firmemente aquele facão tradicional. E desferiu o primeiro golpe no meio dos seios da esposa, que arregalou os olhos num grito ensurdecedor. “Isso é pra você aprender a jamais desprezar o amor de um homem por seu time de futebol, sua vagabunda! Como você ousa diminuir o meu amor pelo Grêmio!?!

E desferiu mais oito golpes contra o corpo de Marlene. Só parou quando o cansaço lhe impediu de continuar. Marlene morrera na segunda facada. Todo o quarto estava ensangüentado. Vermelho como as cores do Internacional.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Prova de amor

A Heineken fez este comercial dia desses. Foi uma ideia genial. Combinou com várias namoradas e chefes de sujeitos fanáticos por futebol a brincadeira: as moças e os patrões teriam de obrigar os pobres boleiros a assistir a um concerto de música erudita no teatro no exato momento em que Real Madrid e Milan se digladiariam em campo pela Liga dos Campeões. O resto da história você vê no vídeo abaixo. Muito bom.

domingo, 16 de maio de 2010

Domingo de luto para o rock´n´roll e para o metal

Morreu na manhã de hoje uma das figuras mais talentosas, carismáticas e respeitadas do rock´n´roll. O estadunidense Ronnie James Dio, ex-vocalista do Black Sabbath, do Dio, do Elf, do Rainbow e do Heaven & Hell, entre outros grupos que fizeram a história do hard rock e do metal no mundo todo.

Dono de uma voz única, o tampinha Dio nunca teve vida fácil no universo roqueiro. Mas soube superar seus desafios e é hoje considerado no meio como um dos vocalistas mais poderosos do heavy metal. Dio começou a aparecer no universo musical no começo dos anos 80, quando Tony Iommi, cansado das idas e vindas de Ozzy Osbourne, recrutou Dio para substituir o excêntrico Ozzy no posto de band leader do Sabbath. Gravou vários discos e emplacou clássicos do metal como The Mob Rules, Time Machine, Falling Of The Edge Of The World e, claro, Heaven & Hell. Apesar de ter cantado algumas canções da era Ozzy por um tempo, foi com o trabalho próprio do Heaven & Hell (nome adotado por Tony Iommi para o Sabbath recentemente para evitar problemas com Ozzy) que Dio ganhou fama.

Antes do Sabbath, Dio gravou quatro discos com o Rainbow, do ex-guitarrista do Deep Purple, Ritchie Blackmore. Depois de sua conturbada primeira saída do Sabbath, em 1983 (dizem que ele voltava ao estúdio enquanto os outros membros da banda não estavam para aumentar sua voz na mixagem final do disco Live Evil), lança aquele que para muitos é um dos melhores discos de heavy metal de todos os tempos: Holy Diver. Neste disco estava Vinny Appice, que também tinha saído do Sabbath e acompanhou Dio nas gravações.

Dio também excursionou com o Deep Purple na turnê do disco que o grupo inglês gravou no final dos anos 1990 com a Orquestra Sinfônica de Londres e participou inclusive de shows em São Paulo. Meu primeiro contato com ele foi na década de 1990, quando um grande amigo da faculdade me deu de presente o Dehumanizer, outro disco do Sabbath que tinha Dio no vocal e foi muito bem recebido pela crítica.

Curiosamente, a primeira (e, infelizmente, única e última) vez que tive a felicidade de ver Ronnie James Dio ao vivo foi em Brasília, há exatamente um ano, no dos que considero um dos melhores shows que já presenciei por aqui. Dio esteve na capital federal ao lado dos monstros sagrados Tony Iommi, Geezer Buttler e Vinnie Apice (todos ex-membros do Sabbath, com muito mais tempo de casa do que o próprio Ozzy, inclusive) para divulgar o último disco do Heaven & Hell (The Devil You Know). Naquela quarta-feira de 13 de maio de 2009, eu confesso que nem esperava muita coisa do show. Mas não. Me enganei de com força. Seis mil pessoas foram ao Ginásio Nilson Nelson numa noite de meio de semana para prestigiar uma baita apresentação de rock´n´roll. Do alto de seus então 66 anos, Dio esbanjou simpatia (como na foto ao lado e no primeiro vídeo mais abaixo, feitos por fãs candangos quando da chegada do Heaven & Hell ao aeroporto Juscelino Kubitscheck) e não desafinou em nenhuma música.

Dividiu, nas quase duas horas de show, as atenções com o eterno Tony Iommi. Quem esteve lá presenciou uma apresentação espetacular de rock´n´roll, em todos os termos. E saiu com a alma lavada. Confiram ali embaixo o vídeo da música "Heaven & Hell", o clássico que encerrou o show de maneira espetacular. Faz pouco tempo, mas impossível não se emocionar ao saber que aquele tampinha desgraçado que berrava como poucos não está mais entre nós.

Dio foi um dos ícones mais famosos do heavy metal puro - iniciado de alguma forma Led, Purple e Sabbath nos anos 1970 e continuado pelo Iron Maiden e outras bandas clássicas nos anos 1980. Também contribuiu para a popularização dos famosos "chifrinhos" com a mão (vide foto lá em cima), tão emblemáticos em qualquer concerto de rock pesado ou metal mundo afora.

Poucos meses depois li que Dio, o "Sméagol", estava com câncer no estômago. Mesmo depois de ter começado o tratamento, ele, incansável, marcou uma turnê com o Heaven & Hell para os próximos meses, no verão europeu. Há poucos dias, cancelaram todos os shows.

O site Whiplash reprodizou trechos de uma entrevista concedida por Dio há pouco mais de um mês:

Há apenas um mês atrás que Dio, 67, falou sobre sua batalha contra o câncer com a Artisan News Service no tapete "negro" do Revolver Golden Gods Awards, em 08 de abril no Club Nokia, no centro de Los Angeles. Quando perguntado sobre como ele estava se sentindo desde que ele foi diagnosticado com a doença no ano passado, Dio disse: "Bem, eu me sinto bem e mal às vezes. É um processo longo. Quimioterapia é .. eu nem imaginava o quão difícil é essa coisa. É um verdadeiro efeito cumulativo - quanto mais você tem, mais ele se acumula em cima e leva mais tempo e mais tempo para superar isso. É muito difícil ma alimentar. Eu não gosto de comer de qualquer jeito, então eu acho que está OK. Mas eu sei que tenho que fazer. Mas isso é muito, muito difícil. Mas se você está determinado a vencê-lo, então você tem que ir com o que você acredita que vai vencer para você, e neste caso é isso. Vou para um grande hospital em Houston chamado Anderson MD, que eu acho que é o melhor hospital do mundo, eu tenho o melhor médico do mundo, Dr. Ajani, em quem eu confio muito e realmente acredito, por isso acho que fiz as coisas certas. Faz-me sentir positivo sobre a minha vida e na certeza que há muito mais do que viver ".

Infelizmente, não foi assim. Hoje de manhã, Ronnie James Dio, morreu, aos 67 anos.

Descanse em paz, Dio. Você fez muito pelo rock mundial. Fará muita falta.



quarta-feira, 12 de maio de 2010

Os nove erros de português mais irritantes e grotescos

Errar é humano, diz a sabedoria popular. Mas, porra, há limites. E jornalista é conhecido por corrigir as pessoas a torto e a direito quando vê um erro que lhe dói. Eu não sou muito assim. Até porque também não sou nenhum Machado de Assis para sair a cagar regras por aí. Este texto mesmo deve estar repleto de erros. Mas eu preciso reconhecer: alguns erros fazem doer ouvidos e olhos. Nos últimos meses, recolhi os equívocos mais comuns vistos por aí e resolvi desabafar, por meio de um post no blog mais lido do planeta. Achei que seria o jeito mais fácil de tentar influenciar positivamente os nossos pobres leitores.
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A seguir, a lista dos nove erros de português mais irritantes e grotescos que existem:
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9 – Eminência x Iminência

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“Cara, eu to na
eminência de dar uns tapas na minha irmã! Ela é muito chata”, ouço, de um amigo iletrado. Fiquei a pensar comigo: será que ele está próximo de virar um cardeal? Uma ôtoridade? Uma figura de destaque na sociedade? Tornou-se uma eminência parda? Por favor, meu amigo. Iminência! Iminência! Pelo amor de Deus.
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8 – Manter x mantiver

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Manter é o infinitivo do verbo...
manter. O uso é o mais simples possível. “Eu não posso manter a mão no seu peito para sempre, meu amor.” Mantiver, por outro lado, é a primeira e a terceira pessoas do futuro do subjuntivo. É bastante simples, amigo. Aprenda: “Quando eu mantiver minhas mãos no seu peito, sua vadia, não deixe de gemer!”, diria um cafetão de quinta.
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7 - Fazia x faria

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Estou tranquilo, escrevendo um texto, quando um amigo me grita: “Moleque, se eu fosse você,
fazia esse texto logo pra nós podermos sair!” Não, amigo, pelo amor de Deus! Fazia, neste caso, não, Aparício! Não, Aparício! Faria. Faria! O condicional do verbo fazer é faria, farias, faríamos e por aí vai. Fazia é passado, amigo, é o pretérito imperfeito. “Eu fazia assim com minha esposa, quando a minha jeba ainda subia!”, diz o velhinho pervertido de 89 anos, pré-Viagra.
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6 - Superlegal x super legal

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Xô dizer uma coisinha aqui pros amigos leitores: o prefixo “super” é SEMPRE, SEMPRE, SEMPRE coladinho quando a palavra seguinte não começa com R ou com H. Mas é meio óbvio, né? Já pensou colar algo no H? Superhomem? Não dá nem pra pronunciar o “rh”. E com R, usa-se hífen: super-regional

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5 - Do/da x de

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Esse é um erro recorrente e irritante. Você vai fazer uma enumeração: “Eu vi jogadores do Flamengo, Vasco, Botafogo e São Paulo”. Não, meu velho, você não viu porra nenhuma. Todos esses termos pedem um artigo. Portanto, é jogadores “do” Flamengo, “do” Vasco, “do” Botafogo. Se você não quer repetir o artigo em todos, basta substituir pelo “de” no início. “Vi jogadores de Flamengo, Vasco, Botafogo e São Paulo.” Simples assim.

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4 - Independente x independentemente

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Vocês sabem a diferença entre um advérbio e um adjetivo? Grosso modo, vamos lá: o adjetivo qualifica alguma coisa. O advérbio expressa uma circunstância do verbo ao qual se refere. Então, amigo, você jamais poderá dizer que “vou pegar aquela gostosa independente do que o ex-namorado dela fizer”. Não, amigo, não! Pelo amor de Deus! Independente é um adjetivo. Você pode dizer que a gostosa é independe. Que o Brasil é independente. Até que o seu pau funciona de forma independente. Mas, por favor, se você se refere ao que o namorado “fizer” (verbo), é independentemente. Independentemente!!

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3 - Será se x será que

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É raro ouvir esta barbaridade, mas acreditem: há gente que usa a expressão “será se”. “Será se você vai gostar do presente que eu vou lhe dar?” Uma amiga tem uma colega de trabalho conhecida como a Aninha Será Se. Tadinha, ela fala isso o tempo todo e as pessoas ficam constrangidas de corrigi-la. Galera, por favor, “será se” é uma excrescência linguística.

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2 - Por meio de x através de

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Através de muitos projetos interessantes, o arquiteto ficou famoso, ganhou muita grana e não para de comer gostosas por onde vai.” Penso com meus botões: será que o arquiteto atravessou os projetos pelo meio, como um guri atravessa uma porta de vidro ou um intrometido atravessa uma porta? Esse talvez seja o mais comum dos grotescos erros que temos nesta lista. Desde o professor universitário pós-doc ao moleque de rua iletrado, todos substituem o “por meio de” pelo “através de” em tudo quanto é situação e contexto. Por meio de = por intermédio. Através = por dentro de. Eu, por exemplo, falo com nossos leitores por meio do blog!

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1 - Vim x vir x vier

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Nada é mais irritante do que ouvir um sujeito a dizer: “Se eu tiver de vim pro trabalho...” Não, Aparício, não! Mil vezes não! Vir! Vir! Ou ainda: “Se eu vim ao show, vou botar pra quebrar”. Oh, lord. “Se eu vier”, amigo, vier. Por favor, vier! O “vim”, minha gente, é usado exclusivamente na primeira pessoa, naquele contexto de “eu vim pra casa”, “eu vim de longe”, “eu vim fazer cocô”, “eu vim te comer, bitch”. Toda vez que houver uma condicional, use o “vier”. “Se eu vier, vou lhe comer”, “Quando eu vier, lhe darei mais do que chuchu no mato”. O “vir”, por fim, é o infinitivo. “É melhor você vir amanhã, amor, hoje eu estou menstruada.”

terça-feira, 4 de maio de 2010

What is and what should never be

Dizem que para você conhecer de verdade uma pessoa é preciso viajar com ela. Porque é numa viagem que as angústias, medos, egoísmos e (in) tolerâncias se afloram rapidamente. Afinal de contas, ninguém quer perder tempo fazendo média numa estadia rápida num lugar aonde provavelmente você não vai mais voltar tão cedo, certo?

Pois bem, como este espaço também é uma espécie de prestador de serviço social e como, humildemente, tenho experiências (boas, neutras e ruins) de viagens com amigos ou conhecidos, resolvi quebrar esta para vocês. Assim sendo, passo aqui, nas próximas linhas, dez cuidados preciosos que você deve ter para evitar (ou diminuir) encheção de saco em uma viagem que tinha tudo para ser a melhor de sua vida. Todas elas, em resumo, são até desnecessárias se você tem uma boa conversa e conhece bastante o companheiro de viagem antes de embarcarem. Mas vamos lá:

1) Não viaje com gente fresca.
Às vezes a pessoa é maravilhosa, divertida, inteligente, agradável. Até mesmo um “irmão”. Mas, meu amigo, para viajar, a pessoa é fresca. Mimadinha. Pirracenta. Só quer ficar em hotel confortável. Não gosta de caminhar. Só gosta de andar de táxi. Quer comer sempre no melhor restaurante. E fazer compras. Muitas compras. Pessoas assim tendem a fazer da sua viagem algo caríssimo e, sobretudo, insuportável caso algo saia da programação (desabe uma chuva inesperada, a mala não chegue, o pneu do carro fure, o ônibus quebre na estrada etc). Pode ter certeza: se algo sair errado, além de não te ajudar em nada, essa pessoa vai ficar te amaldiçoando e carregando o ambiente. Fuja disso!!!

2) Programas diferentes.
Converse bastante com o seu parceiro de viagem antes para deixar bem claro que vocês não precisam estar juntos até na hora de trocar as cuecas. Nem têm de ir para os mesmos museus, parques de diversões, bares e programas o tempo todo. Se você tem tolerância para fazer algo diferente sem se incomodar tudo bem. Mas fazer programa que você não está a fim é uma merda. Cara, vai lá no seu museu de arte contemporânea hoje, que eu vou visitar o Maracanã. No fim do dia a gente se encontra para tomar um chop, beleza?”. Acredite. Isso até torna mais agradável a companhia do outro. Programa diferente significa experiência diferente pra contar no fim do dia.

3) Pindaíba não.
Viajar sem frescura é uma coisa. Agora, viajar com gente que não tem grana para comer nada fora do salgadinho congelado e batata chips do mercadinho e nem para fazer nenhum programa básico é o fim do mundo. Imagina você ir a Paris e não poder entrar no Louvre? Ou a ir ao Rio de Janeiro pela primeira vez e não subir no Cristo ou no Pão-de-açúcar? É uma merda. E é tenso. O viajante sem grana só pensa nisso. A decisão para fazer um programa A ou B não passa em nenhum momento pelo nível de interesse ou atratividade. É somente “quanto vai custar”. É monotemático e chato. E é frustrante demais você ir a um baita lugar e não poder sequer jantar num restaurante bacana ou tomar umas no pub mais tradicional da cidade. “Ah não, vamos comprar no supermercado e ficar bebendo no meio da rua ou na casa de alguém porque é mais barato”. Sem contar que se algo der errado, se o cartão dele não passar, se ele não tiver grana trocada, se ele tiver calculado mal o quanto tinha de ter levado para ali, cara, a conta vai sobrar pra você. O viajante sem grana, até por instinto de sobrevivência, é um malandro de primeira linha. Sempre vai querer se dar bem. Eu não dou conta.

4) Egoísmo na hora do imprevisto.
Isso é até desagradável. Se você tem iniciativa para propor programas e passeios inusitados e a pessoa não coloca objeção, subentende-se que está tudo bem, certo? Errado. Na hora que o seu programa revelar-se não tão legal (para aquela pessoa), é que você vai ter noção real do egoísmo do seu amigo (a). Viajar junto para uma ilha paradisíaca com tudo pago e acertado é fácil. Todo mundo se ama. Quero ver se no meio de um passeio de barco que você inventou de fazer de tarde, o barco quebra em alto mar. Mesmo que tudo esteja sob controle, tem gente que insiste em carregar o ambiente e jogar a culpa em você por conta desses imprevistos. É nessa hora, da dificuldade, que a pessoa mostra o verdadeiro caráter e (falta de) companheirismo.

5) Fumar sim, mas longe de mim.
Já viajei com um baita amigo fumante. Aliás, foram várias viagens nesse esquema. Eu detesto fumaça, não fumo e tenho raiva de quem fuma em ambiente fechado. Para evitar problemas, não fique se remoendo: fale logo de cara que é pro sujeito ir fumar longe de você, se tiverem no quarto do hotel ou em algum lugar onde não haja circulação de ar.

6) Papai Smurf de c* é rola.
Quem é mais safo com viagem acaba tendo de virar babá de marmanjo desatento. Então, dentro do possível, avise seus camaradas de aventura com toda a antecedência possível sobre os documentos que eles precisam levar (habilitação, passaporte com validade mínima de seis meses, identidade, carteira de vacinação, de estudante, de jornalista, etc) para a viagem. Para evitar de chegar num lugar e não poder alugar um carro, fazer uma viagem rápida pro país vizinho ou um programa diferente porque o bunda mole não estava preparado.

7) Não precisamos conversar o tempo todo.
É legal bater papo e trocar idéia. Ainda mais com quem tem boas ideias e papo legal. Mas as vezes é mais divertido ainda ficar quieto, ouvindo um ipod ou lendo um livro enquanto se curte a paisagem ou se descansa no quarto de um hotel, albergue ou pensão. Se você tem um amigo sem-noção que não para de falar, dê a dica: “cara, vou dar uma lida agora. Mais tarde a gente se fala, beleza?”

8) Desconhecidos jamais.
Jamais viagem com alguém só para ter companhia sem conhecer a pessoa razoavelmente. Isso é receita pra dar merda. Já pensou juntar grana e esforço pra passar 30 dias na Ásia com um coleguinha de repartição e quando chega lá descobre que o camarada só quer saber de comer puta, fumar maconha e encher a cara? Ou ainda ir para a Patagônia e quando chegar lá descobrir que o camarada detesta fazer trilhas? Ou ir para alguma praia do Nordeste e sacar que o sujeito tem alergia ao Sol? Não, não dá.

9) Filho de uma ronca e fuça.
Roncar é um tormento. Uma doença incurável, eu diria. Não tem muito o que fazer nesse caso a não ser agüentar. Todo mundo fala em dicas para evitar o ronco (cutucar de lado, empurrar um pouco, mudar a posição do travesseiro, etc), mas, na boa, nada adianta. Viajar com alguém que ronca mais do que uma baleia no cio é uma tortura sem fim. Eu, pelo menos, não consigo dormir ao lado de gente assim. Neste caso, avalie bem as condições. De repente, o custo-benefício de ter uma baita companhia ao lado compensa as horas de olho pregado sem poder dormir que você vai perder de noite (e que vão acabar com seu dia seguinte). Ou não, sei lá.

10) Esquentadinhos que se fodam.
Não sei quanto aos outros, mas eu não só detesto como morro de vergonha de situações em que um camarada meu se mete a dar esporro em garçons, recepcionistas, vendedores, atendentes e todo tipo de serviçais. Eu prefiro morrer a ter de ficar ouvindo situações constrangedoras e berros desnecessários de gente que aproveita uma viagem para demonstrar toda a sua raiva do mundo. De novo, conheça bem a pessoa antes de passar esse aperto.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Endereço de gente grande

Sabe aquela cara torta que você faz quando pede o email profissional de um sujeito e o cara diz "joaozinho34@gmail.com"? Ou então quando o gabinete do alto escalão de uma empresa te pede o endereço eletrônico para enviar os documentos que você precisa e você manda um "pedrosapeca@hotmail.com"? É tipo ter uma calça da Fofi ou um sapato social da C&A (eu tenho três). Não é errado. Mas é bem chumbrega.

Pois então, pelo menos aqui essa história de dabliu dabliu dabliu ponto blogspot ponto com está com os dias contados.

Em vias de completar cinco anos de existência, o "Totalmente Sem-Noção", o blog mais amado e odiado da internet brasileira, tomou vergonha na cara e oficializou seu endereço novo. A partir de agora, este espaço será acessado diretamente por quem digitar

www.totalmentesemnocao.com.br

O endereço antigo (www.joselitando.blogspot.com) continua funcionando por enquanto, redirecionando para o novo.

Agadecimentos fartos ao nosso querido Rafael Lucyk, também conhecido como Juvenal.

Sem mais para o momento.