.Dida, 20 anos, guerreiro tranqüilo, faz algum sucesso entre as mulheres;
.Tito, melhor amigo de Dida. Seu passatempo favorito é sacaneá-lo por qualquer motivo;
.Pablo, dono da fazenda em Goiás Velho e anfitrião da galera. Adora ver os amigos pegando grandes mukissas para sacaneá-los depois;
.Doni, melhor amigo de Pablo, igualmente se esbalda ao ver os comparsas com incríveis mocréias. É superamigo de Isabel.
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Isabel era a menina mais mukissa daquele grupo de amigos que passava o carnaval em Goiás Velho, antiga capital do estado. A família de Pablo tem uma grande fazenda na região. Sempre que pode, Pablo chama os primos e muitos amigos para passar alguns dias por lá. Dessa vez,
uns 20 convivas celebravam o carnaval naquele ano de 2002. E Isabel era a mais feinha de todas.
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Tadinha. Ela tinha apenas 15 anos. Sofria com a adolescência: espinhas na cara, aparelho nos dentes. Coisas que traumatizam qualquer ninfeta. O carnaval em Goiás Velho é daqueles de rua, aquela pegação bagunçada, com bandinhas aqui e ali, carrocinhas de cachorro-quente, a galera toda se perdendo. Aquela loucura básica que só ocorre no Brasil.
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No meio de toda essa turma, está Dida, guerreiro mais tranqüilão, amigo de Pablo de longa data. Não é de sair pegando todo mundo no carnaval, mas sempre trabalha com competência em eventos do tipo.
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No último dia de carnaval, Doni – outro integrante do grupo – está ali no meio da praça, observando a bagunça de toda a galera, quando Isabel vem falar com ele. Doni já tinha quase 20 anos e uma relação de primo-irmão com Isabel. Era também muito amigo de Dida. A ninfeta lhe pedia conselhos amorosos e coisas do tipo. Enfim, ela puxa o rapaz para um canto. "Doni, é verdade que o Dida quer ficar comigo?", pergunta a adolescente.
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Doni quase cai na gargalhada. Dida era cinco anos mais velho do que ela. Tinha certo sucesso com as mulheres. Jamais estaria interessado em uma mukissa daquele calibre. Mas Doni não é dado a maldades. "Olha Isabel, eu ouvi dizer que o Dida está meio ligado em você mesmo. Acho que é possível rolar. Vou dar uma investigada e te aviso, tá?", respondeu. Isabel saiu andando, toda animadinha. Claro, afinal, ela era uma megamukissa adolescente prestes a se pegar com um garotão mais velho.
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Doni fica ali pensando mais um pouco. "Isso é coisa do filho da puta do Pablo!!", imaginou. Pablo tem uma mania engraçada: gosta de armar casais inesperados. Adora fazer com que seus amigos mais próximos se peguem com mukissas só para tirar sarro depois. Doni se dirige a um grupo de machos que conversa alegremente. Pablo está entre eles.
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Doni puxa Pablo pelo braço e cochicha: "Moleque, que porra é essa de o Dida querer pegar a Isabel?!", diz, em tom indignado, mas já dando risada.Pablo faz um muxoxo para Doni e revela: "Xiiiiiii. Fica quieto, moleque. Ele vai pegar! Ele vai pegar! Estou convencendo o Dida de que a Isabel é gatinha e pegável! Você tem que me ajudar!" Doni cai na gargalhada. Sabia que aquilo era alguma armação. E topa a sacanagem.
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Dirige-se, então, a Dida. "E aí, meu querido, vai pegar a Isa?", pergunta. "Pô, cara, não sei, o que você acha? O Pablo me disse que ela está a fim. Falou que acha ela bonitinha..." Doni coloca em prática o plano traçado por Pablo e incentiva Dida a pegá-la. "Porra, eu acho a Isabel uma ninfetinha. Ela está com espinha, claro, mas isso é passageiro. Acho que ela é bem gostosinha. Você vai se dar bem", diz Doni, animadíssimo com a história.
.Minutos mais tarde, Doni e Pablo se encontram novamente.
"E aí
, como estão as tratativas?", pergunta Pablo. "Moleque, eu tenho certeza de que eles vão se pegar. Nós dois já convencemos o Dida de que a Isabel é pegavel.
Você conhece ele. Sabe como é influenciável por nós. Ele vai pegar. É batata!"
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E não dá outra. Instantes depois, Dida e Isabel já estão batendo um papo íntimo em um dos becos do centro de Goiás. É nos becos que as pegações ocorrem. Em segundos, Isabel e Dida já estão atracados, se pegando loucamente, para a comemoração de Doni, Pablo e dos demais amigos. Tito, um terceiro amigo presente ao carnaval, está empolgadíssimo. "Caralho, o Dida pegou a Isabel? Isso é fantástico, maravilhoso. O que poderia ser melhor para o meu carnaval?", diz, pensando nas gozações que virão pelos meses seguintes.
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Imediatamente, Tito começa a pedir dinheiro aos amigos. Reivindicava pelo menos R$ 1 de cada. Quando Doni contribuiu, sem saber do que se tratava, tinha ideia de que viria alguma coisa mirabolante por aí. Cinco minutos mais tarde, depois de arrecadados os recursos necessários, Tito volta com um dos bolsos de sua calça cargo bem cheio. Discretamente, ele abre o fecho ecler e mostra a sua aquisição: um dragãozinho verde inflável, horroroso. "É a Isabel. Vou dar para o Dida de recordação do carnaval", dispara, para gargalhada dos demais. O casal de pombinhos, porém, não sabe de nada.
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No dia seguinte, era a hora de voltar pra casa. Isabel foi embora cedo com o pessoal de Goiânia. Dida era da galera de Brasília e só voltaria mais tarde. Ele e Tito viajariam no mesmo carro. Pablo, Doni e outros amigos seguiriam em uma Pajero.
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Dida e Tito deixaram a casa de Goiás Velho antes dos outros amigos brasilienses e rumaram para o posto de gasolina na saída da cidade. Era o ponto de encontro. Em seguida, chegaram Pablo, Doni e os demais. De longe, viram Dida encostado no carro, com cara de poucos amigos. Mão na cabeça, parecia desesperado com alguma coisa. Ao seu lado, estava o sacana Tito. Ao chegar no posto, o gaiato se dirigiu à bomba de ar para encher pneus de carros e inflou o dragãozinho. Era a Isabel!!
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Tito pulava no posto de gasolina de um lado para o outro gritando: "Isabel! Isabel! Isabel!" A galera que chegava de carro caía na gargalhada, enquanto Dida se tocava da grande catástrofe que seria a volta para casa. Durante todo o trajeto, enquanto Tito e Dida iam na parte da frente do Marea, "Isabel" ia no banco de trás. Sim, Tito colocou o dragãozinho inflável no banco de trás, protegido pelo cinto de segurança e tudo. Um grande de um filho da puta. Ao deixar Dida em casa, já em Brasília, Tito tentou dar o "bichinho de estimação" para o amigo guerreiro. "Leva o dragão, São Jorge! Você já domou, agora cuida!", sacaneava.