segunda-feira, 5 de setembro de 2005

A primeira barba



Ontem tive um dia de irmão mais velho orgulhoso: ensinei meu irmão de 16 anos a fazer a barba. Ele ainda não tem uma barba propriamente dita, mas já tava com aquele bigodinho de porteiro mexicano, horrível!

Quando cheguei na casa do meu pai, onde assisti ao espetáculo da Seleção Brasileira de Futebol, já notei de cara aquela coisa feia. Conversa vai conversa vem, descobri que ele tava sendo zoado desde o início do ano por causa daquilo e que meu pai não queria ensiná-lo. Claro que eu falei: vem cá que eu te ensino! FERA!

Não sei o que rola com os adultos que eles sempre querem postergar a data da primeira barba feita. Realmente não entendo. Será que é melhor deixar a molecada ser zoada na rua ou ensinar uma coisa que, mais cedo ou mais tarde, ele terá de fazer do mesmo jeito?

Aquela velha conversa de que fazer a barba engrossa os pêlos e, por isso, é melhor retardar a hora de fazer é pura balela. E foi justamente isso que fez meu pai perder a minha primeira barba também.

Ficava dizendo que não precisava, que tava curto, que nem dava para perceber enquanto eu me sentia o próprio porteiro Ramón. Horrível. Aí um brother meu que hoje mora na Alemanha me ensinou. Levei quase quatro anos para que o fio da minha primeira gilete perdesse o corte, hehehe. Mas o bigodinho de porteiro foi pro ralo da pia! E eu fiquei feliz a valer.

Engraçado é que deu para perceber a mesma coisa no olhar do meu irmão. Eu disse pra ele que, no início é assim mesmo, demora até trocar a lâmina e que ele não precisaria se preocupar. Mas agora ele já é homem e até faz barba. E o mais legal: eu que ensinei! hehehe