quarta-feira, 19 de julho de 2006

O homem que só gostava de chupar bocetas

Nem toda mulher gosta de ser chupada. Nem toda mulher abre as pernas para que o seu macho coloque a língua na sua boceta e a faça delirar, urrar e gemer de prazer. Mas existe um sujeito que não admite esse tipo de “frescura”, como ele mesmo diz. Velho amigo de guerra, o rapaz chega aos 30 anos com experiência vasta na área sexual.

Boa-pinta e gente boa, talvez o protótipo do popular, desenvolveu uma atitude até então pouco entendida entre os amigos. O cara só, só e somente gosta de chupar bocetas. Todo o resto ele faz como nós, estranhos normais. Ele sai à noite, se interessa pela garota, tenta as cantadas mais fracas do mundo, e, se tudo der certo, beija a moça como poucos.

É, até aí, o cara não tem nada de diferente. Mas, quando chega ao motel, o rapazinho nem olha para o rosto da garota recém-conquistada. Quer mesmo é jogá-la na cama, baixar a calcinha preta e rendada e cair de boca naquela delícia peluda, escura e molhada. Ali, ele está em casa. Sente-se confortável para sentir o cheiro indefectível daquele “ser” tão perfeito.

Antes que se pense bobagens, ele também transa no sentido literal da palavra. Ele não só faz sexo, como também deixa as moças satisfeitas. Não nega fogo, enfim. Ainda assim, não é o que o faz sentir prazer numa cama. Ele até se amarra em ver aquele sorrisinho de canto de boca da companheira, mas faz isso sem o menor tesão. O negócio dele é chupar bocetas. E o faz como poucos, como várias ex-namoradas do amigo já me confidenciaram numa ou outra festinha mais trash.

E, apesar de às vezes parecer meio maluco, só o conviva sabe que mulheres que não se deixam ser chupadas sofrem de um problema psiquiátrico digno de um profissional do sexo – ou, claro, estão menstruadas. Mas, disse-me ele certa vez, que nem mesmo o mar vermelho é capaz de impedi-lo de mais uma aventura sexual. Ele é, sim, um puta chupador de bocetas. E não tem vergonha de dizer isso a toda e qualquer mulher que se atravesse na vida dele.

Um dia, no entanto, o sujeitinho malcriado encontrou a boceta da sua vida. Sim, ele se apaixonou enlouquecidamente por uma vulva que de tão efervescente lhe conquistou o corpo, o espírito e a alma numa tacada só. Sem alternativas, pediu a moça em noivado. Logo se casou. O nome da rapariga? Ele não lembra direito, fala até que pode ser “qualquer um que você quiser”. A fisionomia? Não sabe nem mesmo se é loira ou morena. Mas, hehehhe, da tchabaska, essa, sim, ele sabe de cor e salteado cada detalhe.

Aos mais chegados (só eles realmente sabem), revela até o nome que colocou na boceta escolhida para juntar os humildes trapinhos . Já liguei várias vezes perguntando como estava a fulana com quem ele casou, mas ele insiste em dizer que nem quer saber do estado de saúde da mulher. Impacienta-se até só para emendar que a Esmeralda (sim, este é o apelido do lânguido orifício) vai muito bem e manda beijos. "Ah, Esmeralda...", sussura ele. Este, sim, é um sujeito apaixonado pelas coisas boas da vida.