segunda-feira, 1 de maio de 2006

Série Fetiches Parte I – “Pés femininos”

Sou enlouquecido por pés de mulheres. Desde pequeno. Lembro que aos quatro, cinco anos sonhava em ter um armário de madeira com porta de vidro em que colocaria ali os pés mais adoráveis. Óbvio, não sabia que simplesmente tirar os pés de uma mulher era tarefa impossível. Deixei a idéia de lado. Mas jamais a podolatria. Sempre que meu pai me apresentava alguma namorada nova, a primeira coisa que eu reparava era o pezinho da moça. Se bonito, inventava brincadeiras com os dois só para esbarrar naqueles pequeninos sustentáculos de dedos delineados e pintados. Pela manhã, ainda acordava cedinho só para analisar com calma as sandálias, chinelinhos ou modelos de salto alto ou agulha jogados pelos cantos do quarto do casal.

A ousadia, porém, caros amigos, só vale a pena se os pés forem realmente bonitos. Sim, porque pezinhos femininos precisam ser bem tratados, arrumados, cuidados com ternura, carinho e paixão. Minha namorada já me perguntou algumas vezes sobre essa minha loucura. Indignou-se quando tirei fotos dos pezinhos dela. Ora, mulher que se preocupa com os pés, com certeza cuida de todo o corpo com a mesma dedicação.

Imaginem a cara do príncipe encantado ao se deparar com uma Cinderela de pé grande, dedos tortos e unhas sem nenhum trato? O cara fugiria e que se foda a moral da história. Pés maltratados jamais inspirariam José de Alencar, Balzac ou Dostoievsky. Pô, pés femininos têm de ser pequeninos, entre 35 e 37, macios e com os dedinhos cadenciados. Daqueles que formam uma imagem quase enevoada se colocados lado a lado ou se levemente apontados para o ar.

Tamanha obsessão me revela até se um pé é potencialmente bonito só pelas mãos da guria. A tara não pára por aí. Algumas amigas de Porto Alegre sabem que dou notas a eles. Afinal, de zero a dez, todo pé merece uma avaliação. Vez ou outra elas o apresentam a mim para saber se houve uma melhora. Exigente que sou, cedi apenas uma vez à nota máxima. E por foto: são os pezinhos da Jodie Foster.

Não é para menos que tal loucura faça parte do meu processo de seleção natural. Já deixei de transar simplesmente porque os pés da moça eram hor-ro-ro-sos. Já terminei namoros porque os pezinhos eram pezões. E já me dediquei arduamente à tarefa da sedução só para conquistar aquele par de cinco dedinhos formosos. Confesso, enfim, que já cansei de tentar entender tal fixação. Fiz seis anos de terapia e nunca se chegou a um disgnóstico decente. Prefiro pensar que sou um cara normal. Bom, deixa pra lá, ainda bem que minha namorada acha. E ela ainda tem pezinhos lindos, hehehe.