quarta-feira, 29 de abril de 2009

Palavras do pai

Estevam cresceu com as palavras do pai na cabeça. Aos 44 anos, fazia parte do caráter dele o conselho de que em mulher não se bate. “Meu filho, haja o que houver, jamais levante a mão para uma mulher. Jamais, você está ouvindo?”, dizia o velho comunista. O filho havia decorado aquela frase como um católico devoto tem na cabeça cada salmo da Bíblia. Repetiu-a quase a vida inteira, como se quisesse agradar o pai em pelo menos alguma coisa.

Naquela noite, no entanto, a promessa havia sido quebrada. Sentado sozinho em uma mesa de bar, Estevam olhava com indiferença os respingos de sangue a manchar os dedos da mão direita. Tinha batido na namorada. Jussara, o nome dela. Acertou-lhe a boca com o punho fechado e viu a moça cair ao chão como fruta madura. Não ficou para ver o estrago. Deixou o apartamento dela e saiu a caminhar pelas ruas até encontrar o primeiro boteco aberto.

A depressão obrigava Estevam a manter a imagem do pai na memória. Parecia que o filho da puta barbudo estava ali, dividindo a mesma mesa com ele. Sentia, no fundo do coração, o olhar de reprovação dele. Tinha a ideia exata do que o velho falaria depois que soubesse da discussão com Jussara e dos detalhes da briga. Não saberia o que responder ao pai. Pedir desculpas? Não, não mesmo. Não cabia desculpas à porrada no rosto da mulher, pelo menos disso tinha certeza. Sentiu-se um imbecil.

Para Estevam, os ensinamentos do pai eram sagrados. Pelo menos o tinham sido até o ponto da vida em que se encontrava. Tentou justificar o erro com possíveis falhas do velho comuna. Mas sabia que ele jamais levantara a mão para uma mulher. Estevam fez um ligeiro esforço para lembrar daquelas que vieram depois de a mãe sair de casa. Todas o amaram e o respeitaram. As únicas reclamações que recordava passavam pelo jeito irremediavelmente mulherengo dele. Nada além.

Estevam reagiu aos pensamentos com um soco na mesa, gesto que chamou a atenção do garçom e dos últimos clientes da noite. Levantou-se para dar uma mijada. Ao voltar, reparou ao longe uma mulher no lugar onde ele estava há alguns minutos. Jussara, sem dúvida. Estevam mordeu os lábios, ajeitou os cabelos, se atrapalhou com as mãos e seguiu ao encontro da namorada. Sentou-se mudo diante dela. Mas soltou um suspiro de vergonha ao reparar no corte na lateral da boca de Jussara. Sentiu pena.

- Me desculpe – adiantou-se ela.
- Jussara, você não tem de pedir desculpas.
- A culpa foi minha, meu amor.
- Eu sei. Mas mesmo assim não deveria pedir desculpas. Eu te bati. E isso é imperdoável – lamentou Estevam, enquanto acendia um Carlton.
- Você tinha parado de fumar...
- Eu sei.
- Estevam, meu amor, vamos para casa. Vem comigo, por favor – pediu a moça, com uma lágrima a se formar no canto do olho.
- Não posso. Se você me perdoar, eu vou fazer de novo. Não pode ser assim. Meu pai... Foda-se ele, deixa pra lá – censurou-se, com o olhar cabisbaixo.
- Estevam... Estevam, olha para mim, por favor. Isso não vai acontecer de novo porque eu te amo e você me ama. Quero que a gente fique junto. Nunca mais vou ficar com outro homem que não seja você. Eu prometo.
- Você... Eu não aguento mais, sabe? Não tenho culhão para esse tipo de vida que você leva. Não dá mais, entende?
- Eu também não aguento mais. Vou largar essa vida por você. Agora, vem comigo, vem.

Estevam se levantou da mesa como se erguesse toneladas de peso nas costas. Teve de usar os dois braços como alavancas para ficar em pé mais uma vez. Sentia-se derrotado e sem forças. Passou o braço por trás da cintura de Jussara e caminhou lado a lado com ela até a porta da rua. Ao passarem pela fachada, Estevam se assustou com um estampido e estranhou uma queimação na altura do peito. Olhou para baixo e viu sangue. Sangue dele. Virou-se apavorado para Jussara, em busca de respostas. E encontrou uma arma fumegante na mão dela.

- Isso é para você aprender a não bater em uma mulher, seu canalha de merda!

Estevam ali caiu e ali ficou, com o pai diante dos olhos e as palavras dele a latejar nos últimos instantes de vida.

sábado, 25 de abril de 2009

Tensão Pós-Pé na Bunda – como as mulheres reagem quando levam um fora

Término de namoro é uma merda. Aquela conversa estranha, “definitiva”, onde um dos dois lados tem de dizer que não quer mais a outra parte. Uma mentirada danada, com aquelas coisas de “eu vou te amar para sempre, mas não dá mais” ou “não estou interessado em ninguém, mas a gente virou irmão” ou ainda até aqueles clichês de “não é você, sou eu” e “preciso de um tempo para mim”.

De qualquer forma, o término é um lixo. Para quem termina e para quem é terminado. Dentro desse contexto, o Centro de Estudos Empíricos de Relacionamento, Sexo e Afins do Totalmente Sem-Noção foi a campo e notou muitas semelhanças entre as atitudes das mulheres depois que seus devidos traseiros são quicados pelos pés toscos de seus respectivos namorados.

Curiosamente, as moças – sejam elas pobres, ricas, obesas (desde as gordinhas até aquelas bolas de massa humana), raquíticas, altas, baixas, desdentadas e etc. – reagem de maneira relativamente padrão quando o assunto é tomar um pé na bunda. Trata-se, pois, de um fenômeno ao qual o maior blog do planeta atribuiu o nome de Tensão Pós-Pé na Bunda (TPPB).

Os estágios do humor feminino pós-término de relacionamento, por incrível que pareça, avançam de forma uniforme em toda a espécie. Importantíssimo ressaltar que a pesquisa não envolve términos de namoro traumáticos, como o flagra do sujeito com a melhor amiga na cama ou a moça amedrontada por um rapaz violento. Fala-se, aqui, de fins “normais”, com suas sequelas “naturais”.

Você, leitor, que até hoje jamais havia pensado no tema, leia e aprenda com o Totalmente Sem-Noção, o maior, melhor, mais debatido, mais comentado blog do universo desde os hieróglifos:

Estágio nº 1 – Carência, quase desespero – Nessa fase, a mulher é capaz até de se submeter a pequenas humilhações. Algumas ligam para o namorado e imploram para voltar. Dizem que vão mudar, melhorar e etc. É a fase na qual a mulher se acha a maior mukissa do planeta, a mais rejeitada, a mais gorda, a mais ferrada. Ela ainda é louca pelo namorado que acaba de rejeitá-la. Chora para as amigas. Não sai de casa. Quando o faz, fica triste, cabisbaixa. Toda vez que um homem chega nela, o sentimento é de asco. Pensa que todos são nojentos. Só pensa no namorado.

É o momento no qual ela está à disposição do cara a quaisquer hora e dia da semana. Se ele liga para ela, bêbado, às 3h de segunda-feira, ela vai dar para ele em 5 minutos. Todos os movimentos da moça são encarados por ela mesma como um esforço para retomar o namoro.

É uma fase perigosa. Muitos rapazes não resistem às humilhações da moça e reatam por pura pena. É a pior forma de se recomeçar qualquer coisa. É a senha para um novo rompimento dias depois. Nesse estágio, muitos filhos são feitos. Ela já parou de tomar pílula (afinal de contas, não vai dar para mais ninguém). Ele a procura bêbado, carente, e trepa uma vez mais. Sem camisinha e sem pílula.

Estágio nº 2 – Raiva – Nessa hora, já rejeitada pelo ex por um bom tempo, a moça se revolta e cai no mundo. Muitas vezes, o estalo surge por culpa do próprio macho, que se pega com alguém na frente dela ou de uma amiga. De preferência, aquela colega de trabalho que sempre deixou a ex-namorada louca de ciúme.

É quando a mulher resolve barbarizar. E isso varia de moça para moça. Para as mais recatadas e tímidas, barbarizar pode significar ficar com um cara desconhecido em uma festinha. Para outras é ir para Salvador no Carnaval, pegar 15 homens no bloco e ainda transar com o 16º depois da festança, sem se lembrar exatamente como o conheceu. De qualquer forma, o sentimento dela é de quebradeira total.

É a hora mais delicada para os homens. É quando eles têm a nítida sensação de que tem mais gente abrindo aquela gaveta. Muitas vezes, os machos percebem neste momento que ainda amam a moça. Ou simplesmente tentam voltar pelo singelo sentimento de perda. Em todo caso, é a virada da mesa. É quando elas passam a dar as cartas – mesmo que por dentro ainda amem o cara e tenham enormes chances de sucumbir às súplicas do rapaz.

As mais vingativas chegam mesmo a se pegar (ou pelo menos se insinuar) para amigos do ex. Ou fazem questão de se pegar com alguém na frente dele.

Estágio nº 3 – Equilíbrio – É o momento mais divertido do fim de um namoro. É quando os dois pólos estão fortalecidos. Nem a moça nem o cara choram pelos cantos. Ela já se pega com outros caras. Tem um rolinho aqui, outro ali. Já se permite ser cantada por onde vai e tudo o mais. No entanto, ainda tem lá no fundo, guardado, algum sentimento pelo ex, que pode ser tesão, amor, paixão, saudade e etc. Mas nada que a faça sofrer. É nessa época que os dois ex trepam vez ou outra. Sábado à noite, festa de amigos em comum, ninguém mais interessante para pegar, 3h, álcool na cabeça... É cama, meu amigo! Os dois terminarão na casa de um dos dois ou no motel. No dia seguinte, uma mensagem carinhosa já basta.

Ficam sem se falar por mais alguns dias até que... Uma mensagem às 2h30 de quinta-feira pergunta: “Onde você está?” E a resposta é a senha: “Saindo de uma festa chatíssima”. Em minutos, estarão atracados, nus, gozando loucamente em algum motel da cidade – ou talvez até na rua, no carro de algum deles, ou na escada do prédio dela. O perigo desta fase é a dificuldade de se desvencilharem um do outro. É quando os laços, que já deveriam ter sido desfeitos, resistem, dificultando novos horizontes.

Estágio nº 4 – Este ponto precisa ser repartido em duas partes. Isso porque as mulheres seguem caminhos diversos. Vamos a eles:

Estágio 4.1 – “Não sei como fui namorar aquele traste” – É quando a mulher olha para o ex-namorado na rua e se arrepende do passado. É o famoso cuspe no prato comido. Nessa etapa, a mulher fica com nojo do ex. E alguns até contribuem para isso. São aqueles momentos onde há um churrasco de amigos em comum no qual ela, a ex, está impecável, linda, admirada, paquerada. E ele, o ex, está um traste, bêbado, dando vexame, fazendo brincadeiras ridículas. É o nojo completo. O asco.

Nessa hora, as amigas são sinceras. Dizem que nunca entenderam como os dois namoravam. Revelam que elas mesmas, pelas costas da companheira, se perguntavam sobre os motivos pelos quais a garota ficava com o traste.

Estágio 4.2 – Abstração total – É o momento em que a mulher até nutre carinho pelo ex, mas não existe qualquer possibilidade de volta, de uma simples pegação, de nada. A mulher basicamente olha para o ex e nem se lembra de já ter dado para ele uma vez na vida. Normalmente, quando a moça chega a este patamar, está apaixonada por outro garotão, já teve alguma história muito importante recentemente ou vive um novo namoro.

terça-feira, 21 de abril de 2009

A importância e a essência do basquetinho


Existem mulheres e mulheres. Há aquelas que apenas topam sexo oral. Há outras que se amarram na coisa. E umas que simplesmente odeiam. Essas últimas fazem parte do rol que não suporta a ideia de chupar o pau do companheiro como antigo picolé Fura-Bolo. Pois bem, tais moças são não só os alvos deste texto como as que correm sério risco de, segundo especialistas (o que não é o meu caso), não conseguirem engatar uma relação duradoura com um homem. Simples assim? Simples assim.

Outro dia, a conversar com um amigo e colega de trabalho durante o horário de almoço (o cardápio, aliás, foi filé de tilápia ao molho de alcaparras), perguntei ao conviva como estava o relacionamento dele com uma nova peguete. Pergunta despretensiosa, mas que gerou certo desconforto no jovem repórter. O sujeito imediatamente parou a garfada entre o prato e a boca e olhou para mim meio constrangido. Deu um gole no Schwepps, uma olhada meio de lado e emendou:

- Companheiro, sabe como é que é, né? Ela é massa, gente boa, a gente se dá bem e tal, mas tem um problema sério: ela não gosta de... (e fez o gesto característico do basquetinho, seguido de pequenos estalos na boca – bom, para quem não sabe o que é basquetinho, é só imaginar um jogador de basquete batendo bola na quadra, mas troque a bola pela nuca da... Bom, fácil de entender, não?). Dá para ver na cara dela que não gosta. Já propus, mas claramente é avessa à prática. Numa boa, não dá para continuar, não mesmo. É uma pena, mas não dá.

Claro que toda mulher – e todo homem – tem o direito de fazer só aquilo que a faz se sentir bem e à vontade na cama. Humilhações e forçações de barra são desnecessárias, desestimulantes e desagradáveis. Mas é quase consenso entre o eleitorado masculino que o boquete é parte integrante e natural do pacote sexual. E vale a ressalva: nenhum homem enxerga a mulher que cai de boca no rapaz como vagabunda. Basquetinho é simplesmente o mínimo. Enfim, o básico (garantem os especialistas, claro).

Outro amigo terminou com a namorada mais recente pelo mesmo motivo. Depois de uma semana de vida sexual intensa, percebeu que a guria evitava se aproximar das partes, digamos, mais baixas. E, entre umas e outras, mais soltinho numa saída a dois, aproveitou para colocar o assunto na mesa. A companheira reagiu com desconforto e admitiu que não gostava da coisa. Tinha trauma e tal. Parece que um ex mais apressadinho ejaculou antes do tempo e a história não terminou de forma bacana. O amigo tentou argumentar, alegou que aquilo não aconteceria com eles, mas de nada adiantou. Ela bateu o pé. E ele acabou com tudo. Mais tarde, me ligou para dizer:

- Não dá, velho, muito complicado! A Marcinha é ótima na cama, uma belíssima companhia, mas mulher, para mim, não pode ter esse tipo de frescura. Ainda tentei convencê-la do contrário, mas não rolou. É isso. Enchi o saco. Já tava até procurando outras mulheres só por causa do basquetinho.

Fiquei sem argumentos. E lá pelas tantas concordei com o amigo, apesar de gostar deveras da ex-namorada do conviva (no bom sentido, óbvio). Para finalizar a discussão, lembro aqui de outro colega de jornal, mais putanheiro impossível. Disse uma vez que a melhor trepada da vida dele, na verdade, tinha se limitado a um bola-gato. Parece estranho, mas o cara descreveu a sensação de tal maneira, que, daquele jeito, a moça poderia tranquilamente ser a Hortência, a Paula ou a Janete do basquetinho. Bar-ba-ri-da-de, como dizem na minha terra.

quinta-feira, 16 de abril de 2009

6 dicas para saber se o computador é de macho ou de mulher

Você entra no metrô vazio. Senta-se na última cadeira do vagão. Durante a viagem, sente algo a tocar seu calcanhar. Quando você olha embaixo do assento, repara que se trata de uma maleta de laptop. Se não estiver em Londres, Madri ou Nova York – onde valisa é sinônimo de bomba –, você pega a pasta e abre.
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Curioso, você está louco para saber de quem é o tal laptop misterioso. É hora, amigo, de colocar toda a sua verve investigatória para fora. E, como sempre, o maior blog da história da humanidade (se considerarmos como blogs os hieróglifos, nós também somos o que há de melhor) ajuda nossos leitores a aperfeiçoar suas habilidades “escarafunchatórias”. O primeiro objetivo é descobrir se a máquina foi usada por um macho ou uma mulher.
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Saiba agora, passo-a-passo, como saber se um computador é usado por um garotão ou uma rapariga:
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1 – Clique no link do MSN, no canto direito da tela do computador. Não, você não vai entrar no MSN da pessoa. É que normalmente o e-mail da pessoa fica gravado no MSN do computador. Veja qual é o e-mail. Se for algo como “gatinhadoce@hotmail.com” ou “touro33cm@hotmail.com”, você não só vai descobrir o possível sexo da pessoa como vai saber que ela é muito, mas muito trash;
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2 – Ainda dentro da temática MSN, vá à pasta do histórico. Alguns amadores mantêm as conversas inteiras gravadas nas pastas do histórico. Basta clicar em uma janela para analisar. Se o dono do computador for bem trash, você encontrará coisas grotescas, como o “Vitor-29cm-Bsb” ou “Mari dengonsa”. Se a pessoa for “normal”, você poderá encontrar simplesmente o nome da pessoa ou ainda aquelas coisas insuportáveis na linha de “Amigaaaaaa, vamo com tudo hoje à noiteeeee!!!!”;
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3 – O fundo de tela do computador também diz muito. Se o fundo de tela for algo doce, delicado ou carinhoso, trata-se de um laptop de uma mulher. Se o fundo de tela tiver a Grazi Massafera ou algo referente a futebol, é computador de macho. Agora, se no fundo de tela houver um macho semi-nu, meu amigo, isso não é coisa de mulher: a máquina certamente será de uma bichona!;
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4 – Outra grande dica é abrir o Internet Explorer do referido laptop. Veja qual é a página inicial do usuário. Se for um site de notícias, pode ser de qualquer pessoa. Mas vai que tem, assim, o site do Mais Você, com dicas de receitas de todos os tipos? Ou o site do Corinthians, maior clube de futebol do universo? A surpresa também poderá lhe revelar o www.gostosasdeecuritiba.com.br. Ou ainda www.michespauzudosdegoiania.com. Se for o site do São Paulo, saiba que se trata de um bambi daqueles;
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5 – Ao abrir o Internet Explorer, clique naquela setinha que existe do lado direito do espaço para escrever os endereços eletrônicos. Ali, você verá o histórico do usuário. É um dos melhores indícios que você terá. Se a lista tiver coisas do tipo Mais Você, Ooops (site de fofocas do UOL), Ego Famoso do Globo.com e outros sites ridículos, estás diante de uma moça. Mas se o histórico for “Safadinhas de Manaus”, “Lancenet”, “Jornal dos Sports” e coisas do tipo, és um varão;
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6 – Outro grande caminho são os “Documentos Recentes”, ali no menu Iniciar. Você poderá clicar nas fotos recentes do usuário do computador. “Receita de bolo da tia da Fê”, “Como os homens são idiotas”, “Gianecchini-nu.jpg”, “Lista de tarefas para organizar um casamento” e coisas do tipo são documentos femininos. Se estivermos falando de um sujeito macho, haverá coisas como “Piadas de flamenguista”, “Fique rico em uma semana!”, “Grazi_Massafera-playboy.jpg” e “Ela-da-o-cuzinho-chupa-e-engole.mpg”.

terça-feira, 14 de abril de 2009

Malu


Dois jovens amantes. Três meses de trepadas loucas e insanas. E mais uma na noite passada. Depois da intensa movimentação, Teobaldo se refestelou na cabeceira da cama. Tarsiana acomodou a cabeça sobre o peito do companheiro, a brincar de enrolar os pelos dele com o dedo indicador. Enquanto se dedicava a massagear o couro cabeludo da moça, o sujeito moreno e corpulento puxou conversa:

- Amor?
- Oi - respondeu, solícita, Tarsiana.
- Tava pensando aqui: a gente podia dar uma apimentada na nossa vida sexual, não acha?
- Como assim, Teo?
- Ah, assim, acho que tá na hora de a gente tentar coisas novas, dar uma variada, sabe? Só para não cair na mesmice, entende? - arriscou.
- Eu não tô entendo, juro que não estou - reagiu a moça, erguendo-se de supetão. Faço de tudo que você inventa, tudo mesmo. Até quando não gosto ou não estou a fim. Lembra daquela vez do mel nos meus pés? Achei um saco, nojento até, mas fiz com todo o carinho. E aquela outra do choque elétrico? Agoniante, horrííííível, mas topei também. Afinal, qual é a tua, Teo? Tá brincando comigo? Me fazendo de boba para ver até onde aguento?

Teobaldo ficou em silêncio. A essa altura, os dois já tinham trocado a pose relaxada por dois corpos tensos e rijos. Estavam sentados na cama. Ele, com as pernas para fora. Ela, com os cotovelos apoiados sobre os joelhos.

- Amor?
- Oi?! - reclamou Tarsiana.
- Relaxa. Eu apenas quis sugerir algo para dar uma ousada nas nossas brincadeirinhas. Eu adoro tudo o que você faz por mim, mas acho que está na hora de darmos um passo a mais.
- O que você sugere? - desconfiou ela.
- Bom, a gente podia chamar aquela tua amiga nova da faculdade, a Malu, não é esse o nome dela?, para se juntar a nós... - disse Teobaldo, com cara de depravado, mas diminuindo o volume a cada palavra.
- PUTAQUEOPARIU, TEOBALDO! - explodiu a rapariga. Eu sabia que você queria comer a Malu! Eu sabia, eu sabia! Você é um filho da puta mesmo! Quer saber? Tô farta dessas maluquices! Ora, mas que saco!
- Calma, meu amor, calma! Foi apenas uma sugestão. Esquece. Não está mais aqui quem falou - aquietou-se o carinha.

O silêncio imperou entre os jovens amantes por longos minutos. Até que Tarsiana finalmente rompeu o climão:

- Sabe que até seria interessante, Teo?
- O quê, amor?
- A Malu... Acho que poderia ser legal, sei lá, apesar de preferir um belo e grande caralho, você sabe. E, olha, a Malu é bem bonita mesmo, tenho de reconhecer. Todos os homens da facu são loucos por ela. Tá solteiríssima, até.
- Você tem certeza? Gata, você é simplesmente maravilhosa.
- Vou ligar para ela.
- Sim, sim, sim.

Tarsiana pulou da cama empolgada e, enrolada no lençol, fugiu até a sala para fazer a ligação. Voltou uns 10 minutos depois, meio pensativa. Ajeitou-se na cama, deitou-se de costas para Teobaldo e cobriu a cabeça com o travesseiro. Parecia envergonhada. Só uma mecha loura ficou à mostra. Teobaldo deu-lhe um tempo até puxar assunto. E recomeçou:

- Amor?
- Oi... - suspirou Tarsiana.
- O que houve?
- Não vai rolar, Teo. Ah, mas não vai rolar mesmo! - vociferou, enraivecida.
- Ué, me conta. O que houve? Você tava tão decidida, pô.
- Não é comigo o problema. A Malu... Olha, ela não quer dar para você.
- Não?
- Não. Não mesmo.
- Ué, mas por quê? Ela não topa menage? Tem medo de pau grande?
- Não. Não é nada disso.
- Porra, o que é, então?
- A Malu... Caramba, ela quer dar para mim. Pa-ra-mim, entende? - concluiu Tarsiana, com a voz sufocada pelo travesseiro.

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Amantes às terças-feiras

Tamara tinha um namoro tranqüilo. Namorava um professor de cursinho boa gente, famosinho na escola onde dava aula. Certa feita, pegou-o com outra em uma festinha qualquer dessas da cidade. Uma amiga ligara para dedurar o gatuno. Deu uma de São Tomé e foi lá conferir. Paranhos estava no meio da pista de dança com uma piriguete daquelas que a mulherada tem ódio: cabelo amarelo ovo, marquinha de biquíni à mostra, calça ao estilo “Gang”, tamanco, decotão.

Tamara ficou possessa. No dia seguinte à festa, reuniu todas as amigas solteiras e disparou: “Não me deixem em casa um minuto. Quero guerrear 24 horas por dia. Me convidem para tudo”. E assim foi feito. Boate, carnaval fora de época, churrasco, calourada, show de música baiana, pub roquenrol. Ela estava em todas. Foi nessa época que se pegou com Antônio, famoso galanteador da galera.

Em ocasião já folclórica, Antônio e Tamara, completamente embriagados, se atracaram no banheiro da empregada da casa de uma amiga em comum, onde rolava uma festona. Paranhos, no entanto, começava a tentar voltar. Insistia, ligava, mandava flores e recados pelas amigas. Tamara ficava abalada, mas continuava na perdição. E Antônio continuava a pegá-la. Vez ou outra marcavam alguma coisa ou simplesmente se pegavam na night, ao se encontrarem.

Pois Tamara não resistiu às insistências de Paranhos. Resolveu ouvi-lo. Conversaram uma, duas, três vezes. Certa feita, beijaram-se. Duas semanas mais tarde, depois de várias ponderações, Tamara aceitou o reatamento. Mas não foi assim de uma forma tão ingênua. Depois de acertar as coisas com o namorado-que-foi-ex-e-agora-voltou-a-ser-atual, Tamara pegou o celular e discou para Antônio, seu peguete semifixo.

“É o seguinte, eu e o Paranhos voltamos. Mas eu não vou ter aquela fidelidade canina dos últimos três anos. A coisa agora é diferente”, disse a moça. “Toda terça-feira, o Paranhos dá aula em um cursinho longe daqui. Demora quase uma hora para ir e uma hora para voltar. E a aula dura umas duas horas”, continuou, para soltar a bomba: “Então, eu quero te encontrar toda terça-feira, sem falta. Quero você pra mim às terças”.

Antônio ficou boquiaberto. Jamais esperava tal proposta. Sobretudo vinda de Tamara. “Deixe-me ver se entendi bem. Eu serei seu amante das terças, é isso?”, perguntou. “Exatamente. Se você topar, eu vou adorar. Me recuso a ser aquela cachorrinha fiel de sempre. Agora eu vou barbarizar”, disparou Tamara, ao usar um linguajar pouco usual para ela, garota de modos discretos.

Na terça-feira seguinte, Tamara e Antônio se encontraram na casa do rapaz. Pegaram-se loucamente. Até então, nunca haviam trepado. Tamara sempre jogou duro com Antônio. No entanto, aquele sentimento proibido, aquela adrenalina da traição, o jogo do esconce-esconde com o namorado infiel fizeram com que a moça enlouquecesse. Transou com Antônio como se fosse a última vez.

E assim foi na outra terça e na outra. Numa segunda-feira qualquer, Tamara ligou para Antônio. “Eu quero ficar com você ao ar livre, em público”, disse. O rapaz topou. Foram para um restaurante. Curtiram a noite como namorados e depois terminaram na casa de Antônio.

Na semana seguinte, foram a outro restaurante. Embora fossem locais públicos, os restaurantes eram relativamente discretos. Era relativamente seguro se encontrarem nesses lugares. Tamara queria mais. “Amanhã nós vamos para a The Beer”, boate mais famosa da cidade na ocasião.

Antônio, então, percebeu que Tamara queria mesmo era emoção. Como ele não era cabra de se livrar da responsabilidade, topou na hora. No dia seguinte, na hora marcada, se encontraram na porta da boate. Se beijaram ali mesmo, em público. Tamara não estava nem aí. Entraram na casa noturna e começaram a dançar como namorados. Foram ao bar, pegaram birita e começaram, enfim, a curtir a noitada.

Alguns minutos mais tarde, um amigo de Antônio os chamou para visitar a área VIP da boate. Quando chegaram ao recinto reservado, de mãos dadas, o choque não poderia ser maior: lá estava Paranhos, no sofá, se atracando ferozmente com... Ticiane, irmã de Tamara. A casa, meu amigo, caiu.

Tamara foi para cima de Paranhos e deu-lhe um tabefe no rosto. Antônio, que não tinha nada a perder, ficou apenas a admirar a confusão. “Como você foi capaz?!”, gritava Tamara, ao falar com a irmã. Ticiane não respondia nada. Apenas chorava. Paranhos tentava conter a namorada. “Vamos sair daqui! Isso não é lugar de discussão e briga!”

Deixaram a boate. Tamara ensandecida. Ticiane aos prantos. Paranhos assustado em ser pego mais uma vez. Paranhos e Ticiane confessaram que trepavam há mais de dois anos. Com a volta do namoro, o garotão inventou o tal cursinho noturno para continuar comendo a concubina. Tamara e Ticiane demoraram seis meses para voltar a se falar. Paranhos nunca mais voltou encontrá-las. Antônio? Esse não se tem notícia. Na noite fatídica no The Beer, ao ver as irmãs se matando, abandonou o barco e foi pra guerra. Acabou pegando uma gatinha. Seguiu a vida normalmente.

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Umas histórias, aí...

Getúlio e Morgana*. Jornalistas. Colegas de trabalho de uma empresa jornalística da capital do país. Conheciam-se havia dois anos. E numa dessas confraternizações loucas de uma redação se pegaram. Um beijo rápido ainda no estacionamento do boteco, escondido dos olhares atentos dos demais. Os dois meio bêbados, soltos o suficiente para deixar de lado a distância e a timidez do dia-a-dia.

Começaram a sair. Almoço, jantar e até caminhada no Parque da Cidade no sábado de sol. Um gostava da companhia do outro. Getúlio achava a loura de 33 anos divertida, alto astral e deveras descomplicada. Descobrira satisfeito que a aparente dureza da repórter de Economia amolecia entre piadinhas inteligentes e perspicazes. Para completar, interagia e prestava atenção no que ele dizia.

Morgana também se envolvera com certa rapidez pelo homem de 38 anos, apaixonado por punk rock e filmes de Akira Korosawa. No início, tinha achado os gostos do acompanhante, repórter do caderno de Política, meio incompatíveis. Mas logo percebeu que não passava de preconceito bobo. Morgana também se interessara pela gentileza dele. Abria a porta do carro e sempre perguntava se estava tudo bem. Ela, enfim, o achava assaz interessante.

O mais novo casal da redação saía junto havia duas semanas. Alguns colegas de trabalho sabiam. Os homens, principalmente, apoiavam a união econômico-partidária. A mulherada fazia cara feia, mas também não falava nada. A maioria, pela menos as que conheciam Getúlio havia mais tempo, não gostava do sujeito. Só uma amiga de Morgana, com mais tempo de jornal, quebrou o gelo. Tentou alertar a moça: “Olha, amiga, não me leve a mal. Mas esse cara é estranho. Soube de umas histórias, aí...

Morgana levou um suto. Mas preferiu não dar bola. Nem perguntou detalhes sobre as tais histórias. Queria curtir a vida sem encheção de saco. Tinha trabalhado em outras três redações e sabia que a fofoca e a inveja percorriam insistentemente os corredores de cada editoria. Principalmente entre as mulheres. Tinha gente que não suportava ver os outros felizes e realizados. Por isso, a repórter simplesmente ignorou o assunto. Esqueceu, arquivou tudo no fundo da memória.

Assim, o relacionamento de Getúlio e Morgana logo esquentou. Ele queria comê-la. Ela queria dar para ele. Perfeito. Numa bela noite de janeiro, os dois decidiram pela primeira vez se entregar à luxúria. Não foi preciso combinar nada. Jantaram em um restaurante japonês na Asa Sul e naturalmente seguiram para o apartamento dele, no Sudoeste. Prédio bacana, todo espelhado. Chique. Ela se impressionou, apesar do nervosismo.

O casal invadiu o apartamento aos beijos. Ele a pegava com força. Ela o mordia, lambia e gemia pertinho do ouvido dele. Ele arfava. Ela pingava suor. Chegaram ao quarto nus, aos trancos e barrancos. Um dos vasos do corredor sucumbiu ao frenesi. Morgana engoliu o pau de Getúlio assim que passaram pela porta. Chupou-o com sofreguidão por alguns minutos. Largou o caralho com um estalo e se atirou na enorme cama do sujeito.

Getúlio a seguiu. Deitou na cama e pediu que Morgana ficasse de pé na cama e abrisse as pernas ao redor da barriga dele. Olhou-a com firmeza, sorriu e ordenou:

- Mija em mim!
- O quê? – reagiu ela.
- Vamos lá, vamos lá. Mija em mim, vai, vai, vai! – suplicou ele.

Morgana retorceu o rosto de nojo e percebeu que, naquele momento, não havia mais volta. Cobriu o rosto com as duas mãos e abriu a bexiga sobre o corpo suado de Getúlio. Sem querer olhar, ouviu com desespero os gemidos de prazer do merdinha. Terminada a porcaria, Morgana pulou da cama, vestiu-se atrapalhada e saiu em prantos porta afora. Getúlio ainda tentou contê-la, mas achou melhor soltá-la. Nunca mais se olharam no rosto. Ela, por vergonha. Ele, por indignação.

* Nomes fictícios para evitar constrangimentos.

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Em Fortaleza, com apenas uma hora e trinta minutos para transar

Ele foi a Fortaleza para uma reunião de trabalho. No dia anterior, havia ralado por 14 horas seguidas. Naquela terça-feira, só teria de começar no batente depois do meio dia. Morto de cansado, colocou o despertador para às 9h. O relógio insistia em tirá-lo da cama a cada 15 minutos, sempre adiados por mais um “soneca” teclado.

Às 10h20, Vinícius acordou, finalmente. Pensou consigo que teria apenas aqueles poucos minutos para dar um mergulho de mar. Colocou a sunga, comeu umas duas frutas que restaram do dia anterior e partiu para a praia em frente ao hotel. Chegou à areia sozinho. Pediu uma cadeira para o seu João, da Barraca do Seu João e sentou-se. Ficou a admirar o mar. Não pulava na água salgada há mais de cinco meses.

Ao seu lado, uma gordinha com o namorado. Do outro, uma mãe bem ajeitada com dois filhos e, aparentemente, o marido (que jogava bola ali perto com mais uns amigos). Vinícius percebeu um olhar diferente da mamãe gostosa. Mas não deu bola.

Levantou-se, tirou a camisa, a bermuda e começou a se preparar para dar um belo mergulho naquele mar verde do Ceará. De pé, admirava o céu azul e aquele mundão de água à sua frente. Olhou para o lado e fisgou a moça, mãe dos dois filhos e nitidamente casada (Vinícius sacara a aliança em seu dedo), a olhá-lo fixamente. Manteve o contato com os olhos. Aquele frio na barriga lhe tomou por alguns segundos. Virou-se novamente para o mar e seguiu firme.

Depois dos 15 minutos de mergulho naquele marzão calmo e quente do Nordeste brasileiro, Vinícius volta para a cadeira e encara a moça. Ela retribui o olhar fixamente. Devora-o com os olhos. O marido passa por perto, comenta alguma coisa e sai. Os filhos lhe pedem sorvetes e picolés. Mas os olhares não param de se conectar.

É hora de Vinícius partir. Ele passa pela moça. Não trocam nenhuma palavra. O rapaz pára em uma pequena sorveteria no calçadão da praia. Pensou que seria fantástico comê-la. Mas a mulher era casada. Estava com os dois filhos. Não poderia chegar junto. Teve, então, uma idéia fantástica. “Companheiro, pode entregar este bilhete para aquela mulher que está deitada ali na praia, tomando sol?”, perguntou ao sorveteiro. O moço foi ao encontro da moça e lhe entregou.

A moça, curiosa, levantou-se e olhou para ver quem era. Vinícius sorria. No bilhete, apenas o nome dele e o telefone. Nada mais. Nenhuma cantada. Nenhum comentário. Nada.

Duas horas mais tarde... “Alô, Vinícius? É Mariana. Você me mandou um bilhete...

Conversa vai, conversa vem. O rapaz trabalharia por mais duas horas. E pegaria o vôo das 19h. “Só vamos ter uma hora e trinta minutos para nos vermos e nos conhecermos”, disse Vinícius. “É pouco mesmo, mas acho que talvez seja o suficiente”, respondeu a moça.

Vinícius ficou na dúvida. “Levo ela direto para o hotel e tento mandar bala ou faço um misancene, levo-a para tomar alguma coisa na praia e tal?”, perguntava-se. Dado o pouco tempo e o fato de nunca mais voltar a Fortaleza, resolveu arriscar. A moça chegou ao hotel e telefonou para ele. Avisou-o que já estava no lobby. “Você pode subir? Estou arrumando as malas”, disse, na expectativa de uma reação da moça. Nada. Ela apenas consentiu.
Era a senha para o ataque. Quando abriu a porta, Vinícius e Mariana se olharam pela primeira vez como “conhecidos”. Ele a puxou pela mão, chamou-a para dentro do quarto e, sem dizer uma palavra, agarrou-a. Começaram a se beijar calorosamente.

O beijo virou pegação total. As mãos começavam a deslizar pelos corpos. Roupas começaram a ser atiradas por todos os lados. Ele começou a chupá-la loucamente. Seios, barriguinha... tudo. Ela retribuiu com igual ardor. Transaram loucamente por quase 30 minutos, quando gozaram juntos. Ele tinha apenas mais 30 minutos para se arrumar. Ela perguntou do trabalho dele. Ele foi para o chuveiro e ela foi atrás. Transaram uma vez mais.

Ele, curioso, antes de se despedir da moça, que já estava à porta pronta para ir embora, perguntou: “E o seu marido? Você é casada, certo? Foi a impressão que tive na praia”. Ela puxou o rosto dele com uma só mão, deu-lhe um beijo ardente e disparou: “É um filho da puta. Só mantenho a relação por causa das crianças. Quero mais que ele se foda”. Virou-se e partiu. Nunca mais se viram.